Capítulo 3 – Com freqüência e intensidade.

Eu não devia estar fazendo aquilo, mas não podia mais voltar atrás. Lá estava eu, no cabaré – cumprindo a minha promessa, mas fardado. Os olhares cobiçosos que recebi enquanto passava pelo salão me deixavam meio desconfortável. Não que não me agradassem, mas pra mim agora estava sendo estranho. Eu já havia cumprido todas as minhas tarefas no quartel, mas como não estava de folga, tinha de manter as vestimentas do meu dia a dia como militar. Me mantive um pouco longe do maior movimento, esperando apenas que ela aparecesse no palco. Eu deveria ter perguntado a que horas seria seu número. E se ela já tivesse se apresentado e ido embora pensando que eu não havia cumprido minha promessa?

Vi a loira que sempre servia a mim e Edward. Céus, como era mesmo o nome dela?

- Tanya!

- Tenente! E fardado? - mais um olhar cobiçoso. E outra vez Edward tinha razão.

- Sabe me dizer se a senhorita Alice já cantou?

- Veio ver Alice Brandon? - ela disse num muxoxo.

- Ahn... Também. Sabe se ela já se apresentou?

- Se tivesse chegado um pouco mais tarde perderia. Ela subirá ao palco agora.

- Obrigado. – disse me afastando dela. Eu sabia que chamava atenção e aquilo se duplicava com a farda, mas se eu continuasse ali, aquela mulher me despiria em questão de segundos.

Olhei para o palco e não prestei atenção na letra da música que ela cantava, sabia apenas que era lenta e hoje ela estava só no palco, com um vestido longo, azul, deslumbrante. Sua voz era suave e me atingiu fundo. Estava entorpecido novamente. Senti minhas pernas derreterem, mas de alguma forma mágica, eu ainda estava de pé. Imerso na parte mais sossegada daquele cabaré – se é que isso fosse possível – mas ainda de pé.

Eu torcia para que ela me enxergasse ali. Não queria chamar mais atenção do já chamava.

Esses dois dias foram torturantes para mim. Não parei um momento sequer de pensar nela. Tudo, tudo que havia feito esse tempo todo tinha pelo menos algum ponto direcionado a ela. Alice Brandon. Era sempre Alice Brandon.

Eu já havia conseguido um ótimo apartamento, que era perfeito para mim. Estava ainda arrumando detalhes de mobília e ainda no final da semana eu me mudaria para lá. Estava empolgado com isso. E ansioso também. Ansioso pelo dia em que eu levaria Alice até lá.

Me senti um pouco tolo pensando nisso. Eu nem havia dito nada para ela sobre como me sentia e já me imaginava entrando com ela no colo em meu apartamento. Não sabia nem como ela iria reagir quanto a isso. E se aquela coisa toda fosse apenas simpatia? Eu já estava fantasiando demais quanto a isso.

Aquela noite ela não desceu do palco como fez há dois dias. Me senti feliz por um lado e decepcionado por outro. Eu estava escondido. Como ela iria saber que eu estava ali? Mas ela já sabia disso e eu só me dei conta quando saí de meus devaneios e encontrei seu olhar pousado no meu. Ela tinha um sorriso no rosto. Abaixou-se e disse algo para uma pessoa ali perto e saiu. Eu agora só ouvia os aplausos. E agora? O que eu faria? Me sentia meio perdido. Coloquei as mãos nos bolsos e comecei a caminha lentamente, esperando ter alguma brilhante idéia do que fazer. Porta dos fundos talvez? Estava pensando em acatar minha idéia quando fui abordado por um homem com voz afetada.

- E você deve ser o homem. Nossa, Alice tem realmente um bom gosto. Ela me pediu pra avisar que encontra com você lá fora, Tenente.

- Obrigado. – eu disse me afastando rapidamente. Não gosto da idéia de ter homens me cobiçando.

