Capítulo um: O Salvador de Harry

Draco's PoV

Draco estava do lado de fora do escritório de Dumbledore, esperando seu pai terminar uma conversa com o diretor. Levantou-se depressa quando ouviu a porta se abrir e viu Lucio sair com uma expressão muito severa. Disse calmamente a Draco que o diretor gostaria de falar com ele, então se virou e foi embora. Draco abriu a porta e entrou na sala de Dumbledore, que estava sentado atrás de sua escrivaninha, acariciando sua fênix de estimação, Fawkes. Dumbledore fez um sinal para que o garoto se sentasse.

Não fazia a mínima idéia do que Dumbledore queria falar com ele, a menos que tivesse haver com a Ordem da Phoenix a qual secretamente havia se unido. Depois de estarem sentados em silêncio por algum tempo, Draco reuniu coragem suficiente para perguntar:

-Diretor... Por que exatamente eu estou aqui?

Dumbledore sorriu e disse:

-Eu preciso pedir um favor a você Draco. - e sussurrou algo no ouvido de Fawkes, que fez o belo pássaro levantar vôo e planar janela a fora. O homem de barbas brancas se voltou para Draco.

-Algo horrível aconteceu ao Sr. Potter. Preciso que vá até lá e veja o que aconteceu.

Draco estava ao mesmo tempo chocado e enojado. Vendo o olhar no rosto de Draco, o diretor completou:

-Eu sei que você não tem uma grande afinidade por Harry, mas temo que ele tenha sido cruelmente ferido. Talvez esteja a uma polegada da morte e seria mais sábio pôr de lado esses sentimentos e o ajudar. Tenho toda a informação de que precisa para achá-lo. Neste envelope está o endereço dele." Dumbledore deu Draco um envelope de cor amarelada. "Não quero que chegue lá magicalmente, já que ele está lidando com o mundo trouxa, e sabemos o quão arriscado pode ser. Então tenho aqui dinheiro suficiente para que possa pegar um taxi ou ônibus que o leve até Surrey. Eu disse a seu pai que...

-Por que você não pode ir? - Draco não queria interromper o diretor, mas precisava perguntar.Dumbledore olhou para Draco por trás de seus óculos de meia-lua.

-Eu tenho minhas razões Draco, você não tem que se preocupar com isso, e como agora você faz parte da Ordem, eu apreciaria se você levasse esse trabalho a sério. E se você estiver preocupado sobre seu pai, eu acabei de dizer a ele que você terá aulas particulares de Transfiguração com a Professora MacGonagall pelo resto do verão.

-Mas Professor, por que você me escolheu entre todas as outras pessoas?

Dumbledore suspirou.

-Eu não posso te contar a razão por enquanto, mas você vai entender o por que depois... E como eu disse, não se preocupe com isso agora, pois só lhe trará dores de cabeça.- Dumbledore sorriu e estendeu a mão para Draco.- Aceita uma bala de limão?

Draco olhou para o doce trouxa na mão do diretor.

-Não, obrigado Professor.

Dumbledore levou o doce à boca e o olhando disse: "Neste caso, dei a você tudo o que precisa, agora se me acompanhar Draco; eu o escoltarei até a estação."

Draco sentou no banco do ônibus sentindo-se miserável. Tinha tentado pegar um táxi, mas Dumbledore disse que preferia ônibus. Agora podia realmente entender por que algumas pessoas chamavam Dumbledore de louco. Esta foi de longe a mais horrível viagem de sua vida. Bebês gritando, pessoas espirrando ao seu redor, sem contar que a estrada não era nada uniforme. Viu uma garota trouxa o observando. Ela estava usando uma blusinha rosa um shorts realmente apertado. "Vadia." Era a única palavra em que Draco conseguia pensar. Ela ficaria bem mais bonita se usasse roupas decentes e sofisticadas e parasse de se oferecer para qualquer um no maldito ônibus.

Durante o resto da viagem, Draco se sentou e começou a pensar sobre Harry. Merlin, como odiava aquele garoto! Ele era tão idiotamente grifinório! Draco não conseguia imaginar como o garoto havia se ferido. Ele provavelmente tinha feitiços de proteção ao redor de seu palácio, por causa das fãs que o cercavam por todo o canto. Provavelmente foi assim que se feriu... Todos seus amados fãs o agarrando ao mesmo tempo. Pobre Harry Potter! Todos se preocupam com Harry Potter! Que vida horrível ele leva, recebendo cartas de fãns todos os dias, sendo tratado como o Rei da Inglaterra em casa e sendo servido por seus tios o tempo todo. Mas os pensamentos de Draco foram interrompidos quando o ônibus parou.

Agradecido, pagou ao motorista, desceu rapidamente do ônibus e deu uma olhada a sua volta. Estava à entrada do que parecia ser um bom bairro. Todas as casas eram perfeitamente limpas e os gramados eram inpecavelmente bem aparados. Draco puxou o envelope que Dumbledore havia dado e o abriu. Nele continha uma única folha de pergaminho que dizia:

"Rua dos Alfeneiros, número 4."

