Disclaimer: Saint Seiya não me pertence. Enfim, tudo que todo mundo já sabe... Essa fic não tem nenhum fim lucrativo, apenas escrevi por diversão.
Contém yaoi (relacionamento entre homens) e lemon (cenas sexuais) ao longo de seus capítulos. Então, se você não curte yaoi, não leia.
Acho que é só! Boa leitura.
Capítulos 5: Fogo X Fogo
Era sempre tão parado e quieto ali, longe e separado dos outros cavaleiros, ele se encontrava quase sempre sozinho. Talvez tivesse se acostumado, por causa do exílio, a permanecer assim, apenas afastado, longe da confusão e barulho que perturbava os outros cavaleiros dourados.
Gostava mais assim. Tinha sua privacidade e poderia passar o dia todo em paz, lendo, dormindo ou fazendo qualquer outra coisa que tivesse vontade. Não precisava se preocupar com amantes, rolos, dor de cabeça, amigos problemáticos, porque simplesmente preferia não se envolver com ninguém. Bem, talvez ninguém seja uma palavra muito forte.
Havia um único problema, mas perfeitamente capaz de ser solucionado, se a outra parte interessada fosse menos temperamental. Isso acontece quando se junta fogo demais em uma casa só e é preciso maturidade e paciência para lidar com esse tipo de relação.
Acontece que ele estava muito bem acomodado dessa forma e não ligava muito para o ciúme e as explosões de raiva do outro. Procurava não dar muita atenção e talvez fosse aí que ele errava. Ignorar a outra parte interessada estava sendo uma péssima idéia.
Mas também tinha tanta preguiça de ir até ele, que preferia continuar com seus afazeres normais. O que ele fazia? Pela quinta vez estava trabalhando em uma armadura de bronze e perguntava-se quando fora que aceitara aquele emprego, só ele se esforçava e os outros só destruíam as coisas.
– Já estou acostumado, sobra SEMPRE para mim. – ele sussurrou para si, balançando a cabeça.
A armadura de Dragão ganhava vida aos poucos, à medida que Mu de Áries usava suas ferramentas para restaurá-la. Em sua cabeça pensava em cada um dos desaforos que usaria para reclamar com Shiryu, quando o garoto viesse buscar a encomenda.
– Espero que nunca mais a use, não agüento mais consertar pó de armadura de Dragão! – ele não parecia calmo, estava zangado de ter que repetir o mesmo trabalho pela quinta vez.
Aquele moleque não sabia cuidar direito de sua armadura, era isso que Mu pensava e queria sempre matá-lo quando a via em pedaços. Isso sem falar da armadura de Pégasus e Cisne, felizmente a de Ikki se consertava sozinha e Shun quase não se metia em brigas.
O ariano estava tão entretido em seu trabalho e reclamações, que não notou um cosmo diferente, que invadia sua casa. Ele apenas continuou o que fazia, sentado no chão frio de pedra.
O cavaleiro visitante vinha a passos lentos e silenciosos, admirando ao longe o tibetano, que estava especialmente lindo esta manhã. Devido ao calor Mu prendera o cabelo com um rabo alto, usava só a calça de treinamento, justa e estava sem camisa. Sua pele alva refletia os raios de sol e o deixavam ainda mais brilhante, se é que era possível.
Ele estava alheio ao que acontecia e só depois que o outro cavaleiro estava parado atrás de si, foi que notou a outra presença e levantou-se rápido e assustado. Seus reflexos não eram mais como os de antigamente – há dois anos.
– Aioria! Que susto! – ele exclamou com a mão no peito, segurando o coração que batia acelerado.
– Susto? Ta devendo alguma coisa?
Mu o olhou com uma expressão de desagrado pela brincadeira e sentou-se no chão para guardar suas ferramentas e a armadura de Dragão na urna. Aioria se aproximou mais e se ajoelhou atrás de Áries, colando os lábios no ouvido deste.
– O que foi, Áries?
– Não me perturba, Aioria. Estou consertando a armadura de Dragão.
– Mas de novo? – Aioria calou-se ao receber agora um olhar de desaprovação.