Saí do cabaré e a esperei lá fora, do jeito que ela havia me pedido. Ainda com a mão no bolso eu observava o movimento nas ruas e depois voltei meu olhar para cima. Não estava tão tarde e o céu estava cheio de estrelas. Talvez uma conspiração ao meu favor.

Não tenho idéia de quanto tempo fiquei esperando por ela ali, mas quando Alice apareceu, estava muito mais bonita do que estava, usando um vestido preto, com grandes flores coloridas, até os joelhos, e sapatos escuros.

- Como vai Tenente? Perdão se o fiz esperar muito.

- Na verdade, eu perdi um pouco a noção do tempo. – sorri sem graça.

- E então Tenente Whitlock, eu espero não tê-lo metido em confusão por estar aqui.

- Apenas Jasper, Alice.

- Você está de farda.

- Apenas Jasper. E não, não me meteu em confusão.

- Isso é uma permissão especial, Jasper?

- É. Pode considerar uma permissão especial. – eu disse sorrindo.

- Fiquei feliz por ter vindo.

- Confesso que fiquei com medo de chegar aqui e não encontrá-la.

- Eu sabia que chegaria na hora certa.

- Sabia? Como?

- Não sei. Apenas sabia.

- Ahn... Posso acompanhá-la até sua casa?

- Claro. Eu iria adorar.

Iniciamos nossa caminha de forma tranqüila. Conversando sempre.

- E então Jasper, o que fez nesses dois dias?

- Ahn... Eu sai do quartel.

- Saiu? Como assim?

- Me mudo para um apartamento ainda no final dessa semana.

- Isso é ótimo Jasper!

- Sim. De repente eu não vi mais motivo em continuar morando ali. Mesmo que estivesse só há alguns dias. Eu morava antes com Edward, mas...

- Dois homens morando numa casa. Eu entendo.

- Estava ficando meio embaraçoso pra mim. Nada contra o Cullen, mas...

- E por que só se mudará ao fim de semana?

- Apenas arrumando a mobília.

- Tenho certeza absoluta de que tudo deve estar meticulosamente perfeito. – ela sorriu e eu ri sem graça. Ela tinha razão.

- E você?

- Ora Tenente, eu divido meu tempo em ensaiar e cuidar da minha casa. Nada além disso. E foi o que fiz durante esses dois dias.

Certo. Era óbvio que ela sequer havia pensado em mim. Mas também, por que pensaria? Ela não sente por mim o que eu sinto por ela.

- Mas... em alguns momentos eu tiver de dividir com uma coisa a mais.

- Seria eu curioso demais se perguntasse o que?

- Com você Jasper. – eu parei de andar e ela continuou caminhando.

- C-co-comigo?

- Sim. Você não acha mesmo que seus olhos azuis são algo para se esquecer, acha?

- Eu... Alice... ahn...

- Precisa de ajuda pra falar Tenente? - ela agora ria da minha cara. Tudo bem. Eu deveria estar com uma cara péssima mesmo.

- É que eu não esperava por algo assim.

- É claro que não. E eu sabia disso.

- Fez de propósito então? Só para se divertir comigo?

- Sim. – fiquei aliviado, porém um tanto decepcionado.

Talvez eu estivesse deixando transparecer demais que estava de quatro por ela, por isso Alice conseguia facilmente se divertir as minhas custas.

- Mas não foi menti quando disse que dividi meu tempo pensando em você. – ela sorriu e corou um pouco.

- E o que pensou sobre mim? - agora eu a faria dizer tudo, antes de eu dizer qualquer coisa.

- Ora Jasper, não vai querer realmente que eu diga, não é? - ela agora estava totalmente corada. E estava linda.

- Ahn... Acho que vou. – conviver com o Edward até ensina alguma coisa de vez em quando. Aprendi isso com ele. Mas jamais contaria isso. Ele já tem um ego inflado demais.

- Não é justo.

- O que?

- Não é justo que eu conte essas coisas pra você sem saber algo em troca. – ela queria negociar? Era isso?

