Minee!Gomen!...Desculpe mesmo pela demora. Muitas coisas aconteceram, muitas mesmo. Eu andei muito doente, calma!Acho que não foi gripe suína!xD...Também viajei para SP para ir ao Anime Friends e hoje que consegui voltar à fic e terminá-la. Bem, está um tanto grandinha, mas está muito lecau!Aprecie com moderação ;P


− Nami, você vai me vender?! − Luffy não conseguia nem pensar direito.

− Claro! Eu cansei de você!Sempre me metendo em encrencas cada vez maiores!Um dia eu morro por sua culpa! − Ela respondeu soltando-o no chão. − O senhor o aceita ou não? − Nami falou seca.

− Ele é seu parceiro...!

− Não mais, não o quero! − Nami interrompeu ao general.

− Não sei, afinal você também é procurada!

− Pensa comigo: minha recompensa é de apenas dezesseis milhões, a dele é várias vezes maior. Se me der os cinqüenta milhões prometo que nunca mais ouvirá falar de meu nome outra vez, isso sem mencionar a possível promoção que o senhor irá receber ao entregar este monstro à prisão. − Ela falava serenamente, como se vendendo uma mercadoria normal. − Pense só! O senhor poderia até mesmo virar um vice-almirante! − Os olhos do general brilharam.

− Muito bem, mocinha. A rixa que você tem com ele não me interessa. Eu aceito sua proposta! − Ele estalou os dedos e vários marinheiros apareceram dos arbustos, um deles andou até o general e esperou por ordens.

− Nós vamos indo agora, eu já consegui o que queria. Prenda o garoto com as algemas de kairouseki!

− E a garota, senhor?

− Ouviu eu lhe dizer algo sobre ela?Não! Faça apenas o que lhe mandei! − Ele gritou com o marinheiro que se apressou em obedecer.

Luffy, em estado catatônico, ficou quieto enquanto era preso. O general chamou Nami para que ficasse ao seu lado e todos começaram a andar. Na face de Nami um grande sorriso confiante, seu plano estava funcionando melhor que esperava.

...

Em Sunny-Go, o garoto-cão recobrava a consciência, mas estava amarrado a correntes pesadas e sentia-se muito fraco.

− Mas o quê...

− Viram que idéia "SUPER" foi a minha de comprar correntes de kairouseki? − Franky falou e sorriu. O rapaz olhou devagar para frente, toda a tripulação o observava.

− Por favor...Tirem-me daqui... − Ele tentou falar, mas saíra baixo demais. Chopper chegou até ele e disse para seus amigos:

− Desprendam-no, as correntes de kairouseki são mais eficazes em usuários do tipo zoan, se ele continuar com elas pode até morrer!

− É? E se ele tentar nos atacar outra vez? − Usopp perguntou para a rena.

− Você não vai nos atacar, não é? − Chopper perguntou ao acorrentado que respirava com problemas. Ele respondeu negando com a cabeça. Chopper olhou para seus amigos de novo que olharam uns para os outros. Franky emitiu um pequeno rosnado e tirou as correntes do garoto. Como de imediato ele começou a sentir-se melhor, levantou do chão e retirou o capuz da cabeça.

− Desculpe toda a bagunça, eu costumo matar antes de perguntar. O meu nome é Kouda "Inumaru" Yuki, também conhecido como Cão Fu Vermelho, que vocês já devem ter ouvido falar...

− Na verdade não. − Todos disseram na mesma hora, pra surpresa de Kouda.

− Sério?Mas tudo bem.

− Hei! Por que queria o nosso navio?! − Usopp deu um passo à frente e perguntou.

− Eu preciso muito chegar à um lugar, esse navio parece ser bem rápido. − Ele respondeu dando olhadas em volta.

− Ahh...Parece que entende de navios...Hei! Não mude o assunto!Você fez um estrago e tanto aqui em cima! − Franky segurou o punho pronto para bater, Robin interveio com a mão fazendo sinal para que Franky continuasse em seu lugar.

− Para onde exatamente o senhor deseja ir? − Robin perguntou ao Kouda que virou para respondê-la.

− Uma ilha a alguns quilômetros daqui, chama-se Gold Rock Town.

− Mas nosso eternal pose não está direcionado para lá, está? − Sanji falou.

− Isso não é problema. − Kouda revirou o bolso dentro do casaco e tirou dele o eternal pose de sua ilha mostrando à eles. Robin parecia muito pensativa, Zoro percebeu e perguntou:

− Robin, se Luffy e Nami estiverem vivos ainda...

