Aew!Mais um capítulo pra vocês!O terceiro deve sair na próxima sexta!Enjoy it!
− Céus! Onde estamos?! − Nami andava em círculos, falando consigo mesma.
− Oe, Nami, você está bem? − Luffy levantou e balançou a cabeça pra tirar a água dos ouvidos.
− Estamos numa ilha aparentemente deserta, a quilômetros do Sunny-Go e pra variar eu me perco logo com você! − Nami gritou com raiva da pergunta.
−Ah, você está bem! − Luffy sorriu e olhou para todos os lados.
− Droga! O que faremos?! − Nami agachou na areia tentando pensar em algo.
−Ah, vamos sair daqui! Vamos andar! − Luffy puxou o braço de Nami.
− Enlouqueceu?! Quando uma pessoa se perde ela tem é que ficar parada num lugar esperando que alguém a ache! Não! Vamos ficar aqui mesmo! − Nami puxou o braço de volta e sentou-se na areia em posição fetal.
−Nami! Eles não sabem nem que direção tomar, vão demorar muito! Vamos! Levanta aí! − Luffy insistiu.
− Droga! Odeio quando você tem razão! − Nami levantou. − Muito bem, vamos ver se tem alguém nessa ilha e...
− Urra! Uma aventura! − Luffy deu um pulo de alegria e saiu correndo adentrando na floresta.
− Luffy! Espere por mim! − Nami correu atrás dele.
No Sunny-Go, Sanji corria e chorava em círculos, estava muito preocupado com Nami. Robin tentava acalmá-lo. Os outros consertavam alguns buracos e estragos que a tempestade havia feito.
− Napi!Onpde vopcê eshptá? − Sanji gritou para o mar com a gola da camisa na boca.
− Sanji-san, por favor, acalme-se. Nami-san é muito forte, ela deve estar bem! − Robin tentou reconfortá-lo.
− Isso seria impossível. Aquela tempestade mais cedo foi surreal, e ela ainda tinha que cuidar do Luffy, as chances dos dois estarem bem são mínimas... − Zoro falou seriamente fazendo com que Sanji chorasse mais que antes. Robin lançou-lhe um olhar de desprezo, mas Zoro não se alterou. De qualquer forma ele estava certo. As chances de se sobreviver numa tempestade eram mínimas, quase nulas. Era bem isso que eles pensavam.
Na ilha deserta, a muitos quilômetros dali, Luffy se aventurava junto de Nami pela floresta.
− Tomara que a gente encontre animais estranhos que saibam dançar e cantar pra gente! − Luffy comentava com Nami meio à corrida.
− Luffy, da onde você tira essas idéias malucas? − Nami perguntou, preferindo não saber sua resposta. Luffy apenas riu e continuou a andar. As árvores foram ficando menores e o caminho ia se expandindo. No final os dois encontraram na saída da floresta uma estrada de pedra.
− Luffy! Uma estrada!
− Sim! Eu estou vendo! Vamos ver onde ela acaba!
− Isso significa que a ilha não é deserta! − Os dois continuaram a correr pelo meio da estrada e alguns minutos depois mais à frente avistaram um portal branco e grande escrito "Sejam Bem-vindos!"...
− Ah, com prazer! − Quando Luffy ia passar pelo portal, Nami o segurou pelo ombro e o jogou para fora da estrada, nuns arbustos. Jogado no chão, Luffy não entendia a ação de Nami, que olhava escondida entre o matagal algo grande passar pelo portal, o rosto muito apreensivo.
− Nami, o que aconteceu...? − Luffy foi cortado pelo sinal de Nami para que ele ficasse calado. Quando a tal coisa passou, Nami abaixou a mão e disse estar tudo bem. Luffy olhou para fora dos arbustos e entrando na cidade uma tartaruga gigante com pessoas em cima passava.
−Nami, eu quero andar naquilo! − Luffy falou a amiga que ainda parecia preocupada.