Aquele maldito Shiryu estava sempre empatando sua vida. Era só colocar os pés na primeira casa que aquela armadura estava com Mu, ocupando aquelas preciosas mãos que ele queria em seu corpo. Que seja! Se esse pirralho intrometido aprendesse a cuidar do que lhe pertencia, o tibetano seria todo seu.
– O que veio fazer aqui?
– Nada. Eu estava entediado e resolvi descer, já que você não sobe.
Mu terminou de guardar a armadura dentro da urna sagrada e levantou-se a carregando junto com a caixa de ferramentas para a escada lateral de sua casa. Aioria naturalmente o acompanhou de perto, fixando seu olhar naquele corpo perfeito que se movia com tanta altivez e delicadeza.
– Eu sei o que você quer. – o ariano disse largando a urna no meio da sala e levando suas ferramentas para o quarto.
– Então por que perguntou? – Aioria largou-se no sofá da sala, tirando os sapatos para ficar mais à vontade.
– Por que você podia ter mudado a fita. – ele respondeu já de volta, cruzando os braços no peito.
O grego desviou o olhar e chamou-o com a mão para se sentar ao seu lado. Desde que discutiram, no ínfimo dia em que os cavaleiros de bronze lutavam contra Poseidon, Aioria não conseguiu mais tirar da cabeça aquele ariano metido que o peitava. Era enlouquecedor lembrar da noite que passaram juntos naquela mesma casa de Áries.
– Eu não to a fim hoje. Preciso terminar a armadura do Shiryu e ainda tenho que procurar o Kiki.
– Você acabou de guardar as ferramentas e a armadura daquele lagarto desastrado e o Kiki ta no jardim, posso vê-lo daqui. – Mu o encarou desgostoso e agora fora ele quem desviara o olhar, procurando pela janela seu discípulo, que realmente estava no jardim.
– Ele não é desastrado. – era só isso que tinha a dizer àquele leão folgado?
– Não? – Aioria riu irônico e esticou-se para puxar o outro pelo braço. – Senta aqui, ta com medo de quê?
– Não estou com medo. – ele murmurou, enquanto sentava-se, puxando seu braço de volta.
O grego chegou mais perto e aquele perfume da pele de Aioria o deixou vibrando por dentro. Mu não se atreveu a encará-lo, sabia querer ficar com ele, mas tentava sempre resistir a essa fraqueza. Ele era um cavaleiro de ouro! Por Athena, como podia ser tão fraco?
– Você parece com medo. Eu não mordo... Muito.
Mu virou o rosto contrariado com a piada e deparou-se com aqueles profundos e trapaceiros olhos verdes, que sempre o levavam a cometer a loucura maior de sua vida. Não que cometer essa loucura não fosse imensamente prazeroso, mas depois que acabava, sempre tentava fazer o leonino sumir de sua vida e não conseguia.
Aioria se divertia, era evidente. Gostava de ver a confusão se instalar na cabeça do ariano deixando-o louco por se decidir entre a perdição e o que ele achava que era certo. Naturalmente que o grego usava todo o seu charme, olhava-o de forma felina, falava lenta e pausadamente movendo os lábios de forma sensual e assim que a fera estava hipnotizada ele levantava as mãos para tocar os macios fios lilases dos cabelos de Mu.
– Vamos para o quarto? – ele já lambia e beijava o ponto fraco do outro, o pescoço, sem dar chance de receber um não.
Mu tombou a cabeça para o lado se entregando mais uma vez à maldita tentação! Parecia que Aioria voltara do Hades ainda mais tarado e fascinante, capaz de satisfazê-lo na cama e ainda deixá-lo exausto por algum tempo. E o que sempre acontecia era que Mu se lembrava do quanto era bom transar com ele e soltava toda a perversão que ele continha em seu íntimo.
– Não. Aqui está ótimo.
Estava feito e sem volta.
O ariano empurrou o grego no sofá e atacou os lábios rubros, enfiando sua língua por entre eles com ferocidade e urgência, encaminhando uma das mãos para o sexo, já rígido, de Aioria.
E enquanto seu corpo era atacado, o leonino tentava tirar sua blusa e corresponder ao beijo quente na mesma intensidade. Mu não lhe dava descanso e impunha um ritmo quase animal, sugando seu fôlego com habilidade e força.
