Capitulo 03

Beijos, Confusões e um Nariz Quebrado

Mas foi inevitável. A música romântica havia acabado, dando lugar a uma batida agitada e dançante enquanto as luzes voltavam a brilhar e a iluminar o ambiente. Foi então que ela pode encarar o homem misterioso a sua frente.

Queria morrer.

Ela, Virgínia Weasley, tinha tido o momento mais intenso de sua vida com nada mais nada menos que Draco Malfoy.

- Eu devo ter batido em uma pessoa muito importante pra merecer esse castigo! – Virgínia pensou alto sem querer, fazendo a expressão incrédula do outro se fechar em uma careta.

- Pode ter certeza que o castigado fui eu... – Malfoy retrucou franzindo a boca em desgosto enquanto retirava um lenço do bolso e limpava a boca como se estivesse contaminada.

- Corta o teatrinho... – Virgínia falou não admitindo, mas se ofendendo com o gesto desdenhoso. – "Nunca beijei ninguém com tanta vontade..." – Repetiu as palavras que ele havia dito instantes atrás.

- Merda! Eu vou te obliviar antes que você conte esse vergonha a mais alguém... – Malfoy bufou enquanto retirava a varinha, a cena inteira era oculta pela música alta e as luzes que agitavam o ambiente.

- Não ouse! – Virgínia se mexeu para a direita, saindo da direção da varinha, estava prestes a dar uma resposta bem malcriada quando sentiu alguém se pendurar em seu braço.

- Gin!! Finalmente te achei! – Luna falou contente, não percebendo a tensão da amiga. – Aquelas luzes se apagando me pegaram de surpresa, achei que tinha te perdido...

- Lovegood! – Malfoy a cortou.

- Ora! – Luna falou empolgada. – Oi Draco!

- Quem mais você trouxe para essa espelunca? - Draco falou irritado, a varinha ainda em mãos.

- Meus amigos, oras. Harry, Rony e Hermione... – Virgínia queria gargalhar ao ver a tensão dominar o sonserino.

- Quando você acha que a noite não vai piorar... – Resmungou.

- E Blaise? Não esta com você? – Luna gritou quando a musica começou a se tornar estridente.

- Não! Mas não se preocupe! Quando ele chegar você vai ouvi-lo gritar a kilometros!! – Respondeu assassino. Com um último olhar à caçula dos Weasleys ele desapareceu entre as pessoas que dançavam.

- Aconteceu alguma coisa aqui ou foi só impressão? – Luna perguntou no ouvido da amiga.

- Nada que valha a pena relembrar! – Foi a resposta sincera.

- Tudo bem! – Luna retirou um brilho do bolso e deu pra amiga. – Mas é bom você passar esse brilho antes que seu irmão te veja! Sua boca esta com cara de que foi beijada... Muito beijada...

Virgínia riu em seco da resposta matreira enquanto sentia um frio subir por sua espinha. Malfoy não era o único que queria enterrar aquela cena.

- Veja o que eu trouxe pra você! – Luna tirou uma pequena garrafa da bolsa. – Firewhiskey, achei que iria querer pra se soltar... acho que cheguei tarde mas tá valendo...

- Luna!! – Virgínia gargalhou ao pegar a garrafa. – Você é uma ótima amiga! Mas por favor, esquece o que você viu... Essa garrafa não vai servir pra eu me soltar, mas pra me afogar!

- Uma hora você me conta... – Foi sua resposta animada.

"Quem diz que ela é burra é porque não a conhece nada nada..." Virgínia pensou entre desolada e divertida.

- Vamos dançar! – Virgínia sentenciou.

Animadas, se moveram entre as pessoas que dançavam até chegarem ao centro da pista. Ambas se mexiam no ritmo quente da música, as batidas as fazendo subir e descer enquanto os corpos balançavam. Discretamente a ruiva dava pequenos goles da bebida, segurando-se para não fazer caretas a medida que a bebida queimava ao descer por sua garganta.

