Bleach não me pertence XD Ele é única e exclusivamente de propriedade de Tite Kubo
Bleach não me pertence XD Ele é única e exclusivamente de propriedade de Tite Kubo!
Pô... Dessa vez, a passagem do tempo será maior...
Obrigada pelas reviews Kaho Mizuki, Ed Kiddo, Grapy Walker, Milady Kagura, Lissa (ÊÊÊÊ, minha amigona do peitoooo! XDD), Bella Taiyoukai! Muitíssimo obrigada!
CAPÍTULO 7: E O TEMPO AVANÇA...
Byakuya sabia que Hisana tinha razão. Ser o príncipe de uma família nobre implicava responsabilidades... E também privilégios, como por exemplo, sua formatura adiantada na Academia Shinigami – que ele protelava desde antes do final do primeiro ano, apesar da insistência do avô em vê-lo formado e incluso nas Treze Divisões o mais rápido possível. Os argumentos do rapaz sempre eram os mesmos: queria ser mais forte e, para isso, teria que estudar mais, treinar mais, tudo mais... Obviamente que não era toda a verdade; dentre as razões, a mais forte e íntima era Hisana. Mas, infelizmente para Byakuya, adiar a formatura se tornou impossível ao término dos exames finais do terceiro ano. O avô, através de seus contatos, fez com que o neto recebesse a certificação de Shinigami no inverno daquele ano. A partir daquele dia, não veria mais a mulher que amava... Teria que esperar a moça se formar para vê-la novamente. Teria que esperar para convencê-la de que o amor que existia entre eles não era impossível. Esperar... Sufocar a saudade, alimentar o amor, manter a esperança... Contaria os dias, os meses, os anos... Ah, esperar!
Para Hisana, a formatura adiantada de Byakuya foi um choque e ao mesmo tempo um alívio. Choque porque soube apenas no início do ano letivo, através de Asamoto e Misuno; alívio, porque o rapaz talvez se convencesse de que o amor que sentiam era uma loucura maior do que qualquer outra, e a esquecesse. Parando de se encontrarem, ambos poderiam enterrar o sentimento que os unia para sempre. Ao pensar nisso, Hisana se sentia triste, mas sabia isso seria melhor.
– Um nobre deve se relacionar com a nobreza e uma plebéia, com a plebe... – dizia para si mesma – Eu, mais do que ninguém, sei disso.
E assim foi nos três anos seguintes, até a sua formatura.
No último dia em que estaria no alojamento da Academia, Hisana, da porta, olhava para o interior do quarto. Recordava de cada detalhe, cada situação comum e inusitada, das conversas, das amigas... Unohana Retsu com seu sorriso meigo e às vezes assustador, Misuno Kaori com sua delicadeza e timidez, Asamoto Misao com sua descontração e ironia... Amigas para toda a vida, amigas para sempre, amigas para toda a eternidade. Hisana sorria, enquanto caminhava pelo cômodo, em direção à janela. Observou o exterior, de onde se poderia ver o prédio da Academia, pensando o quanto sentiria falta daquele lugar. Procurou apoiar–se na escrivaninha, que ficava próxima, quando notou um pacote, endereçada à ela. Provavelmente um presente de Misuno ou de Asamoto.
– Realmente... – murmurou Hisana, entre risos.
Sob o presente havia um envelope. A moça preferiu abrir o primeiro, curiosa para saber o que as colegas de quarto aprontaram. Era uma caixa de jóias belamente trabalhada em madeira. "Lindo!", pensou a jovem. Tentou abrir, mas estava trancada. "Com certeza está dentro do envelope!". E o abriu. Dentro, além da chave, havia uma carta. A expressão de Hisana mudou ao notar que a letra não era de nenhuma de suas amigas. Não estava assinada, mas era fácil descobrir apenas lendo o conteúdo.
Aquele beijo ainda está em mim, Hisana... Assim como o sentimento que nele havia.
Dentro da caixa de jóias, um pente prendedor de cabelo, feito de madrepérola, com um enfeite que lembrava a flor de cerejeira – o símbolo da Família Kuchiki.
