Capítulo Três: O Acordo
Harry's Pov -
Quando Harry acordou, sua cabeça estava em chamas, e pôde sentir que havia uma bandagem ao redor dela. O curativo estava encharcado. Sentia-se atordoado e achou que provavelmente era melhor não levantar-se.Mas onde ele estava? Tinha certeza de que não era a casa do Tio Válter, pois ele estava em uma cama muito macia e claro que seu tio nunca cuidaria de seus ferimentos, caso se machucasse...
Então onde estava? Na ala hospitalar de Hogwarts? Dumbledore estaria com ele? Podia sentir uma presença no quarto... Procurou por seus óculos na mesa de cabeceira e os colocou. Estava mesmo em um quarto - que felizmente não era o de seu tio - em uma cama enorme com lençóis púrpura e pela porta aberta á sua frente podia apenas ver um corredor. Harry, tão cuidadosamente quanto podia, levanto-se da cama. Quando se pôs de pé sua cabeça atordoou-se, mas ele não se importou. Estava mais interessado em ver quem o tinha salvado. Andou devagar até a porta, mas suas pernas não pareciam estar trabalhando direito, estava quase arrastando-se pelo quarto.
No cômodo ao lado, Harry encontrou uma sala de estar com um pequeno sofá, uma mesinha de café e uma poltrona vermelha ao lado de uma lareira. Á esquerda a sala dava entrada para uma cozinha, de onde vinham sons de pratos. Ao se virar para a cozinha, Harry viu uma pessoa vestindo uma camisa branca e calça caqui...e cabelo loiro! Como se sua cabeça já não estivesse rodando rápido o bastante... quem era a única pessoa com cabelos tão anormalmente loiros que ele conhecia?
-MALFOY!
Ao ouvir isso, Malfoy virou-se surpreso, deixando o prato em suas mãos partir-se em pequenos pedaços no chão. Com o movimento súbito, Harry perdeu o equilíbrio e tropeçou em uma cadeira às suas costas. O loiro imediatamente foi ajuda-lo.
-Harry, você está bem? – disse Draco, mas ao perceeber o que estava fazendo, logo vestiu seu sorriso cínico – Tenha cuidado, Potter. Se você se machucar mais um pouco, teremos de manda-lo para a Incidentes e Danos Mágicos... Isso causaria um efeito terrível ao seu fã-clube!
-Cai fora Malfoy! E por que você está aqui...? Aqui... Onde nós estamos?
Malfoy riu.
-É chamado "apartamento", Potter! E para o su governo, eu não estou aqui de cortesia. Eu deveria estar agora relaxando na Mansão Malfoy, ao invés de estar aqui com você. Mas assim é... já estou cansado de ficar de babá do pobre Harry Potter. Então me deixe em paz, não faça perguntas e estaremos todos bem. – Com isso, Draco se virou e foi terminar o que estava fazendo. Harry apenas suspirou e foi largar-se no sofá.
Por muito tempo Harry ficou ali, só assistindo a dança das chamas na lareira. Era realmente relaxante observar o fogo e poder sentir o calor em seu rosto. E de repente seu cérebro voltou a funcionar, o deixando a par de tudo o que havia ocorrido no ano anterior.
Imagens de Cedrico morrendo e Voldemort ressurgindo atropelavam-se em sua cabeça. Tinha vontade, mas não queria chorar... não enquanto Malfoy estivesse por perto. Para os outros, ele era o famoso Potter, alguém que não chorava como uma criança, não era espancado ou estuprado. Era um grande garoto que fazia grandes ações para salvar os outros... Mas na verdade estava tudo errado... O que eles não sabiam era que Harry havia sido espancado, havia sido molestado e chorava á noite, deixando seus sentimentos á mostra. As pessoas não se importavam com o "Harry"... só pensavam no "Potter". O famoso Potter, com sua incrível cicatriz e sua coragem grifinória. Então Potter decidiu pôr-se ante Malfoy, não Harry. O que Potter não sabia era quanto tempo ele ainda conseguiria afastar Harry. Sabia que Harry poderia explodir a qualquer momento. Mas ele precisava agüentar...precisava ser Potter, e assim seria.
Malfoy veio até a sala, sentou-se no lado oposto e se pôs a fitar o fogo também. Algum tempo se passou até que estivesse tarde e os dois, cansados. Malfoy disse que Harry poderia ficar com a cama, já que estava TÃO doente, mas o outro recusou. Então Malfoy tentou obrigá-lo, mas Harry estava preso ao sofá. Ele não se importava de maneira alguma, afinal era melhor dormir no sofá do que no chão de seu armário. Logo o sono o alcançou e os sonhos rapidamente invadiram sua cabeça. Sonhos horríveis, com escuridão e dor, como sempre. Nem mesmo meia hora depois, Draco acordou de seu sono, com os gritos do moreno na sala ao lado.
Fica tããããão legal depois disso!
Valeuz ! até mais, dessa vez é bem rápido!