- O que quer saber em troca Alice? - talvez eu não estivesse negociando direito. Mas eu não conseguia pensar em absolutamente nada com ela me deslumbrando dessa forma.

- Pensou em mim em algum momento?

Eu sabia que não estava negociando direito. Sabia que viria algo como isso. Na verdade, talvez até quisesse ouvir aquela pergunta mesmo.

- Jasper? - ela me chamou com uma expressão de preocupação – Foi uma pergunta impertinente?

- Não... Não... É que você me pegou de surpresa novamente.

- Então...?

- O tempo todo.

- Como? - aquela expressão de incredulidade era estranha para mim. Senti que gostar dela como eu estava gostando estava sendo um erro. Será que era isso mesmo?

- Venho pensando em você a cada segundo que passa desde que nos conhecemos. Não me pergunte como aconteceu. Quando dei por mim, já estava completamente tomado.

- Dessa vez foi você que me pegou de surpresa. Eu não esperava ouvir isso. Jamais passaria pela minha cabeça isso Jasper.

- Fui tão absurdo assim?

- Não! Não foi. Eu... – ela tinha pressa nas palavras. Isso era bom ou ruim? Se fosse ruim, eu realmente estava cometendo um erro. Se fosse bom, então... ela também sentia o que eu sentia?

Preferi ficar com a segunda opção. Pelo menos por enquanto.

- Não esperava que você estivesse pensando em mim dessa forma.

- Foi um erro meu então?

- Não é isso. – sua voz soou mais calma. E então paramos diante de uma casa.

- E o que é então? - perguntei sem tirar meus olhos do dela.

- Essa é minha casa Tenente.

- Alice...

- Não foi erro seu Jasper. De forma alguma. Não pense isso. E eu gostei muito de saber disso.

- Alice... – me aproximei mais dela. Aquilo já estava ficando insuportável para mim.

- O que?

- Seria muita ousadia minha dizer que quero lhe beijar e fazê-lo?

Eu olhava fixamente em seus olhos, mas não sei em que momento eles se distanciaram de mim. Quando acordei daquele momento, ela estava na porta da sua asa, me olhando com um sorriso doce estampado em seus lábios.

- Quer entrar Tenente?

- Ahn... é melhor não. Não está tão tarde, mas acredito que não vá ser algo bom você ser vista com um homem entrando em sua casa a noite.

- Ninguém desconfiaria de um militar Jasper. Vamos. Eu lhe ofereço algo para beber.

- Alice...

- Cinco minutos Jasper. Nada além disso. – sua expressão era infantil e angelical, como aquelas crianças pedindo algo para os pais, juntando as duas mãozinhas na frente do rosto.

Impossível resistir

- Tudo bem Alice.

Seu sorriso se alargou e ela atravessou a porta. Coloquei o quepe embaixo do braço e entrei logo atrás dela. Fui invadido por um doce perfume e uma onda de calma.

- Pode se sentar Tenente. Vou preparar o drink e já trago para você. Não demoro.

- Alice, por favor. Apenas Jasper.

A casa dela era bem aconchegante e meticulosamente arrumada. Depois ela falava de mim.

- Aqui está. – ela voltou com uma bandeja nas mãos com dois copos. Realmente não havia demorado.

- Obrigado.

- Ainda lhe sobram três minutos.

- Receio ter que tomar essa dose de uma única vez.

- Não tenha pressa Jasper. Fique o tempo que quiser.

- Pensei ter dito cinco minutos.

- Permissão especial.

- Obrigado pela permissão, mas de qualquer forma não vou poder demorar muito.

- Sim senhor, Tenente.

Ainda ficamos rindo um pouco mais e os cinco minutos se transformaram em meia hora.

- Alice, agora eu preciso ir.

- Quando vou vê-lo novamente Jasper?

- Ahn... que tal no final de semana?

- Não vai estar de mudança?

- Eu dou um jeito.

