Ouran High School Host Club e seus personagens não me pertencem.

Aventura, UA (Universo Alternativo)

Era Uma Vez o Fim do Mundo

escolhidos e a missão

"Era uma vez o fim do mundo

Desejos que se movem sem parar,

Ele poderá renegar?

A vontade ou o destino

Qual ele escolherá? (...)"

A garota suspirou e fechou os olhos, escondendo as íris castanhas atrás das pálpebras. Um livro de contos. Não sabia o motivo de ter pego logo aquele, sendo que tinha vários outros – e provavelmente bem mais interessantes que um conto de fadas – naquela vasta biblioteca. Não importava. Ela abraçou o livro contra o próprio corpo e retirava-se da biblioteca. Fujioka Haruhi, 16 anos, era assim. Começava a ler algo, teria que terminar. Filha do conselheiro de Ouran, Fujioka Ryoji e orfã de mãe. Longos cabelos castanhos, calma e inteligente. Uma garota, de algum jeito, bonita.

Apesar de morar em um dos maiores reinos não se tinha muito o que fazer. Às vezes ajudava os empregados e em vários outros momentos estudando. Seu pai se lamentava por isso. Ela não tinha desejos, nem ambições, apenas um sonho: ser advogada, como a mãe que morrera de doença quando ela era pequena. O rei, Suou Yuzuru, apoiava o sonho da garota, mas achava que ela deveria descobrir que a vida era mais do que estudar, por isso a chamou para assistir a pequena reunião que aconteceria no salão principal. Haruhi não sabia dos detalhes, apenas que eram as pessoas que ganharam os torneios que haviam acontecido em vários pontos do reino. Os vencedores realizariam um pedido especial do rei. Não parece prazeroso, mas há vários motivos por trás.

Ouran era um extenso reino e dividiam-se em áreas. Cada área havia uma família de prestígio comandando, para manter a ordem, e essas famílias que estavam sob controle direto do rei. Cada área havia realizado um torneio e os seis escolhidos estavam agora no salão juntamente com Vossa Majestade e seu conselheiro. E agora Haruhi, de observadora.

Como boa observadora, ela notou uma coisa: todos os garotos eram bonitos! Essa constatação acabou por fazê-la pensar se beleza era um quesito para a missão, mas ela teve seus pensamentos interrompidos quando o rei começou a se pronunciar.

- Levantem-se! – ordenou aos garotos ajoelhados em frente a ele – Foram vocês que ganharam os torneios. – eles assentiram, como se fosse ensaiado. – Apresentem-se.

- Ootori Kyouya, Vossa Majestade.

Kyouya, 17 anos, terceiro filho de uma das famílias que controlavam o reino. Por ser o terceiro filho, sabe que não tem chances de herdar o nome da família. Devido a isso tenta conseguir méritos para ser reconhecido. Cabelos curtos e negros, usa óculos.

- Somos os irmãos Hitachiin! Hikaru e Kaoru.

Falaram juntos. Impossível distinguir quem é quem. Um partia a franja para a esquerda e o outro para a direita – a única diferença entre os gêmeos Hitachiin. Ambos com 178 cm de altura, cabelos alaranjados e olhos de um tom ambarino, 16 anos. Ricos, bonitos e sem o que fazer. Só entraram no torneio porque seria divertido. Só queriam passar o tempo.

- Haninozuka Mitsukuni! Muito prazer!

Um loiro bonitinho, de 148 cm de altura, com aparência fofa e portando um coelhinho rosa. Ninguém daria confiança a esta figura, mas a família Haninozuka era uma das mais poderosas de Ouran. Apesar do sorriso doce, aparência infantil e grandes olhos castanhos, era o mais velho dali, com 18 anos. Só estava ali porque seu pai o deixou gostar de coisas fofas e comer doces caso o fizesse. Ao seu lado havia um gigante perto dele que apenas deu um meio sorriso. Só estava ali por causa de seu primo. O sangue falava mais alto.

- Morinozuka Takashi. – a família dele protegia a de Haninozuka por gerações. Ele não precisava mais fazer isso após o parentesco que se formou por um casamento, mas ele o faz. Tem a mesma idade de Mitsukuni, embora bem mais alto.

