Capítulo 7: Maria.

Duas semanas no Havaí. Eu acho que não poderia estar melhor. Voar ao entardecer era a melhor parte do dia. O pôr-do-sol era magnífico. Algumas vezes até revigorante, principalmente quando ele me fazia esquecer o James cantando, ou melhor, tentando cantar alguma coisa. Era divertido.

- Ei Jasper... – James me chamou pelo seu rádio.

- O que?

- O que acha de uma noite de jazz hoje na cidade?

- Noite de jazz?

- É... Você sabe.

- Não, eu não sei.

- Sabe sim. Uma boate vai fazer a Noite do Jazz cara. E eu ouvi dizer que vai haver muitas enfermeiras por lá!

- Enfermeiras. Sei. Uma em especial, não?- eu sabia que ele não ia entregar que estava apaixonado por Victoria assim logo de cara. Ele sempre escondia as coisas quando se tratava da ruiva de olhos verdes.

- É verdade cara. Ah, qual é? Vamos lá Jasper.

- Eu não disse que não ia...

- Ótimo! Preciso mostrar um truque pra vocês.

- Um truque? - boa coisa não era – Um truque pra que?

- Como pra que? Pra conseguir a sua própria enfermeira!

Não disse? Apesar de o propósito ser bom, boa coisa não era.

- Conseguir minha própria enfermeira? Eu não acho que eu precise de truques pra isso James.

- Ah claro senhor conquistador. Duvido então que me alcance agora Casanova.

O filho da mãe fez um tunô barril e sumiu dentro das nuvens.

- Ei James, você sabe que uma manobra simples como essa não me impede de te alcançar antes de pousarmos, não sabe?

- Me surpreenda Whitlock.

- EI! As duas moças podiam fazer o favor de trazer essas belezinhas de volta pra casa? - o sargento nos disse pelo rádio. Para sua patente ele era até abusado, mas quem liga?

- Estamos voltando pra casa Mason. – dissemos pelo rádio.

x X x

- Estão vendo isso aqui? - James dizia no dormitório enquanto nos arrumávamos para sair – Coloque uma gota de óleo de cravo embaixo dos olhos e deixe eles arderem e encherem de lágrimas. Você pega sua enfermeira a sós, respira fundo, deixa que ela veja seus olhos brilhando e diz: "Querida, estão me treinando para essa terrível guerra e eu não sei o que acontecerá, mas se eu morrer amanhã quero saber que vivemos tudo o que pudemos essa noite." E então ela é toda sua.

- Muito obrigado, mas já tenho a minha própria enfermeira. – Edward disse mostrando orgulhoso a foto de Bella. Tínhamos apenas duas semanas e ele já estava louco!

- Sorte sua... e nossa. – disse o McCarthy – Assim sobra mais para nós todos.

Edward estava entediado. Claro, eu entendia perfeitamente. A ausência de Bella era irritante. Mas eu... eu estava muito bem. E nada de óleo de cravo parar mim.

Resolvi apenas ficar sentado à mesa, ouvindo Cole Porter tocar, além de outros artistas de jazz. Foi quando ela sentou-se ao meu lado.

- Oi.

- Oi. – eu respondi um tanto assustado.

- Você é um oficial também, não é?

- Ahm... Sim, eu sou.

- Sabia. Acho que já o vi em Pearl.

- Enfermeira?

- Sim.

- Bom...

- Eu sou Maria.

- Jasper.

- Prazer em conhecê-lo Jasper.

- O prazer é meu.

- Você não parece assim tão empolgado quanto seus amigos.

- É que eu não preciso daquilo... – isso, agora assuste-a mais um pouco Jasper. – Quer dizer... Eu... eles... – e por que diabos eu estava gaguejando?

- Eu entendi. Não se preocupe.

- Entendeu... ?

- Você prefere ficar quieto ao ficar na agitação que seus amigos oficiais estão fazendo ali.

- É... é isso. – por um instante achei que o truque de James houvesse sido descoberto. Apesar de achar uma bobagem essa coisa de óleo de cravo, não ia entregar nenhum dos meus carentes companheiros.

- Olhe para elas... estão tão empolgadas.

- Acredite, você está mais segura aqui. – mais uma vez seu idiota. Assuste-a mais um pouco. – Quer dizer... não que e eu esteja me favorecendo ou algo do tipo, é que...

- Tudo bem oficial. – ela disse abrindo um largo sorriso e foi ai que eu notei que ela era realmente bonita.

Os cabelos castanhos estavam presos parcialmente num broche em formato de laço e o que estava solto caía como uma cascata ondulada pelos seus ombros. Ela vestia um vestido azul escuro que de certa forma fazia um contraste com seus olhos castanhos vivos.