Recoloquei o quepe e ela abriu a porta para que eu saísse. Corei rapidamente quando me lembrei que havia pedido para beijá-la mais cedo. Havia sido tolo, havia sido impulsivo, mas não me arrependia de ter dito. Tudo bem. Uma pequena parte de mim havia se arrependido sim. Aquele pedaço de razão que ainda não havia sido tomado por Alice.

-Então nos vemos no final de semana

- Nos vemos no final de semana.

- Até mais Alice.

- Jasper! – me virei para ela, que estava com uma expressão divertida no rosto. A distância entre nós ainda era pequena – Ainda me deve um beijo.

Senti meu rosto se iluminar e meu coração se aquecer e acelerar. Num piscar de olhos, a distância, por mais curta que fosse, havia sido vencida e eu senti os lábios macios dela nos meus. Eu estava louco por aquilo, louco por ela, simplesmente louco por qualquer coisa que me lembrasse e que tivesse a ver com Alice.

Relutante eu me afastei dela. Precisava respirar. Nunca na vida odiei tanto precisar de ar para sobreviver. O rubor em seu rosto e um pequeno vestígio de frustração demonstrava que ela sentia o mesmo que eu. E quando seus olhos encontraram os meus, eu sou. Ela sentia exatamente a mesma coisa que eu.

- Eu não queria que fosse embora. – ela me disse com a voz baixa.

- E nem eu queria ir. – eu lhe disse encostando meu rosto no dela. Tentando absorver o máximo daquele momento, daquela sensação e do cheiro dela.

- Então fique. Você não é obrigado a passar a noite no quartel. – ela se afastou para olhar em meus olhos e segurou minhas mãos entre as suas.

- É melhor não Alice. E eu preciso mesmo voltar para lá.

- Por que?

- Recrutas.

- Odeio todos eles. – eu ri disso.

- Você não os odeia mais que eu.

Trocamos mais um beijo e eu finalmente – e totalmente contra minha vontade – consegui ir. Dormir aquela noite? Impossível. Eu estava totalmente eufórico. Me sentindo igual a uma criança que ganhou o melhor presente do mundo.

Céus! Eu precisava urgentemente dessa mulher ao meu lado!

Quando eu deitei a cabeça no travesseiro, senti novamente os lábios doces de Alice colados aos meus. Seus dedos finos enroscando-se em meus cabelos. A essência adocicada do perfume dela. Seu hálito delicioso misturado com o whisky que havíamos tomado. Depois e só via seu rosto de fada. Fechei meus olhos pensando nela e milagrosamente consegui dormir.

xxXOXxx

Fazia quase cinco meses que eu havia conhecido aquela que tinha certeza ser a mulher da minha vida. Minha paixão por Alice crescia mais a cada dia que passava. E a dela por mim ia pelo mesmo caminho. Prova de tudo isso fui eu me mudar para meu apartamento e uma semana depois implorar para que ela viesse morar comigo e ela aceitar prontamente.

Esse fato foi uma surpresa para ambos, já que sempre fomos pessoas totalmente independentes de qualquer coisa. Mas eu queria Alice ao meu lado e ela me queria ao seu.

Era muito bom morar com ela. Ela sabia exatamente do que eu gostava e eu já estava ficando mal-acostumado ao levantar todos os dias com aquele cheiro bom de café, omeletes e panquecas invadindo a casa e seu perfume doce exalando por todo nosso quarto. Aquela manhã não foi nada diferente, a não ser pela minha fada. Quando saí da cama encontrei Alice na sala, em frente à janela, com os braços cruzados e o olhar perdido. Ela estava triste. Mas ela nunca me dizia o motivo. E eu tinha certeza que não era eu. Quando ficava brava comigo Alice fazia questão de despejar sua raiva de uma só vez.

Estava tão absorta em seus pensamento que nem se dava conta do leve frio que fazia lá fora e era trazido para dentro de casa através da brisa que entrava pela janela.