− Sim, eles poderiam ter desembarcado mais cedo nesta ilha...

− Bem, é melhor do que ficar parado! − Franky falou e pegou o eternal pose da mão de Kouda. − Próxima parada: Gold Rock Town! − Ele gritou contente.

− Sério?Irão me levar até lá? − O garoto cão não acreditava naquelas pessoas.

− Não fique pensando que é por sua causa, estamos indo resgatar nossos amigos... − Zoro falou seriamente.

− Devíamos nos chamar "Piratas ao resgate", sério! Quantas vezes já fizemos esse tipo de trabalho? − Usopp falou indignado.

− Yohohohoho, tomara que Luffy e Nami estejam bem... − Brooke comentou.

− Hei, é Kouda, né?Conta pra gente essa história de "Cão Fu Vermelho"...! − Chopper puxou a manta do rapaz que imediatamente olhou para baixo.

− Isso!Também quero saber! − Usopp sentou perto dos dois e Sanji andava até a cozinha.

− Vou preparar um lanchinho, não é todo dia que não temos o Luffy no navio pra exterminar a comida.

Kouda parecia um pouco surpreso com a animação daquela gente.

− Oe, oe, vai ficar aí parado, meu irmãozinho? − Usopp falou tentando chamar a atenção dele.

− Eu gostaria de ouvir sai história também, se me permite. − Robin disse encostando-se numa parede perto deles.

− Podia contar pra gente como você conseguiu andar sobre a água também! − Chopper sentou-se no chão e balançava os braços muito animado. Kouda finalmente desistiu de tentar entender aqueles piratas estranhos e sentou-se entre Chopper e Usopp com Robin os observando. Os três muito atentos e curiosos.

− Bem, sobre a água...Foi por isso aqui! − Ele remexeu o bolso dentro da manta e tirou uma orbe azul e brilhante de lá. Os olhos de Usopp e Chopper seguiam o movimento da mão de Kouda, a luz e cor eram hipnotizadoras.

− Que bonito, mas o que exatamente é isso? − Chopper perguntou tentando tocar na orbe, que Kouda não deixou.

− É um artefato inventado por Vegapunk, que eu roubei... − Ele disse com ar de mistério. Robin, Chopper e Usopp mudaram suas faces de curiosidade para espanto. Eles conheciam muito bem esse nome. Vegapunk, o cientista da marinha que havia criado Kuma e variações de Akumas no Mi. Kouda percebeu a surpresa e falou:

− Vejo que o conhecem. Bem, eu fui uma cobaia dele, há muito tempo atrás. Ele me deu esta Akuma no Mi, a Inu Inu no Mi Modelo Cão Mitológico...

− Interessante...

− Oh!Conte mais desse cara pra gente!

− Sim, sim! − Os três ficaram ainda mais curiosos depois da descoberta e Kouda ficou animado de ver que se interessavam por suas histórias. Durante o percurso ele contou sobre seus estranhos poderes, sua vida e sobre o festival.

Zoro ainda não confiava muito bem no garoto e atento o observava de longe ao lado de Franky que guiava o navio.

− Humm...Espero que Luffy não tenha entrado em encrencas demais...

− Há,há! É como pedir ao sol que não nasça! − Franky riu do comentário de Zoro.

− Sim, mas isso seria pior para a gente.

− Calma, aniki, ele está com a aniki ruiva, ela é bem esperta!

− Isso me aflige também, o Luffy já é um imbecil sozinho, imagine só ouvindo o que aquela pirralha diz. Como eu disse antes, espero que ele fique bem. − Franky riu de Zoro e parou de falar para prestar atenção no eternal pose de Kouda.

...

Luffy e Nami agora se encontravam no quartel general de Morikazu Sasame. Ele, ainda muito abalado e Nami mais à frente conversando com o general animadamente.

− Nossa, mas que lugar bonito! Quer dizer, é claro que um homem da sua magnitude só poderia morar num local desses. Podia ser melhor, mas...

− Gostei de você, tem mesmo olhos para esses tipos de coisas. Acho que vou derrubar e fazer dez vezes maior!

"Que homem imbecil! Está ligando pra qualquer coisa que eu fale. Será que se eu mandar ele pular de uma ponte ele pula?", Nami pensou. Adentraram no saguão principal e Sasame começou com as ordens:

− Você, coloque o garoto na cela preparada e o restante pode ir.

