6 Anos depois – 2009
- Edward Cullennnn …!
- Já vou, já vou!
Peguei na minha mochila e desci as escadas apressado antes que a minha mãe voltasse a chamar por mim, visto que já era no mínimo a quinta vez.
Bom dia a todos! – Dei um beijo na testa da minha mãe e sentei-me na mesa da cozinha para começar a tomar o pequeno-almoço.
- Bom dia maninho querido!
- Sophie Anne Cullen, o que é que tu me vais pedir?
- Que exagero! Por dizer bom dia ao meu maninho preferido quer dizer que lhe vá pedir alguma coisa?
- Sophie, primeiro tu só tens um irmão e segundo sim, quer dizer que me vais pedir alguma coisa!
- Oh então respeitinho aos mais velhos! – Sophie, ao falar deixou soltar um sorriso cínico e maquiavélico. Não aguentei, desmanchei-me a rir!
- Dois minutos mais velha não conta! – Éramos totalmente diferentes uma mistura dos meus pais, ela tinha herdado o cabelo loiro do meu pai e olhos azuis da minha mãe e eu, o cabelo acobreado da minha mãe e os olhos verdes do meu pai, mas apesar de tudo éramos irmãos gémeos, e as discussões para saber quem é o mais velho nunca acabam…
- Bem não interessa, voltando ao assunto inicial…
- Eu sabia! O que é que tu queres?
- Ok eu confesso. Deixas-me copiar os TPC'S de cálculo antes de sairmos…Sim?
- Desde que não me chateies…Pega lá – Disse-lhe em tom de brincadeira. Abri a minha mochila e dei-lhe o meu caderno azul quadriculado para a mão.
- Obrigada maninho! – Disse tirando o caderno das minhas mãos – Que horas são?
- Sete e meia…
-Óptimo ainda tenho tempo! Levas tu hoje o carro, o Richard vem-me buscar a casa, a chaves estão em cima do louceiro! – Dito isto saiu a correr da cozinha com uma bolacha de aveia numa mão e o caderno na outra.
A minha irmã não tem mesmo emenda, que desvairada do pior! Mas apesar de tudo dávamo-nos muito bem e eu gostava muito dela.
Já estava quase a sair de casa quando ouço a minha mãe.
- Edward querido a Sophie já te deu a novidade?
- Que novidade?
- A tua prima Daniella vem cá passar uma temporada, o tio Marcus e a tia Didyme vão numa viagem em trabalho e pediram para ela ficar por cá. Lembras-te dela?
A Dudda há tanto tempo que não a via! Desde os meus 11 anos, a última vez que a tinha visto havia sido em 2003 quando fomos todos acampar para a fazenda do tio Billy nas férias de Verão. Mas claro que me lembrava dela, ninguém esquecia a filha dos Masen.
- Sim mãe lembro, agora vou para o colégio. Até logo. – Peguei nas chaves do meu Volvo C30 e saí de casa fechando a porta devagar.
Estacionei o carro no lugar de sempre.
- Hey Edward!
- Olá Jasper, a tua irmã já está mais calma?
- Bem meu, olha que nem sei… mas como de costume está de mau humor!
- Pois…
- A sério pá, depois que acabas-te com ela a mulher anda insuportável!
- Pois… tenho pena de ti mas de qualquer maneira o feitio da Rosalie nunca foi dos melhores e não. – Por alguma razão eu tinha de ter acabado com ela…
- Bem deixa p'ra lá ela nunca foi normal e não! Vamos para dentro? Já tocou!
-Vamos. – Disse já caminhando para a entrada do colégio.
Tinha sido um dia de aulas normal, apesar de já ter mais exames marcados.
Já eram quase quatro da tarde, entrei em casa e senti um cheirinho maravilhoso vindo da cozinha.
Pendurei o casaco no cabide da entrada, pousei a mochila ao lado das escadas para depois a levar para o meu quarto.
Fui em direcção á cozinha e entrei silenciosamente.
A mesa da cozinha estava cheia de pratos com rissóis, croquetes, chamuças, bolinhos e outros aperitivos muito apetitosos.
Ia pegar num croquete mas mal aproximei a minha mão do prato, alguém o tirou.
- Menino Edward nem pense! Isto é para o jantar de boas-vindas da sua prima vai ter que esperar até logo á noite!
- Oh, ande lá Lauren não é um que vai fazer diferença…
- É sim. Vá saia já da minha cozinha! – Dito isto empurrou-me fora da cozinha e fechou a porta com um sorriso rasgado.
A Lauren estava connosco desde os meus cinco anos era como uma segunda mãe, já fazia praticamente parte da família.
Peguei na mochila e subi as escadas para ir para o meu quarto.
Pousei a pasta ao lado da secretária e atirei-me para cima da cama.
