Oláá,

Tudo bem?

Boa leitura.


2º_Mudança

Alguns meses depois

- Ed! – Chamou-me por detrás das cortinas do provador da primeira loja que conseguimos encontrar na grande rua. Eram tantas as lojas e nós percebíamos tão pouco daquilo... – Edward, eu não me sinto bem dentro desta coisa!

Quase me implorou para que não sair da cabine "naquela figura" – como ela dizia.

- Fizeste a depilação? – Brinquei.

- Ahah, que piadinha! – Resmungou. – Eu acho que não o amo assim tanto!

- Meu, vá lá. Tu queres o rapaz. – Incentivei.

- Não. Eu vou tirar esta palhaçada.

Eu não podia deixar que Bells desistisse agora. Já tínhamos conseguido pôr o rapaz a pensar. Claro que foi difícil, ELE NÃO SABIA PENSAR. Não estava habituado a usar a massa cinzenta que Deus lhe tinha dado. Mesmo a pouca massa que tinha, não era usada.

A princípio, com os meus conselhos, o rapaz começou a achar estranho as acções de Bella:

"- Jacob! – Chamou ela assim que o viu. – Jacob… eu preciso de ti para jogar futebol."

Quer dizer, é verdade. Era um bom conselho. Se ele pensasse teria percebido. As mulheres são um jogo para nós. São o nosso futebol. Sem elas é como jogar sem bola. Não faz sentido. No entanto, o rapaz era pouco inteligente:

- Okay. Vamos para o campo? – Olhou-me de alto abaixo e sorriu ironicamente. – Também vens?

Ficamos a olhar um para o outro, desiludidos. Quase nem liguei à provocação de Jacob.

Foi então que Alice entrou em acção e a partir daí Jacob começou a pensar duas vezes em relação a Bells. Agora eu percebia o porquê de elas serem tão inteligentes: com homens como Jacob, só mesmo um grande artista conseguia pô-los a pensar. Nem queria imaginar como seria para pô-los apaixonados. Mas nós tencionávamos bater recordes.

Já tínhamos conseguido uma saída a quatro na qual Bella e eu iríamos iniciar a nossa "relação". Ainda não sabia exactamente o que iria fazer ou como o iria fazer. Mas ela acabaria por ter uma solução. Ela ou Alice.

Entrei na cabine, tentando impedi-la de desistir.

- Não podes. – E a partir daí comecei a ver "o rapaz" com outros olhos. Na verdade, naquele momento custou-me a ver com esses outros olhos. A parte de cima do vestido já não existia pois estava a ser puxada, por ela, para baixo. O seu soutien era branco, bem simples, mas ela tinha o peito grande. Eu sempre pensara que ela o tinha pequeno. Sempre pensara que o meu melhor amigo fosse uma tábua. Mas era bem jeitoso. – Uhlala !

Corou.

- Meu, tu és podre de bom! – Sorri para a imagem dela no espelho em frente a nós. – Se eu tirasse a camisola, passaríamos a ser o casal maravilha. Aposto que seriamos a Rainha e o Rei do baile de Finalistas.

- Baile de Finalistas? – Irritei-a. – Deves estar a gozar. Sai-me daqui, mas é!

- Meu, - pus uma expressão séria. – Tu consegues. A sério meu. És lindo. – Engoli em seco. – Sinto-me gay ao dizer isto.

Rimos os dois.

- Vá, - peguei-lhe no vestido enrugado que estava na sua cinta, quase a cair. – Eu ajudo.

E foi neste momento que o puzzle se iniciou. Não encontrei mangas nem fechos naquela coisa. Era todo preto o que me dificultou a tarefa.

- Tens a certeza que estamos numa loja de roupa? – Baixei-me para observar bem aquilo. – Isto não é nenhuma saca do lixo? Eu não encontro nada.

Riu.

Puxou o vestido para cima e tapou a sua barriga de mulher. Caso não fosse meu amigo, eu já lhe teria tocado ou beijado. No entanto era estranho pensar assim do meu melhor amigo.

- Encontrei. – Riu enquanto pegava nas mangas e se preparava para vestir o resto do vestido. – Nunca brincaste às Barbies?

- Não, porquê?

- Porque tens que as vestir. – Sorriu enquanto metia os braços finos pelas mangas do vestido. – Aposto que aprendias muito sobre como vestir mulheres.

- Eu sou bom a despi-las. Já brincaste? – Trocei.

- Não! – Rimos juntos.

Estava pronto. Bells estava metida dentro de um vestido de manga cabeada, preto com um grande decote onde o vale do seu peito estava bem à vista e se mostrava tentador até para mim.

- Meu, assim vai ser fácil beijar-te. – Ri.

Corou.

- Sinto-me ridícula. – Olhou-se no espelho. Colocou as mãos nos peitos. – Olha para isto! Quase consigo pôr um lápis aqui. Arrisco a dizer que ele se segurava entre os meus seios bem apertadinhos neste vestido.

Abracei-a.

- Estás perfeito para deixar o Jacob maluco! – Beijei-lhe o pescoço. – Agora tira-me este boné. Que vamos fazer com o teu cabelo?

O telefone tocou. Larguei-a para pegar no telemóvel que estava no bolço das calças. Era a pessoa certa: Alice.

