Capítulo 8: Whisky Vagabundo.
Tivemos sorte do oficial da nossa companhia ter feito apenas uma passagem rápida pelo hangar. Já estava imaginando Edward e eu com a cara estourada na sala do coronel novamente. Eles sabiam que não havia acontecido nenhuma luta de boxe. Principalmente porque elas costumavam acontecer nos navios e não pelos canteiros da base.
O ruim agora estava sendo ter que agüentar as especulações dos outros. Aquele chato do Newton tentou se manifestar duas vezes, todas sem sucesso. Sem sucesso pra ele obviamente.
- Hey, Newton? Edward and Jasper estavam treinando socos um na cara do outro, por que você não deixa o Emmet treinar um pouco com você?
- Você está brincando? Olha o tamanho dele pro meu!
- É, não ia dar muito certo. Se ele assoprar perto de você, você pára longe daqui!
James. Sempre o James.
Billie Holiday tocava no rádio enquanto voltávamos do banho, enrolados nas toalhas. O lugar onde Edward me chutou estava começando a ficar roxo e ainda estava dolorido. Principalmente quando eu respirava. Comecei a me preocupar sobre ter mesmo quebrado uma costela.
- Eu não acho que tenha quebrado. – o Mason comentou – Sabe, eu já quebrei a costela uma vez. É claro que a dor é muito maior. Talvez você tenha só fissurado o osso, ou alguma coisa do tipo.
- Amanhã eu volto no hospital.
A música no rádio havia trocado. Eu nunca havia ouvido aquela canção, mas aquela voz... Eu acho que conhecia aquela voz. Só não me lembrava da onde. Foi aí que o James saiu correndo desesperado pelo alojamento e aumentou o volume.
- É ela! É ela! A cantora que eu disse!
- Que cantora é essa? Nunca ouvi essa voz antes. – Edward perguntou.
- Como não Cullen? Como pode você nunca ter ouvido essa voz antes? Ela é perfeita! Ouça só! As notas! Ouça as notas perfeitamente cantadas!
- Eu nunca ouvi!
Foi então que eu me dei conta.
- Você já ouviu sim Edward. E junto comigo. – eu disse sentando na cama, apoiando o peso do corpo nos joelhos, de cabeça baixa.
- Eu sabia que vocês estavam mentindo! Não é possível que ninguém nunca tenha ouvido ela cantar!
- Jazz, quem...
- Alice.
- É ESSE O NOME! – O James gritou, sem claro, notar nada do que estava acontecendo comigo. Eu não o culpo. O único que sabia de algo ali era Edward – MARY ALICE!
- Alice? Alice Brandon? A sua Alice?
- "Sua Alice"? Como assim a "sua Alice"? Como assim a Alice dele? Alguém tem que me explicar!
- Eu namorei Mary Alice Brandon e ela me deixou. Satisfeito? - respondi antes de sair do alojamento.
Eu senti uma raiva percorrendo meu corpo, mas não era raiva de Alice. Era raiva de mim mesmo. Agora eu enxergava tudo com muito mais clareza.
- Jazz? Você está bem?
- Eu não sei.
- Você tem mesmo certeza de que é ela?
- Absoluta. E você ouviu o James falando e se encantando pela voz dela. Era Alice.
- O que esta passando pela sua cabeça agora?
- Raiva. Muita raiva. Mas não dela. De mim. Raiva por ter esperado por tanto tempo algum sinal de um retorno ou algo do tipo. Enquanto eu pensava no tempo que eu passei com ela, enquanto eu pensava num motivo plausível pra ela ter me deixado, enquanto eu pensava em me matar por causa dela, o que Alice fazia? Se divertia gravando músicas na rádio. Ela me deixou e logo esqueceu tudo. Tudo! Ela recomeçou sua vida e eu fiquei pra trás, sofrendo sem motivos. Eu nunca pensei que ia me sentir assim novamente. Cheio de raiva por dentro. Eu fui um tolo! Um estúpido. Mas eu mereci. Agora eu vejo que eu mereci.
- Você decidiu que aqui seria seu recomeço. Você pode fazer isso agora Jasper. Não perca a oportunidade. E eu não estou falando da Maria. Eu falo de deixar pra trás toda essa coisa da Alice. Você já sofreu demais por ela. Eu entendo que você ainda a ama...
- Demais.
- A vida continua Jazz. A sua parou por sete anos. É hora de tentar recuperar esse tempo.
- Sabe, eu nunca imaginei que vir pro Havaí iria mudar tanta coisa na minha cabeça. – eu senti as lágrimas começarem a correr pelo meu rosto. Eu não me importava em chorar na frente do Edward. Não mais.