- Gin? – Luna gritou enquanto tentava abafar o som da musica com as mãos. – Acho que acabei de ver seu irmão voando...

Virgínia não entendeu nada até encarar a direção onde a amiga apontava. Rony se levantava do outro lado do bar, as faces roxas de raiva. Um estrondo e a música foi cortada pelo D.J, que observava desgostoso a cena. As luzes se acenderam enquanto uma rotinha se formava, no centro Harry Potter e Draco Malfoy trocavam socos.

- BRIGA, BRIGA, BRIGA, BRIGA! – As pessoas gritavam frenéticas. – BRIGA, BRIGA, BRIGA, BRIGA, BRIGA!

Virgínia correu para um banco perto do bar e subiu, observando os dois se engalfinharem. Rony rapidamente pulou o balcão e voltou pra briga. Virgínia deu um grito agudo quando o irmão foi acertado pelo sonserino bem no nariz, o sangue escorrendo imediatamente, desesperada pode ver Hermione do outro lado, tentando em vão se infiltrar no meio de tantos bárbaros.

-Oh, Merlin! Alguém os ajude! – Gritou desesperada, sua voz agora abafada pelos gritos e uivos masculinos.

O que se seguiu Gina não saberia dizer. As luzes se apagaram em meio à bagunça. Um anúncio de que a policia estava entrando soou logo depois e a bagunça piorou, pessoas corriam para as saídas, outras pessoas eram atropeladas pelos mais afoitos, um esbarrão e o banco que Virgínia estava foi parar no chão, fazendo-a gritar de dor ao ter sua mão pisoteada.

- Não se mexa! – Uma voz autoritária soou atrás dela, algemas surgiram e contornaram os pulsos da ruiva. – Você esta presa!

Gin não acreditou no que acontecia. Pode escutar feitiços estuporantes sendo lançados em vários locais do salão antes dela própria ser atingida por um, os olhos se fechando enquanto perdia a consciência.

oOoOo

- Porque não começa dizendo onde estamos? – Draco falou irritado, não agüentava mais estar preso naquele cortiço junto com tantas pessoas irritantes.

- Sempre apressadinho. – Blaise provocou. – Todo lugar trouxa que é freqüentado por bruxos possui vigilância mágica. – Começou a explicar. – Vocês foram presos pela policia bruxa. Um pouco diferente dos manés de Askaban, eles parecem trouxas...

- Jamais teria suspeitado. – Rony respondeu malcriado, tomando uma cotovelada da namorada.

- De babaca já basta o Malfoy. – Hermione sussurrou ameaçadora.

- Mas porque estamos presos afinal? – Luna perguntou desolada. – Os que estavam brigando eram Malfoy, Rony e Harry, o que eu a Gin e Hermione temos haver com isso?

- Oh, minha linda... – Blaise afagou com carinho os cabelos loiros da namorada. – Não foi pela briga de bar que foram presos.

- Então porque não conta logo o problema? – Virgínia se exasperou.

- Um artefato bruxo era guardado em um cofre da boate. Em um dos apagões ele foi roubado. – Blaise explicou. – A mesma magia que impede aparatação em Hogwarts é usada na boate, por isso todos os bruxos do local foram presos para investigação.

- E onde estão os outros bruxos? – Draco perguntou franzindo o cenho, a cela que em que estavam era a única ocupada.

- Não havia outros bruxos. – Blaise respondeu com um longo suspiro.

- Impossível. – Hermione respondeu automaticamente. – Isso significaria que um de nós é o culpado?

- Só pode ter sido o Malfoy. – Harry respondeu prontamente.

- Potter, mas um grasno seu e eu te arrebento! – Draco se levantou já partindo pra cima do outro.

- Tenta, eu to louco para extravasar minha frustração!

- O cinco contra um não ta funcionando? – Malfoy provocou.

