Oi pessoas! :DD
Sumi, peço desculpas e me justifico: a volta às aulas tomou todo o meu tempo, mais adaptação da Margot casa nova, mais visita à casa do papai, mais problemas pessoais complicados... enfim. Mas o fato é que eu não tenho a intenção de abandonar vocês tão cedo, e pretendo atualizar mais depressa a partir de agora.
Capítulo curtinho, eu sei, mas não queria deixar vocês na mão, então resolvi postar assim mesmo. Espero que gostem.
Hinata apoiou a cabeça no volante do Uno e respirou fundo algumas vezes. Sentiu Ino afagar seu cabelo em sinal de solidariedade, mas não levantou o rosto nem disse palavra alguma, apenas continuou respirando. Sabia que mais cedo ou mais tarde teria de lidar com seus problemas, mas já havia tomado sua decisão: fizesse o que tivesse de fazer, não deixaria sua via pessoal interferir em seu trabalho, e ponto final. Tirou a chave da ignição, pegou a bolsa e saiu para o estacionamento do hospital St. Louis.
- Tem certeza de que não seria melhor vocês conversarem sobre isso? – perguntou Ino, fechando a porta do carona e apertando o casaco em volta do corpo.
- Tenho – declarou Hinata.
- Olha, eu posso entender que não queira falar sobre isso...
- Não quero.
- Mas vai ter de lidar com isso um hora dessas.
- Eu entendo, certo? Só não quero misturar as coisas. Trabalho no hospital, problemas lá fora. Kiba vai entender. – "E Orochimaru e o Uchiha também, eu espero", pensou, passando pelas portas de vidro da entrada do edifício.
As duas pararam no balcão de recepções para pegar o crachá. Enquanto Ino assinava um papel pendente na recepção, Hinata, escorada em uma das pilastras, olhava tudo distraidamente, sem prestar atenção em nada. Seus olhos passaram pelo piso de mármore reluzente, pelo porteiro de meia idade e sorriso gentil, pelas enfermeiras do segundo turno indo embora, pelos olhos escuros de Uchiha Sasuke, pelo cabelo castanho de Kiba, pelo elevador... Droga. Ela se endireitou e sentiu o rosto corar furiosamente ao constatar que não havia se enganado: o Uchiha estava mesmo parado em frente aos elevadores próximo a Kiba, e ela tinha a impressão de que ele já a havia visto. A lembrança de seu último encontro com ele a fez congelar completamente. Se não estava enganada, havia discutido com ele. Tinha cortado o Uchiha completamente. Podia ser expulsa do programa por isso, se ele considerasse seu comportamento indisciplinar. E Kiba, então, nem se fala. A declaração dele ainda estava bem fresca na sua memória. E, infelizmente, sua reação a ele também estava.
- Escadas? – balbuciou ela, virando-se para Ino.
Como ela esperava, a loura também já havia visto os dois esperando o elevador.
- Sinceramente, é meio inútil – Ino deu de ombros. – Vocês estão no mesmo grupo, vão acabar se encontrando uma hora dessas. Acho melhor que seja perto do Uchiha, quando ele simplesmente não vai ter coragem de tocar no assunto, do que quando vocês estiverem sozinhos. Além do mais, não foi você mesma quem disse que não ia misturar as coisas?
- Fui... Droga! – Ela baixou o rosto, tentando controlar o rubor que subia por suas bochechas. Sasuke havia acabado de passar os olhos por elas de relance, com ar desinteressado. – O Dr. Uchiha já nos viu. Se eu não subir, vai ficar estranho.
- Estranho para ele? – Ino franziu o cenho. – Por quê? Pensei que o maior problema fosse o Kiba.
- É o Kiba. Mas o Dr. Uchiha pode pensar...
Ino agarrou Hinata pelo pulso.
- Esqueça isso por um instante, está bem? Vamos apenas subir e nos concentrar em fazer o melhor trabalho possível e, se tudo der certo, conseguir uma cirurgia simples para fazer ainda hoje.