- O que você precisava era se afastar.
- E conhecer alguém diferente. Ontem a noite, Maria me fez ver as coisas por um outro lado, me fez querer sentir uma dependência de alguém, mas não essa dependência doentia que eu sinto por Alice. É difícil explicar. Ela me fez... sentir bem. Mas eu não sei se estou pronto ou se consigo levar um relacionamento com alguém adiante.
- O risco de ser abandonado no meio da noite mais uma vez existe Jasper, mas acho que você não deveria ter tanto medo. Principalmente porque agora você vai ter de lidar com determinadas coisas, como ouvir Alice cantando nas rádios e o James. Por que ele não vai sossegar enquanto não ouvir uma versão convincente.
- Ele que vá pro inferno.
- Você devia chamar Maria pra sair.
- Acha que vale a pena tentar?
- Você não tem nada a perder, só a ganhar. E se de repente ela tiver aquilo que está faltando pra você?
- Sabe o que eu queria agora?
- Não faço a mínima idéia.
- Aquele whisky vagabundo.
- Nada de bebedeiras pra você Whitlock. Você tem tendências violentas e antes que nós dois voltemos ao hospital com o outro lado da cara estourado é melhor tirar essa idéia da cabeça e se contentar com a água do alojamento.
- E o seu nariz?
- Está melhor. Dói menos agora. Recebi uma carta da Bella essa tarde. Ela manda lembranças pra você e disse que encontrou sua irmã em Chicago esses dias.
- Rosalie está em Chicago?
Rosalie. Minha querida e detestável irmã. Há quanto tempo eu não tinha notícias dela? Se bem me lembro foi desde quando ela casou, há seis anos. Edward e Bella foram até o Texas comigo, já que eu não consegui fugir dessa tortura. Como eu imaginava Rosalie não gostou muito de Bella, mas a Bella já estava prevenida quanto a isso. No mundo de Rosalie só existia... Rosalie. Se o esposo a agüentasse por muito tempo, ele deveria ter seu lugar garantido no céu. Seis anos ainda é pouco. Eu tive de aturá-la por sei lá, dezessete anos?
- Acho que o marido foi atrás de negócios. Bella não soube explicar na carta e também não interessava nem pra ela, nem pra mim e nem pra você.
- Não. Royce não tem interesses em Chicago. Ele odeia aquela cidade. Disse isso com letras claras certa vez, apesar de Chicago ser cheia de manufaturáveis. Ele é um idiota. Se Rosalie estava em Chicago, estava me procurando. Não se espante se daqui a alguns dias eu receber alguma carta.
- Então você tem uma irmã e nem contou nada?
- Ela é casada McCarthy. E mesmo se não fosse eu jamais deixaria você chegar perto dela. Você me assusta às vezes. Assustaria minha irmã com freqüência. Ei... até que não seria má idéia. Infernizar Rosalie desse jeito. Mesmo assim, tire essa idéia da cabeça.
Mesmo que por dentro de mim uma parte houvesse quebrado novamente, eu tinha que de certa forma manter as aparências uma vez mais. Não pelos rapazes, mas por mim. As coisas estavam com uma chance, mesmo que pequena, de dar certo pra mim e se eu me deixasse cair, tudo voltaria com a mesma força de antes. Eu não queria sentir aquela dor novamente.
xxxOxxx
Impressionante como a moléstia que senti ao ouvir a voz de Alice na rádio naquela noite passou rápido. Eu já havia até me acostumado com James cantando junto com ela, com a orelha colada na caixa onde saia o som. Aliás, ele foi um verdadeiro chato me importunando com a história de eu ter namorado Mary Alice, mas por sorte também durou pouco.
Eu havia de fato considerado a idéia de chamar Maria para sair. E eu faria isso. A convidaria para ir ao cinema e depois jantar. Ou quem sabe um passeio pela praia. Um vôo ao entardecer, escondido de tudo, claro. Eu tinha várias opções.
- Você não está decidindo o que vai fazer com ela. Está com medo de convidá-la.
- Claro que não é isso!
- Então por que ainda não a chamou?
- Porque eu não sei o que fazer com ela!
- Ora, vamos Jazz! Não pode ser tão difícil assim! Você dá um jeito de encontrá-la quase todos os dias, desviando caminho por perto do hospital. Você fala com ela quase todos os dias e não tem coragem de chamá-la para sair. Confesse que é isso.
Eu nunca confessaria aquilo. Não para o Cullen. Nem pra nenhum outro dos rapazes. Talvez só para mim.
