Ta acabando... "(

Mas aproveitem esse capítulo pq é lindo e hot!!

PS: Eu não postei ontem pq essa &%$* tava dano erro no upload xD Então mais tarde tem o capitulo XI

Capítulo X

Edward sorriu, nervoso, antes de ir atrás de Bella. Quando passava pela porta, ainda ouviu lady Esme comentar: — O que deu nela?

Boa pergunta. Ele também queria saber. De uma coisa estava certo: alguma coisa a assustara terrivelmente. Desceu a escadaria de dois em dois degraus.

— Bella, pare!

Ao abrir a porta seguinte com um tranco, viu-a correr, os braços estendidos, os cabelos negros voando ao vento, em direção aponte levadiça.

— Bella, espere!

Santa Mãe de Deus, se ela não parasse, iria cair ao final do embarcadouro.

Para seu horror, tão logo Edward pôs os pés no pequeno cais, Bella fez o que ele temia. Não hesitou, nem olhou para trás por um só segundo. Simplesmente jogou-se no oceano.

— Nãão! — Tarde demais.

Edward arrancou o blusão pesado e mergulhou nas ondas que quebravam, violentas.

— Bella! — gritou, olhando ao redor, engolindo água. Jesus, me ajude a encontrá-la. — Bellaaaa!

Não permita que ela morra, Senhor!

Algo emergiu além das ondas, à sua direita, e Edward mergulhou. Lá estava Bella, flutuando feito um anjo, os braços estendidos ao lado do corpo, os olhos fechados, os cabelos negros dançando tal qual algas escuras em torno do vestido azul. Com os pulmões ardendo, Edward agarrou-a e puxou-a em direção ao sol. Rompeu a superfície, tossiu e ergueu Bella como podia, de modo a mantê-la fora da água. Ela tombou a cabeça para a frente.

— Não pode acontecer de novo... Bella, acorde! — Lutando para se manter na superfície, ele a sacudiu. — Você não vai fazer isso comigo, escutou?

Ela tossiu, então, e expeliu água. Continuou tossindo até abrir os olhos. Ao vê-lo, começou a se debater.

— Não!

— Bella, sou eu! — Edward precisou de toda a força que possuía para segurá-la e mantê-la acima das ondas. — O que deu em você?

— Não vou... morrer queimada... Não vou!

— Morrer queimada? Bella... — Edward afundou por um segundo, para depois voltar à tona. — Escute! Ninguém vai queimá-la, juro! Eu a amo, ninguém vai machucar você!

Ela tossiu, então o fitou nos olhos, por fim.

— Você... me ama?

Ele piscou, confuso, os dois balançando ao sabor das ondas, A verdade, enfim. Amava Bella, ainda que não quisesse. Não entendia nem mesmo por quê. Mas, sim, como ele a amava!

— É verdade... Eu amo você!

— Edward... — Ela se pendurou nele, fazendo com que ambos afundassem.

Mesmo assustada e com frio, buscou os lábios de Edward, en contrando o calor de que precisava. Ele nadou com força, carregando-a para o embarcadouro. Ao ouvir gritos, viu Carlisle e Emmet estendendo as mãos para eles. Dezenas de pessoas acompanhavam tudo de perto. Carlisle alcançou Bella e a puxou para fora, enquanto Emmet fazia o mesmo com Edward. Uma vez em terra firme, avistou Bella enrolada em uma capa, nos braços de lady Esme.

— Com licença — pediu e foi ao encontro dela. Desculpou-se com a patroa e tomou Bella nos braços.

— Você está bem?

— Eu... — Ela arregalou os olhos e agarrou-se a ele, em deses pero. — Tire-o daqui!

— Quem?

— O padre... de preto!

Edward comprimiu os lábios, consternado.

— Por favor, levem o padre John daqui — pediu. Ignorando os protestos do gorducho sacerdote, Emmet o conduziu para dentro. Lady Esme segurou Kari pelo braço.

— Vá e acenda o fogo no quarto de Edward. E prepare um banho quente! — completou, ao vê-la correr.

Em seguida, apoiou-se no marido.

— Por que ela tem tanto medo do padre John? Carlisle curvou-se para não ser ouvido pelos demais.

