Disclaimer: Saint Seiya não me pertence, se fosse assim eu mataria o Seiya! Enfim, tudo que todo mundo já sabe... Essa fic não tem nenhum fim lucrativo, apenas escrevi por diversão.
Contém yaoi (relacionamento entre homens) e lemon (cenas sexuais) ao longo de seus capítulos. Então, se você não curte yaoi, não leia.
Acho que é só! Boa leitura.
Capítulo 7: Ar X Terra
Belíssimo dia para uma briga. Shaka estava sentado em seu sofá, com uma sobrancelha erguida. Parecia não saber se batia no amante ou se continuava ali ouvindo os resmungos seguidos de gritos e por vezes de socos no ar.
Já Ikki andava de um lado para o outro da sala, falando com as paredes, pois Shaka não estava lhe dando a menor atenção. Ele esbravejava a respeito de sua desconfiança para com Cisne e o quanto aquele tarado iria perverter seu pobre irmãozinho indefeso.
Shun parou na porta, sabendo que nenhum dos dois cavaleiros o veria ali ou sentiria sua presença, pois estavam por deveras ocupados. Ele observava com prazer seu irmão mais velho expor aquela raiva idiota por seu namorado e sinceramente adorava ser o centro do ciúme de Ikki, embora não tivesse muita certeza de que Shaka apreciasse isso.
O loiro podia ser tão temperamental e teimoso quanto Fênix e a ira do virginiano ele não queria conhecer, já que aparentemente possuía o mesmo gênio, porem muito mais controlado.
E lá estava ele, apreciando o monólogo de Ikki, enquanto o indiano ficava cada vez mais vermelho, por prender a respiração. Sentiu até certa adoração pela cena que se desenrolava, queria intervir, mas estava boa demais a distração proporcionada por seu irmão e seu cunhado.
– Aquele pato! Eu vou estrangular ele, Shaka! Eu juro que vou!
– Ikki, meu amor, acho que o Shun sabe cuidar de si – Shaka finalmente se manifestou, fazendo Fênix calar a boca por breves segundos.
– Não sabe! Ele vive se metendo onde não deve.
"Também não é assim, nii-san, eu só faço isso com o consentimento do Hyoga" – Shun completou mentalmente, sorrindo consigo mesmo.
– Ikki, você é cego ou surdo? Quantas vezes você viu o Hyoga atacar o Shun? Quantas vezes você ouviu seu irmão negar gostar daquele pato? Ele gosta! Assim como você gosta de transar comigo, ele gosta de transar com o Hyoga e não há nada que você possa fazer.
Ikki calou-se. Parecia ofendido com alguma coisa que Shaka havia dito. E Shun, ainda parado na porta, sentia seu sexo repuxar a roupa só de lembrar de como ele gostava de transar com Hyoga. Sorte dele que Ikki ainda não sabia ler mente.
– Shaka!
– Eu só disse a verdade, meu amor. Vem cá – o indiano ergueu e abriu seus braços, chamando o rapaz para o seu colo.
E Shun presenciou uma cena que nunca, nem em seus mais estranhos sonhos, jamais pensara que iria viver para ver. Fênix ajoelhou-se no chão e deitou a cabeça no colo do loiro, fazendo um bico de criança mimada que fora contrariada pela mãe. E prontamente Shaka pôs-se a fazer cafuné no menino. Estava na hora de uma interrupção.
– Comovente – o garoto disse entrando pela sala, sem ser convidado. Largou sua pequena mochila no chão e caminhou até onde seu irmão se encontrava derretido no colo do cunhado – bom dia a vocês.
Ikki deu um pulo, colocando-se de pé e Shaka arregalou os olhos, percebendo com surpresa as mudanças de Andrômeda. Depois de meia hora tentando realizar qual fora a poção mágica que Shun havia tomado, ele levantou-se do sofá e assustou-se mais uma vez ao notar que o garoto tinha crescido pelo menos vinte centímetros.
– Shun?
– Oi, Shaka. Ikki – ele sorriu da forma gentil que costumava fazer a dois anos e Shaka levou a mão ao peito, feliz por ver que era realmente o Shun.
Por Zeus, não era o mesmo cavaleiro de Andrômeda.