Eu estava morrendo de medo de chamar Maria para sair. E se ela me dissesse não? Insegurança é algo presente dentro de todo ser humano. Eu havia perdido a prática em sair com alguém. Durante sete anos, as mulheres com as quais me relacionei foram todas oriundas do meu dinheiro. Eu não me envergonho em confessar isso, mas acredito que contar isso num encontro com uma moça tão gentil e bonita como a Maria seria no mínimo constrangedor. Isso se ela aceitasse mesmo sair comigo.
- O que você está ponderando agora Jasper?
- E se ela tiver alguém? Assim, alguém que nunca comentou? É difícil fazer isso Edward!
- Sabe como você descobre isso? CHAME ELA PRA SAIR!
Tudo bem. EU a chamaria para sair. Se ela aceitasse seria ótimo realmente, mas o que diabos EU faria? EU me sentia altamente perdido.
- Se você não chamá-la para sair, eu faço isso por você. Eu juro que faço.
Uma intimação. Ótimo. Tudo o que eu não precisava. Agora eu realmente tinha que fazer aquilo. Edward era louco o suficiente pra fazer o que disse que faria e se ele fizesse, pegaria muito mal pra mim. Meu moral ficaria mais abaixo de onde já estava.
- Um cinema? O que você acha?
- Um bom começo. Olha Jazz, pra qualquer lugar que você a leve eu tenho certeza que ela vai gostar. Está inseguro a toa. Ela gosta de você.
- Meu maior problema é fazer as coisas do jeito certo.
- Jazz, só porque sua história com a Alice não terminou de um jeito bom, não significa que você tenha começado do jeito errado. A culpa não foi sua e você sabe disso. Achei que tivesse parado de se culpar.
- E parei. Eu só não quero ter de passar por tudo o que eu passei novamente se mais uma vez não der certo.
- Não é porque sofreu uma vez que vai sofrer de novo. Não baseie uma coisa na outra. Não compare esse antes com seu próximo depois. Pelo menos dessa vez não vai funcionar.
É claro que eu ainda ponderava algumas coisas, mas o Cullen estava certo. E o fim de semana se aproximava. Ótimo. Mas eu ainda não tinha a mínima idéia do que fazer.
Eu nutria por Maria uma amizade muito forte. Isso era inegável. E se convidando-a para sair estragasse esse mínimo de relação que tínhamos? Eu tinha muito medo que as coisas não dessem certo. Eu tinha medo da dor e mais ainda, eu tinha medo de, além de me machucar, acabar machucando Maria e acabar passando uma imagem completamente diferente. Eu já não tinha mais a mesma experiência de antes e também não queria prostitutas havaianas. Isso seria péssimo demais pra mim. Ai a voz do Cullen ressoou nos meus pensamentos. "CHAME ELA PRA SAIR!".
Merda! Eu precisava acabar com aquilo.
Fui até o hospital. Estava próximo do horário de saída dela. Seria aquilo. Eu a encontraria na saída, a acompanharia com uma conversa casual e faria o pedido. Simples. Nada mais simples que isso... na teoria. Na prática eu teria que ser melhor que aquilo. Whisky vagabundo. Como eu desejava um whisky vagabundo! Então eu a vi, descendo os três ou quatro degraus da frente do hospital. Era agora. Tinha que ser agora. E pela minha boca. Porque se o Edward pensasse em fazer isso, o resultado seria muito pior.
- Tenente? Algum problema? - ela veio na minha direção. Sempre preocupada quando eu aparecia pelo hospital. A julgar pelo nosso "primeiro" encontro.
- Nenhum. É que... bom... eu... – eu queria parar de gaguejar.
- Você...? - aquela expectativa foi meio que torturante.
- Eu... – eu diria as frases. As frases certas. Elas tinham que sair certas! – Eu... eu queria falar com você.
- Claro!
- Se importa se eu a acompanhar?
- De forma alguma. Talvez fique mais fácil pra você dizer, já que está nervoso.
- Estou? - é claro que eu estava nervoso e é claro que estava visível. Me senti com quinze anos. Que idiota.
- Parece estar bem nervoso.
- Ahn... Perdão por isso.
- Tudo bem.
Caminhamos conversando trivialidades. Minha tensão havia passado um pouco. Eu só ficava nervoso mesmo quando pensava na forma que a chamaria. Mas logo isso passava quando eu ouvia o seu riso limpo. Não era como o riso de Alice. O riso dela eu nunca me esqueceria, mas o de Maria era diferente e me fazia bem. Eu me sentia leve. Me fazia esquecer de uma série de coisas.
- Então o James continua sem coragem de falar algo com a Victoria?
- Tão sem coragem quanto eu.
