Disclaimer: Saint Seiya não me pertence, se fosse assim eu mataria o Seiya! Enfim, tudo que todo mundo já sabe... Essa fic não tem nenhum fim lucrativo, apenas escrevi por diversão.

Contém yaoi (relacionamento entre homens) e lemon (cenas de sexo) ao longo de seus capítulos. Então, se você não curte yaoi, não leia.

Acho que é só! Boa leitura.


Capítulo 2: Terra X Fogo

Estava tudo na mais perfeita calma. Conseguira chegar até o templo de Athena sem problema algum. Sua manhã teria sido realmente perfeita se não tivesse sido praticamente atirado precipício abaixo por um aquariano que bufava de raiva ao encontrá-lo em Sagitário.

Será possível que nenhum ser ali dentro tinha juízo na cabeça? Estariam todos enlouquecendo logo agora que a paz havia sido restaurada? Era só o que faltava!

Mas tirando essas coisas de lado, o cavaleiro em questão procurou não se abalar nem se meter nos problemas aquarianos alheios. Continuou seu caminho, descendo calmamente até sua casa zodiacal. Nenhuma alma acordada ousou interromper novamente sua viagem.

O que estivera fazendo conversando tão cedo com Athena era segredo, fora apenas pedir permissão para um pequeno problema ser resolvido. E para sua alegria, a menina concordara alegremente com sua idéia – alegre até demais – e ainda sugestionara a respeito. Ele se sentiu imensamente feliz e procurou não pensar no motivo que fizera Athena concordar tão prontamente.

Não gostava de se meter na vida dos outros, mas seu espírito fofoqueiro deixava-o inquieto e quando adentrou sua casa perguntou-se mentalmente se Saori não estaria tramando alguma coisa estranha. Esperava que a menina não resolvesse que agora seria ela a invadir a casa dos outros e matar deuses.

Contudo, esqueceu-se bem rápido de suas suposições ao lembrar de um adormecido cavaleiro em sua cama. Subiu correndo as escadas laterais e andou apressado pelo corredor, encontrando um rapaz em seus dezessete anos, esparramado em seu colchão. Ele ainda estava despido e parecia cansado da noite de amor que tivera.

O cavaleiro na porta do quarto sorriu malicioso e satisfeito e seguiu radiante até o outro, deitando de bruços na cama, apoiando-se nos cotovelos. Esperou paciente que o outro acordasse, como sempre fazia, quando sentia algum cosmos tão próximo de si. Mas ele continuou dormindo.

– Está assim tão cansado? – perguntou-se o dono da cama, na qual o garoto se espalhava. – Vou ter que acrescentar vitaminas à sua dieta.

O rapaz se remexeu, mas não acordou. Então o cavaleiro dourado se inclinou, beijando-lhe os lábios rubros e depois sussurrou em seu ouvido, enquanto dava ainda beijinhos vez por outra em seu pescoço.

– Acorda, garoto. Vamos, amorzinho, está na hora de levantar. – ele continuou a insistir.

O rapaz se mexeu novamente, virou de lado e finalmente abriu os olhos, encontrando um sorriso enorme que só era estampado naquele rosto quando seu dono estava satisfeito, porém, ele se sentia acabado.

– Bom dia, lindo.

– Bom dia, lindo. – ele repetiu fechando os olhos de novo.

– Não durma de novo, amor, vamos tomar café, sim?

Mas o rapaz não se moveu. Estava tão mortalmente cansado que não tinha energia, nem forças para sair daquela cama. Certamente não conseguiria ficar de pé, graças a Athena que o Santuário estava em paz, assim não precisava realmente sair do quarto e ir treinar.

– Tenho uma novidade! Levante-se e eu te conto... – ele bem tentou, mas não conseguiu tirar o dorminhoco de seu doce sonho, então o cavaleiro voltou a se deitar. – Athena e eu chegamos a um consenso. Na verdade aquela menina pareceu feliz demais com minha idéia. Estranho.

– E qual foi sua idéia? – ele perguntou, dormindo, ao amante.

– Lembra que você não pode ficar por aqui muito tempo?

