Oláá,

Estou sem qualquer inspiração. Mas cá está!

Resumo do capitulo: Casamento ; D

: D

5º_(In)consciente

Bella POV

- Já sabes que vais vestir? – Perguntei a Alice enquanto olhava para as minhas unhas, não ruídas – o que era deveras estranho – grandes e branquíssimas. Limpas. Estavam tão bonitas e requintadas que quase pude ver o meu reflexo nelas! Pensei que aquilo só poderia ter sido obra daquela bonequinha baixinha.

- Eu acho que isso és tu que tens que decidir! – Levantei o olhar para ela franzindo o sobrolho.

Estava sentada sobre uma cama antiga, cuja cabeceira negra se emproava pela parede acima, quase chegando ao tecto, dançando em esbeltas ondas. A colcha era branca, com relevos começava a enrodilhar-se com peso, quase nulo, de Alice, tão fina e leve. Junto dela, havia um plástico que parecia guardar um vestido ou um fato de mulher de qualquer sujidade. Por alguma razão, não lhe perguntei o que era aquilo. Como se já soubesse.

- Que cor achas que devia usar? – Perguntou-me.

- Preto e branco! – Disse, pensando que combinaria com o meu vestido que, por alguma razão, sabia ser branco.

- Concordo! – Sorriu para mim, levantando-se a correr para um armário de madeira negra, tal como a cama.

Vasculhou algo nele e depois tirou um vestido preto, com uma racha enorme. Junto do decote havia uma espécie de lenço branco que se prendia ao vestido e o rodeava. Aquele era o vestido perfeito que eu imaginara para ela, momentos antes de ela lhe pegar. (N/A: vestido no meu perfil)

- Perfeito! – Bati palmas cuidadosamente para não estragar as unhas e dei uns saltinhos de felicidade. Alice acompanhou-me.

- Não, desculpa… - Sorriu maliciosamente pousando o vestido na cama, junto do outro que ainda não conseguira ver. – Perfeita vais tu ficar.

Sorri para ela. Não um sorriso qualquer. Mas um sorriso de felicidade extrema. Nunca me sentira assim antes. Sem que Alice me empurrasse para dentro da casa de banho, segui à frente dela, entusiasmadíssima.

Segurei o ramo com força como se fosse ele a cair em vez de mim. Mas, na verdade, o meu medo não era o de cair. Achei engraçado como esse não era o meu maior problema naquele momento. Não, na verdade, com aquela enorme escadaria à minha frente, o meu único problema era a felicidade. Ela era tanta e dava-me tanta energia que pensei que podia ir correr a maratona. Mesmo em cima daqueles saltos demasiado enormes para mim. Não escorreguei, o que era incrível, naquele dia chuvoso, ao subir as 48 escadas. Contei-as, sim, eu contei as escadas. Como se ao subir cada uma delas fosse como perder um segundo de ar. Assim que cheguei à enorme porta preta e esta se abriu, Charlie apareceu, dando-me o braço, para que me segurasse. Ao que parecia, ele sempre estivera ali comigo, na subida, a amparar-me. O que me desiludiu. Afinal. Não era eu que parecia ter evoluído no meu sentido de equilíbrio.

Mas não entristeci. Na verdade, nem pensei muito nisso porque a porta já estava aberta e eu já o conseguia vislumbrar ao fundo do corredor. Alto. Moreno. Musculoso. Grande. Cabelo comprido. Olhos castanhos. Jacob.

(N/A: ponham no youtube a dar . com/watch?v=PsGd0t41Jhw)

Andei. Tentei caminhar depressa para que pudesse chegar rápido a ele. Mas o meu pai impedia-me de o fazer. À minha frente iam duas criancinhas, com os seus três anos de idade. Eram moreninhas e davam a mão como dois namorados. Juntos seguravam uma cestinha branca e, com a mão que estava solta, retiravam dela pétalas de rosa negras e atiravam-nas para o caminho que eu iria percorrer. Vi-as pousarem suavemente no chão depois daquelas mãozinhas pequeninas as atirarem. Olhei-as a passarem por baixo dos meus pés. Notei que o meu vestido fazia muita roda e vincava em muitos locais. Nos vincos conseguia vislumbrar umas ondas pretas que desciam até aos pés. (N/A: vestido no meu perfil) As sandálias eram pretas. Notei nas unhas. Estavam brancas, assim como as das mãos. Aquilo, obviamente, tinha sido obra de Alice.

- Levanta a cabeça! – Ouvi Alice atrás de mim. Procurei a origem do som da sua voz, sempre suave, atrás de mim e vi-a dentro daquele vestido que vira momentos antes. Estava lindíssima. Sorriu. Mas sorriu de uma forma autoritária. – Para a frente!

Automaticamente virei-me para a frente e notei que não era só eu, Charlie, Alice e Jacob. Na verdade, aquela sala estava apinhada de pessoas vestidas de preto e branco.

- Estás linda! – Sussurrou-me o Charlie.

Olhei-o e sorri.

- Obrigada!