Hinata arrastou os pés atrás de Ino, tentando ocupar a mente com nada além de medicina e técnicas de relaxamento. Infelizmente seu cérebro a traiu e ela se pegou cada vez mais corada enquanto se aproximava dos elevadores e, consequentemente, de duas pessoas com quem ela realmente não queria se encontrar naquele momento.
- Bom dia, Dr. Uchiha! – cumprimentou Ino animadamente. Ela se aproximou de Kiba e lhe deu um beijo no rosto. – Bom dia, Kiba.
- Bom dia, Yamanaka. Hyuuga. – Sasuke inclinou a cabeça. Parecia indiferente e mal humorado, como sempre.
Kiba olhou para Hinata com o canto do expressão era abatida.
- Bom dia, Dr. Uchiha, bom dia, Kiba – disse Hinata num fio de voz, sem desviar os olhos dos sapatos.
- É, bom dia.
O elevador se abriu e os quatro entraram em silêncio. Sasuke e Hinata se inclinaram ao mesmo tempo para apertar o botão do terceiro andar, mas ela puxou o braço imediatamente ao notar a aproximação do Uchiha. Se ele percebeu o gesto, não demonstrou.
- E então – Ino quebrou o silêncio. – Como vão vocês?
- Normal – Sasuke deu de ombros, sem afastar os olhos dos números dos andares brilhando no topo das portas de metal.
- Bem – Kiba não conseguia evitar espiar Hinata com o canto dos olhos. – Tudo certo.
As portas abriram-se novamente e os quatro começaram a sair. Hinata estava prestes a correr para o vestiário quando sentiu uma mão puxá-la delicadamente pelo cotovelo. "Oh meu Deus, Kiba", pensou, aflita. "Não vou falar com você sobre a gente, não aqui!"
- Hyuuga, posso dar uma palavrinha com você? – a voz era apática, impassível. Não era Kiba, afinal. Era Uchiha Sasuke. Maravilha.
- Na verdade, eu ia... – ela olhou para os amigos, a expressão tão confusa quanto a deles, embora tivesse uma boa ideia sobre o que Uchiha Sasuke estaria interessado em conversar com ela.
- Serão apenas alguns minutos – ele não estava pedindo: seu tom era categórico.
- Hã, certo.
Sasuke a conduziu para um canto um pouco mais afastado dos elevadores, onde ainda podiam ser vistos, o que a tranqüilizou um pouco. Se ele quisesse expulsá-la do programa, provavelmente conversaria sobre isso em uma sala reservada e na presença Do Chefe, o diretor do hospital, Jiraya, que ela só havia visto de relance algumas vezes.
- E então? – ela cruzou os braços. Infelizmente suas bochechas coradas arruinavam o efeito despreocupado que ela tentava assumir.
- Vou ser rápido: Orochimaru deve receber alta em uma semana, e seria bom se você conseguisse conversar com ele até lá sobre aquele assunto. Se precisar de ajuda, eu posso falar com ele também, embora tenha sido você a responsável por essa confusão.
Hinata achou que fosse desmaiar de vergonha.
- E-eu já pedi desculpas por isso.
- É, a gente já passou dessa parte – ele fez um gesto de indiferença. – É isso. Ah, e espero que tenha considerado aquilo que eu falei com você da última vez, sobre parar de agir feito doida.
Hinata o encarou, indignada.
- Não sei do que está falando. Agora, com licença, tenho que ir me trocar.
Ela virou-se rápido demais e tropeçou na barra dos jeans. Antes que pudesse cair de cara no chão, Sasuke a segurou e puxou rapidamente para si, colocando-a sobre os dois pés. Não parecia ter feito qualquer esforço para isso – Hinata era realmente muito leve.
- Tente não tropeçar nos próprios pés, Hyuuga – resmungou ele, soltando a cintura dela. – Você fica sem coordenação nenhuma toda vez que fica envergonhada?
Mas é claro.