Harry teria partido pra cima se alguém não tivesse se adiantado primeiro. Draco foi atingido em cheio por um soco, cambaleando para trás. Virgínia estava parada entre ele e Harry, sacudia freneticamente a mão que usara para acertar o sonserino, o rosto tão vermelho quando seus cabelos.

- CANSEI DE VOCÊS! BANDO DE TROGLODITAS! ACHAM QUE TUDO SE RESOLVE NA BRIGA, É?? BANDO DE NEANDERTAIS! - Brigou a plenos pulmões. – Toda vez que penso que o dia não pode piorar vem um homem imbecil mostrar o contrário! Se vocês são os melhores espermatozóides não consigo visualizar os piores!! Ai, minha mão...

- Deixa eu dar uma olhada... – Hermione se aproximou e tomou a mão da amiga, mexendo com cuidado para ver se havia algo quebrado.

- E eu com medo na Mione estourar... – Rony falou encolhido em um canto da cela. Todos pareciam quietos após a explosão Weasley.

- Acho que quebrou o nariz... – Blaise estendeu um lenço para o amigo pressionar e estancar o sangramento.

- Ao menos podia tentar não demonstrar tanta alegria. – Draco respondeu em um gemido doloroso.

- Desculpe, mas foi engraçado. – Respondeu divertindo-se ainda mais com os resmungos do amigo. – Quem diria que a garota bate daquele jeito, ahn?

- Ela que me aguarde...

- Sei... – Blaise deu de ombros, vendo que o outro só resmungaria as respostas ele resolver voltar para o lado da namorada, que parecia perdida em pensamentos. – Não se preocupem. Um pequeno interrogatório pra saber onde estavam durante o primeiro apagão e vocês serão liberados.

- Droga! – Malfoy bufou com a idéia, o olhar irritado voltando-se para a ruiva que o golpeara a momentos atrás. – Isso é mesmo necessário?

- Culpa na consciência, Malfoy? – Harry não resistiu.

- Ah, se você soubesse... – Malfoy deu um sorriso meia boca, Virgínia tremeu com a idéia. - Na verdade prefiro ficar preso a passar pela humilhação de um interrogatório.

- Mais dia, menos dia... – Rony bufou.

- Vejo que os ânimos aqui estão lá no alto. – Uma voz altiva soou, silenciando o ambiente. Do lado de fora da cela Alvo Dumbledore estava parado, observando com seu semblante sereno a cena que se passava. Ao seu lado um senhor uniformizado também os observava.

- Diretor Dumbledore! – Harry exclamou animado.

- Olá, Harry. – O senhor respondeu com um sorriso. – Pode abrir a cela, Sr. Gollar?

- Claro...

A cela então foi aberta e Dumbledore entrou. Com um olhar atento ele observou todos ali, os olhos brilhando com certo divertimento ao observar o sonserino em um canto, o nariz tampado por um lenço, para em seguida observar a caçula dos Weasley que amparava uma das mãos, visivelmente dolorida.

- Senhor Gollar, acho que eles estão presos aqui a tempo demais. – Alvo se voltou para o homem parado na porta da cela. – O que acha de liberá-los?

- Eles ainda não foram interrogados. – O homem respondeu. – Precisamos saber qual deles é o culpado.

- Tal acusação é muito séria. – Respondeu calmamente.

- Não havia nenhum outro bruxo no local. Nem antes, nem depois...

- Obviamente houve uma falha... – O senhor ponderou, ajeitando os óculos meio-lua que nos últimos tempos insistiam em escorregar. – Meus alunos podem ser culpados apenas de brigar, se revoltarem, alguns goles de Firewhiskey e só... – o olhar no senhor sutilmente se dirigiu a Luna e Virgínia, que voltou a corar, culpada até a raiz dos cabelos. – Prometo que irei conversar com todos eles e irei lhe dizer o que faziam, não vejo porque envolve-los nisso.