– Byakuya... – murmurou, entre lágrimas.
Sim... Mesmo depois de tanto tempo, o amor de ambos permanecia vivo.
– Ah, então você é a mais nova recruta? – perguntou o homem alto, de longos cabelos brancos, pálido e rosto abatido.
– Sim, senhor. Meu nome é Inuzuri Hisana. Prazer em conhecê-lo!
Dava para notar o quanto a moça estava nervosa com a situação totalmente nova, sequer levantava os olhos. O homem sorriu, simpático.
– Eu sou o capitão Ukitake Joushirou. Bem vinda à Décima Terceira Divisão! Este é o meu tenente, Shiba Kaien.
– E aí! Prazer em te conhecer, Inu–chan! Ops, desculpe, é Inuzuri, certo? Hehehehe...
Hisana arregalou os olhos e, por um momento, duvidou se tais modos realmente eram as de um tenente. "Ele me chamou de Inu–chan?" pensou, horrorizada."Eu não sou cachorro!"
– Kaien, pode fazer as honras?
– Oh, claro, Capitão.
"Pelo visto, ele tem um senso de humor parecido com a da Asamoto–san..."
Bastou meia hora para a moça descobrir que Shiba Kaien não era parecido com Asamoto – ele era pior. Muitas vezes a chamou de Inu–chan, Hisa–chan, Hisana, Sana...
– Eeh... Tenente Shiba–dono...
– Fala, Hisa–chan.
– Eu gostaria que o senhor não me chamasse deste modo...
– Deste modo como?
"Não se faça de desentendido, seu idiota!", pensava a jovem, irritada.
– Ah, sim... Prefere Inu–chan?
– Senhor...
– Sana–chan?
– Shiba–dono...
– Tem certeza? Acho Hisa–chan tão bonitinho! Combina com a sua baixa estatura!
Veias saltaram da testa de Hisana. Ela sentiu o sangue subir.
– Nenhum deles, Tenente! Apenas me chame de Inuzuri–san, como deve ser!
Todos os que estavam em volta olharam para os dois. A garota notou que havia elevado a voz, o que a deixou envergonhada. "Logo no primeiro dia, eu não mereço!" pensou, já imaginando algum castigo. Shiba Kaien sorriu e pôs a mão na cabeça de Hisana, bagunçando seus cabelos.
– Ora, ora... E não é que você sabe se impor?
Hisana arregalou novamente os olhos.
– Até esse momento, você mantinha os olhos baixos, evitando encarar qualquer um. Isso não é atitude de um shinigami e sim, de alguém sem autoconfiança, sem opinião, sem força de espírito.
– Ahn...
– Alguém sem força de espírito não é digno da Décima Terceira Divisão. Eu a irritei de propósito, só para averiguar se você reagiria ou não. Isso traçaria o seu futuro aqui. Realmente, você merece estar neste lugar!
Shiba Kaien riu de satisfação, deu um tapa leve na cabeça de Hisana e levantou o polegar, num sinal de positivo.
– Agora sou eu que digo: bem vinda à Décima Terceira Divisão!
– Obrigada, Tenente Shiba–dono – disse a moça, passando as mãos na cabeça, arrumando os cabelos, sem entender muito bem o que havia acontecido.
O Tenente cruzou os braços e olhou para a cima, como se pensasse em algo muito intrigante.
– Mas eu prefiro Hisa–chan!
Os dias que se seguiram foram de muito trabalho. Hisana havia sido designada para o setor administrativo da Divisão e logo percebeu que folga era algo quase impossível por ali. Como a saúde do Capitão Ukitake era frágil, o Tenente Shiba assumia quase tudo e, quando via que não daria conta, dividia as tarefas com a moça.
– Despache essa mensagem ainda hoje, Hisa–chan.
– Sim, senhor... Aliás, quando o senhor vai parar de me chamar de "Hisa–chan"?
– Quando você parar de me chamar de "Tenente Shiba–dono"... Isso dói nos meus ouvidos, sabia?
– Não tanto quanto "Hisa–chan" dói nos meus...
– Vai logo!