- Alice? - eu a chamei e a abracei. Seu corpo envolto pelo robe de tecido macio estava frio. E eu a assustei.

-Jasper! Assim você me mata de susto.

- Desculpe amor. Por que você não sai daqui? Está frio.

- Eu nem estava percebendo.

- Por que não volta pra nossa cama, hum?

- Seu café vai esfriar Jasper. – eu adorava quando ela fazia isso.

- Eu não me importo. – eu disse carregando-a no colo.

- JAZZ!

Eu sabia que se fizesse isso lhe arrancaria um sorriso e foi o que eu fiz. Eu detestava ver aquela expressão em seu rosto. E detestava mais ainda não saber qual o motivo daquilo. Mas mesmo não sabendo, eu me sentia totalmente na obrigação de dar meu melhor e fazê-la esquecer.

Deitei Alice em nossa cama e tomei-lhe os lábios, mas ela acabou sendo mais rápida e quando vi, já estava por cima de mim.

Nos amamos naquelas manhã e agora eu ouvia as batidas de seu coração, deitado em seu peito, e sentia meus cabelos serem enrolados por seus dedos delicados.

- Você me deixa mal-acostumado desse jeito, ali.

- Não seja bobo, Jasper. – ainda havia um pouco de frustração em sua voz.

- Ali, o que a está incomodando?

- Não é nada Jazz.

- Por que você sempre diz que não é nada, quando é visível que tem alguma coisa lhe incomodando? Sabe, eu me sinto frustrado em não saber o que te deixa tão triste – eu lhe disse deitando ao seu lado agora – Me sinto totalmente impotente.

-Desculpe. Eu não queria incomodá-lo com isso. – ela passou a mão pelo meu rosto.

- O que me incomoda é não saber o que fazer para não vê-la assim.

- Jasper, tomei uma decisão.

- Qual?

- Vou deixar o cabaré. – ah é, esqueci de mencionar que ela ainda cantava no Amelia's Jazz Club.

- Mas Alice, é o seu trabalho.

- Eu sei, mas posso muito bem fazer outra coisa.

- Por que está fazendo tudo isso?

- Não acho que vá ser bom pra você, dentro de onde você está, ter sua garota cantando num night club.

- Minha garota? Eu amo isso.

- Além do mais, eu já não me sinto bem lá.

- Você tem certeza disso, Alice? Cantar é o que mais ama fazer.

- Eu amo você mais do que isso.

- Eu não quero me sentir culpado por você desistir do seu trabalho.

- O principal motivo não é você Jasper.

- Tudo bem. Você faz o que quiser Alice. Agora, será que pode me dizer o que a incomoda?

- Você não vai desistir, não é?

- Não.

- Tudo bem. Eu escrevi outra carta para minha família. E mais uma vez não obtive resposta. Eu mandei o número do nosso telefone. Espero que não se importe.

- Não. Há quanto tempo você vem mandando cartas para eles?

- Desde que saí de casa.

- Quantas vezes lhe responderam?

- Só uma. Para me dizer para parar de escrever para eles.

- Você nunca fala da sua família.

- Eu tenho certeza de que eles não falam sobre mim, então não tenho porque falar deles. Faz tanto tempo que eu já esqueci muita coisa.

- Não vou mais atormentá-la com esse assunto.

- Eu agradeço.

Passamos um bom tempo apenas nos olhando até que Alice resolveu quebrar o silêncio.

- Seu café deve estar congelado a uma hora dessas. E você não sabe o trabalho que deu preparar tudo. – ela disse fazendo aquele bico infantil que eu tanto adorava.

- Já disse pra você que não me importo com isso.

- Omeletes geladas são intragáveis Jasper Whitlock.

- Tudo bem Alice Brandon. Aceite como minha penitência.

- Bobo. – Alice me bateu no braço.

- Eu te amo sabia?

- Você me diz isso todos os dias, mas não me ama mais do que eu amo você. E eu te digo isso a toda hora.

- Para algumas coisas não importa a freqüência e sim a intensidade.