– Ahn... Eu vou enlouquecer dessa vez. – ele murmurou por entre os gemidos, enquanto o tibetano chupava com tanta força seu pescoço que ficou roxo na hora.
Mu abriu suas calças, enfiando a mão por dentro da cueca do outro, com tanta pressa que chegava a machucar. Mas o grego nem percebia, pois também tentava abrir as calças dele, tendo que usar toda a sua concentração, pois suas mãos tremiam de ansiedade e excitação.
Os gemidos de ambos aumentavam, abafados por beijos ou mordidas. O ariano ajoelhou-se no chão e enfim deu descanso à boca do grego, que procurava desesperado por ar. Arrancou as calças de treino de Aioria e jogou-as longe, junto à cueca branca. Agora o leonino estava nu, suado e gostoso como deveria ser.
Aioria teve suas pernas abertas pelas mãos habilidosas do amante e puxou-o tão rápido para um beijo, que Mu caiu por cima de si, com uma ereção bem dura de encontro à sua. Ambos gemeram e arfaram, Áries cravando os dedos nos quadris do grego, como se tivesse medo que ele fugisse.
Um dos dedos do tibetano percorreu experientemente uma das coxas fortes do leonino e achou a entrada apertada entre as duas nádegas macias. Aioria gemeu em reprovação e sentou reto no sofá, escapando do toque ousado.
– Vem cá, Aioria, não quer que eu te prepare?
– Não quero que você me possua hoje.
Mu franziu a testa e se ajeitou melhor de joelhos, chegando seu corpo para mais perto do outro, debruçando-se sobre Aioria. Ele odiava esse tipo de discussão e estava com pressa de acabar, será que Aioria não entendia?
– Eu sempre como você, Aioria. É do que você gosta... De dar! Agora pare de palhaçada e vira de costas.
O leonino mostrou a língua para ele e negou veemente com a cabeça, fechando as pernas e com isso empurrando Mu com os joelhos. O tibetano abriu a boca em uma exclamação muda de surpresa e descontentamento e o encarou inquisidor procurando uma boa explicação para aquela ousadia.
– Quem te disse que eu gosto de dar? Eu gosto de transar com você, mas nunca disse que preferia ser passivo. – e sem delongas ele levantou-se, pulando pelas costas do sofá, deixando um furioso ariano ajoelhado no chão.
– Corta essa, Leão! Você sempre gostou de dar a bunda, agora vai querer bancar o machão? – Mu levantou-se do chão com a calça meio aberta, espumando de raiva. – Comigo não cola, volta aqui!
– Não volto! E eu nunca disse que gostava disso.
O tibetano cruzou os braços, cheio de indignação, louco de vontade de torcer o pescoço de Aioria. Se aquele gato estúpido achava que podia negar-se a ceder estava muito enganado. Ele não conhecia Mu de Áries!
– E não adianta me olhar assim, não tenho medo de você! – Aioria pegou no chão sua cueca e a vestiu, procurando onde poderia ter ido sua calça.
– Procurando isso? – Mu mostrou a calça de treinamento em suas mãos e a jogou pela janela, com um sorriso sádico. – Tira essa cueca estúpida agora!
Aioria negou novamente com a cabeça e dessa vez doi em direção à porta da saída. O ariano enlouqueceu de ódio, andou até ele e o segurou pelos braços, prometendo matá-lo em silêncio e ninguém saberia do crime cometido.
– Me larga, Mu! Eu vou embora daqui!
– De cueca?
– Se quiser vou até sem roupa! Agora me solta!
Ambos gritavam um com o outro, Mu zangado e Aioria teimoso. Nenhum querendo ceder ao outro e a briga iria se estender ainda mais, caso não chegassem a um acordo lógico. Ou algum outro cavaleiro viria interromper a discussão ou então eles iriam rolar no chão entre tapas e socos.
– Seu gato estúpido! Por que tem que ser assim teimoso? Só porque eu disse que você gostava de dar? – Aioria estufou o peito, ferido com o comentário. – Não sou só eu que concorda com isso, ta?
– O que quer dizer com isso?
– Nada. – o tibetano respondeu rápido, mas sorriu malicioso. – Por que, é mentira?