- Tudo bem... – O homem suspirou após vários segundos pensando. – Mas todos vão daqui direto para Hogwarts, ficarão lá até tudo ser esclarecido.

- Acho justo. – Dumbledore respondeu, todos seguraram os suspiros e reclamações. – Vamos?

Em silêncio seguiram o diretor pelos corredores. O ambiente era hostil e todos respiraram aliviados ao sair pela porta, o alivio se esvaindo quanto viram os pais que os esperavam bem em frente.

- Meus anjos!! – Molly correu para os filhos, enchendo de beijos e abraços, demonstrando sua preocupação. – Eu sabia que não deveria ter deixado vocês saírem...

- Estamos bem... – Harry a tranqüilizou, sendo esmagado em um forte abraço.

- Arthur tentou vir, mas está preso no Ministério até agora... - Molly lamentou, enquanto retirava a varinha das vestes e consertava o nariz de Rony e a mão de Gina. – Quero explicações quanto a esses machucados.

- Olá papai! – Luna abraçou fortemente o senhor que a esperava. – Estava com saudades.

- Senhor Lovegood. – Blaise cumprimentou com um aperto de mão.

Se afastando do grupo Malfoy se aproximou da mãe que o aguardava. Ela observava com nojo os trouxas que abraçavam e conversavam com Hermione Granger, obviamente não estava gostando de estar ali.

- Mamãe. – Draco a cumprimentou com um aceno frio.

- Então, o que aconteceu aqui? – Narcisa Malfoy perguntou.

- Um artefato bruxo foi roubado, todos os bruxos no local se tornaram suspeitos. – Respondeu dando de ombros. – Pode ajeitar meu nariz? Confiscaram minha varinha.

Narcisa então sacou a varinha e ajeitou o nariz do filho, os olhos vagando por todos que estavam ali, como se tentasse salvar o nome dos envolvidos.

- Um pouquinho de atenção. – Dumbledore chamou a todos. – Um pequeno delito foi cometido hoje. Peço aos pais que não se preocupem, pois tenho absoluta certeza que nenhum dos presentes aqui é culpado. Para nosso infortúnio os policiais envolvidos na investigação pensam o contrário então até que o assunto seja esclarecido temo que todos terão que voltar comigo para Hogwarts.

- Mas isso é mesmo necessário? – Molly perguntou preocupada.

- Temo que sim. – Respondeu serenamente. – São inocentes, mas podem ter visto algo sem saber. Acima de tudo é mais seguro mantê-los em Hogwarts.

- Meus bebês... – Molly lamentou, levando os ruivos a ficar tão vermelhos quanto o constrangimento deixava.

Sem mais delongas Dumbledore permitiu que todos se despedissem e com uma chave de portal levou todos os jovens para os portões de Hogwarts. Ninguém falou enquanto caminhavam até o castelo, a indignação era geral, perder o resto das férias por culpa de um desconhecido estava matando todos ali.

- Chegamos. – Dumbledore falou satisfeito enquanto entravam no castelo. – Sei que estão todos exaustos então não irei prendê-los aqui. Amanhã ou depois conversarei com vocês, não precisam ficar preocupados.

- Mas diretor...

- Depois Harry, depois... – Dumbledore o cortou. – Nós, pessoas mais idosas também precisamos dormir, estou exausto! Demorou mais veio, minhas costas andam me matando! Os vejo depois... -Dizendo isso o diretor começou a se afastar, desaparecendo nas sombras de um corredor.

- Blaise, por que veio junto? – Luna perguntou depois que o diretor se foi.

- E o que eu iria fazer de útil lá fora com minha linda presa em Hogwarts? – Blaise respondeu beijando a namorada.

- Por Merlin, alguém me leva de volta para aquela prisão, qualquer coisa é melhor que isso.... – Malfoy revirou os olhos, nunca reconhecia o amigo quando ele estava com aquela corvinal.