Demorou alguns meses para Hisana se acostumar com o ritmo da Décima Terceira Divisão. Mal encontrava Asamoto, Misuno e Unohana. Esta última, aliás, já era capitã há alguns anos. Asamoto estava na Décima Divisão, como oitava oficial, e Misuno na Quinta, como nona.
– Ah... francamente, vida de shinigami é dureza... – disse Asamoto uma vez, ao encontrá-la numa rua da Sereitei.
– Verdade... Mas sabíamos disso ao entrar na Academia, não?
– E é? Fale por você! Aliás, você está se alimentando direito? Estou te achando mais magra...
– Como você disse, a vida de shinigami é dureza... uma correria...
– Não é desculpa para não comer... Ah, veja só quem está por aqui...
Discretamente, Asamoto apontou para um rapaz alto, cabelos negros e compridos, com uma espécie de cachecol ao redor do pescoço. Usava um kenseikan, indicando ser da nobreza.
Hisana sentiu o coração disparar. Era Byakuya. Virou–se para Asamoto e tratou de arranjar uma desculpa para se afastar.
– Ah, lembrei que tenho que falar com o Tenente Shiba sobre algo muito importan...
– É mesmo? E o que é, Hisa-chan?
Gotas e mais gotas surgiram na cabeça de Hisana. Kaien estava bem atrás, estragando sua desculpa.
– Eu... acabei... de esquecer... – disse, desgostosa, percebendo a aproximação de Byakuya.
Kaien tomou a frente, para cumprimentar o colega de patente.
– Oh, bom dia Tenente Kuchiki, como é raro vê-lo na cidade!
– Bom dia, Tenente Shiba. Asamoto... Inuzuri... bom dia.
– Bom dia, nobrezinho! – respondeu Asamoto, provocante.
– Bom... dia. – respondeu Hisana, desviando o olhar.
Kaien notou isso e, achando uma falta de respeito, chamou a atenção da moça.
– Inuzuri, cumprimente direito o tenente da 6ª divisão!
Hisana fechou os olhos, respirou fundo, forçou um sorriso e, olhando nos olhos de Byakuya, o cumprimentou.
– Bom dia, Inuzuri-san.
Para os outros, aquilo foi um cumprimento normal, mas para os dois, existia um significado maior. Se bem que Asamoto olhava a amiga com um olhar maroto...
– Ah, Hisa-chan, há alguns documentos que preciso que você organize... Ah, Tenente Kuchiki, envie meus cumprimentos ao seu avô.
Hisana virou-se e acompanhou Kaien, tentando resistir à tentação de olhar para Byakuya.
E ele, calado, pensava que, se a encontrasse sozinha, repetiria as palavras de anos atrás. Porém, tudo que podia fazer era vê-la se distanciar...
Hisana não conseguiu dormir. Pensava no encontro ocorrido com Byakuya, e isso afastava o sono. Ele estava mais bonito do que nunca, os olhos mais profundos e aquela boca... ah, aquela boca!
A moça levou as mãos aos próprios lábios.
Aquele beijo ainda está em mim, Hisana...
– Ah, Deus...
Lembrava cada momento, cada gesto, cada palavra e o beijo... aquele beijo, o primeiro e único, que enlaçou sua alma à dele para sempre.
Precisava sair. Precisava espairecer. Esquecer de tudo. E se afastar o máximo que podia de qualquer coisa que lembrasse Byakuya.
A lua cheia iluminava os campos próximos a Sereitei, adornando a paisagem. Hisana olhava tristemente o céu cheio de estrelas.
– Eu... quero morrer... só assim para esquecer...
– O quanto você me ama?
Hisana levou um susto. Teve que tapar a boca com a mão para não gritar, tamanho foi o sobressalto. Diante de si, estava Byakuya.
– O que... o que está fazendo aqui? – perguntou a jovem.
– Também costumo passear a noite, quando a lua ilumina os campos de Sereitei. Hisana...
– Eu não quero ouvir.
– Hisana... esperei todo este tempo por você...
– Não deveria.
– Eu te amo, Hisana... sempre vou te amar!