– Não, bem, quero dizer... – o leonino enrolou, desviou o olhar, cruzou os braços, por fim encolheu os ombros em sinal de desistência.
– Não adianta mentir pra mim... É comigo que você dorme quase toda noite, eu sei do que você gosta.
Aioria virou-se de costas magoado e saiu catando seus sapatos e sua blusa pela sala, resmungando baixinho, coisas que o outro não ouvia de onde estava. Sempre saía perdedor das brigas com Áries e não lhe agradava muito isso.
– Esqueça isso, gatinho, vem até aqui que eu vou te dar tratamento especial hoje!
Leão largou suas coisas em cima do sofá e colocou as mãos na cintura, virando-se para Mu. Que insolência achar que era seu dono ou coisa parecida, achar que tinha poder sobre ele. Não tinha. Se queria algo tinha que fazer por onde. Mas quem conseguia negar alguma coisa ao tibetano?
– Vai ter que me pegar primeiro! – e saiu correndo pelo corredor dos quartos.
Mu arregalou os olhos, surpreso e tonto. Assim que se deu conta do que acontecia caminhou para o corredor também. Aioria devia estar escondido em um dos quartos e teria que procurá-lo se queria ganhar alguma coisa.
Começou pelo banheiro social, mas estava vazio. Então ele andou pé ante pé até o primeiro dos quartos, olhou até de baixo da cama, mas não o achou.
– Onde ele se meteu? – perguntou-se voltando ao corredor. – Gatinhoooo... Vem aqui, gatinho, onde você está? – ele foi até seu quarto, seu banheiro, mas Aioria também não estava lá, então foi a outro quarto de hóspedes. – Gatinho? Você está aí?
Nenhuma resposta. E já que era assim ele iria dar um jeito naquela ereção dolorida. Deitou-se na cama de hóspedes e terminou de abrir sua calça, afastou a cueca e colocou seu membro para fora da roupa, tocando-se lentamente, suspirando de satisfação. Não precisava de ninguém para se satisfazer, sabia fazer aquilo sozinho.
– Se você não vier, gatinho, eu vou ter que gozar sozinho... – ele aumentou um pouco seu tom de voz e gemeu profundamente, provocando o ouvido sensível do leonino.
E acertadamente Aioria saiu de seu esconderijo, embaixo da cama e espiou o ariano que se masturbava em cima desta mesma, gemendo e passando a mão pelo próprio peito, deixando-o com água na boca.
– Aí está você. – Mu sorriu. – Está com fome, gatinho?
O leonino ergueu uma sobrancelha, ainda com metade do corpo embaixo da cama, espiando Áries se tocar e falar consigo.
– Vem cá, gatinho. – ele chamou com a mão, sentando-se na beirada do colchão e abriu as pernas, oferecendo sua ereção ao outro.
– Hum... – o grego ponderou sobre aquilo e parou de pensar, saiu debaixo da cama e engatinhou até estar entre as pernas de Mu.
– Cuidado com os dentes. – o ariano advertiu sorridente e brincalhão, quando Aioria envolveu seu membro com a boca.
Mu realmente se achava, só porque Aioria não conseguia se controlar e acabava sempre cedendo aos seus encantos, ou deveria dizer armadilhas? O doce gatinho sempre caía nas brincadeiras e acabava com a boca ocupada ou o traseiro.
E apesar de ter sido dominado e subjugado pelo outro cavaleiro, Leão continuava a chupar o membro duro, sentindo-o latejar entre seus lábios. Aquela ereção vibrava de acordo com sua vontade, conforme lambia, sugava, beijava, tirando a boca e retornando para terminar de enlouquecer Mu. Ele gostava de ter esse controle sobre o prazer do outro, até porque era sua única chance com o ariano.
Mesmo totalmente engasgado, com aquela ereção enfiada até o talo em sua garganta, Aioria ainda achava fôlego para gemer e apertar com força a palidez roliça das coxas fortes de seu amante. Gostou de ouvir o gemido alto que Mu deixou escapar ao acaso e continuou apertando, marcando a carne quente com seus dedos, enquanto saboreava cada gota que pingava do sexo rígido que chupava.