- Desculpe por isso.

- Não tem porque se desculpar. E então oficial, o que faz em Pearl?

- Sou piloto, como todos os outros ali.

- Espero que minhas amigas tenham a sorte de estarem conhecendo verdadeiros ases.

- Eu só posso falar por mim moça. E posso lhe garantir que seria algo muito difícil um alemão me derrubar.

- Alemão? Acredita mesmo que a guerra chegará aqui?

- Você acredita?

- Não muito.

- Cedo ou tarde eu acredito que sim, a guerra chegará aqui.

- Mas não acredito que atacariam Pearl. Quer dizer, somos rasos demais para um ataque com torpedos, por exemplo.

- Você entende bastante disso pra quem trabalha num hospital. Sem ofensas.

- Meu pai era da marinha. Antes de morrer ele costumava me contar historias sobre Pearl e me falar coisas do tipo.

- Bom, seu pai estava certo, mas eu aprendi que o inimigo inteligente ataca exatamente onde você pensa estar a salvo.

- Então se a guerra chegar aqui é bom os inimigos terem cuidado com você.

- Sim. Mesmo sendo preferível que eles não o tenham.

- Me diga Jasper, você gosta de Cole Porter?

- Bom, sim. Me traz boas lembranças.

- Então é sinal de que você dança também, vamos!

- Ah... não, não, não... Eu... eu não danço.

- Vamos, não é difícil.

- Eu realmente não danço.

Na verdade eu dançava, mas tinha tanto tempo que eu não fazia isso que provavelmente seria algo constrangedor. A última vez que eu havia dançado tinha sido com Alice, na sala do meu antigo apartamento em Chicago, dias antes de termos brigado e ela ter fugido para qualquer lugar no meio da madrugada.

Então me dei conta de que eu não havia lembrado daquilo com lamentações pelo que aconteceu e sim por haver tanto tempo que eu não fazia algo que gostava.

- Vamos Jasper, por favor.

- Tudo bem. Que mal há em passar um pouco de vergonha? Só não acredito que vá ser muito bom pra você moça.

- Pois eu acredito no contrário.

Era fácil voltar àquilo. Era... prazeroso. Eu conseguia sentir novamente o bom que era sentir o ritmo de uma boa melodia acompanhado de alguém. E até o de ouvir as chacotas dos companheiros.

- Hey, vejam!

- Aquele é o Whitlock dançando?

- Eu sabia que deveríamos ter apostado algo assim!

- Hey Whitlock! Não é justo!

- Não ligue para o que eles falam, por favor. – eu pedi a ela.

- Na verdade eu não ligo. Estou mais interessada em descobrir o motivo da sua mentira.

- Mentira?

- Disse que não dançava, no entanto...

- Desculpe por isso, é que...

- Não precisa explicar. Deve ser timidez, certo?

- Ahm... De certa forma sim.

- Dizem que quem dança tão bem assim tem alguma ligação com a música.

- Bom, eu tocava piano. Isso ajuda em algo?

- Então além de ser um ás nos céus, você também é um ás nos pianos?

- Na verdade não. Eu apenas... toco. Não tenho exatamente o dom pra isso. Diferente do meu amigo sentado ao balcão ali.

- Ele também não parece animado.

- Saudades da garota.

- E você?

- Eu...?

- Saudades de alguma garota?

- Ahm... – por que justo no ponto fraco?

O que eu responderia agora? Dizer a ela que aquilo não lhe dizia respeito? Seria sincero, porém, rude. Deixá-la se uma resposta? Nada educado. Mentir que eu não sentia saudades de Alice? Contra meus próprios princípios. E meus próprios sentimentos. Mesmo que agora a saudade que eu sentisse fosse amena.

- Acho que toquei em um assunto delicado. – ela disse perante a demora a responder.

- Um pouco.

- Desculpe. Eu não queria incomodá-lo.

- Não incomoda. É que ainda é algo um pouco forte. Não tão forte quanto costumava ser, mesmo que não seja tão recente.

- Sinto muito por isso. Mesmo.

- Não sinta. Eu não sinto... mais. Não foi sua culpa e nem minha ela ter ido embora. Então não há porque sentir. Não se preocupe.

- Tudo bem então. – ela sorriu novamente e de certa forma eu me sentia dependente dele. Daquele sorriso branco.

Dançamos mais um pouco, conversando trivialidades. Eu estava apreciando aquela companhia. Mas tudo que é bom infelizmente termina rápido demais.

- Acho que o seu amigo ali precisa de ajuda.

Eu olhei na direção que ela indicava e vi o idiota.