− Luffy, não viu quem estava montado no monstro? Marinheiros!
− Sério? − Luffy olhou de novo pra ter certeza, mas já tinham sumido na estrada.
− Luffy, somos procurados, não podemos entrar na cidade pela porta da frente, deve estar cheia de marinheiros, quem sabe até oficiais e generais da marinha por aí também! − Nami agarrou Luffy pela camisa e o balançava sem parar tentando fazer com que ele entendesse.
− Nami, tá com nada! Se eles vierem pra cima de nós eu derroto todo mundo como sempre fizemos! − Luffy falou à Nami alegremente e mostrou o punho.
− Luffy, temos que sair da ilha sem criar confusão, será que consegue? − Nami falou quase suplicando.
− Mas assim é mais divertido! − Luffy riu do próprio comentário e Nami começou a chorar em cascata.
− Luffy!Eu te odeio!*snif*− Sentou-se no chão e ficou ali choramingando.
Luffy coçou a cabeça, sentindo-se culpado pelo estado da amiga colocou seu chapéu de palha na cabeça dela e disse:
− Tá! Vamos fazer do seu jeito dessa vez! − Falou reclamando, mas depois abriu um sorrisão pra Nami que pulou de alegria.
− Certo! Devemos nos disfarçar e... − Luffy colocou o indicador debaixo do nariz, imitando um bigode.
− O que mais? − Nami caiu na gargalhada e disse:
− Não, bobo, não desse jeito... Empreste-me sua camisa. − Luffy não entendeu, mas tirou a roupa na mesma hora e deu a ruiva que prendeu a peça no braço esquerdo.
− Eu irei até a cidade e pegarei algo para você se disfarçar. Enquanto isso você fica aqui me esperando...
− Hei!Espera aí! Você também é procurada, Nami! − Luffy rebateu. Nami chegou perto de Luffy e perguntou:
− Quem é o mais perigoso aqui: você ou eu?!
− Você! − Luffy respondeu na mesma hora. Nami deu um longo suspiro e continuou:
− Com isso cobrindo minha tatuagem e meus longos anos de gatuna me ajudarão a não ser pega. − Nami apontava para a camisa amarrada no braço e levantou o queixo quando falou bem de si mesma. Luffy cruzou os braços e fez muxoxo, mas não falou mais. Seguiu Nami com os olhos enquanto a mesma levantava-se e andava de volta à estrada falando ao longe para que Luffy não saísse dali.
− Humpf! Que mandona...O que eu vou fazer até ela aparecer de novo? − Luffy se perguntava. Virou o pescoço e avistou no tronco de uma árvore um grande inseto, correu até ele. − Sugoi!Um besouro! − Seus olhos brilhavam.
Nami esgueirava-se pelas paredes e se escondia em becos quando marinheiros passavam. A cidade parecia muito normal. Nada de interessante ali, e os marinheiros pareciam nem se importar com as pessoas que passavam. Nami começou a andar mais calmamente. Avistou uma barraquinha com máscaras, fantasias e outros e resolveu dar uma olhada. Revirando as máscaras, tentando achar algo que Luffy fosse gostar ou que não incomodasse tanto. O dono da lojinha percebeu Nami e a perguntou:
− Posso ajudá-la, senhorita?
− Hum?...Ah!Claro!...Quais dessas máscaras você acha que um garotinho hiperativo iria gostar? − O homem mostrou-se pensativo por um momento, então abaixou-se e pegou uma máscara no estoque. Quando levantou trazia em mãos uma máscara vermelha e dourada em forma de Cão Fu (cão demônio oriental que protege as residências).
− Esta aqui, acho que ele irá gostar bastante. É a minha última, o resto delas foram vendida por causa do festival. − Nami não queria puxar conversa com ninguém e se expor, mas disto ela tinha que saber. Festival queria dizer que a segurança ficaria maior e assim mais problemas para ela e Luffy.