O último a se pronunciar era um rapaz loiro, de 183 cm de altura, 17 anos e olhos de tom claro. Ficava-se em dúvida do tom das íris, alternando entre azul e violeta. O rei voltou-se para ele, enquanto o jovem começava a falar.

- René Tamaki Richard Grantaine, Vossa Majestade. – fez uma reverência. – Espero conseguir cumprir o objetivo da missão com sucesso, para honrar o local onde vivo.

Ele falava sério, o que acabou por atrair o olhar dos outros garotos. Aparência de príncipe, mas veio da parte plebéia do reino. Após um momento de silêncio, Yuzuru limpou a garganta e todos voltaram a atenção para ele.

- Antes de falar qual é a missão, saibam que vocês terão o direito de escolher realizá-la ou não. Apenas lembram-se: estando aqui, quer dizer que vocês são os guerreiros mais fortes de Ouran. – os rapazes ficaram apreensivos. – A missão de vocês é derrubar a família Tonerre que está causando desordem no mundo. Ela está instalada em uma ilha no Pacífico. Devem dominar o local silenciosamente.

- Dominar uma ilha?! Isso é loucura! – um dos gêmeos exclamou.

- Hikaru, fique calmo. – o mais novo sussurrou para o irmão.

- Parece-me interessante. – o garoto de óculos comentou, ajeitando o objeto contra a face, usando o dedo médio. – Eu vou.

- O que vai fazer, Mitsukuni? – o mais alto perguntou em tom baixo para o primo.

- Eu vou Takashi. Irei lutar. – disse determinado, então o outro assentiu. Obviamente, iria junto.

- Isso vocês decidem. O prazo é amanhã. Creio que já estão avisados onde são seus aposentos. Passar bem. – o rei interrompeu os cochichos, finalizando e se retirando, seguido por Ryoji.

- Kaoru! Isso é loucura. Ele quer matar a gente!

- Nós não precisamos ir, Hikaru.

- Vocês vão mesmo? – voltou-se para os outros que assentiram, com excessão de Tamaki. – E você? Está com medo? Pretende mesmo ir? Você vai morrer lá, você sabe.

- Hikaru, pára com isso... – pediu baixo, segurando a manga da blusa do irmão.

- Não. – o loiro se pronunciou. – Eu não pretendo morrer lá. Vou lutar com todas as minhas forças. Fugir é fácil, mas eu escolhi o caminho mais difícil: o da luta.

Pela segunda vez todos ficaram a observar o loiro que sorria brandamente. Hikaru bufou de irritação e saiu do local com passos largos e apressados, sendo seguido por seu irmão mais novo. O mais baixo dali que cortou o silêncio.

- Ne, ne! Tama-chan! Você gosta de bolos? Eu gosto! Mas meu pai nunca me deixou gostar disso, nem de coisas fofas...

- Sim, certamente! Eu gosto de bolos. Mas, Haninozuka-senpai, você não acha que tem o direito de gostar do que quiser?

O mais velho piscou os olhos, mas logo sorriu para o outro, estendendo-lhe o coelhinho cor-de-rosa que atendia (?!) por Coelhinho (?!²), balançando uma das patas dele.

- É, tem razão!

Morinozuka apenas ouvia os dois conversarem, Kyouya, indiferente a situação, seguiu o caminho para seu quarto, enquanto os gêmeos já estavam trancados no deles.

"Quem ele pensa que é, falando daquele jeito? Se achando o herói da história! Ele é apenas um plebeu." – o mais velho dos gêmeos pensava, jogando o peso de uma vez sobre o colchão, fazendo com que ele afundasse com o peso. Sua mão tremia de pura irritação, com um misto de receio. Kaoru se sentou calmamente ao lado do irmão e pousou a mão sobre a dele.

- Ninguém vai te chamar de covarde caso você desista, Hikaru.

- Eu sei, mas... O que você quer fazer, Kaoru? – manteve a cabeça abaixada.