Shun usava uma calça jeans clara, que marcava os músculos que ele não tinha antes, um tênis velho, uma camisa justa e branca que também marcava seu peitoral, agora definido e até bastante forte. Ele definitivamente parecia irmão de Ikki, embora seu cabelo estivesse quase tão comprido quanto o de Shaka.
Até seu olhar tinha mudado, não era mais inocente como antes, mas decidido e muito mais maduro. Sem contar a nova altura, os braços mais fortes, mas nada exagerado. Ele estava muito mais bonito que antes e muito mais atraente, o que era um verdadeiro perigo para o irmão ciumento.
– Gente? – Ikki olhava para o lado, visivelmente perturbado e Shaka ainda tinha os olhos arregalados – Shaka, você se sente bem?
– Eu? Claro! – O indiano disse repentinamente, se recolocando em seu lugar – é que você está tão... Diferente.
O garoto sorriu e colocou as mãos na cintura, encarando Shaka com um olhar de quem se divertia. Ikki bufou e colocou as mãos na cintura também, mostrando-se pela primeira vez parecido com o irmão mais novo, só que com cabelos curtos.
– Bem, faz tempo que a gente não se via.
– Sim. E você ficou tão... – uma olhada na direção de Fênix e o loiro mudou o rumo de sua frase – tão parecido com o Ikki.
– Quê? O que está insinuando, Shaka?
– Nada não, amor.
Shun riu. Se eles iriam recomeçar uma briga agora, tudo ficaria ainda mais divertido, mas ele não estava com muito tempo para isso, portanto andou até sua mochila e a apanhou. Shaka sorria nervosamente para o amante de olhar furioso.
– Bem, foi ótimo reencontrar você Shaka, mas preciso falar com Athena agora.
– Onde você vai ficar, Shun?
– Ainda não sei, nii-san – claro, ao menos a forma carinhosa de chamar pelo irmão não havia mudado – vou me apresentar para Saori e depois volto.
– Se quiser pode ficar aqui, Shun.
Ikki gostaria de seu irmão tão perto, mas não gostara dos olhares de Shaka e nem do comentário "Você está tão... Parecido com Ikki", nada bom. Todavia, também não o queria muito longe ou teria certeza de que seu irmão se encontraria com o pato.
– Obrigado, Shaka, mas eu estava pensando no Afrodite. Gosto de implicar com ele.
E rindo ele acenou com a mão e deixou os outros dois sozinhos. Gostaria de ficar e presenciar a nova briga que se instalara, mas achou mais produtivo falar logo com a deusa.
No caminho encontrou Hyoga, que resmungando algo sobre o mau humor de Kamus, acompanhou-o até o Templo, onde Athena e Seiya conversavam.
– Shun! Hyoga! – A garota disse animada, indo até ambos – que bom que vieram. Espero que se acomodem com os cavaleiros dourados muito bem ou se não podem ficar pelo templo e...
– Não se preocupe, senhorita, já resolvemos isso.
Saori concordou mecanicamente com a cabeça, fitando de cima a baixo ambos os rapazes. Pégasus não aprovou muito essa admiração toda pelos músculos dos amigos, mas deixou passar, pois logo Cisne e Andrômeda se retiraram.
– Falou com seu irmão?
– Ele ainda quer te matar. E o Shaka ficou um bom tempo confuso me olhando.
– Bem, você está realmente mudado.
Hyoga comentou com um sorrisinho malicioso. Em Peixes o silêncio era tão grande que seus passos perturbavam a poeira no ar, então eles seguiram rápido até Aquário, onde pararam atrás de uma das pilastras. Shun largou a mochila no chão e atacou os lábios do loiro com um beijo pra lá de quente.
– Hum... Shun... É melhor não fazermos isso aqui...
– Por que não? – o japonês passava as mãos por baixo da blusa do outro, com um sorrisinho pervertido nos lábios.
– Porque...
– Seu pato miserável, eu vou...
– Não vai nada, Ikki! – Shaka vinha puxando Ikki pelo braço para voltarem e Hyoga ficou tão branco quanto papel ao ver o cunhado dando o ar de sua graça.
– Ikki?
– Nii-san?
O cavaleiro de Fênix bufava irritado e as mãos de Shun ainda se encontravam por baixo da blusa do pato em questão. Shaka balançava a cabeça negativamente e empurrou Ikki para trás de si fazendo cara feia para os meninos.