– Aioria, seu cachorro, pára de me provocar!
– Cachorro não! – ele parou de chupar para reclamar, deixando Mu tremendo de excitação e raiva. – Gatinho.
– Você vai virar uma bola de pêlos se não continuar logo com isso.
Mu gemeu mais uma vez quando o grego colocou seu membro dentro da boca de volta, chupando tão forte que seu corpo estremeceu por inteiro, quase o fazendo gozar. Mas era cedo, ele ainda não tinha aproveitado tudo que queria e prendeu o orgasmo com toda sua força, afastando Aioria pelos cabelos.
– Isso dói! – o leonino reclamou com a mão na cabeça, olhando de cara feia para o tibetano.
– Não reclama, eu ia gozar.
Isso explicava a agressão. Se Mu não queria gozar agora, era porque o sexo oral estava muito bom e obviamente ele ainda queria aproveitar a excitação para possuí-lo. Isso só significava que Áries estava irritado por perder seu suposto controle.
E Aioria estava certo, Mu queria enfiar em outro lugar, mas tudo bem, ele sempre dizia a si mesmo que poderia dizer não, só não o fazia porque gostava.
– Vem Mu... – ele chamou, deitando-se na cama, já sem a cueca. Abriu os joelhos e expôs ao outro toda a sua intimidade e o prazer que crescia em seu baixo ventre.
O ariano teve que respirar fundo, a fim de se controlar diante da excitação que já percorria seu corpo. Aioria ficava tão gostoso daquele jeito, mostrando a ele tudo que mais adorava ver. Os músculos definidos e fortes, o membro grosso e grande e aquelas nádegas que escondiam a entrada, sua maior perdição.
Sem mais delongas, ele se livrou das roupas, subindo na cama por entre as pernas de sua presa, aquele Leão gostoso. Lambeu e beijou seu peito, mordendo os mamilos inchados pelo tesão. Já tinha perdido a cabeça a esse ponto e se esfregava sem pudor naquele corpo moreno e suado, que se entregava com tanta sensualidade.
– Você ainda nega que gosta? – resolveu provocar, só para não perder o costume e também porque gostava de ver o leonino nervoso derreter aquela pose de macho e confessar seu segredo.
– Não... Hum... – Aioria confessou – gosto de dar, mas só pra você.
Ele flexionou os joelhos, separando-os e puxando as pernas para trás, revelando ainda mais sua entrega. Isso fez com que Mu se encaixasse perfeitamente, com o pênis já tocando sua entrada fechada e contraída. Novamente o ariano fechou os olhos e prendeu a respiração, só para segurar a onda de excitação que incendiou seus nervos, dilatando suas veias.
– Então, meu gatinho, vou te mostrar quem é o seu dono.
Aioria mordeu os lábios com força, contendo gemidos involuntários que ardiam em sua garganta. Chupou os dedos que Mu empurrou em sua boca, vendo-o se conter muito para não gemer também.
– Chega... Você ta me deixando maluco.
Um dos dedos foi empurrado para dentro de seu corpo, pressionando a base de seu pênis. Estremeceu todo com esse toque tão intimo e acabou gemendo o nome de Mu de forma quase apaixonada. Esperava que ele não percebesse seu tom de voz e continuasse aquela massagem maravilhosa.
– Ahn... Ahn... – outro dedo o penetrou – Hum... Mu... – a loucura incendiava sua mente, tirando-lhe qualquer resquício de consciência – Mu, pare!
Todavia, o ariano não lhe deu ouvidos, também sentia o calor entre suas pernas aumentar e endurecê-lo. Tocou com insistência a maldita glândula que deixou o membro do grego latejando tão duro que parecia doer. Embora a dor só deixasse o leonino ainda mais gostoso e transformasse o prazer em algo insuportável.
– Por favor, Mu... – não adiantaria implorar, aqueles dedos continuavam a alargar seu anel e Mu se divertia com seu desespero.
– Geme mais alto, acho que Afrodite ainda não te escutou.
– Ahn... Seu filho da... – suas súplicas foram caladas com um beijo ardente.