- Farei qualquer coisa, mas estarei ao seu lado. – segurou firme a mão do outro.

- Vai ser perigoso. E se algo acontecer com você? E se eu não conseguir te proteger? Kaoru... Se eu te perder, eu morro.

- Eu sei... Mas eu também sei me cuidar. Eu vou ficar bem. Nós vamos ficar bem, Hikaru.

Falavam baixo, até o silêncio se seguir. Takashi e Mitsukuni, que seguiam para suas acomodações, conversavam também.

- Você ouviu, Takashi? Ele disse que eu posso gostar de doces... E de coisas fofas. – o mais alto assentiu – Ele foi o primeiro a me dizer isso, sabe... Ele tem algo de diferente. Mas não sei o quê!

- Mitsukuni, amanhã o dia será cheio.

- Tem razão! É melhor descansarmos.

Enquanto isso, um certo loiro de olhos claros via-se sozinho em um corredor desconhecido. A verdade era que Tamaki não possuía muito senso de direção e, enquanto procurava pelo quarto em que ficaria hospedado, acabou por parar na ala de empregados. Por sorte, uma menina de cabelos castanhos passava no exato momento em que ele ia admitir que estava perdido.

- Com sua licença, minha bela senhorita! – de repente, já estava ao lado da jovem, com o corpo inclinado de forma que ficasse em um ângulo mais baixo para fitar a moça desconhecida, estendendo-lhe uma rosa vermelha.

- Sim? – Haruhi achou graça da maneira do rapaz. Ricos eram estranhos.

- Será que a senhorita poderia me informar em que direção ficam os aposentos reservados para os convidados especiais?

- Siga por ali até o final do corredor e vire a direita. Não tem como se perder. – apontou o caminho enquanto falava.

Tamaki, ignorando o fato dela ter falado que "não tem como se perder", o que era uma flechada no orgulho do guerreiro, segurou as mãos da jovem e fez uma reverência de agradecimento.

- Muito obrigado, senhorita!

O rapaz tornou a fazer uma reverência, logo se virando para encarar o corredor. Ele era grande. Muito grande. E pareciam todos iguais! Por um momento, Haruhi se perguntou se o garoto conseguiria chegar. Ela mesma se perdeu muito naqueles corredores, mas deixou para lá. O pai havia a chamado para conversar e parecia algo sério. Parou em frente a porta do quarto e respirou fundo antes de entrar.

- Com licença, otou-san. – deu de cara com quem não esperava: o rei de Ouran. Rapidamente fez uma reverência exagerada. – Perdão, senhor Yuzuru. Voltarei mais tarde, otou-san.

- Espere, Haruhi. Nós queremos falar com você.

Haruhi, que já estava com a mão na maçaneta, parou no local e se virou automaticamente.

- Sim?

- Você já deve saber da missão, certo? – a garota assentiu após a pergunta do rei. – Não pedi para assistir a reunião a toa. Apesar dos garotos me parecerem talentosos, preciso de um representante do reino principal. Não és obrigada, estou convidando-lhe a ir. Seu pai, relutante, concordou, mas preciso de uma resposta sua.

- Mas... Eu?

- Sim. Você é qualificada para ir. Pode me responder amanhã, apesar de que... Eu não faço questão que você vá! É perigoso. E, Haruhi, eu já disse pra me chamar de oji-san!

O rei falou com várias flores em volta dele, servindo de cenário que Fujioka segurava. Sim, além de conselheiro, Ryoji era responsável pelos efeitos especiais!

- Er...

Yuzuru tossiu forçadamente uma vez, recompondo-se.

- Como disse, me dê a resposta amanhã. Descanse e pense sobre.

- Hai.

O rei deixou o local e deixou pai e filha sozinhos.

- Você não precisa ir, ouviu bem, Haruhi? – colocou uma das mãos no topo da cabeça da filha. – A escolha é sua. Não se sinta obrigada.

- Eu... – olhou para o pai, mas logo abaixou a cabeça. – Vou para meu quarto.