- Aposto que quando você tiver uma namorada você sim vai ser um porre. – Blaise devolveu sem perder o humor. – Vamos, eu te acompanho até seu dormitório.

- Vamos fazer o mesmo... – Hermione deu um longo suspiro, já resignada com a situação em que estava.

Hermione, Rony e Harry já se afastavam enquanto Virgínia se despedia de Luna. Cansada ela observou a amiga e o namorado se afastarem, a amiga parecia iluminada na presença do sonserino, o que fazia Virgínia torcer o nariz.

- Inveja? – A voz arrastada do outro sonserino soou, fazendo-a encará-lo com desgosto.

- Porque não foi embora, hein? – Virgínia gemeu.

- Eu tenho uma coisinha pra acertar com você... – Malfoy começou a caminhar na direção dela e Gina segurou-se para não se afastar. – Duvido que Dumbledore use veritaserum na gente, ele confia muito em seus preciosos alunos para tal.

- E? – Virgínia perguntou petulante. Não era preciso ser nenhum gênio para entender onde aquela conversa levava. – Como um Malfoy você obviamente vai mentir.

- Prefiro se acusado desse crime estúpido a dizer o que fazíamos! – Draco falou baixo, a voz arrastada lembrava muito a que ela escutara no escuro da boate.

"Virgínia sua anta, como você não percebeu??" Lamentou o óbvio, o rosto corando de constrangimento.

- Problema seu. – Virgínia respondeu irritada. – Não vou mentir, conte o que você quiser .Em quem você acha que ele vai acreditar, em você, Malfoy sonserino, ou em mim, Weasley Grifinória?

- Quem disse que os Weasley's não podem ser cobras? – Malfoy zombou, intimidando com sua altura ao se aproximar mais, obrigando-a a dar passos para trás pra evitar um contato físico. – Se eu tivesse minha varinha te obliviava aqui e agora.

- Mas como você não tem... você vai sobreviver. – Virgínia empinou o nariz ao responder, escondendo perfeitamente o que se passava internamente.

- Não vou deixar você arruinar minha reputação... – A voz soou perigosa e Gina sentiu o corpo tremer. O pânico a dominou ao perceber que tal tremor não era de medo.

- Que reputação Malfoy? – Virgínia deixou escapar uma risada seca. – A minha reputação sim que iria pro saco! Imagine, beijar um Malfoy! Não culparia minha mãe se me mandasse um berrador ao descobrir.

- Coloca na sua cabeça que a gente não se beijou! – O rosto do sonserino se contraiu de desgosto, fazendo o sangue da garota ferver de raiva.

- Ei, Malfoy! Deixa eu te contar um segredo... – Virgínia falou baixinho, a proximidade do sonserino era suficiente para ele escutar. – Você agarrou uma Weasley, dançou com ela, beijou até perder o controle e adivinha? Você A-DO-RO-U!

-Adorei? – A voz era perigosa, os olhos brilhavam de raiva e Gin sabia que era a hora de bater em retirada. Estava para se afastar quando as mãos do sonserino a prenderam na parede, impedindo-a de se afastar.

- Me solta Malfoy! – Virgínia se debateu, fazendo o sonserino prende-la ainda mais forte.

- Você não disse que eu gostei?? – Perguntou irritado. – Vou precisar de um repeteco pra saber se isso é verdade...

Virgínia mal teve tempo de reagir, subjugando-a com seu corpo Malfoy a beijou com violência. A boca quente invadindo a sua como punição. Ela tentou se debater, mas quando mais se mexia mais seu corpo colava ao do sonserino e percebendo ela evitou se mexer. O beijo continuava com a mesma intensidade e o sonserino mal percebeu quando soltou os braços dela para escorregar as mãos por sua cintura, sentindo a textura de sua pele sob os tecidos de sua roupa.