− Com licensa, senhor general, eu poderia ir junto com o marinheiro?Eu só queria averiguar que este monstro ficará bem preso em sua cela. − Nami perguntou em tom manso, mas falando de Luffy com grosseria o que fez com que o mesmo abaixasse ainda mais a sua cabeça, de jeito a ficar dependurada no ar sendo balançada pela brisa.

− Ah! Mas este desprezível deve ter feito algo tremendamente repugnante com bela dama...Sua escória maldita! − O general gritou e chutou as canelas de Luffy que caiu ao chão de imediato. Nami continuou sossegada.

−...Ou será que a senhorita é malvadinha assim mesmo? − Ele brincou aproximando-se mais de Nami que deu um risinho por estar sem-graça. − Nesse caso, irei junto. Aqui é grande e não quero que este marinheiro sujo faça mal a você. O marinheiro não gostou da brincadeira e começou a puxar Luffy do chão que não quis levantar e fora arrastado até a sala de carceragem.

Chegando ao lugar, o marinheiro abriu a porta de ferro e ascendeu um lampião que havia numa mesa ao lado. Quando a sala iluminou-se mostrou que a única coisa nela além da mesinha era uma jaula não muito grande mal clareada pela luz de fora que vinha da única janela do quarto que continha grades muito enferrujadas. O marinheiro continuou a puxar Luffy até chegarem na jaula, ele lhe tirou as algemas e jogou Luffy lá dentro que mais pareceu uma marionete. Sua máscara caiu no chão e Nami deu um suspiro rápido um pouco triste, mas logo mudando sua face para alegria novamente.

− Hum, finalmente vão dar um fim nele... − Ela saiu andando e esperou pelo general.

− Bem, agora vamos ao meu gabinete para que eu posso lhe pagar pelo feito incrível...A senhorita é mesmo muito corajosa!

− Ah, não fale uma coisa dessas que eu fico com vergonha. Nami tentou parecer inocente. Depois de fechar a porta o cabo foi para o lado oposto do general e Nami.

Até chegarem no aposento, Sasame fazia agrados à Nami que respondia com risinhos e deixava o homem enérgico. Nami estava começando a ficar nervosa com a situação.

Adentraram no aposento nada simples e Nami observou o lugar por alguns momentos até que o general começasse a falar:

− Elegante, não?...Acontece que eu fui mandado para cá, mas eu falei que só acataria a ordem se tudo fosse do meu jeitinho.

− Muito interessante, mas...Acho melhor eu ir. Seus homens estão começando a se indagar sobre a minha presença.

− ah!Sim! Está certa... − Ele chegou perto de Nami. − Ninguém pode saber do nosso segredinho...

− Sim, ninguém pode... − Nami respondeu rapidamente para que o homem desgrudasse. Ele se voltou para sua escrivaninha e de uma das gavetas tirou uma chave. No quadro atrás da mesa havia um cofre quando o mesmo era retirado. Ele usou a chave no cofre e colocou a senha girando um botão. Nami prestou atenção no segredo, Sasame nem percebeu a ação. O cofre finalmente se abriu com um pequeno estalar e de lá de dentro uma luz forte apareceu vinda dos milhares de jóias e moedas de ouro e prata que se encontravam ali. Sasame puxou um pequeno saco e contou seu conteúdo, depois jogou à Nami.

− Acho que tem um pouco mais, mas para uma bela jovem como a senhorita nunca é demais, não é? − Ele chegou perto dela novamente e Nami deu um passo para trás.

− A-acho que devo ir para nunca mais voltar... − Nami falou nervosa.

− Por que não fica mais um pouco?! − O general segurou Nami pelos braços e fez menção de beijá-la. Nami se desesperou e deu-lhe um chutão bem entre as pernas. O choque foi imediato e o general parou de segurar Nami para segurar outros lugares. Ela aproveitou e saiu correndo. O general pareceu não se importar com a fuga dela, ajoelhou-se no chão e ficou ali morrendo de dor.

− Que diabinha... − Falou entre os dentes.

Nami correu o máximo que pode e saiu do quartel. Continuou correndo por entre as ruas da cidade até ter certeza de que ele não havia a seguido. Encostou-se numa parede para recuperar o fôlego e disse:

− Primeira parte do plano concluída...

No quartel, mas especificamente na sala e jaula onde Luffy se encontrava. Ele se perguntava por que Nami havia feito aquilo.

"Será que dessa vez eu passei dos limites? Ela não vai mais me perdoar? Não vai mais participar das aventuras pelo oceano?", ele pensava.