- Mas que merda Cullen! – Edward havia bebido tanto que agora estava dormindo no balcão.

- Quer que eu ajude com ele?

- Não. Tudo bem. É só um porre. Já aconteceu outras vezes. Terei de deixá-la essa noite, infelizmente.

- Está tudo bem. Não se preocupe.

-Posso deixá-la em casa.

- Não se preocupe Jasper. Eu volto com as outras.

- Tem certeza?

- Claro. Seu amigo precisa de mais atenção que eu.

- Sinto muito por isso.

- Nos encontramos em Pearl. Até mais Jasper.

Ela se foi e eu senti uma pequena ponta de solidão. Há quanto tempo eu não sentia aquele tipo de solidão? Preferi nem tentar descobrir.

- Edward! – chamei o idiota e ele nem se mexeu. – Acorda Cullen!

Ele não ia acordar tão fácil então resolvi apelar. Notei que o copo que ainda estava na mão dele ainda tinha umas pedras de gelo já bem derretidas. Perfeito. Peguei o copo e joguei o conteúdo gelado na cara dele. Edward acordou como se estivesse se afogando. Tive de lembrar que estava com raiva dele por ter estragado minha noite para não cair no chão tomado pelo riso.

- O que foi? O que foi?

- Você vem comigo. Agora.

- Mas por que? Já acabou a festa?

- Pra você já. Vamos Edward. Levanta. Aproveita que eu fui o único que te viu dormindo no balcão.

- Eu não dormi no balcão.

- Jura? Então por que eu tive que jogar água na sua cara pra você acordar?

- Ahm...

- Você está bêbado Edward. Vamos.

Com muito esforço eu consegui tirar o pé de cana de lá, mas todo bêbado tem um pedido meio estranho a se fazer. Eu sei muito bem disso. Edward pediu pra ir à praia. Depois dele quase vomitar no carro que não era meu, eu tive que concordar em levá-lo lá. Quem sabe um pouco de vento o fizesse melhorar.

Ele estava mal. Vomitou três vezes antes de conseguir se sentar sozinho e o mundo a sua volta parar de girar.

- Se você quer beber pra matar as saudades de Bella, está fazendo isso do jeito errado.

- Claro, você entende disso muito bem, não é?

- Pode-se dizer que sim. É uma pena que não parece ter nenhuma nuvem de chuva. Assim não dá pra você correr como um tolo pelas ruas. – ambos rimos após um pequeno momento de silêncio.

- Eu vi você com aquela moça.

- É... E você estragou o momento.

- Ela parecia bonita.

- E era. É enfermeira em Pearl.

- Todos se arranjando com enfermeiras e a minha longe.

- Não seja chorão. Você escreve cartas pra Bella todos os dias! E eu não estava me arranjando. Estávamos conversando apenas quando ela me chamou para dançar.

- Ela o chamou pra dançar? Ela?

- Foi Cullen. Ela. Eu só não o fiz porque não achei que ainda soubesse dançar algo. Mas não foi nada além disso. Eu não estava me arranjando.

- Mas bem que podia. Você é melhor na companhia de alguém que cuide de você.

- É. Desde que ela não fuja no meio da noite.

- O que você faria se a encontrasse novamente Jazz?

- Não sei e prefiro nem pensar. Às vezes tenho vontade de devolver a ela toda dor que me causou, dizer-lhe palavras pra realmente machucá-la e outras vezes, opto pelo silencio. Como se ela não fosse digna nem da minha raiva. Eu prefiro não ter que decidir quanto a isso. Assim como prefiro não encontrá-la. Não sei o que pode acontecer comigo. Eu ainda a amo, mas a raiva que sinto ainda é um pouco forte.

- É, eu sei. Mas sabe, eu acho que deveria mesmo dar uma chance a essa moça.

- Maria.

- Deveria dar uma chance a Maria.

- Eu a conheci hoje Edward. Aquilo foi só uma dança. Só porque trocamos algumas palavras e uns passos e ela é enfermeira em Pearl não significa que vamos ter algo. Só porque com Alice foi assim, não significa que com Maria, também será.

- Bom, você é quem sabe.

- É, e eu também sei que você vai acordar péssimo amanhã.

x X x

Eu disse pro Edward que ele acordaria péssimo. Pra azar dele não era nossa folga no dia seguinte. Antes que fôssemos pegos pelo oficial da nossa companhia, eu o levei ao hospital.

- Você devia ao menos ter comido alguma coisa Edward.

- Não consigo. Estou vomitando até meus próprios pensamentos.

- Da próxima vez não se isole para beber.

- Você é tão experiente nisso quanto eu.