Ela desvencilhou-se dele rapidamente, como se houvesse acabado de se queimar em um ferro em brasa. Não que Uchiha Sasuke fosse quente. O fato é que ela estava com pressa.
- Vou falar com ele logo não estou evitando o senhor estou atrasada tenho que ir tchau até logo – Hinata praticamente cuspiu as palavras, de tão rápido que falou, e saiu dali o mais depressa possível.
Sasuke a observou fugir apressada e balançou a cabeça. Chegava a ser cômico o modo como aquela garota se envergonhava com tudo. Se ele não falava nada, ela ficava com vergonha. Se falava, vergonha. Se caísse, muita vergonha. Se ele a impedia de cair, mais vergonha. Ela era praticamente a personificação do constrangimento.
- Ô, o que é que você está fazendo aí com essa cara de babaca, Sasinho? – uma voz conhecida o despertou de seus devaneios.
Sasuke virou-se para encarar o amigo sorridente. Naruto tinha o incrível dom de jamais parecer cansado ou cheio de olheiras, e isso irritava demais o Uchiha. Seu ânimo matinal era quase nojento. Só piorava o mau humor do outro.
- Eu sabia que era uma péssima ideia colocar você, Itachi e minha mãe no mesmo ambiente. Mas o que é que eu estava pensando? – resmungou ele, andando em direção ao vestiário dos atendentes.
- Não estava. Você nunca está – Naruto riu e o acompanhou. – Fazia muito tempo que eu não via a Mikoto, eu já tinha até me esquecido desse apelido.
- É, pois é. Você, a Karin, o Itachi, a minha mãe... daqui a pouco até as enfermeiras estarão me chamando por esse apelido idiota.
- Ah, a Karin? – Naruto pareceu surpreso. – Você tem visto a Karin?
- Ela apareceu lá na casa do meu pai.
- Ah.E vocês voltaram, ou...?
- Não, claro que não. Ela até tentou me beijar – Sasuke esfregou o olho direito, sonolento. – Mas não dá mais.
- Você podia ter aproveitado, sabe como é, a ocasião. Se despedir.
Sasuke deu um peteleco na orelha de Naruto.
- Seu cérebro é realmente feito de ramen?
- Essa é nova! Eu nunca tinha ouvido essa.
- É uma teoria nova. Explicaria muita coisa.
- Haha. Sério, agora. Sua mãe não ficou mesmo muito chateada por eu ter chegado tão tarde para o aniversário dela, ficou?
- Claro que não. Ela leva a expressão "antes tarde do que nunca" muito a sério. Embora eu prefira "antes nunca do que tarde" quando se trata de você.
- Você me ama.
- Ahã.
Os dois entraram no vestiário e cada um foi para seu armário. Vestiram o uniforme e pegaram seus jalecos, pagers, estetoscópios e afins. Saíram rápido – estavam atrasados, como sempre.
- Te vejo por aí – despediu-se Naruto.
- Não se eu puder evitar.
- Olá, Sra. Kiooshita. Como está se sentindo hoje? – Perguntou Tenten, sorrindo de maneira amável para a mulher deitada no leito em frente.
- Melhor – sussurrou ela, em resposta. – Acho que aquela febre desapareceu.
Tenten puxou o termômetro clínico de debaixo do braço da paciente e examinou a temperatura. Sorriu e sacudiu o instrumento, voltando a guardá-lo no jaleco.
- Sumiu mesmo. É normal ter febre após a cirurgia, então não se preocupe. Continuaremos a monitorá-la, e se voltar a sentir dores, por favor, não hesite em nos comunicar, certo?
- Certo. Obrigada.
Tenten piscou para ela, pegou o prontuário e fez sua anotação.
- Volto mais tarde para ver como está passando – disse ela, e saiu para o corredor.
Shino esperava, emburrado, do lado de fora do quarto.
- Isso é muito chato – resmungou ele, juntando-se à morena em direção aos outros pacientes do PO. – O Uchiha só nos obriga a fazer coisas chatas.