- Alice! – Atendi. – És adivinha ou quê?

- Olá para ti também Edward! Estás com Bella?

- Estou, maninha! – Respondi.

- Passa-me!

Estendi o telefone. Bells pegou nele enquanto se olhava meia enojada para o espelho.

- Sim? – Atendeu.

Ela estava bonita. Eu nem queria acreditar que aquela pessoa podia ser tão bem constituída. Dava-me um desgosto que Bella não visse o mesmo que eu pois, caso ela se vestisse assim todos os dias, o meu trabalho estava completo. Jacob não resistiria.

- Alice, isso está fora de questão.

Tirei-lhe o boné da cabeça e o seu cabelo, completamente preso por ele, caiu-lhe nas costas. Os meus olhos, arregalados, colaram-se no espelho que transmitia a beleza daquela mulher de cabelos ondulados à minha frente. Sorri para ela e ela pôs a língua de fora para mim e penso que para Alice também.

- Alice, eu não vou a lado nenhum com vocês. Não sou nenhuma boneca.

Sorri e voltei a abraçá-la. Dei-lhe outro beijo no pescoço.

- Alice, por favor!

- Onde me foste arranjar isto? – Apalpei-lhe o peito e ela deu-me um murro no estômago. Tinha força de rapaz, a mulher. Mas eu precisava tocar-lhe neles. Afinal de contas, ela seria a minha mulher nestes próximos tempos. E eu não era de ferro.

Ri. Pousei o meu queixo num dos seus ombros que não se mostravam nada largos e balancei-a, de um lado para o outro, dançando com ela em frente ao espelho.

Nós ficávamos bem juntos. Eu tinha razão. Se, até ao fim deste ano lectivo, nós não conseguíssemos juntá-la com Jacob, eu e ela, seriamos o casal do ano. Rei e Rainha.

Sorri imaginando as expressões admiradas das pessoas ao verem Bella dentro de um vestido bem apertado. Quase conseguia superar Rosalie. Quase conseguia cativar a minha atenção.

- O meu melhor amigo é uma mulher! – Brinquei.

Ela riu. Com o seu cabelo solto, o seu sorriso cativava-me.

- Alice, - voltou a pôr a sua expressão dura que costumava usar quando homem. No entanto, não pareceu nada masculina naquele cenário. – Alice…

- Eu amo-te, meu. – Sorri para ela.

- Alice! Mas só por ele, okay? – Desistiu. Contra Alice nunca ninguém ganhava. – Nada de exageros.

Ambos sabíamos que aquela exigência nunca resultaria. Fosse o que fosse que Alice estava a preparar, era completamente exagerado. Mesmo que estivesse a fazer um simples bolo, ele acabaria por ser enorme e bem colorido. Alice exagerava sempre. Contudo, tudo saía perfeito nas suas mãos.

TTT

Eu estava a parecer um namorado inquieto. Mas era impossível deixar de me sentir assim quando, o meu melhor amigo estava prestes a tornar-se na minha melhor namorada! Era verdade. Eu ia ter que beijar Bella e já me sentia nervoso por isso. Era quase gay. Era gay, sem dúvida.

Não parava de andar de um lado para o outro, muito inquieto, ao fundo das escadas. Charlie, ao contrário de mim, estava muito quieto, junto ao corrimão, a tentar compreender o que se passava comigo e com a sua filha.

- Tu namoras com a Bella? – Acabou por perguntar.

- Hum… - Bem, eu iria "namorar", sim. Mas o homem estava com medo. – Não.

Era o que eu esperava: suspirou de alívio. Os seus músculos descontraíram e ele largou o corrimão.

- Ai, rapaz. – Apertou-me os ombros como se eu fosse uma criança. – Quase me assustaste. A minha filha na puberdade? Quase pensei estar maluco.

No entanto este alívio logo lhe passou quando Alice e Rosalie nos apresentaram Bella.

- Bella? – Chamaram quando ela não quis vir. Tiveram que a ir buscar para nós vermos.

Quando vi o mesmo vestido que ela tinha usado na cabine, em seu corpo, desta vês sem quaisquer calças largas por baixo dele, engasguei. Ela estava deslumbrante. As suas pernas eram bem finas e perfeitas. No entanto, isto não era nada comparado com a sua face.

- Oh meu… - Charlie não conseguiu dizer mais nada. Apenas olhava para cima, para o seu filho vestido de mulher. Para a sua mulherzinha linda. Achou-se a endoidecer.

- … Deus! – Acabei. – Meu, és mesmo tu?

Os seus lábios mexeram-se e tentou sorrir. Mas não conseguiu. Mesmo sem sorrir, Bella Swan estava perfeita.

- Mudar para ser feliz!


Eu acho que este está bem melhor que o anterior. Mas são opiniões. Mas eu quero opiniões vossas.

RSP: São todos humanos, Catarina. No entanto dá para reparar que o Edward tem jeito para saber no que as pessoas tendem a pensar. Excepto Bella, ele não vai ter muito jeito para saber no que Bella pensa. Mas, pelo meio, nós vamos poder ver, através dos POVs, no que ela pensa. No que ela pensa sobre ele.

Obrigada à menina que escreve a fic Por Amor, por me dar inspiração.

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