Disclaimer: Saint Seiya não me pertence, se fosse assim eu mataria o Seiya! Enfim, tudo que todo mundo já sabe... Essa fic não tem nenhum fim lucrativo, apenas escrevi por diversão.
Contém yaoi (relacionamento entre homens) e lemon ao longo de seus capítulos. Então, se você não curte yaoi, não leia.
Acho que é só! Boa leitura.
Capítulo 3: Água X Água
Com aquela gritaria, não era possível dormir. Então ele se, muito mal humorado, e foi tomar um banho. Estava um dia agradável lá fora e o sol o chamava para o dever.
Uma rápida olhada pela janela e constatou um espanhol que fazia flexões no primeiro andar da casa. Estava longe, mas enxergava bem a bundinha firme contraída, assim como os outros perfeitos músculos daquele corpo lindo.
– Eu ainda morro de tesão nesse Santuário!
Afrodite sacudiu a cabeça e terminou de escovar os dentes, penteou-se e colocou uma roupa. Resolvera treinar, para variar um pouco, e desfilar por aí de calças justas, roubando fôlegos.
– Vamos visitar o espanhol. – disse para si mesmo, enquanto se olhava no espelho.
Perfeito e lindo como sempre.
Peixes desceu por sua casa em direção a Capricórnio. Aquário parecia mais frio que o normal, mas quem se importava? Kamus era sempre muito gélido. Mas o gostoso moreno na décima casa era quente até demais.
– Bom dia, Shura.
O capricorniano parou o que fazia e levantou-se do chão, encarando Afrodite que sorria demais. Olhou em volta para ver se estavam mesmo sozinhos e cruzou os braços com uma expressão divertida no rosto.
– Bom dia, Peixes. De passagem para a arena?
– E treinar com aprendizes? Não, Capricórnio. – fez questão de enfatizar bem o nome da constelação protetora de Shura, ironizando sua resposta.
– Bem... Então a que devo a honra de sua presença em minha humilde casa?
– Corta essa, espanhol. Se não me quer aqui fala logo!
– Desculpe-me, Afrodite. Só não queria confusão com Máscara da Morte.
– Ainda? – o pisciano olhou de cima a baixo o moreno a sua frente e suspirou tirando a franja da testa – Só porque eu fiquei com ele UMA vez não significa que eu esteja apaixonado. Por Athena, eu achei que fosse morrer, né? Você me entende, não?
Shura sacudiu os ombros e riu caminhando para a sombra. Não sabia se entendia ou não aquele maluco. Sempre arrastara uma asa pro italiano e quando conseguia a peça não queria mais?
– Morrendo ou não, Afrodite, Máscara da Morte parece ter gostado da fruta, então é melhor aproveitar.
– E se eu não quiser aproveitá-lo? – o sueco sorriu bastante insinuante, pretendendo fisgar um peixe fora de sua rede.
– Então passa lá por Áries, quem sabe o Mu não te pega de jeito?
O olhar límpido e cristalino de Afrodite passou a um cheio de ódio. Shura parecia estar mesmo fora de seu alcance e, aparentemente, só lhe restava Máscara da Morte para tapar o buraco de seu coração e o espaço vazio em sua cama.
– Mu? Aquele sem sal?
– Eu ouvi dizer que ele pega pesado...
– Você conversa demais com o Aioros, Shura. Vai acabar igual a ele! – Afrodite deu as costas ao outro cavaleiro e caminhou de volta a escadaria de Aquário.
– Espera!
O sueco continuou seu caminho, Shura não gostava de ouvir ninguém falando mal de Aioros, mas Afrodite tinha certa razão. Não era segredo que Milo e Aioros eram dois fofoqueiros. Tirando isso de lado, Peixes não tinha culpa de gostar do cara errado.
– Olha, Afrodite, eu não queria ter dito aquilo, me desculpe. Você é lindo, mas...
– Mas você gosta de outro. Eu sei, Shura, não sou cego!
– Sabe?
– Claro. Mas tentar não custa. Quem é ele?
O espanhol pensou bem se deveria contar ou não. Há muito tempo que escondia de si mesmo aquele sentimento esquisito e queria sinceramente não senti-lo agora. Nem queria reconhecer aquilo na frente do sueco, embora gostasse muito do amigo.
