Bleach não me pertence XD Ele é única e exclusivamente de propriedade de Tite Kubo!

Meus agradecimentos à suellen puqi , Dayane Manfrere Thamie-chan Grapy Walker

tatah inuhanyouYukiko Kaho Mizuki. Obrigada pelas reviews – e pela paciência! XD

CAPÍTULO 8: CONFRONTO

Shiba Kaien andava tenso ultimamente.

Ele notara o comportamento diferente de Hisana nos últimos tempos. Pressentia um perigo cercando a jovem, só não conseguia imaginar o quê. Uma noite, distraído em observar estrelas, viu a moça sair escondida...

... e resolveu segui-la

Hisana se dirigia a um lugar um tanto distante, as margens de um rio. Lá se encontrava um rapaz alto, imponente, vestido elegantemente. Qual não foi a surpresa de Kaien ao reconhecer a figura de Kuchiki Byakuya.

Um nobre tendo um romance com uma ex aldeã de Rukongai. Não poderia ser boa coisa. Kaien sabia dos deveres dos nobres da Sereitei mais do que qualquer um; e, com certeza, cortejar uma plebéia não era um deles.

"Hisana sofrerá" pensou Kaien, penalizado "Ela não será feliz... Os Kuchiki nunca permitirão que seu próximo líder se case com uma rukongai". A partir daquela noite, o tenente passou a procurar um momento propício para conversar com a jovem, contudo, a sorte não estava do seu lado. Devido ao serviço administrativo, ela estava sempre ocupada, sempre acompanhada.

Havia uma segunda opção; mas Kaien não queria fazer uso dela. Conhecendo Byakuya como conhecia, era incontestável que o rapaz, tomado de tamanho sentimento, nunca aceitaria escuta-lo. Então, o único meio era esperar a oportunidade.

Os meses passaram; e a oportunidade parecia ainda estar distante...

Kaien observava cuidadosamente Hisana – era comovente ver seus olhos brilhando, o rosto de vez em quando corar; era doloroso também. Doloroso por saber que aquilo, mais cedo ou mais tarde, teria um fim... E Hisana, inquestionavelmente, seria o lado mais destruído.

Sua preocupação era evidente; até seu capitão havia notado.

– Não há nada de errado, capitão. Pelo menos, não ainda.

– O que quer dizer, Kaien?

– Não posso falar nesse assunto, capitão Ukitake. Não agora. Não é apropriado. Mas não se surpreenda se algo desagradável acontecer...

– É tão ruim assim?

– Só o que posso dizer neste momento é que alguém sofrerá e não poderemos fazer nada para ajudar. Porém, peço que por enquanto fique de fora, capitão. Estou tentando resolver a situação, e já tenho uma idéia...

– Posso pelo menos saber de quem estamos falando?

Kaien encarou Ukitake, preocupado e indeciso. Deveria citar Hisana? Ele sabia que Ukitake a tinha como uma filha...

– Não, senhor. Ainda não.

Ukitake suspirou.

– Bom, isso significa que a pessoa é alguém que você considera muito. Prometo que não me intrometerei.

– Obrigado, senhor.

E mais dias se passaram.

Hisana, realmente, estava mais feliz, mais sorridente, mais tudo. Era o amor... Porém, a única coisa que tirava o sorriso de seus lábios era a idéia de Byakuya de tornar público o relacionamento. Sim, ela havia aceitado o pedido de casamento dele, mas agora... Hisana sentia um aperto toda vez que Byakuya falava em assumi-la para a família. Pressentia que isso os separaria e, toda vez que ele tentava convencê-la, ela mudava de assunto. Sabia que isso o frustrava, mas realmente não queria saber. Ela se sentia uma boba, afinal, o normal seria ficar feliz em ouvir o namorado querer apresentá-la a todo mundo – mas o que fazer, se sentia que isso seria o fim?

Falando em normalidade, ela percebera que Kaien andava diferente, muito preocupado com alguma coisa. Houvera um dia que tentara falar com ele, saber o que estava acontecendo, mas foi impedida pelo capitão Ukitake, que pediu que ela o acompanhasse numa reunião.

– O que houve com o Tenente Shiba-dono?

– Não se preocupe, são apenas alguns assuntos que o preocupam. Mas não pergunte a ele, porque pelo visto é algo de que ele quer tratar sozinho.

– Ah...

Dessa maneira, ela teve que deixar Kaien de lado. Mas toda vez que o via, a pergunta ficava na ponta da língua. Sentia a tensão que emanava dele, mas imediatamente lembrava das palavras de Ukitake. "Não se meta, não se meta", era o que pensava...

Byakuya, porém, não era tão displicente. Ele sabia que Kaien andava desconfiado; quem sabe até já tinha a certeza de seu romance com Hisana. Toda vez que o encontrava nas reuniões, ele encontrava o olhar de Kaien, quase sempre acusador, questionador. Ele temia a proximidade deste com Hisana; sabia que sua amada respeitava Kaien, e talvez se deixasse convencer por ele de que o amor que sentia por Byakuya não tinha futuro. Por esse motivo, o rapaz tinha pressa. Queria entrelaçar seu futuro com o de Hisana para a eternidade, antes que fosse tarde demais. Era nisso que pensava quando, nas ruas de Sereitei, encontrou Kaien.