— Na certa ouviu histórias sobre a Igreja mandar os infiéis ou os hereges arderem na fogueira. Bella é uma curandeira pagã, Esme.

— Não está falando sério!

Ele diminuiu o passo e esperou que os outros se afastassem.

— O padre John sempre foi uma pedra no nosso sapato. Agora mais do que nunca. Se ele ficar aqui, com certeza Edward vai querer partir, e isso eu não vou deixar. O problema é fazer com que o padre vá embora de livre e espontânea vontade. Eu não posso colocá-lo para fora assim, sem mais nem menos.

Lady Esme mordeu o lábio. O padre era realmente um caso sério em Blackstone. Vivia tomando conta da vida alheia e a atormen tava continuamente, querendo convertê-la a todo custo.

— Deixe o padre comigo — ela garantiu, com um meio sorriso.

Com as mãos ocupadas por uma bandeja cheia e de banho recém tomado, Edward abriu a porta do quarto com o ombro e encon trou Bella mergulhada até o pescoço na água morna da banheira.

— Ele ainda está aqui? — ela perguntou, de pronto.

Edward negou com a cabeça, antes de depositar a jarra de hidro-mel e as canecas de estanho numa mesa de apoio. Ajoelhou-se ao lado de Bella.

— Está na ala oeste. Emmet não vai deixar que saia de lá — garantiu.

— Enquanto isso, vou ficar aqui.

— Sente-se. — Edward sorriu, tomando a barra de sabão. — Por que não me contou que tem medo de padres? Eu o teria mantido afastado.

— Eu não sabia que havia um aqui em Blackstone. E também não sabia que você me amava. Pensei que só amasse Maria.

— Quem? — Ele franziu o cenho.

— A tal Virgem Maria. De quem sempre fala quando está nervoso.

Edward caiu numa gargalhada.

— Qual é a graça? — Deu um tapa no braço dele.

— Bella... você não se lembra da história que contei sobre a Imaculada Conceição?

— Lógico. Passou a noite me atormentando com ela. Ele continuou a rir, com um misto de alívio e cansaço.

— Eu a amo, sabia?

— Eu também o amo. Mas não gosto quando ri de mim, ass... Edward a silenciou com um beijo. Bella suspirou e o envolveu com os braços. Ele gemeu e a puxou para fora da água. Deslizou as mãos pelas costas molhadas, decorando cada contorno, então a segurou pelos quadris, exultante. Precisando de mais, necessitando que ela lhe aplacasse o intenso desejo, puxou-a contra seu corpo rijo. Bella respondeu enlaçando-o com ambas as pernas.

Edward a queria inteira, e agora não havia mais nenhuma razão pela qual não deviam consumar aquela união. Amava Bella... Para o inferno com Donaliegh!

Carregou-a para a cama enorme de dossel. Ela gemeu, num protesto, quando Edward se afastou por um instante.

— Calma, menina... — murmurou com um sorriso, livrando-se das roupas limpas. Deitou-se ao lado dela e puxou-a para si. Acariciou-lhe a curva do pescoço com a língua, descendo pela pele aveludada até alcançar as pontas rosadas dos seios.

— Agora vai ser minha de verdade, lady Cullen — sus surrou, os olhos semicerrados de desejo.

— Como? — Bella ofegou, sorrindo.

Edward não se deu ao trabalho de explicar. Em breve, ela des cobriria por si mesma.

Bella gemeu ao sentir o corpo rijo contra o seu. Também que ria... queria muito... Mas o quê?, perguntou-se, confusa. Arqueou o corpo involuntariamente quando Edward envolveu o mamilo rosado com a boca, sentindo-se consumida por um fogo invisível. Exultante, enterrou os dedos nas costas largas.

— Isso, Bella... É assim... — ouviu-o dizer com voz rouca. Edward compreendia o intenso desejo dentro dela, aquela von tade insana de tocar e ser tocada. Só ele poderia matar aquela sede.

Edward teve a certeza de que poderia morrer de prazer, tal era a sensação de ter Bella sob ele. Ao sentir que ela o enlaçava com as pernas, deslizou uma das mãos pelo corpo delgado em busca do vale secreto que tanto ansiava ocupar. Bella gemeu, e Edward só então se deu conta de que ela era virgem. Precisava se controlar, ir com calma, pensou, atordoado. Bella agia por puro instinto, pressionando o corpo contra o dele numa dança erótica e inebriante.