Tenten riu.
- Não se preocupe. Ouvi dizer que isso é só na primeira semana, depois a gente se mistura mais, começa a trabalhar com os outros atendentes.
- Assim espero.
- Assim será – cantarolou Tenten, brincalhona.
Shino lhe deu uma cotovelada de leve.
- Alguém andou tomando muitas pílulas da felicidade ultimamente.
- Bobagem – ela riu. – Só estou tentando não me estressar com o trabalho. Sabe como é, fazer tudo de boa vontade, me divertir, fazer amigos. Essas coisas.
Shino estalou os dedos.
- Por falar em amigos, deixa eu te perguntar: Yamanaka Ino.
Tenten franziu o cenho.
- Sim?
- Você a conhece?
- Conheço. Ela é bem legal. Acho que ela divide um apartamento com a Hinata...
- Isso mesmo. E aí?
- E aí o quê?
Shino deu um sorrisinho de canto, desgrenhou os cabelos e desviou os olhos. Tenten sorriu.
- Ah...
- O que você sabe sobre ela? Quero dizer...
- Está.
- Está?
- Disponível, que eu saiba.
Shino riu, olhou para o lado, tentou disfarçar.
- Era isso não era? – Tenten cutucou seu braço.
Ele deu de ombros.
- Talvez. Tenho que ir.
- Certo. Chama a Ino para sair mesmo. Acho que vocês tem tudo a ver.
- Vai fazer o que o Uchiha te pediu, vai – resmungou Shino, de brincadeira.
Tenten sorriu e olhou os papeis que o médico havia lhe entregado.
- A propósito, você sabe onde está o Dr. Hyuuga? Tenho que entregar esse exame para ele o mais rápido possível, mas não consigo imaginar onde esse homem se meteu!
- Talvez se você olhar para trás o encontre, Dra. Mitsashi – Tenten ouviu uma voz masculina não muito familiar dizer atrás de si.
Shino fez uma careta para ela, como quem diz "ops", e foi embora. É claro que Hyuuga Neji tinha de estar parado logo atrás bem no momento em que ela se referia a ele como "esse homem". Chegava a ser engraçado o modo como as coisas aconteciam naquele hospital.
- Dr. Hyuuga! – exclamou Tenten, virando-se para ele com um sorriso de desculpas no rosto. – Sinto muito pelo tom informal.
- Não sinta – Neji sorriu de volta, estonteante. – Então, em que urgência posso ajudá-la?
Tenten deu de ombros.
- Nenhuma. Quero dizer, não era nada urgente. Só queria lhe entregar esses exames. O Dr. Uchiha pediu que eu lhe entregasse.
Neji pegou os papeis, mas continuou a encará-la em silêncio. Ficou assim por quase um minuto inteiro.
- Vamos sair juntos? – perguntou ele, por fim.
Tenten olhou para ele, perplexa. Depois deu risada.
- Haha, engraçado, Dr. Hyuuga. Eu nunca tinha ouvido falar nesse seu senso de humor.
Neji riu também.
- Não estou brincando – disse ele. – Estou rindo, mas estou falando sério.
Tenten cruzou os braços.
- Está falando sério? – seu tom era brincalhão. – O doutor é geralmente assim com as internas? Pega os exames com elas e depois as convida para sair, assim, sem mais nem menos?
- Não. Só com você.
- Ah, tá.
Os dois ficaram se encarando por alguns segundos.
- É sério, eu gostei de você – insistiu Neji.
- O senhor nem me conhece direito! – exclamou Tenten, achando graça naquela situação bizarra.
- Exatamente por isso estou te chamando para sair. Para te conhecer melhor.
Tenten voltou a rir.
- Percebe como isso tudo é inacreditável? – perguntou ela. – Quero dizer, nem eu acredito que você me chamou para sair depois de trocarmos, tipo, uma dúzia de palavras.
- É mais emocionante assim – declarou Neji, dando de ombros.
