Capítulo 2 – Você se preocupa demais
- Perdão eu... Tenente Whitlock! - ela disse animada, mostrando seu sorriso branco e encantador.
Eu deveria me mexer. Era o certo a se fazer. Sim, eu sabia que era o certo e sabia que era o que eu deveria fazer. Mas eu não conseguia. Deveria responder àquela voz suave e deliciosa, mas não conseguia formular nada. Não conseguia nem comandar meu próprio corpo. Essa mulher, Alice Brandon, tinha um controle sobre mim. E eu já me sentia totalmente dela.
- Acho que esbarrei forte demais.
- Perdão... senhorita Brandon. – consegui finalmente articular alguma coisa.
- Pensei que militares usassem farda.
- É que estou de folga. – consegui articular novamente. Estava progredindo. Ótimo.
- Ah claro! Eu deveria ter imaginado antes. Perdão Tenente. – ela disse baixando os olhos e de repente eu senti que não deveria perder nenhum outro tipo de movimento dela.
Foi então que percebi que ela estava ainda mais bonita que na noite passada, usando um vestido rosa que tinha umas listras brancas na saia e onde terminavam as costuras, sapatos de tiras igualmente brancos, luvas da cor do vestido e os cabelos livres de qualquer coisa. Sem aquela maquiagem toda que ela usava na noite anterior, ela era ainda mais linda!
- Está tudo bem. – eu sorri sem graça passando a mão no cabelo.
- Hum... Eu estava certa quanto aos músculos. – ela disse e eu fiquei sem entender direito, até que lembrei que estava usando uma camisa de mangas curtas. – Senti saudades da cor dos seus olhos Tenente.
- Ahn... Eu...
- Está tudo bem. Não precisa dizer nada. – ela sorriu. E foi um sorriso inocente. Teria ela ficado sem graça diante do próprio comentário? - Estava indo para algum lugar? Assim, claro que estava, mas, me refiro a algum lugar especial?
"Sim, eu estava indo pagar uma prostituta para me aliviar a mente e a tensão..."
- Ahn... Não. Nenhum lugar em especial. Talvez fosse à casa do Tenente Cullen, mas ainda estava pensando sobre isso. – talvez fosse. Depois de pagar a prostituta.
- Ótimo! Por que não me acompanha até um ótimo café francês?
- Eu...
- Ora vamos Tenente Whitlock! Aposto que ainda nem tomou café, a julgar o quão cedo o senhor saiu do quartel.
- Como? - como ela sabia a hora que eu saí do quartel? De repente uma expressão do tipo "falei demais" surgiu em seu rosto perfeito...
- Ora Tenente, pense comigo. A julgar pelo horário que nos encontramos aqui, o senhor com certeza deve ter saído muito cedo do quartel. E acredito que deve ter feito todo o percurso a pé. Não que seja longe. – Eu estava começando a ficar confuso. – Ah, mas deixe pra lá. Me acompanha até o café? - ela perguntou já estendendo o braço para que eu enlaçasse o meu ao dela.
Eu queria querer dizer não. Eu sei bem o que iria acontecer depois que eu fosse com ela. Depois que saíssemos do tal café. Minha cabeça continuaria fervilhando Alice Brandon. Queria poder não me envolver tanto assim. Queria poder ser alheio a toda e qualquer sensação que ela pudesse me causar. Queria ser imune ao seu cheiro, seu sorriso, seu jeito meigo, ou qualquer outra coisa que ela pudesse exalar. Mas eu não era. Bastou apenas uma noite. Uma única noite e eu já era viciado em tudo que ela pudesse fazer com a minha cabeça. O engraçado é que, eu não era assim tão a pessoa mais correta do mundo – excluindo minha carreira militar. A prostituta que eu pagaria se não tivesse encontrado Alice não seria a primeira e nem a última. Gostaria de saber o que ela tinha realmente que me prendera de uma forma quase imediata.
- Claro, senhorita Brandon. – respondi unindo meu braço ao dela. Aquele perfume...
- Apenas Alice. Eu prefiro assim. – Aquele sorriso...
E lá estava eu, entorpecido novamente.
Não me lembro muito bem de como e quando havíamos chegado ao Café. Lembro apenas de ouvir sua voz, sentir seu perfume e rir junto com seu riso de sininhos.
- O Tenente Cullen estava certo. – ela disse. Eu nem podia imaginar sobre o que o Cullen estava certo dessa vez. Em se tratando de mim, ele não acertava nunca.
- Como? Sobre... o que?
- Seu sorriso. Eu gostei de verdade dele.