Virgínia aproveitou o descuido para erguer uma das mãos e tentar afastá-lo, puxando-o pelos cabelos, o ato foi impedido quando o sonserino mordiscou seu lábio inferior, fazendo-a apertar os cabelos que segurava enquanto um gemido escapava de seus lábios. A mente dela se perdeu em uma nevoa quando passou a corresponder aquele beijo tão violento. A mão que segurava o cabelo do sonserino agora não tentava afastá-lo, mas puxá-lo para mais perto, a língua quente invadindo sua boca enquanto as mãos masculinas a amparavam para que ela não caísse.

O barulho de passos se aproximando fez ambos abrir os olhos e se encararem, as bocas ainda coladas. Sem pensar duas vezes Malfoy a empurrou para uma porta perto de onde estavam e entrou com ela, fechando-a o mais silenciosamente possível.

Malfoy ainda a prendia em seus braços, a cabeça curvada no pescoço dela enquanto tentava recobrar o fôlego.

- Me solta Malfoy!

- Faz silêncio! Ou quer que eu te cale? – Provocou aproveitando a posição e dando um leve beijo no pescoço exposto.

- Você esta com sérios problemas Malfoy, não vou deixar barato... – Sussurrou enquanto escutava os passos se aproximarem, o coração batendo descompassado.

- Vou esperar ansioso a revanche. – Foi a resposta seca.

- Porque você não se afasta? Não vou fazer barulho... Não é como se eu quisesse gritar para o mundo o que você me obrigou a fazer...

- Obriguei? – O sonserino segurou uma risada para não fazer barulho. – Você pareceu bem entregue...

-Arrgghhhhh! – Virgiínia gemeu, frustrada ao constatar que nas duas vezes em que fora beijada ela cedeu, vergonhosamente cedeu.

"Eu sou humana, ta legal? Não é minha culpa que essa fuinha beija bem..." Gina sacudiu a cabeça, não querendo relembrar o que havia acontecido. Os passos foram se distanciando até sumirem e com um safanão Virgínia empurrou o sonserino para longe, a escuridão bem vinda escondendo seu rubor.

O sonserino apenas observou enquanto ela abriu a porta e desaparecia, ficou mais alguns segundos ali antes de sair e se dirigir para seu dormitório nas masmorras. Sua mente era uma completa confusão enquanto subia os corredores.

"A primeira vez é justificável, mas e essa segunda??" Refletia relembrando as duas vezes em que beijara a jovem Weasley. O que o atormentava era o fato óbvio de ter gostado. Nas duas vezes.

- E então, que bicho te mordeu? – Blaise perguntou assim que o sonserino entrou no salão comunal sonserina, Blaise estava esparramado em uma poltrona, os pés esticados em direção a lareira de mármore.

-Eu devia quebrar sua cara. – Draco constatou ao ver o amigo. – A culpa é toda sua. Se não tivesse me arrastado nessa furada eu estaria em casa agora, sem complicações...

- Típico seu, lamentar o leite derramado. – O amigo provocou, segurando no ar a almofada que o amigo lançou ao se sentar na outra poltrona.

- Babaca...

- E então, porque não me conta o que estava fazendo com a Weasley naquela sala fechada? – Blaise só não gargalhou da cara do amigo porque sabia até onde cutucar a onça antes de ser atacado. - E antes que pergunte, vocês não estavam exatamente falando baixo...

- Droga... – Malfoy bagunçou ainda mais os cabelos loiros, fechando os olhos como se isso fosse apagar todos os fatos do dia.

- Luna me contou uma coisa bem interessante sobre um momento romântico proporcionado por um D.J. Isso é verdade?

- Porque não me deixa em paz? – O sonserino bufou.

- Tenho que aproveitar que está sem varinha. – Lembrou. – Agora fala a verdade, vai.

- Que droga... – Malfoy respirou fundo. – Se isso sair daqui eu te arrebento.

- Quero é novidade...

- Tanto faz. O que aconteceu foi que aquele D.J. imbecil resolveu apagar as luzes e tocar músicas românticas. Vi um vulto sozinho e percebi que era uma bruxa, não me apeguei a detalhes quando a agarrei pra dançar...