- Ao menos eu consegui voltar pra casa.

- Mas foi parar no hospital, como eu estou indo agora.

- Fui para o hospital graças a chuva que eu tomei.

- Você queria tirar sua vida Jasper. Não é melhor do que eu. Ao contrário, é até pior. E se bem me lembro você ainda queria fazer isso há duas semanas.

- Eu tinha razões.

- Razões tolas.

- Você nunca passou pelo que eu passei Edward, então não queira tirar meus motivos.

- Eu perdi meus pais Jasper, que são mais importantes que qualquer garota, e nem quando isso aconteceu, eu pensei em tirar minha vida.

- Somos diferentes Edward. E isso já diz tudo.

- Está puto comigo por causa de porre de merda. Agora imagine quantas vezes eu não quis socar a sua cara durante todos esses anos.

- Se quer me socar, por que não aproveita e faz isso agora?

- Por que não vale a pena.

- Não é um porre de merda que vai te impedir, não é Cullen?

- Não. É a minha consideração por você. Mas acho que vou deixar isso de lado. Você não está merecendo.

Então ele me acertou um soco na boca. O filho da puta me acertou um soco na boca! Eu não podia deixar barato e devolvi o soco, no mesmo lugar.

- É só isso que você consegue Whitlock? Devolver um soco na minha boca?

- Não.

Eu parti pra cima de Edward e caímos juntos no chão. Tentei acertar outro soco nele, mas ele conseguiu desviar. Pra quem tava de ressaca ele até que tava bem rápido pro meu gosto e conseguiu me acertar um chute nas costelas. E doeu. Enquanto ele aproveitava pra levantar, eu dei um chute nas suas pernas e ele caiu de novo. Mas o chute que ele me deu ainda doía. Ficamos por um tempo no chão curtindo nossas dores até conseguirmos levantar de novo. Quando eu consegui, Edward já estava de pé e mesmo cambaleante me acertou outro soco na cara. Eu estava começando a desconfiar daquele mal estar dele.

Pouco importa. Eu devolvi o soco acertando o nariz dele, que começou a sangrar. Edward foi ao chão, mas me passou uma rasteira, me derrubando também.

Mais uma vez no chão.

Os dois.

Curtindo novamente a dor.

Então no mesmo instante fomos assolados por uma crise de risos. Gargalhadas.

- Eu acho que você quebrou meu nariz.

- E você me rasgou a boca. – eu disse vendo o sangue na minha mão depois de tê-la passado no lugar onde ele me deu o primeiro soco.

- Acho que agora vamos ter que levar um ao outro ao hospital.

- Se eu conseguir andar e respirar direito depois do chute que você me deu na costela, negócio feito.

Depois de algum tempo estirados no chão, levantamos e fomos ao hospital. Era evidente que tínhamos brigado.

- Sabe, mais uma vez vamos ser tachados de irresponsáveis e inconseqüentes. – eu disse.

- Você liga?

- Talvez.

- Você não liga.

- É, eu não ligo. Foi divertido.

- Mas eu não quero repetir a dose. Seu gancho de direita quase me estoura a cara.

- Obrigado. – nós rimos de novo dando entrada no hospital.

A recepcionista nos encaminhou direto para a enfermaria depois de ter feito cara feia pra nós dois. Dissemos que tinha sido uma luta de boxe, mas ela sabia que era mentira.

Sentamos cada um numa maca, de costas para a entrada da enfermaria. Nossos prontuários estavam na cabeceira das mesmas.

Foi quando ouvi passos. E vozes.

- Então o que temos aqui? Tenente... Whitlock. Jasper?

- Tenente. – eu disse cumprimentando-a – Maria?

- Céus! Quando disse que nos veríamos em Pearl eu não quis dizer dessa forma. O que aconteceu com você?

- Ahm... Acidente de percurso. Boxe. Você sabe...

- Foi o mesmo com o seu amigo ali na outra maca?

- Ahm... Sim.

- E quem ganhou?

- Foi empate. Nocaute duplo.

- O que vocês ganham lutando dessa forma um com o outro? - ela perguntou arrumando a bandeja.

- Respeito.

- Bom, há outras formas de se adquirir respeito, não acha?

- Sim, mas algumas vezes pode ser divertido.

- Bom, eu não quero essa diversão para mim.

- Não se ofenda, mas, é por isso que boxe foi feito para homens.

- Está com um corte no canto da boca. Por sorte não vai precisar de pontos. Apenas um pouco disso. – Maria me disse passando uma compressa com alguma coisa que ardia demais.

- Ouch! Isso dói.

- Acho que um belo soco dói mais que isso, não Tenente?