Tenten balançou a cabeça e riu, trocando o prontuário do próximo paciente da mão esquerda para a direita.
- Tenho que ir – disse ela, virando-se para o outro lado e andando em direção ao quarto 5009.
- Isso é um talvez? – perguntou Neji, brincalhão.
Tenten fingiu que não ouviu, mas riu consigo mesma.
- Sarah Blume, 23 anos, acidente de carro. Chegou aqui mancando, agora não consegue se mexer abaixo do joelho. Não apresenta ferimentos externos, febre ou fratura na coluna. – Kiba fechou o prontuário e o entregou a Uchiha Sasuke. – CT e Tomografia estão limpos.
Sasuke folheou o histórico hospitalar da paciente.
- Obrigado. Vamos ver... – ele fechou a capa dura e segurou o prontuário embaixo do braço. – Inuzuka, Hyuuga, quero vocês dois nesse caso. Aburame, apendectomia com o Dr. Uzumaki em meia hora, ele pediu um interno e eu indiquei você, então chispa daqui. Alguém viu a Mitsashi? – perguntou, enquanto Shino corria para fora do quarto da Srta. Blume.
- Você a colocou nos pós-operatórios – lembrou Hinata.
- Então deixa ela lá – declarou Sasuke, voltando-se para a paciente. Ele sorriu um pouco, educadamente. – Não se preocupe, Srta. Blume, já vamos resolver isso.
Sarah Blume era jovem e bonita. Era bronzeada e tinha longos cabelos castanhos caindo em cachos até o meio das suas costas, e olhos muito verdes que se destacavam em seu rosto. Estava consciente e sua expressão era um misto de medo e insegurança, mas ela não chorava nem reclamava, só parecia confusa em meio a tudo aquilo.
- Não se preocupe – tranqüilizou-a Hinata. – O Dr. Uchiha é muito competente.
Sasuke a ignorou. Apoiou o tornozelo de Sarah com a mão direita e pediu que ela tentasse levantar a perna. Não houve movimento algum.
- Eu não entendo – sussurrou ela. – Eu conseguia! Até vinte minutos atrás, eu conseguia! Mesmo depois do acidente!
- Relaxe, Srta. Blume. – Sasuke tirou um objeto pontudo e metálico do bolso do jaleco e o deslizou pela coxa da paciente, em círculos primeiro, depois subindo e descendo. – Consegue sentir isso?
- Mais ou menos. Não consigo mais sentir quando se aproxima do meu joelho.
Sasuke assentiu, pegou o prontuário e fez mais uma anotação. Depois, com um aceno de cabeça, chamou seus internos para o corredor.
- Paralisia progressiva – declarou ele, passando a mão pelo cabelo desalinhado. – Se não fizermos alguma coisa...
- Coágulo? – arriscou Kiba.
- Sim – Sasuke virou-se para Hinata – Hyuuga, agende a SO para o mais cedo possível.
Hinata franziu o cenho.
- Espera aí, Dr. Uchiha... não sabemos onde está o coágulo. Nem sabemos com certeza se há um coágulo! Pretende mesmo operar no escuro?
Sasuke sacudiu a cabeça.
- Paralisia progressiva é coágulo, Hyuuga. Devia prestar mais atenção em seus livros.
- Meus livros me trouxeram até aqui.
- Muito original – Sasuke revirou os olhos.
Ela cruzou os braços.
- Estou falando sério, Dr. Uchiha. Não é arriscado demais?
- Ela tem razão – Kiba deu de ombros, evitando olhar para Hinata. – Não podemos simplesmente abrir a moça e sair procurando um provável coágulo na coluna vertebral.
- Não só podemos como vamos – Sasuke tirou o pager do bolso e apertou alguns botões. – Essa paralisia é coisa séria. Se ficarmos enrolando por muito tempo, vamos ter uma Srta. Blume completamente imóvel que não consegue respirar, e então será tarde demais. Hyuuga, pare de me contestar e vá agendar a SO, e Inuzuka, você é responsável pela paciente agora. Voltem ao trabalho. Eu sei muito bem o que estou fazendo.