Finalmente os dedos se foram e agora sentia Mu esfregar a cabeça de seu sexo em sua entrada, prometendo penetrá-lo, mas sem forçar. Porque sempre se prestava a essa agonia, ele também não entendia.
– Grita mais... Eu vou te rasgar todinho.
Aioria engoliu seu próximo gemido junto com a enorme vontade de puxar os fios sedosos do cabelo de Mu. O safado finalmente resolveu penetrá-lo e forçava sua passagem com tanta violência que sua entrada ardia e seu corpo se contraía de forma dolorida e deliciosa. Só Mu conseguia forçá-lo pelo tênue limite entre o simples prazer e o êxtase.
– Agüenta, gatinho, não entrou nem a metade.
Mu forçava seu pênis pela passagem estreita de Aioria e tirava, entrando a cada investida mais um pouco, sempre se contendo para não despejar todo o tesão que o queimava por dentro. E o corpo quente o envolvia perfeitamente, mesmo que o machucasse, ele se contraía, atraindo seu sexo para dentro, cada vez mais fundo.
– Mu... enfia logo tudo!
– Com pressa?
Aioria rangeu os dentes, irritado e virou o rosto para não falar uma besteira. E Mu, como não ouviu nenhuma reclamação, continuou com suas investidas, até sentir-se inteiramente preenchendo aquela entrada apertada.
– Gatinho apressado... – provocou, beijando a ponta do nariz do leonino.
Por incrível que possa parecer essas provocações mexiam com o orgulho daquele Cavaleiro de Leão e ao mesmo tempo tinham o poder de mostrá-lo que ele não tinha mais o controle sobre seus pensamentos e atitudes. Somente aquele tibetano irritante podia dizer o que fazer, pensar, dizer e sentir. Estava totalmente à mercê dos desejos daquele garoto mimado de cabelos lilases.
Deliciosamente entregue aos caprichos de Mu. Não podia reclamar, nem apressar as coisas. O grego iria esperar, até que o ariano quisesse se mover, dando prazer a ambos os corpos. Nem adiantava discutir com aquele cavaleiro genioso, pois sempre perdia.
A única coisa que podia fazer, e sabia muito bem disso, era contrair-se todo, remexendo os quadris para cima e para baixo, a fim de sentir um pouquinho mais do pênis enfiado dentro de si. E aos poucos esses movimentos iam provocando o ariano, que começava a acompanhar, até que estivesse estocando seu corpo com força.
As investidas se tornavam cada vez mais violentas a ponto da cama ranger perigosamente, ameaçando até mesmo chamar a atenção de outros cavaleiros para tamanho barulho, que somado aos gemidos crescentes estavam se tornando um verdadeiro escarcéu.
– Geme... Hum... Mais baixo, Aioria.
O leonino nem deu ouvidos ao pedido, continuou no mesmo tom, afinal Mu não perdia em nada na voz. Ambos estavam perdendo a noção e esses gemidos quase se tornaram gritos quando os dois cavaleiros derreteram-se em jatos fortes e quentes de prazer.
Áries caiu esgotado no peito do grego, suspirando e tentando conter os espasmos que ainda assaltavam seu corpo.
Já Aioria queria socar-se inteiro por ter mais uma vez caído na lábia de Mu e deixado aquele monstrinho fazer como bem entendia com seu corpo.
Porém, o fato era inevitável e quando as coisas são assim, o melhor que se tem a fazer é relaxar... E gozar.
Continua...
OoOoO
No próximo capítulo: O Dragão não veio à Grécia por acaso, mas quem será que Shiryu está procurando no Santuário? Seria um dos cavaleiros dourados? Capitulo 6: Terra X Ar.
N/A: Esse capítulo não foi betado, quaisquer erros, me perdoem! E que venham as críticas e os comentários sobre esses dois.
Adoro o casal e nada que me digam mudará isso... Nunquinha. Mudando de assunto, quero saber o que acharam, sinceramente, do lemon.
Obrigada a todas essas pessoinhas lindas que escreveram para mim um review! Ikki e Dani, Kitsune, Chibiusa, Shi-chan, Mi-chan e minha beta Ilia, claro. Gostando ou não de Aioros e Saga, obrigada por terem lido e comentado.
Bejus e até o próximo capítulo.