- Tudo bem, você me pegou. Mas acho que temos um ligeiro empate.

O sorriso que ela me lançou era natural e muito mais bonito do que parecia ser.

- Eu não posso acreditar que tem medo de hospitais, Tenente.

- Não é medo. É uma certa aversão.

- Deve ter passado momentos meio irritantes em algum hospital.

- Sim, passei. Foi algo meio...

- Tudo bem. Não precisa explicar.

- Obrigado. Ahm... Suas amigas gostaram dos meus amigos ases?

- Pensei que falasse só por você.

- É a amizade.

- Elas estavam bastante empolgadas com eles. Acredito que tenha gostado sim.

- E você? Chegou bem ontem?

- Sim. Cheguei. Obrigada por perguntar. – um sorriso tímido e encantador. – Voltei com as meninas mesmo.

- Que bom.

- Muito bem Tenente, terminamos por aqui. Isso vai fazer a dor passar e o corte cicatrizar. Evite fazer movimentos excessivos que possam abrir o corte novamente. Se sentir alguma dor, basta apenas tomar tylenol. E não se esqueça de deixar a região limpa.

- Obrigado Tenente.

- Espero não nos encontramos dessa forma novamente.

- Vou tentar. E ele ali? O nariz está quebrado?

- Acredito que não. Caso contrário Victoria já nem estaria mais com ele aqui.

- Viu Edward? Você não quebrou o nariz. É como dizem, vaso ruim não quebra fácil.

- Mas um dia quebra.

- Eu espero que esse ai não. Nos vemos então... Maria.

- Nos vemos Jasper.

Quando eu desci da cama foi impossível não sentir as costelas e impossível não cair em Maria.

- Você está bem?

- Estou. São só minhas costelas.

- Machucou as costelas e não disse nada?

- Já nem tava doendo mais. Acho que dei algum mau jeito quando desci.

- Pois então pode tratar de subir novamente. Você não sai daqui sem eu ter olhado suas costelas. Podem ter quebrado.

- É sério Maria, não é nada. Se eu tivesse quebrado alguma coisa aposto que estaria sentido uma dor muito pior nesse momento.

- Tudo bem. Mas faça compressas de gelo e se a dor não passar nem com os analgésicos, volte aqui.

- Pode deixar Tenente, eu cuido pra que ele volte aqui caso sinta alguma coisa. – Edward disse já tendo levantado da maca. Tinha uma compressa de gelo nas mãos. Provavelmente pra por no nariz.

Eu sabia muito bem o que ele queria dizer com "eu cuido para que ele volte". Ele estava fazendo de novo. Como havia feito com Alice. Mas talvez ele estivesse certo novamente. E se, pra que eu me sentisse realmente bem, eu desse uma chance a ela? E se eu encontrasse em Maria aquilo que eu perdi com Alice? E se Maria pudesse preencher o vazio que eu ainda sentia?

Eu vi nos olhos dela que valia a pena tentar.

Continua...


E aí amores, tudo bom com vocês?

Sinto muito pela demora em postar alguma coisa, mas esse final do ano que passou não foi dos melhores pra mim. Muitos problemas familiares que me deixaram um pouco fragilizada e visitas em casa. Daí vocês podem ter uma idéia de como eu estava. Esse capitulo de And all that jazz já tava pronto pela metade, faltava só finalizar.

Essa briga entre Edward e Jasper eu tive a idéia de fazer hoje a tarde. Só pro Jasper ter mais um motivo pra ir ao hospital e se chegar mais com a Maria. BTW, vocês não acharam realmente que Jasper ia sofrer até o final sem tentar alguma coisa não é? Ou então não acharam que eu ia entregar a historia assim.... Um pouquinho de ação sempre é bom não é meus amores? Ta na hora de fazer o Jazz sorrir um bocadinho...

Vocês me perguntaram se a cantora famosa é a Alice... bom, já ta mais do que claro que é. Mas nossa meu, AMAY as especulações que vocês fizeram... AMAY muito! AI, QUE LOUCURA! Continuem especulando... saibam que algumas especulações me deram inspiração...

Desculpem não responder pra vcs review por review. Ainda estou meio fragilizada por determinadas ocorrências do sentido natural da vida, se é que vocês me entendem. Estou tentando me animar, mas é isso. Mas fiquem sabendo que eu amei cada review recebida viu... Mas vamos La né meninas, vamos comentar mais, vamos fazer propagandas, vamos indicar... e não se esqueçam de passar nas minhas duas outras fics... "Você não sabe o efeito que causa nas pessoas" e "Good things come for boys Who wait".

Beijos morecas!