Saiu lentamente do quarto. Enquanto isso, Tamaki lutava contra o corredor que parecia não acabar. Andou, andou, andou e andou. Até que, finalmente! Chegou ao fim do corredor, mas se deparou com um novo problema: uma bifurcação. Por onde seguir? Direita ou esquerda? Não conseguia se lembrar, então decidiu usar o método que estava usando até momentos atrás (antes de se encontrar com Haruhi). Retirou o sapato e jogou para o alto. Se caísse para baixo, iria pela esquerda. Caso contrário, seguiria pela direita. Só que aconteceu algo que o garoto não esperava: quando virou-se para ver como o sapato caiu, só viu o objeto batendo na cabeça de um rapaz moreno e, em seguida, cair no chão virado para baixo. O que usava óculos tinha cara de poucos amigos. René começou a suar frio. Qual era mesmo o nome do outro?

- D-desculpe Ootori-kun! O sapato... voou! É, voou do meu pé! Eu... Eu não tive a intenção de lhe acertar! – isso era verdade, pelo menos.

Kyouya pegou o calçado com a mão esquerda, pois na direita carregava um livro. Aproximou-se o suficiente do outro com um sorriso e uma aura resfrescantemente sombria.

- Claro. Mas tome mais cuidado com suas coisas.

"Idiota.", completou mentalmente e enfiou o calçado na cara do loiro, que se desequilibrou, mas não chegou a cair. Kyouya seguiu seu rumo sem se abalar, enquanto o outro corou e aparentou estar perdido antes de se recuperar e colocar o sapato no pé, saindo aos tropeços atrás do moreno, entrando no quarto antes que levasse uma porta na cara.

- Finalmente achei meu quarto! – o loiro comemorou, sentando-se em uma das camas e terminando de retirar os sapatos.

- Você estava procurando até agora? – perguntou como alguém que não quer nada, abrindo o livro que tinha pega. Duvidava que alguém conseguisse se perder com instruções tão precisas! Nem um idiota conseguiria.

- Sim! E por você ter me ajudado, vou te chamar pelo primeiro nome! Afinal, já somos amigos, não é mesmo?! Kyouya!

Correção: agora não duvidava que o outro era de uma inteligência rara. Viraram amigos no primeiro dia algo no minímo estranho. Tamaki não devia saber o que eram "amigos". O moreno chegou a olhar para ele, com as lentes dos óculos dando reflexo.

- E como você se guiou até o momento?

- Simples! Do jeito mais sábio! Eu retirava um dos sapatos e jogava para o alto. Decidia a direção que seguiria antes de ver. O que desse, eu seguia! Esse é o melhor método, sabia?

O engraçado... Era que Tamaki falava com orgulho e determinação. Isso só dava a Kyouya a certeza de que o colega era uma espécie que corre risco de extinção.

- Claro, claro. Vamos dormir.

- Sim. Boa noite Kyouya! Amanhã temos um dia cheio, né, Kuma-chan?

Kyouya se deitou, mas não a tempo de não ver Tamaki pegando um ursinho de pelúcia marrom e se deitando com ele. Aquela atitude fez Kyouya se perguntar o que diabos aquele loiro fazia ali. Defender o reino em que vive? Idiotice. No salão principal, sentiu certa força, mas se enganou. Ele era apenas um idiota.

Continua...

É, podem me matar, eu deixo o_o (ou não...) Isso eu pensei num dia feliz do ano passado e tive preguiça de digitar até agora. Será que vou abandonar de novo? Espero que não. '-'

Akane: Obrigada pela review! :D Me animou a digitar mais rápido! Foi a única, mas você vê o que faz né? Hahaha! xD

Para ser sincera, eu ainda não sei no que isso vai dar. Casais não tenho nada definido, até porque isso não vai ser muito importante para a história... Provavelmente terá apenas insinuações, mas nenhum casal vai ser realmente formado (pelo menos na minha cabeça tá assim ). Espero que continue acompanhando. (: Aproveito e agradeço pelo comentário na minha outra fic, Tears.

Espero também que eu consiga fazer uma aventura decente...

Provavelmente terá muito clichê... /hm

É pra refletir.

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(27/03/2009)