- Ahn... O-obrigado. – agradeci completamente sem graça. Deus! O que ela estava fazendo comigo?
- Vamos entrar Tenente. Tenho certeza de que vai gostar do chocolate quente que...
- Jasper. – eu lhe disse.
- Hum? - seus olhos confusos me prenderam outra vez.
- Me chame apenas de Jasper. Estou sem minha farda então sou um cidadão como qualquer outro aqui.
- Se apresentou como Tenente ontem a noite. E estava sem farda.
- Perdão. Foi o costume.
- Não tem problema nenhum... Jasper. Vamos entrar.
Ouvir meu nome sendo pronunciado por seus lábios rosados me causou certo frisson.
O local era bem aconchegante. As paredes cor de baunilha entravam em harmonia com os arabescos azuis e brancos de alguns painéis. A luz que vinha de fora era filtrada pela fazenda das cortinas leves que adornavam as grandes janelas de vidro, que continham também pintados em azul, os letreiros que indicavam que aquele era um café francês. No salão havia mesas com duas e quatro cadeiras, todas cuidadosamente arrumadas e encapadas. O balcão era de mármore claro e as vitrines abaixo dele eram todas de vidro e estavam lotadas de doces e salgados.
- Bom dia Kate!
- Bom dia Alice! – a moça atrás do balcão lhe cumprimentou com um sorriso.
- Deixe-me apresentar meu amigo. Tenente Jasper Whitlock. – mais uma vez aquele frisson ao ouvir meu nome mencionado por ela.
- Huh? Tenente? - ouvi outra voz, que veio além do balcão. – Foi isso que ouvi, cherrie? - provavelmente a origem francesa daquele café.
- Madame Sylvie! A senhora não ouviu errado. Jasper é mesmo Tenente. – ela me olhou sorrindo e eu não tinha a mínima idéia se me sentia constrangido ou articulava alguma coisa para sair dali. – Não se preocupe, ela logo esquece isso quando eu fizer o pedido. – Alice sussurrou para mim.
- Exército, Marinha ou Força Aérea? - a senhora francesa me perguntou.
- Força Aérea.
- Oh! Mon Dieu! Um piloto! Isso é tão maravilhoso!
- Sylvie querida, será que podemos fazer nossos pedidos agora?
- OUI! Oui cherrie! Kate, anote o pedidos deles, s'il vous plaît! Eu vou caprichar no sabor!
- Não lhe disse? - Alice riu novamente e me puxou para sentarmos a uma mesa em frente a uma das janelas.
Vi a moça – que se bem me lembro se chama Kate – sair de trás do balcão e se dirigir até nossa mesa para anotar nosso pedido.
- E então, o que desejam?
- Quero um chocolate com chantilly, uma fatia de torta de morango daquela que você sabe que eu gosto e hum... acho que só.
- Não vai querer os suspiros hoje?
- Claro! Os suspiros! Como pude me esquecer! Quero os suspiros também.
- E o Tenente?
- Apenas um café.
- Ora não seja sem graça Jasper! Lhe trouxe aqui com o intuito de fazê-lo experimentar o chocolate da Madame Sylvie. Kate, traga um chocolate para ele também!
- É serio senhorita, apenas um café.
- Kate, traga os dois chocolates e não se fala mais nisso! Pronto. – ela fez a menina anotar rapidamente o pedido e sair dali correndo praticamente – Não discuta comigo Jasper.
- Sim senhora.
- Ótimo. Então, me diga, além de ser militar, o que você faz Jasper?
- Eu apenas sou militar.
- Só?
- Só. É aquela coisa que você já escolhe desde que nasceu. Nasci pra pilotar aviões e servir o país. Então é isso que eu faço.
- Não acredito que não tenha aprendido a fazer nada além disso.
- Na verdade aprendi, quando era moleque. Minha mãe queria que eu fosse pianista, então, tive de aprender a tocar. Mas confesso que não sou um exímio tocador. Edward é muito melhor que eu. Ele se dedicou realmente a isso. Ainda fico me perguntando como ele chegou à força aérea.
- Edward é o Tenente Cullen, não?
- Sim.
- Você tem mais pose de militar que ele.
- Todos dizem, mas Edward é tão bom quanto eu nisso.
- Me fale mais de você e não do Tenente Cullen. De onde você é, sua família, do que você gosta...
- Alice, desculpe, mas pra que tudo isso?
Eu tinha que perguntar. Afinal, era estranho. Eu a conheci ontem, me apaixonei quase que de imediato, a reencontrei hoje, houve um instante em que ela fez uma expressão estranha, e agora ela queria saber da minha vida inteira. Antes de enfiar mais coisas na minha cabeça e não ficar imaginando contos de fadas eu precisava realmente saber.