− Senhor, quando será este festival? − Nami perguntou tentando não parecer estrangeira, em vão, pois o vendedor começou a rir.
− A senhorita não é daqui, certo? Pois muito bem, irei lhe contar. Todos os anos, aqui na cidade, temos um festival que chamamos de Proteção do Fu. Há alguns anos atrás, nossa ilha era conhecida pela hospitalidade para com os piratas que desembarcavam aqui. A marinha não gostou nada quando descobriu e mandou para cuidar do problema um general, seu nome é Morikazu Sasame, mas o chamamos de "água doce", por que ele é facilmente confundido. Na mesma época de sua chegada um alguém se disfarçou de cão Fu, usando uma roupa vermelha e a máscara, lutou contra a marinha e o general, os derrotou e simplesmente sumiu. Todo ano ele volta na mesma época e derrota Água Doce, até que ele desista e saia da ilha para sempre. E nesta mesma época o general reforça a segurança com o intuito de pegar o bandido, nunca conseguiu. Nem mesmo nós cidadão sabemos quem é o nosso herói.
− Isto quer dizer que o festival é hoje?
− Sim, ao anoitecer. − Nami ficou pensativa por um momento, pagou o vendedor, agradeceu pela informação e saiu correndo. "Tenho que avisar ao Luffy! Se nos descobrirem estamos acabados!", Nami pensou enquanto corria de volta para o começo da cidade.
Entrou na mata rezando que Luffy ainda estivesse no mesmo local. Olhou para os lados, mas não avistou nada. Começou a chamá-lo para ver se o mesmo responderia.
− Nami?Eu estou aqui! − ela seguiu o som da voz do amigo e então levou um grande susto. Luffy estava coberto de besouros de todos os tipos e tamanho além de outros insetos.
− Nami!Olha só quantos eu achei!Não são lindos? − Nami nem estava ouvindo, pegou um pedaço de madeira no chão e começou a bater em Luffy com ele até que os bichos fossem embora.
− Não!Nami!Espera! − Luffy gritava em vão e Nami continuava lhe dando porradas com a madeira. Os besouros voaram assustados e outros fugiram também. Luffy pareceu triste e Nami largou o grande graveto no chão.
− O que deu em você?!
− Nami! Eles eram meus novos nakamas! Eu tinha chamado todo mundo pro bando! − Nami colocou a mão no rosto pensando porque ainda se dava o trabalho de perguntar coisas a ele.
− Onde você tinha ido, Nami? O que tem nessa sacola? É comida? Estou faminto! Os insetos comeram a carne que tinha nos meus bolsos... − Luffy perguntou muito curioso finalizando a frase triste pela perda das carnes.
− Ah, sim. É pra você. − Ela tirou a máscara da sacola e a deu a Luffy que colocou no rosto no mesmo instante. Devolveu-lhe a camisa também. A máscara não cobria a boca, mas tinha dado a Luffy uma nova face.
− Hei, Nami. Como eu estou? − Luffy perguntou muito contente com o objeto. Nami o observou por um momento e respondeu:
− Ficou...Diferente. Agora vamos! Temos que sair dessa ilha o mais rápido possível. − Nami informou enquanto se levantava e puxava Luffy junto.
− Nani? Não entendi. Por que isso? − Perguntou Luffy ainda mais confuso.
− No caminho eu te explico. Vamos! − E correram juntos para a cidade.
As coisas pareciam ainda mais confusas para o resto dos Mugiwara. Ainda em alto mar, sem saber que direção tomar. Robin, a mais sensata para tomar este tipo de decisão, ainda pensava muito a respeito. Os outros esperavam quietos a resposta ouvindo apenas o som das gaivotas no alto. Ela andava de um lado a outro do convés, ainda assim muito calma, mas apreensiva. Zoro dizia que não importava muito. Que Nami daria um jeito mais cedo ou mais tarde de voltar, se ainda estivesse viva. E Robin dava-lhe um slap cada vez que ele mencionava a idéia dos dois amigos estarem mortos.