- Ela podia ser uma baranga! – Blaise exclamou admirado com a coragem do amigo.

- Eu só pretendia dançar. – Malfoy deu de ombros. – Mas a voz era sensual, assim com o corpo, fiz a burrada de beijá-la...

- Quem diria... – Blaise falou admirado. – Aposto que esse álibi serve pra se tirar do roubo, mas coloco minhas mãos no fogo no dia que você fizer isso...

- Fora de cogitação. – Respondeu desgostoso. – Imagine o que meu pai faria se fosse parar nos ouvidos dele que eu estava me agarrando com uma Weasley...

- Duas vezes... – Blaise jogou verde.

- Pois é... – E colheu maduro. – Droga!! Eu ainda te mato!

- Haha! Quer dizer que aquela cena lá no corredor foi mais que uma tentativa de fugir do Filch e da madame Nor-ra. – Blaise gargalhou. – E como você justifica isso Draco? No escuro até que tudo bem, mas ali você estava bem ciente de quem ela era...

- Da pra ficar calado? – Malfoy esfregou a própria testa, o prenuncio de uma enxaqueca a caminho. – Ela estava me enchendo o saco, eu queria apenas calar a boca dela...

- E como gostou da fruta depois que provou... – Blaise soube que a conversa estava encerrada no momento em que o amigo pegou um peso de papel feito de mármore. – Acho que não podemos transformar isso num hábito! – Correu para o dormitório antes que a pedra o atingisse.

Continua...

oOoOo

Oi gente! Ta ai mais um capitulo pra vocês ;D Espero que gostem! E feliz ano novo pra todoss =D vamos lá pra que 2010 seja o melhor ;D

Comentem please ;D

A capa da fic já foi recolocada no meu perfil, quem quiser ver ;D

Agradecimentos:

Lydhyamsf: Olha só, consegui escrever seu nick de primeira rsrsrsrs moça, é uma pequena que essas coisas não aconteçam com todas nós rsrsrsrs já aconteceu comigo uma vez, mas nada é perfeito né? A cena do beijo por exemplo, comigo foi um terror quando saímos da festa, o cara era estranho rsrsrsrsrs ainda bem que eu estava meio alta se não eu tinha chorado muito xD bjusss linda, obrigada pela betagem!!

Princesa Chi: Nem deu tanto barraco né? Percebi isso quando terminei o cap, mas espero que tenha gostado^^ já já tem mais... E obrigada por me falar da capa! Menine, ia ficar assim por séculos porque nem olhava isso rsrssrsrs Vou confessar uma coisa, ainda não escrevi sobre a confusão real da coisa porque eu ainda não inventei uma kkkkk triste né? Ninguém merece... mas pode deixar, vou pensar em algo legal =D Bjuss fofa! Ahh, eu tava lendo A Razão é Você... mulher, ultima atualização à quase dois anos x.x quase morri aqui rsrsrsrs tem chances de atualizar agora que já esta de volta? ;D bjusss fofa!

Nana Patil: Oi linda! Obrigada pelo elogio fofa, que bom que esta gostando! Espero que tenha gostado desse capitulo tbm^^ Um grande beijo!

Juuh Malfoy: oi fofa! Como estas? Espero que melhor =/ muito obrigada pelo carinho^^ se voce quiser dividir comigo suas suposições sobre a confusão em que eles se meteram eu ia adorar! Quem sabe eu não me inspiro? Confesso que ainda não defini ao certo o que será rsrsrrs espero que eu tenha voltado a "ser uma pessoa boa" com esse capitulo rsrsrsrs desculpe a maldade do anterior mas viu como eu compensei? Agora eles tbm deram um amasso no claro rsrsrs o próximo cap ta pronto! Não vou demorar a postar ;D bjusss linda!

oOoOo

Reviewsss!!!