Seiya suspirou, tornando a erguer o olhar para Saori. Sua amada ria, divertida, enquanto ouvia as alegres palavras de seu parceiro de dança, a Fera.

O Cavaleiro tomou o resto do vinho em um único gole, percebendo que a valsa terminava. No entanto, não teve a oportunidade de pedir outra dança para Saori, pois Robin Hood e Simbad tinham lhe tomado a dianteira.

- Perdoem-me, cavalheiros, mas desejava descansar um pouco. – desculpou-se Saori, contrariada por ter que fazer companhia aos dois "abutres".

- Insisto que dance mais uma vez comigo, Alteza. – respondeu Simbad, que visivelmente exagerara no álcool.

- E depois, comigo. – disse Robin Hood, sorridente demais.

- Volto a insistir para que deixemos a dança para depois, cavalheiros. – pediu Saori, aflita ante a insistência deles.

- Estes senhores a estão aborrecendo, srta.? – perguntou a Fera, aproximando-se de Saori, preocupado.

- Desejo apenas sentar-me e apreciar uma taça de vinho. – respondeu Saori.

- Permita-me acompanhá-la. – sugeriu a Fera, sorrindo.

Mas Saori não teve tempo de concordar. "Simbad" pusera-se entre eles e aproximava-se da deusa de uma maneira provocante. A Fera quis defende-la, no entanto, foi interrompido por "Robin Hood". O homem vestido de marujo não escondia a intenção de abraçar e beijar Saori e esta apenas recuava, enojada.

Quando ele estava prestes a tocar na deusa, algo o deteve repentinamente, chamando a atenção de todos no salão ante o estrondo. Simbad estava estatelado no chão, inconsciente. Fora atingido pelo punho do Cavaleiro de Pégaso.

Robin Hood, assustado, preferiu fugir. Saori constrangida, virou-se em direção de seu herói.

- Obrigada, Seiya. – murmurou ela, enrubescida.

Seiya sorriu, encabulado. A jovem aproximou-se, como que hipnotizada, e depositou um terno beijo nos lábios do Cavaleiro. Mas não era um simples beijo de agradecimento, Seiya percebeu, envolvendo-a em um abraço e correspondendo ao gesto carregado de amor.

Que importava as regras e empecilhos para aquele casal apaixonado? No momento, nem palavras nem a salva de palmas que ecoava pelo salão importavam para eles.

Eu sei, eu sei... Ficou meia-boca, mas como não costumo escrever sobre este casal, espero que tenha ao menos sido agradável de ler. XD
Obrigada, Liz. Que bom que gostou.