— Está gostando?

— Muito — ela respondeu de pronto, a voz rouca. — Quero mais.

— Também quero mais, meu amor! — Edward confessou, ofegante, movendo-se contra ela. Bella o fitava, os olhos incrivelmente claros enevoados de desejo.

— Mais, Edward! Quero mais! — pediu, sem saber exatamente o quê.

Tanta certeza só fez aumentar o desejo dele. Para o inferno com a calma, decidiu. Queria Bella. E a queria agora. Com um gemido, posicionou melhor o corpo e investiu devagar, porém com firmeza. Ela soltou uma exclamação abafada e o segurou pelo peito com ambas as mãos.

— O que aconteceu? — Bella perguntou.

— Já acabou, querida... Daqui para a frente é só prazer.

Ela não parecia muito convencida. Edward sorriu e moveu-se devagar. Cobriu a boca macia com a dele. Era doce como mel. As mãos de Bella mergulharam em seus cabelos, e ela aprofundou o beijo.

Edward aumentou o ritmo, e ela o acompanhou. Até que, de repente, Bella passou a se mover com mais força, a respiração entrecortada, os olhos semicerrados. Agarrou-o pelas nádegas e o puxou mais para si, enlouquecida de prazer.

Edward observou-lhe as reações, maravilhado. Já havia estado com outras mulheres antes, mas nenhuma tão sensual quanto ela.

Penetrou-a com mais firmeza, exultando com os seios firmes de encontro ao próprio peito. Vamos, Bella... Agora!

Ela explodiu de prazer, gemendo o nome dele, o corpo arquiado, as coxas rijas. Edward esperou pelo espasmo final e sorriu.

— Minha vez... — disse, rouco, e se moveu com mais força uma, duas, três vezes; até que sentiu seu prazer explodir dentro dela.

Desabou sobre o corpo macio e abriu os olhos. Bella o fitava; um misto de paixão e estranheza no rosto bonito.

— Não machuquei você, machuquei?

— Não. — Ela sorriu. — Foi bom. Vamos fazer de novo? Edward soltou uma gargalhada e trouxe-a para cima do próprio corpo.

— Isabella Cullen, você não é deste mundo.

Tarde da noite, no solar. Esme Cullen mirou-se no espelho de mão. Satisfeita com a maquiagem, guardou os potes de pincéis que acabara de utilizar e apagou todas as velas, menos uma. Afofou os travesseiros, enfiou-se sob as cobertas e soltou o acortinado da cama, o que ajudaria no disfarce. Apanhou um livro na cabeceira. Estava tudo pronto.

A batida na porta veio logo depois. Ensaiando uma expressão de desalento, gemeu:

— Entre...

Padre John pôs a cabeça para dentro do quarto.

— Milady, eu vim assim que me avisaram. Até porque desejo lhe falar sobre a esposa de Cullen e... — Estacou, próximo da cama.

Esme virou o rosto de leve, apenas o suficiente para que ele discernisse os pontos avermelhados à luz da vela.

— A peste! — ouviu-o murmurar.

Estendeu a mão para o padre e, como já esperava, ele a ignorou.

— Padre, eu imploro... Não diga nada a ninguém sobre mim. Não podemos espalhar pânico em Drasmoor. Carlisle e eu resol vemos permanecer em quarentena no castelo. Ele já providenciou um estoque de comida e, com as suas orações, minha doença não há de se espalhar.

Ao vê-lo se afastar lentamente em direção à porta, soube que alcançara seu intento. Conhecendo o homem como conhecia, sa bia que ele tomaria o primeiro barco para longe de Blackstone. No dia seguinte, não haveria ninguém que não soubesse da peste, o que manteria os Gunn, ou outro clã qualquer disposto a arrumar encrenca, bem longe dali. Estariam todos a salvo: Carlisle ficaria tranquilo, Bella livre do padre, e ela, Esme, poderia ter o bebê em paz.

— Promete, padre John?

— Cla-claro que sim, milady gaguejou ele, antes de bater em retirada. Lady Esme sorriu. Missão cumprida.

N/A: Obrigada pelas reviews!