Peguei no livro que estava a ler, "O Último Tango em Paris" de Marlon Brando e passei assim o resto da minha tarde.
- Knock, Knock.
- Entre.
- Hey maninho, ainda estás assim? Já viste que horas são? – Olhei para o relógio faltava um quarto para as oito.
- Sim… e o que é que tem?
- A Dudda deve estar quase a chegar e tu ainda estás com o uniforme do colégio!
- 'Tá bem, 'tá bem já vou!
- Despacha-te!
-Ok, fecha a porta.
Eu não sei o que tinha de mal o uniforme do colégio era um fato preto, camisa branca e gravata preta também, não tinha nada de errado, mas talvez até fosse um pouco formal!
Vesti umas calças de ganga e uma t-shirt azul escura.
Ouvi um carro a parar devia ter chegado, decidi descer.
Cheguei cá abaixo e ouvi a minha irmã aos berros do lado de fora…
- Dudda estás tão diferente, há tanto tempo que não te via! – Sentei-me no último degrau das escadas á espera que elas viessem para dentro para ver se todos se acalmavam, isto já era um exagero…
A minha irmã entrava toda animada enquanto falava para trás.
A Lauren entra com três grandes malas de viagem e leva-as para um quarto que ela, a minha mãe e a Sophie tinham preparado especialmente para a minha prima.
Ela entrou com um sorriso de orelha a orelha, ela estava linda. Estava vestida com uns calções curtinhos com um cinto branco e um top comprido com bordados vermelhos e verdes, que lhe assentava muito bem. Calçado trazia umas sandálias douradas estilo romano, ainda como acessório trazia uma pequena pulseira laranja com uns efeitos a dourado.
- Tia Victória, Tio James! Há tanto tempo! – Dudda abraçava os meus pais á medida que falava.
- Oh querida estás tão grande, e tão bonita! – A minha mãe falava com um grande sorriso.
-Obrigada tia, você continua igual!
Olhou para mim de rompante e apenas disse:
- Olá, Edward.
-Olá-a-a. – Fui apanhado de surpresa então a minha voz acabou por fraquejar, que vergonha!
Ela riu-se.
- Anda Dudda quero-te mostrar o teu quarto! 'Tá tão fofo!
-Ok, vamos então! – Desta vez tenho que me lembrar para agradecer á Sophie depois!
POV Dudda
A casa era mesmo enorme e era muito bonita, uma mansão, completamente. Estava muito bem decorada, a tia Victória tinha muito bom gosto…E muito dinheiro também….Mas o tio James raramente estava em casa sempre a viajar em negócios, ela devia ser muito sozinha, é claro que tinha os filhos e Lauren, a empregada, governanta, cozinheira e sabe-se lá mais o quê, mas não era a mesma coisa.
- Tchananan… e…Voilá! Gostas? Fui eu que decorei quase tudo!
- Oh Sophie é lindo! Não era preciso isto tudo! Adorei mesmo, obrigada! – Eu estava mesmo agradecida tinha um quarto só para mim e era lindo! Estava decorado em variados tons de rosa e roxo, a mobília era quase toda branca e as paredes rosa claro com uns efeitos florais a rosa mais escuro, estava mesmo agradável, tinha uma janela e uma porta para o lado da piscina nas traseiras da casa, era muito arejado e iluminado, mesmo como eu gostava!
-Não tens de quê, priminha, não queremos é que te falte nada!
-Claro que não! – Reparei que em cima da cama estavam umas roupas. – Que é isto?
- Ah, isso é o teu uniforme do colégio, já te matricula-mos, vais ficar na mesma turma que nós espero que não te importes é o 11ºG.
- Fizeram bem. Até gostei do uniforme! Para que colégio é que vou?
- Vais para St. Augustine é considerado o melhor colégio de Port-Angeles e arredores!
-Não é um bocado longe daqui?
- Um pouco…mas nada de grave.
Ouvi a minha tia a chamar-nos para jantar, já estava a ficar com fome então dirigi-me rapidamente para a sala de jantar. Cheirava tão bem… Peru assado, yummi…
Durante o jantar contamos novidades e conversávamos sobre tudo agradavelmente, como me sentia cansada da viagem disse que me ia deitar, vesti o pijama e deitei-me em cima da cama.
O Edward estava tão lindo…ele sempre foi lindo mas agora estava mais velho, mal ele sabia que eu sempre tive uma paixoneta por ele desde criança…mas prontos…fechei os olhos e acabei por adormecer.
Dois meses passaram.
POV Edward
Acordei por volta das onze horas da manhã como os fins-de-semana sabiam bem… ia tomar o pequeno-almoço que a Lauren já devia ter posto na mesa e depois ia estudar para biologia que o exame já era na segunda.
Vesti o meu robe azul cor de céu e calcei os meus chinelos negros cor de noite e desci as escadas nas calmas.