– Porque as Doze Casas são morada de cavaleiros de ouro, apenas. – ele murmurou sem emoção e o outro concordou.

– Sim. Bem, Saori reconsiderou e achou bom permitir que os cavaleiros de bronze interessados permanecessem aqui, desde que os cavaleiros dourados permitissem. Ela disse que seria ótimo que nós treinássemos vocês, a fim de passar adiante nosso conhecimento.

O dorminhoco abriu um dos olhos, encarando o sorridente cavaleiro ao seu lado. Se escutara bem seu querido amante acabara de fornecer-lhe uma notícia bombástica com proporções provavelmente desastrosas.

– Shaka. – ele disse sério, acordando de vez. – Talvez... Não seja boa idéia...

– O quê? Por que não seria?

– Pense bem... Se eu vier morar no Santuário nós dois moraríamos juntos. – Shaka assentiu com a cabeça e ficou esperando que o amante continuasse. – Juntos... Entende?

O virginiano continuou com a mesma cara de bobo, tentando fazer alguma ligação mental, esperando alguma coisa, mas o outro cavaleiro não disse mais nada.

– E daí? – ele tentou.

– E daí que eu sou novo demais para me sentir casado com você, Shaka! – ele aumentou o tom de voz, exasperado.

– Não precisa falar tão alto, Ikki! Eu não sou surdo!

Correto. Morar juntos. Não tinha pensado por esse ângulo ainda. Não tinha refletido sobre o que seria dividir sua cama, seu quarto, seu banheiro, enfim toda a casa, todos os dias com Ikki. Achara somente que teria seu amante quando quisesse a sua disposição para arrancar cada gota de sua virilidade todas as noites.

Além do mais, nem considerara o fato de que Ikki tinha só dezessete anos e ele mais de vinte. Não era uma relação muito dentro da lei. Mas quem se importava? Ninguém era louco o suficiente para encher sua paciência com isso.

– Ikki, meu anjo, nós não precisamos casar... Só vamos morar juntos, não é o fim do mundo!

– É, loiro... – Fênix murmurou virando de bruços e escondendo a cabeça debaixo de um travesseiro.

– O que disse, amor?

Sorte sua, o loiro em questão não ouvira suas palavras tolas, ou perderia certamente alguns sentidos. Não que já não estivesse acostumado, afinal ir pra cama com Shaka de Virgem era ficar sem sentido algum, exceto o tato.

– Shakinha, meu amorzinho, loirinho do meu coração... – ele disse ironicamente erguendo a cabeça. – Eu te amo, mas morar junto é praticamente casar, além do mais eu tenho que cuidar do meu irmão.

– E você acha que eu não sei disso, Fênix?

Ops... Fênix. Ele só o chamava assim quando se irritava. Nesses casos Ikki passava de amante a mero cavaleiro de bronze. Era uma transformação e tanto para o loiro e agora o garoto corria realmente riscos de perder algum sentido.

– Pensou, amor?

– Pensei. Kamus adoraria treinar Hyoga aqui no Santuário e acho que seu irmãozinho não ficaria longe daquele pato por muito tempo, logo Shun também viria para cá. Entende, amor?

Ikki ergueu as sobrancelhas e fechou a cara logo em seguida. Falar no nome de Cisne provocava essas reações imediatas no japonês e a história ficava cada vez pior.

Shaka, crente que havia encontrado a solução de seus problemas, enganou-se redondamente e em segundos via Ikki pular da cama e vestir suas roupas. O que aquele moleque faria dessa vez? Iria matar Hyoga? Jogar o menino vulcão adentro? Oh Zeus! Se ao menos ele entendesse que Shun não era mais criança...

– Ikki, amor, aonde vai?

– Vou impedir que meu irmão fique com aquele moleque! Você enlouqueceu, Shaka? Shun é uma criança e aquele pato é um tarado aproveitador...

– Ikki, por Zeus! Ele tem quinze anos, você tinha essa idade quando a gente... Bem, você sabe. – e isso não melhorava em nada seu sentimento enorme de culpa por ficar com um... Garoto.