– Ikki, vamos voltar para a minha casa... E vocês, meninos, não deviam fazer essas coisas em um Templo sagrado. – Ikki balançou a cabeça concordando veemente, como se não fizessem muito pior – subam pra casa do Kamus, ao menos.
– Shaka! De que lado você está? – Fênix esbravejou, zangado com o conselho de seu amante.
– De ninguém, amor... Mas se eles vão fazer de qualquer jeito, que façam na cama que é mais confortável. Agora... Por falar em cama...
Ikki arregalou os olhos e corou com aquela intimidade toda na frente de seu irmão. Hyoga nem ousou dizer nada, puxou o namorado pela mão, saindo de fininho para a escadaria do segundo andar da casa. Kamus estava tão mal humorado que não sairia do quarto o resto da tarde.
– Meu irmão deve estar louco!
– Louco é você! Quer que Ikki me cape?
– Não, isso seria um desperdício... – Shun comentou malicioso, puxando o namorado pelo corredor até o quarto.
Eles entraram pela porta arrancando blusa, calça, sapatos, se beijando com uma loucura e ansiedade excitantes. Hyoga encostou Shun na parede do quarto, apertando as nádegas redondinhas e alvas do rapaz, quase engolindo sua boca durante o beijo. E Andrômeda gemia, segurando o cabelo de Hyoga com força pela nuca.
– Ahn... Shun... – eles esfregavam os corpos suados e quentes um no outro, gemendo entre sussurros apaixonados e pervertidos – é melhor... Fechar a porta.
– Não... Não quero parar – o mais novo gemia e arranhava os braços do loiro.
Shun enfiou uma das mãos por dentro da cueca que Hyoga ainda usava e apertava com força uma das nádegas do namorado, gemendo em seu ouvido, palavras desconexas e excitantes.
– Mas... O que é isso? Por Athena!
Hyoga se afastou com violência de Shun, empurrando-o contra a parede e buscando tão rápido sua calça que nem Andrômeda notara o que tinha acontecido. E bem parado na porta se encontrava Kamus, o dono da casa, com olhos arregalados para o discípulo, que tentava em vão esconder sua ereção, sem nem se lembrar que Shun também se encontrava só de cueca.
– Mestre, eu posso explicar.
– Pode? Eu gostaria de ouvir – Kamus cruzou os braços, sarcástico e encostou-se ao batente da porta, esperando.
– Precisa ser agora?
– Por que, estou atrapalhando? – o francês perguntou ironicamente.
Não... Bobagem – pensou Hyoga.
Shun riu sem graça e alcançou sua calça jeans, vestindo-a rapidamente. O olhar do francês finalmente caíra sobre ele e sabia bem a indagação mental que Kamus estaria fazendo sobre a cena.
– Desculpe, Kamus, não vai acontecer de novo – ele sussurrou atrás de Hyoga, olhando em volta procurando pelas outras peças de sua roupa.
– Mestre Kamus... Eu... Eu... Eu...
– Ta, deixa pra lá. Você só tem dezesseis anos. – Aquário resmungou, desencostando-se do batente da porta – mas fechem a porta quando forem fazer esse tipo de coisa na minha casa, sim?
– Eu ia! Juro! Mas... Mas... Mas...
– Hyoga, você está piorando as coisas – Shun colocou uma camisa nas mãos do loiro e sorriu – pode deixar, Kamus, a gente tranca a porta.
– Certo. A propósito... Você está...
– Parecido com Ikki?
O francês concordou sem graça e corou, mas o outro apenas sorriu gentilmente. Tinha que se acostumar a ouvir esse tipo de comentário se pretendia reencontrar todos aqueles velhos cavaleiros dourados, afinal dois anos é muita coisa.
Continua...
OoOoO
No próximo capítulo: Milo resolve dizer a Kamus algumas verdades duras, mas o aquariano não parece muito disposto a aceitar. Embora o francês não queira ficar brigado com o amigo, ainda é muito cabeça dura para se livrar de seus bloqueios. Capítulo 8: O Necessário e Inevitável.
N/A: O próximo capítulo volta a Kamus e Milo. Depois tem mais dos outros e Hyoga e Shun aprontando com Ikki.
Valeu gente. Beijos.