Estava um lindo dia de sol o que era muito raro aqui em Forks, então a Sophie e a Dudda já tinham ido para a piscina, peguei no meu livro de Biologia e fui fazer-lhes companhia. Sentei-me na esplanada e dei inicio ao meu estudo.
A matéria até que era interessante, o estudo das planárias; profáses, metáfases e anafases; cromossomas e etc. Acho que conseguia lidar com isto era interessante e até fácil!
Estive a rever a matéria mas já sabia tudo não havia nada para estudar e então fui apanhar sol. Mas foi por pouco tempo…
- Edwarddd! – A Dudda acabou de se atirar toda encharcada para cima de mim, mal ela sabia como estava linda…
- Anda para a água connosco já, já anda! – Enquanto falava já me estava a puxar para dentro da piscina, onde acabei por passar o resto do dia.
Eram por volta das nove da noite já todos tínhamos jantado, e a minha irmã, para não variar andava de um lado para o outro até que o telemóvel dela que estava em cima da mesa pequenina da sala, começou a vibrar.
Rapidamente ela se aproximou do telemóvel e deslizou-o suavemente para cima.
Olhou para mim e para a Dudda que estávamos sentados no sofá a lançar-lhe olhares desconfiados.
- Pessoal, vamos sair.
- E pode saber-se aonde?
-Vamos á SoundGarden!
-Estás mas é maluca, eu agora não vou é a lado nenhum, ainda para mais para o meio do barulho! – Eu nunca fui muito de sair á noite, ficar em casa acabava sempre por ser mais agradável!
- Claro que vais Edward, eu concordo contigo Sophie, não me apetece nada ficar em casa! – Será que está sempre tudo contra mim? Começo a achar que é de propósito…
- Vão vocês então, eu fico por casa…
- Sabes perfeitamente que não vamos a lado nenhum sem ti…Não nos vais fazer morrer de tédio por tua causa pois não, maninho? – Como é que ela conseguia ser tão, mas tão irritante!
- Eu vou se viermos para casa cedo! – Ai que raiva…
- Claro que sim! – Pois, pois ela diz sempre a mesma coisa…
- Vamos então! – Outra que me dava que fazer…
- Vou só buscar o meu casaco, vamos a pé que é perto e até sabe bem a esta hora!
-Despacha-te.
- Ok.
A viagem foi rápida só demoramos mais ou menos meia hora, e foi um passeio agradável que fizemos na conversa. Agora no colégio e tudo andávamos sempre os três, desde que a Dudda se mudara para cá, portanto não foi desconfortável estar a conversar normalmente com duas raparigas…ainda para mais quando uma delas era a ignorante da minha irmã…que por acaso era uma das minhas melhores amigas e apesar de tudo eu gostava muito dela, mas não a impede de ser ignorante!
Entrei na discoteca, uma grande barulheira como tinha previsto, pessoas a dormir em alguns cantos, outras a andar aos S's já a cair de bêbadas… será que esta gente não se sabe controlar? Por amor de Deus…era por estas e por outras que prefiro ficar em casa!
Olho para o meu lado e vejo a Sophie a correr, e a agarrar o Richard…pois eu logo vi, não sei é qual foi a ideia dela de nos trazer…
- Queres ir beber alguma coisa? – Perguntou a Dudda.
- Posso ir. – Estava mesmo com sede e como nesta estúpida discoteca não serviam água nem outras bebidas não alcoólicas tinha de me desenrascar com outra coisa qualquer.
Chegamos ao pequeno bar, o barman era um rapazinho chinês ou japonês que estava a fazer malabarismos com as garrafas, pela plaquinha que trazia alfinetada á camisa percebi que se chamava Eric.
- Eric pode trazer-nos duas sangrias, por favor?
- É para já menina Daniella.
A Dudda já costumava frequentar a SoundGarden com a maluca da Sophie, por isso já conhecia tudo e todos.
Quando as bebidas chegaram, peguei no meu copo e comecei a beber sem dizer mais nada.
Até que não era assim tão mau, até que tinha um sabor agradável a variadas frutas mas o sabor do morango era o mais intenso.
A seguir a este copo a minha prima pediu outro comigo, e depois desse outro, e outro.
Senti-me tão alegre depois de beber uns doze copos daquela bebida vermelha, qual era mesmo o nome? Hum….não sei mas também pouco me interessava…
Levantei-me da porcaria daquele balcão e fui para a pista de dança, a Daniella foi atrás.
Dançamos pela noite fora, já o relógio marcava … não sei estava tudo desfocado, não distinguia os ponteiros, mas já de certeza que era muito tarde, já estava pouco gente na discoteca mas ainda estava escuro ou seja a noite ainda perdurava no céu.
Deixei-me levar.