- Para nos conhecermos Jasper.
- Desculpe a franqueza das palavras e espero que não se ofenda, mas nos conhecermos para que?
- Para sermos amigos Tenente. – eu vi sinceridade naqueles olhos. Mal tínhamos nos encontrado e eu já havia perdido a conta de quantas vezes estes mesmos olhos já haviam me conquistado hoje. – Apesar da companhia do Tenente Edward ontem, você me pareceu meio solitário.
Eu era tão transparente assim?
Aparentemente era. Ao menos para ela.
- É... Digamos que eu seja um pouco sim.
- Dois chocolates quentes, uma fatia de torta de morango e suspiros. Madame Sylvie mandou dizer que foi um prazer inenarrável preparar tudo para os dois. Com licença.
- Obrigada Kate.
- Obrigado Senhorita.
Ela tinha razão. Aquele chocolate era mesmo uma delícia, mas eu ainda me contentava um pouco mais somente com o café.
- Texas.
- Hum?
- Sou do Texas. Me uni à Força Aérea lá, mas logo pedi transferência para Chicago. Minha irmã vai se casar e bom... Eu não queria acompanhar essas coisas todas.
- Fugiu do Texas só pra não ver sua irmã se casando?
- Não exatamente. Queria distância de todos também. É difícil explicar. Na verdade, nem eu sei direito.
- Um dia você encontra a resposta.
- E você?
- Mississipi.
- De tão longe?
- Veja só quem fala.
- E então, o que faz além de cantar e dançar?
- Apenas cantar e dançar. Na verdade, sou melhor cantando do que dançando.
- Nada além disso?
- Nada. E eu sei bem o que está pensando. Mas isso é tudo o que faço naquele cabaré. Subo no palco, me apresento e vou embora pra casa. Aliás, foi assim que fiz a fama em vários estados.
- Mas... Por que justo um cabaré?
- Ora Tenente, qual outro lugar aceitaria uma moça que adora cantar? E que outro lugar pagaria tão bem para isso? Eu já tive que fugir do Mississipi para conseguir tudo. Minha família era muito conservadora. Jamais aceitariam isso. Eu tinha de me sustentar de alguma forma. E escolhi fazer o que mais gosto e aquilo que eu sei fazer muito bem.
- Passou por vários estados?
- Sim. Eu ia me cansando dos lugares e então vinha embora.
- Então logo vai embora de Chicago? - perguntei sentindo certo peso no peito.
- Não sei. Chicago tem coisas que outras cidades não tem. Ainda tenho muito para ver aqui.
- Como o que, por exemplo,?
- Ora Jasper, muitas coisas. Muitas coisas que, aliás, você pode me mostrar já que está aqui há mais tempo que eu.
- Ahn... Eu...
- Ora, não vai me dizer não de novo vai?
- É que... Tudo bem. – não havia como negar aquilo pra ela. Alice já mandava em mim.
Eu não fazia a mínima idéia do que ela queria que eu mostrasse pra ela, mas eu o faria.
Passamos um tempo totalmente agradável juntos. Depois do Café Francês, fizemos uma caminhada divertida pela cidade. Alice estava me fazendo rir o tempo todo. Era absurdamente impressionante como ela me fazia bem. O som do meu próprio riso já me agradava, como que eu nunca havia sentido antes. Já o dela, o dela era a razão do meu vício. A droga que eu já necessitava muito mais que diariamente.
Se eu tinha alguma idéia tola antes de encontrá-la, ela já havia sido dissipada. Lembro somente que ela envolvia prostitutas. E o Cullen. Claro. Edward.
Cogitei por um instante conversar com ele sobre o que estava acontecendo, mas desisti quase que imediatamente. A razão de Edward podia ser razão demais algumas vezes. Como eu diria à ele que eu havia me apaixonado pela cantora do cabaré? Ele me xingaria de louco, inconseqüente e tudo mais que o vocabulário dele pudesse permitir. Me faria cair em falsa razão e acordar desse sonho tão perfeito que eu estava tendo. Mas não era sonho. Era real. Ela estava ali. Eu sentia sua pele de seda, seu perfume adocicado, ouvia sua voz de anjo. O meu anjo. De cabelos curtos e espetados, olhos escuros, doces e gentis.
- Parece tão longe Jasper.
- Ahn... Não é nada. Estava apenas pensando no que ia fazer ao chegar ao quartel. – as malas.
- Há tanto tempo aqui e você ainda mora no quartel?
- Por pura opção minha.
- Você ama mesmo o que faz, não é?