– Podemos conversar em particular? – perguntou o tenente da 13ª divisão.

Byakuya não se deu o trabalho de responder. Passou por Kaien, que entendeu, e ambos foram para um lugar deserto, onde não poderiam ser vistos.

– O que gostaria...

– Sei de tudo. – interrompeu Kaien – E não tente desmentir.

Byakuya estreitou os olhos. Suas suspeitas enfim confirmadas.

– E o que irá fazer com tão preciosa informação?

Kaien notou o sarcasmo na voz de Byakuya. Também estreitou os olhos.

– Não quero ver a Hisa-chan sofrer. E é o que vai acontecer se continuarem a se encontrar.

Byakuya não gostou de ouvir Kaien chamar Hisana de Hisa-chan. Era ridículo. Como sua amada não se incomodava com isso?

– Não é da sua conta.

– Muito pelo contrário, é da minha conta sim! Hisa-chan, Inuzuri-san não merece viver uma decepção! Sabe melhor do que eu que sua família nunca permitirá essa união. O que resta para ela a não ser a dor de um amor proibido, mesmo que correspondido, e um sofrimento sem fim?

– Mesmo assim, ela é quem tem que decidir.

– Há! – zombou Kaien – Não acho que você seja esse tipo de pessoa!

A última afirmação de Kaien atingiu em cheio as emoções de Byakuya. Não, ele não seria capaz de admitir a separação. Isso era verdade – afinal, na época do colégio, Hisana sofreu demais com o amor que não conseguia aceitar. E ele sempre lá, esperando... esperando... sempre lembrando a ela que ele ainda estava lá.

– Mesmo que consiga oficializar a união, sabe que ela não será feliz. Você nunca poderá fazê-la feliz. Você sofrerá também. Sabe disso... então...

Kaien não teve tempo de terminar. Byakuya o agarrou pelo pescoço, o olhar cheio de um sentimento que o tenente da 13ª divisão não soube identificar se era ódio ou desespero.

– Eu amo a Hisana! Sempre a amei! Acha mesmo que permitirei que minha família nos separe? Eu esperei muito tempo para tê-la nos meus braços! Não vai ser um maldito sangue azul que impedirá a nossa felicidade! Se for preciso, eu renuncio a liderança dos Kuchiki, mas nunca, nunca renunciarei a ela!

– Isso mostra a firmeza de seu sentimento. – disse Kaien, sufocando – Mas você sabe que Hisa-chan...

– Não a chame assim!

– Inuzuri-san pode ter um sentimento de igual força, mas o pensamento dela é diferente do seu, mas você já sabe disso!

Outra vez, Byakuya estremeceu. Sim, ele sabia. Hisana não conseguiria enfrentar uma sociedade inteira, porque respeitava demasiadamente as regras. Quando via uma sombra de tristeza no olhar dela, ele sabia que era nisso que ela estava pensando. Como mudar o pensamento dela? Ou pior, como mudar o pensamento de uma sociedade inteira?

Largou o pescoço de Kaien e recompôs-se.

– Eu vou me casar com ela. Eu a amo demais para deixá-la ir embora.

– Então você não a deixará decidir.

– Não. – admitiu.

– Foi o que eu pensei.

Kaien virou-se e foi embora, não antes de dizer:

– Amor é um sentimento muito bonito, mas se equilibra numa tênue linha entre a pureza e o egoísmo.

– Para mim, basta saber que eu a amo mais do que a mim mesmo. Sem ela, não tenho futuro.

Kaien sorriu.

– O amor de vocês é que não tem futuro. Já tem o destino traçado. E saiba que, assim como conversei com você, também conversarei com Hisana.

E ele desapareceu.

Byakuya sabia que, agora que Kaien sabia de tudo, sabe-se lá desde quando, faltava pouco para todos da Sereitei também saberem.

Não havia mais tempo.

Enquanto isso, na sede da 13ª divisão, Hisana não se dava conta de que sua vida estava prestes a mudar... completamente.

Um vento frio soprava... e ainda nem era inverno.

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Notas:

Ah, vocês já devem estar cansadas das minhas desculpas. Nem vou me desculpar. Mudei de cidade, estou trabalhando e só agora pude retomar as minhas antigas atividades. Detalhe: eu não to sabendo de nada do que está rolando em Bleach, to completamente boiando... Um ano sem internet, um ano sem vida, um ano desperdiçado... Pelo visto o Kubo ainda não mostrou o passado do Byakuya, né? Oooo, carinha mão de vaca, viu...

Quanto ao capítulo, confesso, não saiu muito bem como eu desejava... Acho que falta uma injeção de Bleach na veia... Eu queria dar um tom de OOOH no confronto entre Kaien e Byakuya, mas não deu muito certo não... Passar tanto tempo sem escrever fez com que eu perdesse um pouco a mão... Mas e agora? O que será que a Hisana pensa de tudo isso?É isso aí... VOLTEI MEU POVO!

E vocês já sabem, não?

Se gostou, mande review! XD