Disclaimer: Saint Seiya não me pertence, se fosse assim eu mataria o Seiya! Enfim, tudo que todo mundo já sabe... Essa fic não tem nenhum fim lucrativo, apenas escrevi por diversão.
Contém yaoi (relacionamento entre homens) e lemon (cenas sexuais) ao longo de seus capítulos. Então, se você não curte yaoi, não leia.
Acho que é só! Boa leitura.
Capítulo 4: Ar X Fogo
– Saga? Saga? Saga, Saga, Saga, Saga, Saga?
O cavaleiro de gêmeos esfregou os olhos e remexeu-se com visível contrariedade ao ouvir seu nome ser repetido diversas vezes sem parar. Sentia que o dono da voz insistente estava sentado bem em cima de seus quadris e pulava enquanto chamava por si.
Seria possível que tão cedo aquele pentelho já estava acordado atazanando sua vida? Tudo bem que ele merecia aquilo por tudo de mau que já fizera antes, mas ele não sabia que aquele rapaz podia ser tão insistente no trabalho de encher sua paciência e seus ouvidos logo pela manhã. Além do mais, não parecia o mesmo cavaleiro que havia conhecido anos atrás.
– Saga? Saga? Acordou? – ele não ia parar de pular e falar nunca?
Gêmeos balançou a cabeça negativamente e continuou de olhos fechados, sem se esforçar o mínimo para alegrar a vida daquele menino saltitante e chato. Mas o visitante não se deu por satisfeito e se debruçou sobre seu peito, falando agora em seu ouvido.
– Se não levantar logo vou dizer à Athena que é melhor trazer Shion de volta para ocupar o lugar de Grande Mestre, porque o cavaleiro de Gêmeos é um preguiçoso!
Saga resmungou alguma coisa ininteligível e empurrou o rapaz para o lado, virando seu corpo na cama. Que se danasse Athena e seu novo posto de Grande Mestre. Era tudo uma grande palhaçada, além do mais Kanon era o cavaleiro de Gêmeos e não ele.
– Eu sei que você está acordado, Saga! Vem! – agora ele puxava seu braço insistentemente, tentando arrancar-lhe alguma reação ativa.
– Vai encher o Kanon.
– Mas o Kanon não é Mestre de nada. Vamos, Saga, não seja preguiçoso!
Gêmeos abriu um olho, contrariado, ficando praticamente cego com os raios de sol que banhavam seu quarto. Aquele garoto era maluco, só podia. Saga virou novamente de barriga para cima, colocando as mãos na frente dos olhos.
– Volte para sua casa e não me enche!
– Saguinha... Você está muito malcriado ultimamente. Levanta daí de uma vez antes que a Saori desça em pessoa para puxar sua orelha.
O grego colocou ambas as mãos nas orelhas e encarou o garoto sorridente que voltara a sentar-se em seus quadris. Não mudara coisa alguma, nem depois de dois anos vivo. No máximo crescera alguns centímetros e engrossara mais a voz, porém, continuava com o rosto doce de menino.
– Caralxxx...! Mas será possível que eu não tenho paz nem depois de trancafiar aqueles malditos espectros estúpidos?
O garoto assustou-se quando Saga sentou rápido na cama, fazendo aquela cara zangada que arrepiava todos os pêlos do seu corpo. Não era à toa que ele tinha sido um dos mais temidos entre os cavaleiros dourados.
– Não precisa ficar zangado, Saga! Só estou me certificando de que você cumprirá com seu dever.
– Eu vou te matar!
– De novo? – Saga calou-se e parou suas mãos a três centímetros do pescocinho do garoto.
– Desculpe, não era a minha intenção.
– Tudo bem, já disse que te perdôo. Não fico zangado. – o rapaz sorriu gentilmente se aninhando no peito largo de Saga, como um gatinho pedindo a atenção do dono.
Gêmeos revirou os olhos e o abraçou, acariciando seus cabelos curtos e castanhos. Mudava facilmente de humor, era muito imprevisível.
– Está bem, Aioros, já acordei, agora preciso ir me arrumar.
– Não precisa não.
– Eu tenho que ir para o templo, lembra?
– Ainda é cedo! – o rapaz disse sorrindo de orelha a orelha, mas ficou sério ao ver que Saga rangia os dentes.
– E por que você me acordou?
Aioros se encolheu, sorrindo de forma culpada. Saga iria matá-lo por tê-lo acordado duas horas antes do necessário. Se bem que o geminiano não precisava ficar sabendo de quanto tempo perdera de sono.
– Porque eu queria ficar com você antes que Athena te alugasse com os problemas do Santuário.
Saga suspirou e desistiu de brigar com o maluco em seu colo. Aioros não mudava, era sempre assim. Acordava cedo, fazia com que desistisse de seu precioso sono e tentava arrancar cada grama de sua energia antes que Athena o alugasse com os problemas do Santuário.
– E então, Saga?
– Eu devia te matar.
– De novo?
– Cala a boca! – Saga empurrou Aioros para trás, fazendo-o cair deitado de costas na cama e deitou por entre as pernas abertas do rapaz – Tão rápido que você nem vai sentir, moleque.
– Hum... Tentador, Saguinha.