- Definitivamente. – acho que será um páreo duro dividir meu coração entre Alice e a carreira militar.
- Disciplina é algo que somente um homem perfeito é capaz de ter.
- Ainda estou longe da perfeição Alice. – disse sorrindo sem graça.
Sorri com aquilo e tinha certeza de que meu rosto havia corado. Como ela conseguia fazer isso comigo ainda era algo que eu não conseguia entender.
Cai na besteira de olhar para o relógio e vi que já estava começando a ficar tarde para mim. Me separar de Alice agora era algo que eu não queria, mas precisava. Quando eu a encontraria de novo? Eu poderia sair do quartel nos outros dias, mas não seria nada parecido ao que estava sendo aquele momento. Eu só teria folga de novo dali a quinze dias. Eu conseguiria sobreviver nesse tempo todo, sem ela? É claro que não. Teria que aproveitar qualquer tempo que eu pudesse passar fora só pra vê-la. Mas ai estava outro problema. Como eu a encontraria? Claro, se eu perguntasse isso, ela me responderia, mas, não seria abusado demais da minha parte? Mas eu precisava saber.
- Está distante novamente. Acho que já estou te atrapalhando.
- De forma alguma Alice. É que está começando a ficar tarde e eu preciso voltar ao quartel.
- Tão preocupado com o quartel...
- Na verdade, não era isso que me preocupava realmente.
- E o que era?
- Estava pensando em como e quando vou encontrá-la de novo.
- Sempre que quiser.
- Não é todo o tempo que posso sair de lá.
- Na sua próxima folga.
- É só daqui a quinze dias. Mas posso tentar aparecer ao Amelia's Jazz Club daqui a duas noites. Só não posso ficar muito tempo fora.
- Não tem problema nenhum Tenente. – ela deu um sorriso que foi impossível não me perder nele.
- Ahn... Tem algum lugar onde eu possa deixá-la antes de voltar?
- Pode ser no café da madame Sylvie.
- Claro.
Levei Alice de volta ao Café tentando não pensar que teria que ficar longe dela, mas foi impossível ao ver a fachada do lugar. E ali nos despedimos.
- Espero não ter sido ousado demais ao pedir para vê-la de novo. Se fui, perdão. Esta não era a minha intenção.
- Você se desculpa demais Jasper. É claro que não foi ousado e é claro que adorei saber que você queria me ver de novo. – sua mão fez um toque macio em meu rosto. A melhor sensação que eu havia tido até agora – Nos vemos logo Tenente Whitlock. – ela se foi e me deixou totalmente entorpecido.
Deus! Eu estava completamente dependente dela!
Voltei ao quartel pensando exatamente nisso. Eu já dependia seriamente dela. Mas se quisesse tê-la ao meu lado, eu precisava ajeitar as coisas. A começar por um lugar para morar. Eu morava naquela caserna porque queria. Tinha condições muito mais que suficientes para um bom lugar. Assim que tivesse tempo procuraria por um. Já estava até imaginando Edward me chamando para dividir aquela casa com ele novamente. Mas não era o que eu queria. Ainda mais porque ele e Bella não demorariam tanto para acabar casando. E eu faria o que ali?
Eu tinha educação e vergonha na cara. Não ocuparia a casa do Cullen assim. Não mesmo. Afinal de contas, já saí de lá para ir morar onde moro agora. Nada contra o Cullen, mas essa coisa de dividir uma casa com outro cara não era algo que me agradasse.
- Jasper! Onde você esteve? Estou te procurando há um bom tempo!
- Estava por aí - respondi pro Cullen.
- Pagando prostitutas de novo, aposto.
- Desculpe se eu posso fazer isso e você não. – ele odiava quando eu respondia isso. Acho que esse era um dos raros momentos em que ele se arrependia em ter uma quase noiva e ser louco por ela.
- Cara, você tem que parar com isso e arranjar alguém real pra você!
- Prostitutas são reais Edward.
- Você sabe o que eu quero dizer Jazz.
- É, eu sei.
- Vai passar a vida toda gastando seu dinheiro e se gastando assim Jasper?
- Não. E nem quero isso.
- Não é o que parece. – quando eu disse que a razão de Edward poderia ser razão demais, eu me referia a isso.
- E se eu... não sei... de repente acabasse gostando de...
- De uma prostituta? Não me diga que... – ai merda...
- Não seu idiota! Não é nada disso! Me deixe terminar de formular a frase, ai você vem com essa sua inteligência excessiva e irritante.
- Então termine.
- Se eu me apaixonasse por alguém que não fosse exatamente da sociedade e nem tivesse assim uma profissão tão aceitável, mas que não fosse prostituta, que fique bem claro!