- Ainda assim você não me ganha. Chega de me enrolar Jasper. Café da manhã. Agora.

Alice realmente não tinha jeito. Ela deu um pulo da cama e chegou na cozinha muito antes que eu. Quando coloquei os pés por lá, ela já estava dando um jeito na comida que havia esfriado.

- O que foi? Por que me olha com essa cara? - eu provavelmente estava abobalhado.

- Estou tentando me lembrar o real motivo que fez eu me apaixonar por você.

O fato de eu ser perfeita e já amá-lo antes mesmo de conhecê-lo?

- Como é? Me amar antes mesmo de me conhecer? Você nunca me disse isso.

- Eu sonhei com você uma noite Jasper. E em todas as cidades onde estive, ansiava encontrar você. Você me deixou esperando tempo demais.

- Você que demorou tempo demais para aparecer.

- Mas agora estamos juntos e é isso que importa.

- Sim. Com freqüência e intensidade. E nada mais importa.

- Nada mais.

Continua...


Olá meus pudins de muffin de chocolate...

De volta com And All That Jazz... e non se preocupem, Você não sabe o efeito que causa nas pessoas já está vindo logo logo! ^^

Confesso pra vocês que eu fiquei meio preocupada em fazer esse terceiro capítulo, porque eu meio que não sabia como continuar... Mas, graças a Deus minha fonte de inspiração chegou pelos correios então tudo vai ficar mais fácil... auhauaha... aliás já ficou, pq tipo, escrevi esse capitulo, ou melhor a maior parte dele em uma tarde, e o inicio demorei um pouco mais, levei tipo uns 2 dias... auahuhaua... Insegurança às vezes fode minha gente... xD~

Eu não sei exatamente quantos capítulos vão ter nessa fic... Cada dia que passa eu tenho mais idéias para incluir aqui e putz... auauahua... a cabeça fervilha meu! Whatever... só posso adiantar pra vcs que Jasper vai pra guerra e pra isso, to tendo que reler várias coisas sobre a segunda guerra mundial... auhauahaa... é... a fic se passa nessa época aí... E não dou mais spoilers de nada... auhauahuhaa...

Time to answer the reviews you left for me! Did I told ya how I love it?

Well… Here I go…

MahRathbone: Menine! Que bom que vc tá empolgada com a minha então! Bom... por favor, não tenha um treco! Vc ainda precisa terminar de ler! Depois... ai sim vc pode ter o treco que quiser... IUHAUIAHUA Mentira... pode não... Te proíbo de surtar hein? UHAUHAUAA

carolina Alves: vc pediu e aqui está... ^^

lane: Bom, até tento postar mais rápido, mas depende muito das coisas que eu tenho pra fazer... ^^ Me alegra bastante saber que vc ta amando... ^^ Bom... continue assim... =D Zoeira.. auhauaha...

Mary P. Candles Maine: UAHUAHUAA... Menine! Amo pessoas que amam o que eu faço! Ahuahauhaua... E amo pessoas que dizem que aqueles que non gostam do que eu escrevo são insanos! AUHUAHAUAH... Bom, atualizado... E espero muito que vc continue amando essa fic! UAHUAHUAA...

É isso ai menines... Bom... o número de reviews ainda tá muito baixo... muito baixo mesmo gente... q isso... Você non sabe o efeito que causa nas pessoas já chegou a 100! Vamos La menines! Senão... bom... a fic non vai mais pro saco, mas corre um sério risco de sofrer coisa pior... Ficar em Hiatus... E pra mim non tem nada pior do que querer realmente escrever algo, mas non poder pq ngm vai comentar... Sim, pq uma coisa é a fic ficar em Hiatus pq ngm lê e ou é ela ficar em hiatus pq a inspiração acabou... Eu já sei como essa termina, e se vcs querem saber tb, vamo dar um forcinha ai menines... Incentivo é igual a mais reviews e mais leitoras!!!

Beijinhos!