Gêmeos fechou a cara, mas ignorou sua raiva momentânea e tateou o corpo abaixo do seu a procura da entrada de Aioros. Enfiou um dedo sem demora, sentindo o corpo menor se contrair deliciosamente e só de pensar em seu membro enfiado ali, delirava.
– Um dia eu juro que te mato.
– De tesão?
– Também.
Aioros sorriu divertido e satisfeito e rodeou a cintura do outro cavaleiro com as pernas. Em resposta Saga enfiou outro dedo em seu interior, alargando o anel apertado.
– Faz direito dessa vez. Ontem de noite você me deixou ardendo por duas horas.
– Cala a boca, Aioros. – o cavaleiro de gêmeos não esperou relutância do rapaz, apenas colou sua boca à dele, procurando a língua quente e úmida desesperadamente.
Aioros envolveu o pescoço do outro com os braços, aproveitando o beijo, enquanto o geminiano retirava seus dedos e posicionava o pênis em sua entrada, que parecia ainda arder da noite anterior.
– Devagar... – ele sussurrou por entre o beijo.
– Cala a boca. Você não gosta de nada devagar na sua bunda.
O sagitariano riu, puxou Saga com as pernas, que foi penetrando lentamente seu corpo estreito. De propósito ele se contraía, gemendo e arfando no ouvido de Gêmeos, tentando provocar de qualquer maneira o cavaleiro mais velho.
– Geme mais baixo ou vai acordar meu irmão.
Aioros ignorou-o, sabia que Saga só dizia aquilo para implicar, porque gostava mesmo era de ouvir seus gemidos altos quando enfiava seu pênis rígido entre suas nádegas. Afinal aqueles treze anos não o deixaram esquecer-se do que o cavaleiro de gêmeos gostava na cama.
Ele sabia exatamente como gemer, se mover, se contrair na medida certa para deixar o outro morrendo de vontade de ter tudo de novo. Aioros não precisava de descanso, estava à disposição de Saga vinte e quatro horas por dia, fosse no quarto, na escadaria, no templo, no banheiro, na cozinha, na arena de treinamento... Não importava o local, se Gêmeos solicitasse seu corpo lá estava ele pronto e entregue.
– Saga... – e ele sempre fazia tudo tão direitinho que o outro era mais gentil que o normal e o enchia de beijos, às vezes até esquecendo do que fazia – Saga, continua... Vem... Me fode logo!
O cavaleiro de gêmeos piscou os olhos e parou de beijar Aioros, movendo seu corpo num ritmo rápido e seco. Perdia-se nos olhos verdes do outro e queria sinceramente continuar naquela ilusão, mas a realidade de estocar aquele corpinho estreito era ainda melhor.
Por isso, Saga apertava os quadris do amante, entrando e saindo, arrancando gemidos cada vez mais roucos e altos. Nessas horas nem que Athena solicitasse sua proteção ele pararia, estava louco, tomado pelo tesão e êxtase que Sagitário sempre provocava em si. Eram movimentos sempre intensos, que rasgavam Aioros por dentro e levava ambos ao orgasmo.
O sagitariano sempre chegava antes, mas continuava a rebolar sobre a ereção do outro, sorrindo de forma lasciva só para provocar. E então Saga rangia os dentes e o apertava com mais força, enfiando tudo, até o talo e gozando com um rouco gemido de total êxtase.
– Aioros, seu maldito... – ele disse caindo em cima do rapaz, cansado e mole.
– O que foi? – o menino perguntou com um sorriso enorme estampado no rosto moreno.
– Eu to cansado, como vou chegar até o templo desse jeito?
O rapaz de olhos verdes puxou o rosto do amante, dando um beijo em seus lábios, ainda sorrindo. Quem se importava com o templo quando se tinha ele na cama para fazerem o que visse à mente?
– Não vá.
– Não posso fazer isso. Tenho que subir aquelas escadas todas e to morto!
– Saguinha, você é um cavaleiro de ouro! Use a velocidade da luz. – Aioros sorriu como se tivesse encontrado a solução ideal.
– Como se eu estou cansaço? Você suga todas as minhas forças, como faz isso?
– Eu não faço nada... Você que usa muita força. – Saga iria matá-lo por fazer pouco caso de sua habilidade e por esgotar sua paciência e energia.
– Aioros, eu vou tomar banho.
– Peça ao Mu para te teleportar. – ele sussurrou rindo, enquanto Saga levantava da cama. Por que não tinha pensado nisso antes? Ah, sim! Porque Mu não pode usar teleporte nas Doze Casas.
– Cala a boca!
Continua...
OoOoO
No próximo capítulo: O "calmo" cavaleiro de Áries também tem problemas com suas relações e aí? O que fazer quando se tem tudo o que quer, mas não se quer tudo o que tem? Capítulo 5: Fogo X Fogo.
N/A: To demorando a postar, né? Foi mal... Provas, trabalhos ('¬¬), minha beta ta ocupada... tudo se torna motivo para atrasar a correção dos capítulos. Contudo, parece que isso da um tempero a mais nas coisas.
Mudando de assunto... Acho que ninguém errou o casal, tava bem na cara. O próximo é polêmico. Não abro mão deles.
Então, obrigada pelos reviews, mandem mais! A gente se encontra no próximo capítulo!
Beijos.