Ikki bufou zangado, saiu chutando roupas, travesseiros e almofadas pelo chão. Shaka obviamente saiu da cama e foi atrás dele, pois aquele cabeça dura subia a escadaria agora e passava por Libra como se estivesse em sua própria casa. Sorte Dohko não se encontrar ali. Mas em Escorpião a coisa mudou de figura.

– Ikki! Volte... Você não pode passear pelas Doze Casas! – o virginiano ia andando apressado, tentando fazer o namorado mudar de idéia. Queria que ele entendesse que nem no Santuário, nem no Japão ele separaria Shun e Hyoga.

– Ei! Moleque! O que faz na minha casa? – Ótimo! Milo tinha que aparecer agora.

– Cala a boca, Milo!

O escorpiano arregalou os olhos, surpreso, enquanto contemplava Fênix atravessando o primeiro andar de sua casa em direção a Sagitário. Era louco ou o quê? Tentou intervir, mas Shaka pediu paciência ao grego e saiu atrás do amante. Ikki não tinha mesmo juízo.

– Isso não vai ficar assim, hein?

Mas ninguém ouviu o Escorpião. Os outros dois cavaleiros continuaram subindo, ignorando os cavaleiros dourados que acabavam de acordar. Ikki entrou pelo templo Sagrado de Athena, quase chutando os pobres servos que se encontravam em seu caminho e andou a passos firmes até o trono de Saori.

– De onde tirou a idéia de trazer os cavaleiros de bronze para o Santuário, Saori?

Shaka arregalou os olhos e a moça se ajeitou melhor na cadeira. O cavaleiro dourado puxou Ikki para trás e se ajoelhou no chão pedindo perdão pela ousadia do amante, mas Athena apenas pediu que levantasse.

– Foi o próprio Shaka quem veio me pedir isso, Ikki.

– Pois eu não concordo! Não quero aquele pato perto do meu irmão! Só concordo com isso se ele ficar fora daqui.

Saori olhou de Ikki para Shaka, pedindo ajuda com aquele cavaleiro temperamental, mas nem o loiro sabia lidar com aquilo no momento.

– Ikki, se eu permito que você entre aqui, não posso proibir Hyoga de vir também, além do mais não acha que o Shun já está muito grandinho pra você ficar atazanando a vida dele?

Fênix arregalou os olhos, totalmente alarmado com aquela pergunta. Ele não atazanava Shun, só tentava protegê-lo de aves imprestáveis que rondavam seu pobre irmãozinho indefeso.

– Faça-me um favor, Fênix, deixe o Shun em paz. Ele é bastante capaz de julgar o correto e o incorreto. Agora saiam daqui!

A menina levantou-se e deu as costas aos dois cavaleiros. Ikki ainda boquiaberto e Virgem de olhos arregalados sem saber se ria ou chorava. Saori tinha razão, é claro, mas não sabia se Ikki entenderia isso muito bem ou se teria um ataque de nervos.

Bem, não demorou a descobrir. Do templo à casa de Virgem, o cavaleiro de Fênix fez questão de despejar todos os palavrões que conhecia em cima de qualquer alma viva que ousasse interpor seu caminho e isso valeu até para Milo, que prometeu arrancar sua cabeça e entregar para Máscara da Morte.

Seria possível ter paz alguma vez na vida?

Era isso que Shaka se perguntava ao ver o amante voltar para a cama, emburrado e intocável. Queria matar Hyoga naquele instante ou enfiar a cabeça de Ikki dentro da privada e dar descarga. Quando tudo estava indo, um balde de água fria caía em sua cabeça. Perfeito!

Continua...

OoOoO

No próximo capítulo: Afrodite tem um pequeno mal entendido assombrando sua vida sexual. Com Shura não vai dar certo, então como ele resolverá isso? Capítulo 3: Água X Água.


N/A: É... A fic é parada assim mesmo. Escrevi por ter cansado de UA e nem gosto muito de drama, prefiro um "água com açúcar". Além disso, é assim que vejo cada um deles. Espero que esteja agradando a alguém...

Sabem quem é o próximo casal? Óbvio, não? XD

Mandem review, please!

Bejus e até o próximo.