Junto dele, de pé, estava imensa gente que reconheci de algum lado. Contudo não me lembrava de onde. Tinha aquela sensação de que as conhecia de outra situação qualquer. Talvez se estivessem com uma farda branca, a cara cheia de farinha e um chapéu de cozinheiro, as reconhecesse como sendo empregados de um qualquer café de Forks. Contudo não estava a ver quem seriam. Não fora do seu contexto habitual.

Sorri-lhes, porque todas elas sorriam para mim, e continuei a caminhar, tentando reconhecer cada nova cara que ia vendo quer do lado de Charlie, quer do meu. Só quando já tinha atravessado mais de metade daquela larga passadeira branca coberta de pétalas pretas é que cheguei a reconhecer alguém.

Vi todos os meus professores, o que não deixava de ser esquisito. Vi Jessica, Angela, Mike, Ben e Tyler, todos brilhantes e com um sorriso enorme para me oferecerem. Ofereci-lhes também eu um sorriso caloroso, quase como se lhes quisesse dar força para continuarem quando a única pessoa que precisava de força para não me espalhar no chão era eu.

Aproximei-me mais do altar para onde não queria olhar e vi que já lá estava uma mulher, um pouco marcada pela idade mas sempre bonita, era Renée! Os seu vestido era branco, cheio de manchas pretas. Tinha a certeza que tinha sido ela a desenhá-lo. Estava lindíssima e sorria-me, chamando-me para ela. Tentei, mais uma vez sem êxito devido a Charlie, apressar-me.

Ela riu. Olhei para a primeira fila, à sua frente e vi todos os Cullen. Duas coisas me chamaram a atenção. Uma foi Rosalie, que estava lindíssima dentro de um vestido branco, curto, com borboletas pretas s subirem-lhe até ao seu ombro direito. (N/A: vestido no meu perfil) Não me sorria. Aquela mulher nunca me sorria. A outra coisa foi que não vi Edward Cullen naquela multidão. Não me preocupei. O meu melhor amigo chegaria para ver o meu tão esperado casamento! Foi então que pensei:

"CASAMENTO?" eu estava realmente a casar-me? As unhas, os vestidos, o entusiasmo, ainda conseguiam passar ao exame de mudança radical mas… casar-me? Isso estava completamente fora de qualquer questão que se pudesse por à minha pessoa quando consciente.

Eu estava a casar-me! "Que se passa comigo?"

Senti Charlie a pegar no meu braço e levá-lo até à mão de Jacob que, depois de a segurar, me amparou. Charlie deu-me um beijo na cara e afastou-se. Fiquei frente a frente com Ele. Segurando, ou sendo segurada pela sua mão.

Alice passou por nós. E sorriu-nos! Pousou a sua mão fria sobre as nossas que continuavam apertadas. Os seus lábios mexeram-se mas não ouvi o que disseram.

Senti os seus dedos saírem dos nossos e o calor voltou à nossa união.

Afastou-se e olhei-o mais intensamente.

Notei que um sorriso enorme estava estampado na minha cara. Eu sabia a resposta àquela pergunta que ainda estava a ecoar na minha mente:

Alto.

Musculoso.

Entroncado.

Moreno.

Branco.

Grande.

Vistoso.

Cabelo comprido.

… Cor de bronze.

Olhos castanhos.

… Verdes.

Jac…

"Edward"

Os meus olhos corriam de um para o outro. Edward vinha atrás de Alice e agora, com os seus olhos verdes brilhantes, entristecidos, olhava para mim. Tudo corria em câmara lenta. Os seus olhos e lábios não mostravam felicidade. Pelo contrário. Toda a sua expressão corporal mostrava um imenso vazio dentro de si. Edward estava a sofrer.

- Eu, Jacob Black, aceito Isabella Swan como minha esposa, e prometo ser-te fiel

A minha cabeça não estava ali. Vislumbrei, pelo meio da sua infelicidade, Edward esconder um riso ao ouvir Jacob.

- Amar-te e respeitar-te, - Amar-me? A minha cabeça levantou-se automaticamente para ele, na esperança de que a palavra amar estivesse mesmo a ser pronunciada por ele. – Na alegria e na tristeza, - seria mesmo eu capaz disto? - na saúde e na doença – Não poderia ser. Algo devia estar errado. – Até que a morte nos separe!

"Até que a morte nos separe!", seria mesmo real? A morte iria mesmo separar-nos? Ou as suas palavras significariam que uma Tanya qualquer que entrasse pela porta da igreja a dentro seria a minha morte? Estaria ele a falar de uma morte física ou psicológica?

- Isabella? – chamou o padre acordando-me para a realidade.

- Eu, Isabella Swan, - apressei-me.

Ele sorria para mim! Os seus olhos eram verdadeiros!

Só que não eram castanhos, desta vez, quando os olhei novamente.

- Aceito-te…

A sua pele já não era escura como chocolate e os seus cabelos já não eram compridos, amarrados num rabo-de-cavalo.

- … como meu esposo, a ti…

Já não havia um grande corpo junto de mim. Na verdade, junto de mim, estava um corpo entroncado, mas não tanto como o primeiro.

- Edward Cullen?

Caso queiram saber este capitulo é mesmo daqui, embora não pareça. Obrigada a quem ainda cá vem!

Beijinhos a todos da Teixeirinha

: )