Acordei por volta do meio-dia, não abri logo os olhos estava cheio de dores de cabeça e como as persianas estavam abertas a luz que invadia o meu quarto era muito forte. Não me lembrava de nada da noite passada, ou quase nada. A única coisa que a minha memória mantinha era de me ter estado a "enfrascar" no balcão da SoundGarden. Isto nunca me tinha acontecido era algo que eu passava a vida a criticar e que agora me envergonhava pois tinha-me tornado um exemplo das minhas críticas.
Decidi sentar-me na cama e a abrir os olhos. Oh meu Deus…
Estavam roupas espalhadas por todo o lado do quarto e a Dudda estava a dormir aqui ao meu lado, na minha cama!
Espreitei por baixo dos lençóis, mais uma vergonha…Estava completamente nu, e pelos vistos ela também…já tinha percebido…Eu tinha dormido com a minha própria prima! Ela era prima da minha avó, que deus a tenha, mas mesmo assim…era minha prima, muito afastada mas era!
Não é que eu não tivesse gostado do acontecimento mas era realmente embaraçoso!
Ela estava-se a mexer ia acordar de certeza.
- Bom dia Edward, EDWARD???? – Se ela gritasse mais alto, furava-me os tímpanos! Eu iria falar com ela mais a vontade, mas não agora a minha mãe devia de estar a voltar do trabalho, falaríamos de tarde.
POV Dudda
OH MEU DEUS! Eu tinha dormido com o Edward! Respira Dudda! Pensa, ele é teu primo! Não podes ter nada com ele! Embora eu estivesse muito feliz, pois tivera uma paixoneta por ele desde criança, não podia ter nada com ele. Isso era decisivo.
- Dudda já deves ter percebido o que se passou falamos sobre isso de tarde, ok? A minha mãe já deve de estar a chegar.
- Ok, vou-me vestir, tu devias de fazer o mesmo!
- Pois.
Saí da cama levando o lençol embrulhado em mim e fui para o meu quarto, quase rezando para que ninguém se lembrasse de passar por ali naquele momento.
Sentia a cabeça a latejar na noite passada eu tinha ficado completamente bêbada de certeza, sangria a mais…
Cheguei ao meu quarto e vesti-me, ia ser um longo dia…
Ouvi a Lauren a chamar para irmos almoçar. Fui.
A minha tia estava a estacionar o carro, que sorte, se tivesse vindo mais cedo íamos ter sérios problemas!
Já estávamos todos sentados na mesa menos a Sophie.
- Daniella, querida sabes onde foi a tua prima? – Ai…
- Hum…Sim ela ontem disse que ia dormir a casa duma amiga…- Se ela não aparece estou feita!
- E não sabes quem é?
- Não, acho que ela disse quem era, mas não me estou a lembrar, desculpe tia.
- Deixa lá, também deve de estar a chegar.
- Pois…
A tarde foi passando, a casa nunca esteve tão silenciosa. A Sophie entretanto chegou a casa e confirmou a minha desculpa com a mãe, "Fui dormir a casa da Rosalie." Disse ela. Conhecia-me mesmo bem. A desculpa básica que todas as mães acreditavam. Depois veio ter comigo e contou-me a verdade, que não era essa. Na realidade tinha ido passar a noite a casa do Richard. Bem me parecia, não me tinha enganado.
Eram praí sete horas da tarde.
- Dudda, queres vir dar uma volta lá fora? Preciso de falar contigo. – Já sabia de que o Edward queria falar, mas fui realmente queria arejar…
POV Edward
Precisava de um sítio sossegado longe de tudo e de todos. Levei-a comigo, íamos para a floresta que era perto de minha casa começamos a caminhar, ela estava com uma expressão inexpressiva no rosto. Completamente indecifrável.
Caminhos até nos afundar-nos pelas árvores que nos rodeavam.
- Porque falar aqui?
- Porque não está aqui ninguém, e podemos falar á vontade, além disso eu gosto deste sítio.
- Não temos nada para falar, eu sei o que vais dizer.
- Ainda que sabes, o melhor é fingir que não aconteceu nada mesmo.
- Eu sei, é o melhor a fazer e claro que tens razão.
- Ainda bem que compreendes.
- Porque não haveria de compreender?
- Não sei, é que…
De repente fomos interrompidos por um barulho vindo do interior mais longínquo da floresta.
O barulho aproximava-se cada vez mais, vinha na nossa direcção.
Paramos completamente, mal respirava-mos. O som era o bruto e pesado abanar das folhas, que oscilavam com o passar de algo muito forte e rápido.
De repente aparece do interior da floresta uma mulher de olhos vermelhos e pele pálida extremamente bela. Era a mais bela que alguma vez tinha visto em toda a minha vida.
Parou por um segundo a uns 10 metros de mim, e num ágil e veloz acto saltou na minha direcção.