– Não conto a ninguém, nem ao Milo. Prometo, Shurinha.
Capricórnio pensou, refletiu um pouco e acabou se confessando. O sueco demorou a acreditar e por diversas vezes fez o amigo repetir aquele nome. Quando finalmente aceitou o fato desceu a escadaria até Câncer, pronto para uma fofoca básica. Alguém achou que ele realmente guardaria segredo?
– Mask? Ta aí? – ele entrou cuidadosamente naquela casa apavorante, tentando não pisar em nada muito nojento e depois de um tempo sentiu mãos o agarrarem por trás.
Um corpo másculo e forte o segurou com firmeza e um hálito quente fez seu pescoço se arrepiar quando Máscara da Morte sussurrou um "aqui" em seu ouvido.
– Quer me matar de susto? – ele se livrou rápido do abraço, se abanando, tomou uma distancia segura do italiano gostoso e suspirou. – O Shura está apaixonado, sabia?
– Claro que sim.
– E não me contou?
– Não sou fofoqueiro que nem você, Peixes. – Máscara da Morte sorriu sarcástico e andou para fora de sua casa, parando no alto da escadaria e olhando para Gêmeos logo abaixo.
Afrodite murmurou algum resmungo que ele não ouviu e se aproximou também. O sueco não gostava de ser chamado de fofoqueiro, principalmente por alguém que se dizia perdidamente apaixonado por si.
– Você sabe quem é?
– Claro. Ele me contou. O que tem?
– Mask! E você está assim calmo? O Shura com... Ele?
– E por que não?
– Porque... Não combina! – como se isso pudesse fazer alguma diferença na cabeça do espanhol. – Por Athena, ele merece coisa melhor!
– Como você? – havia talvez um tom de tristeza na voz grave do canceriano que Afrodite ignorou solenemente.
– Qualquer um de nós, mas nunca ele!
Máscara deu de ombros e seguiu seu caminho escada acima, sendo acompanhado de perto por Afrodite e uma vez no segundo andar, empurrou o pisciano na parede, segurando-o pelos pulsos. Olhou bem dentro dos olhos azuis mais claros que os seus e notou com prazer o estremecimento do corpo menor.
– Dane-se quem o Shura quer comer, isso não me interessa, Peixes.
O olhar assassino de Máscara da Morte fez o pisciano rezar por sua vida e para não deixar seu sexo o denunciar. Tentou ser firme e não dar bandeira, mas o outro cavaleiro notara o arrepio que tomou conta de seu corpo e sorriu malicioso daquele jeito que dava até calores.
– Ma-Ma-Máscara. Me solta. – o italiano encarou-o pervertido e soltou um de seus pulsos para passar a mão por seu corpo. – Seu tarado! Tira a mão daí!
– E por quê? Já passei a mão em outros lugares piores. – ele acrescentou apertando as nádegas firmes e bem feitas do sueco e levou um empurrão.
– Eu achei que fosse morrer! Já repeti isso diversas vezes!
– Mas continua se estremecendo quando chego perto...
Afrodite prendeu a respiração para não dar uma resposta idiota ou dizer algo que magoasse o outro. Seu coração se apertou, mas ele ficou firme até que Máscara da Morte o soltasse e se afastasse.
– Vá embora da minha casa, antes que sua cabeça faça parte da minha coleção.
– Eu vou, mas não por medo de você, porque eu não tenho. – o sueco caminhou trêmulo pela sala e seguiu seu caminho para fora da Casa de Câncer.
Há problemas impossíveis de se resolver e Máscara da Morte era um deles em sua vida.
Continua...
OoOoO
No próximo capítulo: Saga tem um despertador eficiente, não fosse pelo infortúnio de ele realizar seu serviço duas horas antes do necessário. É o que se paga por namorar alguém tão inquieto e com tanta energia sobrando. Capítulo 4: Ar X Fogo.
N/A: Medo do Mask? XD Não, que isso? Afrodite tem que rever seus conceitos, eu não dispensaria esse italiano assim não.
Queria agradecer os reviews, apesar da revolta por causa do casal. Continuem mandando e me digam o que estão achando do que escrevo.
Falando neles, o próximo não é muito difícil de imaginar. Aliás, é um dos meus preferidos.
Até o próximo!
Beijos.