- Não sei como isso afetaria sua carreira aqui dentro, mas se fosse alguém que o fizesse realmente feliz, por que não?
- Se fosse uma cantora...
- Bom, mulheres que saem de casa para ganhar a vida cantando não são muito bem vistas, você sabe disso...
- Se fosse Alice Brandon... – agora ele iria me infernizar com a maldita razão. Vou tentar contar quantos xingamentos o vocabulário dele pode proferir.
- Alice Brandon? A cantora do Amelia's Jazz ontem?
- Ela mesma. Mas antes que você diga alguma coisa, ela é apenas cantora lá! Nada além disso.
-E como você sabe disso?
- Eu encontrei com ela, ou melhor, ela me encontrou hoje e ficamos conversando esse tempo todo.
- Você está apaixonado cara. – não era uma pergunta.
- É, eu tô.
- Completamente bobo por ela.
- Eu to.
- Agora sabe como eu me sinto em relação à Bella.
- Sei.
- Agora me responda, eu tinha razão quanto a isso tudo antes, não tinha?
- Se vai continuar desvirtuando meu orgulho eu vou enfiar meu punho no meio dessa sua carinha bonita.
- É, você sabe que eu tinha.
- Eu estou perdido. EU a conheci ontem e já quero ela para mim pra sempre! Isso é tolice! – a razão do senhor-eu-tenho-sempre-a-razão-de-tudo-porque-eu-sei-mais-que-o-Jasper estava me deixando confuso.
- Acredita mesmo que isso seja uma tolice?
- Não sei. Nunca me senti assim antes.
- Cara, vai em frente. Tá na cara que é ela. Se aparecerem obstáculos, tenho certeza de que você vai saber enfrentar da melhor forma.
- Vou me mudar daqui.
- Pode ir morar comigo de novo.
- Não mesmo. Você é irritante demais, é homem e daqui a pouco vai estar casando com a Bella. Vou fazer o que lá? Além do mais, como vou mostrar algo para Alice se estiver morando em uma casa que nem é minha? Não. Amanhã mesmo procuro alguma coisa nos jornais.
- Você que sabe. A oferta ainda está de pé.
A reação de Edward foi até melhor do que eu esperava. Pensei que ele fosse me crucificar ou algo do tipo, mas foi ao contrário. Lembrei que eu havia cogitado não contar aquilo para ele durante essa tarde. Teria sido um erro. Acho que tudo o que ele queria mesmo era que tudo acabasse bem tanto pra mim como pra ele. Apesar de achar isso meio afrescalhado, eu respeito. Edward com certeza sabia muito mais do que eu. E como um bom irmão, ele só queria que as coisas dessem certo. Eu teria que agradecê-lo por isso algum dia. E teria que fazer de uma forma que o ego dele não ficasse mais inflado do que era.
Ri diante do meu pensamento. Como se eu também não tivesse meu ego inflado diante de elogios e agradecimentos...
Continua...
Olá minhas queridas...
Mais um capitulo online! Finalmente... Nossa... auhauahuaa... Só demorei porque tava esperando a resposta que essa fic teria... Se não houvessem comentários tão estimuladores, mesmo que poucos, a fic iria pro saco e seria só mais uma obra pra eu mesma ler... auhauhua... Mas fico feliz por vcs terem lido, gostado e comentado! Sério mesmo!
Um dos motivos que me levam a amar de paixão o Jasper é a paixão dele pelo militarismo... Sério... Também sou apaixonada pelas forças armadas, mas enquanto o Jazz prefere o exército, eu prefiro as forças aéreas, tanto que desvirtuei a historia real e fiz o Jasper piloto!!! AMO!
Time to answer the reviews...
'b brandon : vc pediu e aqui está! ^^
lane: Obrigada flor... Mas Alice não vai ser mulherzinha não... ^^ Don't worry...
Mary P. Candles Maine: ganhei uma fã! Que ótimo! Isso é estimulante sabia? ^^ Espero que goste do segundo capitulo...
Katryna Greenleaf: Menine... Alice e Jasper são os melhores pra mim... Sem concorrência com ngm... auhuahauhaua... Espero que vc continue gostando da fic... ^^
MahRathbone: uahuahauha... Nossa... é bom ver leitoras empolgadas assim!!! Espero que continue lendo... ^^
É isso ai meus amores... Continuem acompanhando aqui e na minha outra fic "Você não sabe o efeito que causa nas pessoas"! Beijinhos...
Se vcs tiverem Twitter podem me seguir e perguntar algo da fic ou me conhecer melhor... twitter . com / paula_sammet