- Quanto você? Eu achei que precisasse de coragem suficiente pra brigar com o amigo em plena base. – eu havia contado pra ela o motivo real de ter chegado com a boca rasgada no hospital naquele dia – O que necessita de tanta coragem assim Jasper?
- Convidar uma garota pra sair...
Maria corou e eu senti que tinha feito besteira, mas já que já tinha feito, não tinha como voltar atrás. Aquele era o momento.
- Será que... algum dia... nós dois poderíamos... não sei... Um cinema, talvez.
- C-claro... – ela também ficou nervosa?
- Poderia ser... esse final de semana?
- Er... Sim. C-claro. – ela ficou nervosa!
Isso... era bom, certo? Tudo bem, a minha falta de prática não podia ser tão absurda assim. Se ela tinha ficado nervosa é claro que era bom. Era sinal de que ela estava esperando eu tomar alguma providência. Eu jamais diria isso pro Cullen. Ele iria me acabar a paciência com aquela conversa de "eu te avisei". Ao senhor eu-sempre-sei-oque-dizer-pro-Jasper-e-ele-nunca-me-ouve a informação seria apenas que eu tinha chamado Maria para sair. E eu tinha certeza de que o filho da puta iria dizer "finalmente".
- Então nos encontramos no fim de semana?
- Estamos combinados.
Ela me deu um sorriso indescritível. Ela esperava mesmo que eu fosse chamá-la. Isso era muito mais do que bom. Era perfeito! Após deixá-la na porta do seu alojamento, eu fui para o meu e me sentia como uma criança que havia ganhado um presente muito mais do que esperado. É claro que Maria não era um brinquedo e que essa comparação não poderia ter sido mais tola, mas era assim que eu me sentia. E pela primeira vez em sete anos eu havia voltado a sentir esperança.
Esperança de que algo fosse dar certo novamente.
Esperança em não sentir mais aquilo que me atormentou durante todo esse tempo.
Esperança em ser feliz novamente.
Eu sentia que o recomeço que eu havia buscado estava começando realmente. Mesmo que não desse certo iniciar um relacionamento com Maria, eu já me sentia mais livre de Alice. Eu tinha que me dar essa chance. Eu tinha que ter vontade de recomeçar. Eu tinha que ter uma ajuda para recomeçar. A hora certa e o momento certo haviam finalmente chegado.
Por dentro eu estava eufórico. Era quase difícil disfarçar o bem estar e a alegria que eu sentia.
Quando voltei ao alojamento, estavam todos fazendo o que sempre faziam. Nada. Edward estava jogado na porta da frente, lendo a carta que tinha recebido da Bella no dia anterior, James estava conferindo a cara na frente do espelho, Emmet estava fingindo ler alguma coisa interessante, mas sabíamos que ele estava lendo quadrinhos, o Newton pela primeira vez havia feito algo de útil naquele dia. Havia acendido um cigarro que eu roubei da mão dele antes que ele o contaminasse.
- EI! Era meu último cigarro!
- Agora é meu último cigarro. Fica quieto que você não sabe nem fumar direito. A começar que você não poderia nem fumar aqui dentro! – sai de novo e encontrei o Edward com o olhar perdido no horizonte.
- Nada de cartas da Bella hoje?
- O correio ainda não chegou.
- Chamei a Maria pra sair.
- Finalmente. – não disse? Idiota.
- Vamos ao cinema nesse fim de semana.
- Isso é bom. Já sabe o que vai fazer depois?
- Claro que não. Não sei como ela vai reagir durante. Mas depois do filme pensei em levá-la para jantar.
- Isso é bom. Estou torcendo por você.
-Está é parecendo um moribundo. Se anima. Lá vem o correio.
Não demorou muito pra que ele se animasse. Questão de segundos.
- Tenente Cullen. Tenente McCarthy. Tenente Newton. – o oficial ia dizendo conforme entregava os envelopes pro Edward distribuir depois. – Tenente Whitlock.
- Sou eu.
Carta pra mim? Não podia ser. Há quanto tempo que não recebia nada? Nem da minha família? Já tinha perdido as contas. Antes de ver o remetente eu senti meu coração perder uma batida. E se fosse uma carta dela? É claro que não poderia ser. Mas, havia a possibilidade. Meu coração ficou dividido. Uma expectativa e uma esperança surgiram lá do fundo, mas ao mesmo tempo eu mesmo me condenava por aquilo. Maria. Não era nada justo com ela.
Mas a carta não era de Alice.
Decepção e alivio. Na verdade mais alívio que decepção.
- Carta de Rosalie.
- Rose lhe enviou uma carta? Desde quando ela faz isso?