− Hum...Pessoal. Já viram pessoas andarem sobre a água? − Usopp olhava atento pelo seu binóculo para o oceano.
− Eu já − Zoro respondeu. Robin, Brooke, Chopper e Zoro olharam na mesma direção que Usopp e então viram que realmente havia um homem sobre a água. Não dava para saber quem era da distância que estavam, mas o tal homem usava um grande manto com a cabeça coberta pelo capuz da roupa. Os cinco ficaram em silêncio, tentando entender o que se passava ali. O homem estava parado, em pé e no meio do oceano. Como era possível?
− Usopp! Venha aqui! Preciso da sua ajuda! Monstros marinhos estão atacando o navio!Estão criando buracos! − Franky gritou da porta que levava ao porão. Usopp correu na mesma direção e jogou o binóculo para Chopper. Ele usou o aparelho para assistir ao homem de novo que continuava parado. Sentiram os tremores dos monstros que batiam contra o navio, dois deles emergiram suas cabeças e se mostraram ser hidras, criaturas parecidas com cobras, mas com centenas de vezes maiores. Elas gritaram e armaram o bote. Zoro desembainhou suas katanas, Brooke fez o mesmo, e juntos se jogaram contra os imensos animais. Chopper se assustou largando o binóculo no chão, depois se escondeu atrás das pernas de nico Robin.
− Zoro- san, se eu morrer, jogue meus ossos no mar! − Brooke gritou para ele enquanto corriam pelos pescoços dos bichos. − Espera... Eu sou um esqueleto!
Zoro colocou Wadou Ichimonji na boca e armou o ataque:
− Santoryuu – Takanami! − Ele girou e decepou a cabeça do monstro. Brooke cortou os olhos do outro que urrou de dor e jogou o mesmo de volta para o navio. O corpo sem cabeça da outra hidra foi lentamente caindo no mar. Zoro pulou de lá e parou ao lado de Robin que assistia tudo com a face calma que só ela tinha.
− Não precisava matar a hidra...
−" Não precisava matar a hidra", oras... − Ele a imitou. − Ou era isso ou o navio já era!
− Robin- san! Zoro- san! Olhem lá! O homem também está sob ataque! − Brooke gritou apontando ao longe. Eles olharam na mesma direção ao mesmo tempo. O mar estava agitado e três hidras iam para cima do misterioso.
− Ele já era. − Zoro falou sério enquanto limpava as espadas.
− Vai morrer! − Brooke e Chopper gritaram em uníssono.
− Humm... − Robin murmurou.
O homem tirou das costas uma espada longa e fina e quando o primeiro monstro tentou lhe abocanhar ele o cortou ao meio. O corte fora tão rápido que nem mesmo a hidra havia sentido. E mais outro veio em sua direção, desta vez por trás. O mesmo só virou o braço e em movimentos de cruz cortou o monstro, seu sangue pintava o oceano de vermelho escuro, nenhuma gota parecia cair sobre o encapuzado. A terceira hidra foi de frente e desta vez o homem guardou a espada de volta nas costas, levantou o capuz e comeu o bicho.
− NANIII!!!!!! − Zoro, Chopper e Brooke gritaram juntos, não conseguiam acreditar no que viam. O homem havia abocanhado o imenso monstro e estava comendo-o inteiro. O monstro debatia a cauda em vão enquanto era engolido.
− El-ele tá comendo...Tá comendo...!! − Zoro balbuciou.
− Ahhhh!!! − Chopper gritou e tampou os olhos com as patas.
− No-no-no-nossaaaaa!!!! − Brooke tremia de terror e nem conseguia falar direito. Robin recuou um passo e disse:
− Que fome...Maior que a do nosso capitão...