Hisana se calou. Sentia o coração bater mais depressa, tanto que o sentia doer.
– E eu sei que você me ama...
Byakuya se aproximou mais. Cada frase sua, ele se aproximava de Hisana.
– Você dizia que queria morrer para esquecer... Mas um amor como o nosso ultrapassa até os limites da morte!
– Ah... eu...
Hisana virou-se e, neste momento, Byakuya a abraçou e disse:
– Todo este tempo que te esperei... não passou um único dia que eu não imaginasse o momento em que você estaria novamente nos meus braços...
Dessa vez, Hisana não tentou se afastar. Pelo contrário, o abraçou também.
– E, por todo este tempo, eu tentei te arrancar de mim... sem conseguir.
– Hisana...
Ambos não resistiram ao apelo de seus corações. Byakuya acariciou o rosto de Hisana, que fechou os olhos, esperando que ele o fizesse.
Os lábios dele encontraram os dela mais uma vez. Um beijo suave que esperou anos para acontecer novamente.
Logo as carícias e os beijos se tornaram mais ardentes, Byakuya beijava o pescoço de Hisana, ela, por sua vez, acariciava suas costas. Quando deram por si, estavam deitados sobre a grama, prestes a se amarem.
– Eu quero... – murmurou a jovem.
– Eu também... – interrompeu Byakuya – E muito. Mas só acontecerá na noite do nosso casamento.
– Sua família... nunca vai me aceitar.
– Isso não importa. - disse o rapaz firmemente - Sou capaz de renunciar a tudo, caso eles se tornarem um empecilho. Eu te amo, Hisana. Nada neste mundo poderá te afastar de mim!
Hisana sorriu. Não sabia por quê, mas sentiu a confiança das palavras de Byakuya.
– Quer se casar comigo, Hisana?
– Sim! – respondeu Hisana, com lágrimas nos olhos – Eu também te amo, Byakuya!
O rapaz sorria plenamente, um sorriso verdadeiro, como naquele dia dentro da sala de aula, há alguns anos. Seu coração transbordava de felicidade.
– Hisana... Minha Hisana!
E se beijaram novamente.
A lua se escondera nas nuvens, como se quisesse deixá-los à vontade. E os dois, deitados sobre a grama e abraçados, passaram boa parte da noite reafirmando as juras de amor.
Notas:
Primeiramente, inúmeras desculpas. Demorei demais em publicar este capítulo, mas não foi por preguiça não, foi por impossibilidade mesmo. Fui convocada num concurso que fiz em janeiro deste ano, e tive que voar pra capital do estado, para fins de treinamento, e na pressa, esqueci de levar o fanfic num pen drive. E lá na capital, como o treinamento era de manhã e à tarde, eu só tinha à noite para fazer alguma coisa, e eu não me aventurava em sair nesse horário, porque era perigoso (roubaram a bolsa de uma mulher a cinco metros de mim, quando atravessava a rua o.O). Resultado: tudo ficou atrasado, meu trabalho de conclusão de curso, o blog, até as contas pra pagar... Voltei pra casa essa semana, só pra pegar as minhas coisas, pois vou trabalhar em outra cidade. Pior: não terei computador por lá... Mesmo assim, vou tentar cumprir o prazo.
Quanto à história: estão gostando? Finalmente, Hisana assumiu que ama Byakuya...Mas não aconteceu nada, viu? Ainda! :P
Já ouvi casos de amor semelhantes a este que escrevo. Pessoas que passaram anos sem se ver, e quando se encontraram, finalmente puderam ficar juntos. Só que no caso de Hisana e Byakuya, há o agravante da família dele né... Fico imaginando se o avô do Byakuya foi contra a esse romance. Mas pelo visto, eu deduzo que não, a não ser que Byakuya tenha feito uma ameaça muito bem construída, hehehe...
Fiquei decepcionada com o Kubo... até agora ele não mostrou como os dois se conheceram... Céus! Será que a história de Byakuya e Hisana revela muita coisa sobre a Rukia? Só isso pra explicar a mão–de–vaca do Kubo... affff...
Se gostou, mande review! XD