Draco olhou para a placa da rua. Estava na Rua dos Alfeneiros; agora tudo o que tinha a fazer era achar o número quatro, o que não foi difícil. Esta deveria ser a casa mais perfeitamente limpa e cuidada que já tinha visto. Draco subiu até a porta e estava prestes a tocar a campainha, quando ouviu uma voz saindo do pergaminho que ainda estava em sua mão:-Não toque ou bata na porta.- Draco não entendeu por que podia bater na porta, mas resolveu fazer como lhe foi dito.

Lentamente e cuidadosamente abriu a porta, esperando se deparar com um monte de feitiços de proteção, mas surpreendentemente, não havia nenhum. Draco fechou a porta e olhou novamente para o pergaminho e um mapa havia aparecido nele. Mostrava onde deveria ir para achar Potter. O mapa o conduziu pelo estreito corredor e dizia que ele deveria virar à direita. Draco estava agora parado na frente de um armário de vassouras. "Isso não pode estar certo..." pensou, olhando novamente para o mapa. Sim, de acordo com o mapa, estava certo. Draco pensou que era um tanto estranho uma lenda viva estar em um armário de vassouras, mas deu de ombros. Olhou para a pequena porta; haviam umas cinco fechaduras diferentes nela. "Ha!" pensou, "Então o famoso Santo Potter é protegido!" destrancando a porta com um Alohomorra, mas não esperava pela cena que estava por vir.

Harry estava estendido no chão de um armário muito pequeno e sufocante, se afogando no próprio sangue. O garoto estava tão contundido, ferido, e espancado, que Draco se surpreendeu por ele ainda estar vivo. Ele parecia uma criança quebrada e jogada fora. Draco odiava Harry, mas ninguém merecia isto. "Quem faria uma coisa dessas?"

-Que raios você está fazendo aqui?

Draco se virou e deu de cara com o homem-porco mais gordo e feio que havia visto em toda a sua vida.

-Me responda!"

-Eu vim buscar o Potter... o que aconteceu com ele?"

-Isso não é da sua conta!"

-Que cara desagradável esse..." pensou Draco.

-Pode dar o fora..."

-Não até que me explique o que aconteceu!"

-EU NÃO TENHO NADA A EXPLICAR!"

Draco suspirou e empunhou sua varinha.

-É melhor que responda às minhas perguntas...

O homem gordo olhou para a varinha, um terror absoluto tomando conta de suas feições.

-Por que Potter está em um armário de vassouras?" Tio Vernon ganiu e disse:

-É aí onde ele vive.- ganiu Tio Válter

A boca de Draco se abriu em surpresa e horror.

-Por que ele vive em um armário?

-Ele sempre morou aí.

Sua mente girava com a confusão. "Por que Potter vive em um armário de vassoura?... este homem, com certeza o tio dele, não parece gostar muito de Potter; quer dizer, que poderia gostar dele... Mas ele é da família... Supostamente eles deveriam tratá-lo como a realezaz porque ele é o famoso Harry Potter..."

-Por que tantas fechaduras na porta? - perguntou com a varinha ainda em punho.

-Para que ele não pudesse sair.

-Mas por que Potter estava preso enquanto sangrava até a morte? - seu sangue já estava fervendo.

-Não queríamos que ninguém o visse e que ficasse o tempo todo em nosso caminho.

Draco já tinha escutado o bastaste, e queria ir embora, agora.

-Onde estão os materiais do Potter?"

-Trancados no segundo quarto do meu filho."

-E como ele faz os deveres?"

-Ele não faz. Não permitimos magia e toda aquela porcaria nesta casa! Nós não queremos que VOCÊS estraguem nossas vidas."

O homem macilento obviamente tinha reunido toda a sua coragem e tentou acuar o garoto, mas Draco tinha sido rodeado por homens grandes a vida inteira e era muito forte para ser tratado como um cachorro. A esta altura, Draco estava ainda mais confuso. Onde estava o clã de servos e adoradores de Potter? Por que o grifinório não podia ao menos fazer os seus deveres? Talvez a vida de Potter não fosse como Draco tinha imaginado afinal de contas...

Draco já estava cansado de ouvir o homem gordo falar, então lançou um feitiço Silenciador no Cara-de-Porco e o tirou do caminho. Entrou no pequeno armário e apanhou Potter, se surpreendendo com o quão leve ele era. Olhou para o rosto de Harry e ofegou quando os olhos do garoto se abriram lentamente. "Draco?" foi tudo o que o garoto disse antes que desmaiasse novamente. Draco, confuso, caminhou para fora, Harry apagado em seus braços.

Brigadão pelas reviews! Apesar de serem apenas algumas, eu não vou parar de postar , porque a partir de agora a fic começa a ficar mais interessante...

Por que será que Dumb mandou justamente o Draco?

beijos e até mais!

Continuem comentando, pois só assim eu vou saber que não estou gastando o meu tempo à toa, traduzindo para mim mesma...