− Nami!Gomen! − Luffy choramingou. Um marinheiro que guardava a porta bateu na mesma e gritou para que Luffy ficasse quieto. Um pouco depois a porta se abriu e o general apareceu, seu olhar era assustador e demoníaco.

− Então, Kouda, gostou do seu novo aposento? − Ele perguntou lambendo os lábios.

− Não sei quem é esse Kouda, eu sou o Luffy! Tire-me daqui! − Luffy sentou e olhou bem para o general, mas não ousou tocar nas grades, sabia que se tocasse ficaria muito fraco.

− Hum, desculpe. Eu esqueci que vocês são a mesma pessoa, mas acostumei com o Kouda, ou melhor, Cão Fu Vermelho!

− Nani? − Luffy ficava com cada vez mais incógnitas na cabeça.

− Não se faça de sonso! Seu monstro imprestável!Eu sei muito bem quem você é e te peguei finalmente!Há, há, há! − O general gritou e riu alucinadamente. Luffy preferiu ficar quieto, era doideira demais, até mesmo para ele.

− Eu já chamei as tropas, você irá embora amanhã de manhã para a prisão Impel Down, onde jamais verá a luz do sol, lua, nada, outra vez!...Eu não sei bem como você fez todos aqueles feitos incríveis como derrotar Crocodile, Moria, destruir Ennies Lobby e ainda infernizar a minha vida, mas não importa mais, você está preso em nome da justiça!Há, há, há!...O que tem para dizer em sua defesa? − O general finalizou com a pergunta. Luffy ficou em pé e levantando a cabeça devagar respondeu:

−...Quando eu sair daqui vou chutar a sua bunda E GANHAR A MINHA CAPA AHHHH! − Gritou ferozmente. O general sentiu um frio na espinha, mas se segurou e começou a sair da sala.

− Esses piratas de hoje em dia, não dá mais para entendê-los...Feche bem esta porta, não quero ter que acordar de madrugada por fuga dele... − Deu a ordem ao marinheiro que estava como vigia e voltou para sua sala.

Luffy ficou ali em pé, no escuro, tentando pensar no que fazer.

− Caramba, como vou sair dessa jaula?...Se eu nem posso tocá-la... − Luffy começou a ouvir um barulho vindo da janela.

− Não pense demais ou sua cabeça pode pegar fogo. − Ele conhecia aquela voz, era Nami! Ele se virou na mesma hora e avistou a amiga.

− Nami! Nami, você! Nami! − Luffy gritou por ela três vezes, cada uma em um tom diferente: de alegria, raiva e alívio.

− Shhhh, não faça barulho, seu tonto, ou não poderei te tirar daí. − O marinheiro bateu na porta outra vez e mandou Luffy calar a boca. Nami se assustou um pouco, mas depois voltou ao seu trabalho de tentar abrir as grades da janela. Cerrou-as até que fosse possível quebrá-las com as mãos para que pudesse passar. Luffy parecia segurar a ansiedade e não parava de seguir os passos de Nami. Ela usou um grampo para abrir a jaula de Luffy que não lhe pareceu grande desafio. Mas Luffy não saiu de lá no momento em que a porta se abriu.

− Luffy, não esqueça a máscara aí, não deixe vestígios para trás... − Ela falou baixo, mas Luffy não se mexeu. Ela suspirou, pegou a máscara e depois Luffy pelo braço e o puxou até fora da sala. Do lado de fora ela o levou até um bosque que ficava no caminho entre o quartel e a cidade. Nessa hora já estava bastante escuro. As luzes dos postes começaram a ligar. Os dois pararam num banquinho e Luffy ainda tinha o rosto muito apreensivo.

−...Luffy, você está começando a me assustar. Pode falar agora e...! − Nami havia dito as palavras mágicas. Luffy não mais se conteve e abraçou a amiga com todas as forças.

− Nami! Você me salvou!Você não me odeia!É demais! − ele gritava contente demais chegando até a chorar de emoção.


N/A:O próximo cap está demais!Agora que vem o clímax da história!Por favor, não deixem de lê-lo. Eu não esqueço das minhas fics, só demoro um pouquinho. É só ter um pouco de paciência ^^'...Só pra deixar vocês com água na boca..."No próximo capítulo:...Luffy faz uma pergunta que deixa Nami muito nervosa e ele diz querer resposta imediata!...Os mugiwara chegam na ilha junto de Kouda e muita bagunça se segue quando Sasame descobre a fuga do falso Cão Fu!...Não percam!"...XD