Hinata o encarou por um momento, furiosa. Sentiu vontade de dar um chute naquele homem por ser tão idiota, arrogante e prepotente. É claro que ele era seu chefe e tinha muito mais experiência do que ela, mas isso não justificava aquele seu jeito de falar. Indignada, ela bateu o pé e preparou-se para sair dali quando Ino apareceu correndo do outro lado do corredor, chamando por ela. Os três se viraram automaticamente.
- Ino? – a Hyuuga chamou, alarmada. – Está tudo bem?
A Yamanaka correu em sua direção assim que a viu. Hinata reparou que os olhos azuis dela estavam cheios de lágrimas, mas ela conseguia se conter. Sua testa estava vincada de preocupação.
- Hinata, preciso sair agora – disse ela, sem dar atenção a Kiba ou a Sasuke – É importante. Papai teve outra crise.
Hinata arfou. O Sr. Yamanaka tinha sérios problemas respiratórios. Fazia tratamento há anos, mas não havia curado. Provavelmente era uma daquelas crises em que ele não conseguia respirar e precisava se internado às pressas no hospital mais próximo.
- Ele está bem?
Ino balançou a cabeça.
- Está em coma. Eu preciso ir para lá imediatamente.
- Pega o carro.
- Não posso pegar o carro, como você vai voltar para casa?
- De metrô, ué.
- Tenho medo de te deixar ir embora de metrô tarde da noite. Eu vim ver se você não tinha uma grana para o táxi.
- Deixa de ser idiota, pega logo a chave do carro no meu armário.
Ino pareceu indecisa por alguns instantes.
- Yamanaka, pegue a chave – disse Sasuke, dando de ombros. – Eu posso deixar a Hyuuga em casa hoje à noite.
Hinata pigarreou.
- Não há necessidade disso – disse para Sasuke, e depois virou-se para Ino – A senha do meu armário é 6893, a chave está dentro da bolsa. Pega logo.
Ino encarou Sasuke com a expressão suplicante.
- Mesmo? Você a deixaria em casa? Assim eu fico bem mais tranqüila.
- Não é necessário! – repetiu Hinata.
- Não se preocupe, eu a levo – garantiu Sasuke.
Kiba se encolheu junto à parede. Queria se oferecer para levar Hinata, mas ficou apreensivo, achando que talvez ela recusasse também a sua oferta. Não sabia se conseguiria ouvir mais um não vindo dela.
- Obrigada, obrigada!
Mande lembranças aos seus pais – exclamou Hinata enquanto Ino se afastava. – E me mantenha informada. Ah, e a senha é 6893, não esquece!
- Pode deixar – gritou Ino de volta.
Sasuke arqueou uma sobrancelha.
- É bem pouco prudente da sua parte gritar pelo hospital afora a senha do seu armário – disse ele. – E se roubarem você?
- Não vão roubar – declarou Hinata. – E não vai me levar para casa, também. Posso muito bem ir de metrô.
- Não seja idiota.
Hinata arfou.
Sasuke olhou sua expressão e segurou o riso. Deu novamente de ombros.
- Está bem, está bem. Então não seja obtusa.
Os olhos perolados de Hinata estavam praticamente lançando faíscas na direção de Sasuke. Ela pensou em dizer algo bem desaforado a ele, mas pensou melhor.
- Vou agendar a SO – disse, simplesmente, e saiu.
Sasuke a observou por alguns instantes e depois virou-se para Kiba.
- Ela é sempre tão teimosa assim? – perguntou.
Kiba suspirou.
- Você ainda não viu nada.
Dói o coração informar que o capítulo acabou. T-T
Mas prometo fortes emoções para o próximo capitulo... muahuahuá!
Peço desculpas de novo pela demora, com a promessa de me esforçar para que não aconteça de novo.
Agradeço muito a todos que me mandaram reviews. Vocês alegram os meus dias! *-*
Kissus.