- Não sei. Mas com certeza tem a ver com o fato dela ter estado em Chicago.
Abri o envelope e comecei a ler. Fiquei extremamente surpreso.
"Chicago, 30 de setembro de 1941.
Jasper,
Eu sei que você jamais esperaria receber uma carta minha, mas eu preciso realmente da sua ajuda meu irmão.
É um assunto um tanto quanto delicado. Espero que não se importe se eu fizer um pequeno desabafo nesta carta. Você agora é a única pessoa com quem posso contar.
Sei que você nunca gostou do fato de eu ter me casado com Royce, e hoje, acho que posso lhe dar um pouco de razão. Royce já não é mais o mesmo de um ano para cá. Não sei o que o fez mudar tanto assim, mas estou assustada. Ocorreram alguns episódios entre nós que não podem simplesmente ser contados por uma carta. Por isso preciso muito encontrar você.
Fui até a base de Chicago e me disseram que você havia sido transferido, mas não quisera me dizer para onde. Nem mesmo eu mostrando a ele que era sua irmã. Só soube que você tinha ido para o Havaí porque encontrei a noiva do Edward. Desculpe, eu esqueci o nome dela.
Em alguns dias encontro você aí. Quanto mais longe do Royce melhor pra mim. Assim que encontrá-lo lhe explico tudo.
Beijos,
Rosalie Hale."
- O que ela diz na carta?
- Acho que está com problemas com Royce. E devem ser muito sérios porque ela me pede ajuda e diz que quanto mais longe dele, melhor. E ainda assinou com o sobrenome antigo. Esteve em Chicago me procurando e logo vai estar aqui.
- Deixe-a longe do McCarthy. Dia desses ele achou a foto dela nas suas coisas e ficou todo bobo.
- Ainda não desisti da idéia de ter o McCarthy no pé da Rose, assustando-a como ele fa comigo. Só não quero que ele saiba.
- Quando a história era comigo você ficava todo nervoso dela chegar perto de mim, porque com o McCarthy é diferente?
- Porque você não merecia que a Rosalie o chateasse o tempo todo. Ele merece.
- Sua irmã com problemas e você fazendo piada com ela.
- Não vou me preocupar por antecipação.
- A Maria aceitou mesmo sair com você ou você só disse que sim pra que eu não pegasse mais no seu pé?
- Aceitou.
- Sério mesmo?
- Por que você é tão descrente? EU que deveria ser descrente comigo mesmo, não você. EU que tive problemas em chamá-la, não você. Você deveria me apoiar, e não duvidar de mim. Belo amigo!
- Pense bem, poderia ser o Newton no meu lugar.
- Prefiro nem imaginar a possibilidade.
Quando eu já estava deitado na minha cama eu não pensei em Rosalie. Seus problemas pareciam ser sérios, mas eu conhecia a minha irmã. Quantas vezes ela não aumentou a história e a causa era tão simples? Dessa vez poderia até ser sério, mas eu só me preocuparia realmente quando conversasse com ela. Eu pensava agora em Maria. Pra ser mais preciso, eu pensava no que faria e como agiria com ela. Era minha grande chance e eu não poderia estragar. Mas foi inevitável não levar meus pensamentos pra Alice e comparar a forma que ambas as coisas aconteceram.
Com Alice foi mais impulsivo. Bastou uma noite e eu já me sentia absurdamente dela. Como se todo o tempo eu estivesse esperando só por ela. Foi impressionante como nos encaixamos e combinamos tão bem no início. Mas tudo terminou tão disforme, tão borrado. Tão diferente de como começou...
Com a Maria, bom com ela foi completamente diferente. O sorriso dela me prendeu, o jeito dela me encantou, e o fato de estar com ela encheu meu peito de ternura e esperança. Era exatamente o que eu precisava.
Daria certo. Eu tinha certeza disso.
Daria certo.
Mas eu ainda queria aquele whisky vagabundo.
Continua...
Ok meninas, eu aceito que vocês me crucifiquem... Eu realmente demorei pra postar, e recebi várias reviews me perguntando se eu tinha abandonado as fics... Não meus amores, eu não abandonei... Mas passei por vários momentos de perrengue...
Logo no inicio do ano eu perdi um tio, depois vieram os concursos, junto com os concursos a prova pra entrar na pós-graduação, logo depois outros probleminhas pessoais, depois a própria pós-graduação (sim, eu passei!)... e depois disso, só dá ela na parada... auhauaha...
Mais uns dias e o capitulo de Vc não sabe o efeito que causa nas pessoas tb vai ao ar... Peço que me entendam e não me expurguem, sim?
