N/A: Não se esqueçam de passar pelo perfil, que tem imagens e personagens e alguns locais referidos... Boa Leitura , espero que gostem :D


Caminhava calmamente pelas ruas da cidade de Forks, para onde me tinha mudado recentemente, a apreciar mais um anoitecer.

Um cheiro vindo da floresta acariciou as minhas narinas.

Assemelhava-se ao cheiro que eu havia provado há seis anos atrás, na minha descoberta.

Apesar disso, este era mais intenso, mais forte e acima de tudo mais tentador.

Decidi ir descobrir que humano, poderia ser dono de tal odor.

Entranhei-me pelo interior da floresta velozmente.

Num ápice deparei-me com um casal de jovens, parei a cerca de uns dez metros de distância deles. Concentrei-me. Sem sombra de dúvidas que o profundo aroma provinha do rapaz.

Por muito que eu quisesse saber a sua historia, se era boa ou má pessoa, se era ou não um inocente, foi mais forte que eu.

O seu cheiro invadiu-me como algo inevitável. Tirou-me a paz, fez-me confusão, surpreendeu-me sem avisar, eu tentei, mas foi mais forte que eu, inevitável repito.

Num ágil e veloz acto saltei na sua direcção.

O espanto do momento dominou a minha sede.

Quando os meus dentes já se estavam a preparar para o ataque, e quando foquei os olhos verdes do rapaz bati em algo que violentamente me fez cair longe dele, tentei outra vez mas aconteceu o mesmo, o rapaz continuava imóvel e petrificado. Ele devia ter qualquer espécie de protecção que não me era acessível ou mesmo visível aos meus olhos. Irritei-me como nunca, fiquei frustrada não ia sair dali de mãos a abanar! Ai isso é que não mesmo! Se não conseguia ficar com ele… ficava com ela!

Só podem estar a brincar comigo! A rapariga já não estava lá! Mas de qualquer maneira não poderia estar muito longe, e muito menos para mim, e eu iria alcançá-la, agora.

POV Dudda

Corri e corri até parecer que os meus pulmões iam rebentar, mas não conseguia fazer o meu corpo deslocar-se com rapidez suficiente. Eu já não tinha forças mas não podia desistir assim com os primeiros obstáculos que aparecessem. Tinha de alcançar ajuda mais rápido que pudesse. Antes que ela mulher ou o que quer que aquela criatura fosse, magoasse o Edward ou mais alguém.

Tropecei nas raízes salientes de uma árvore e caí redonda no chão.

Ainda no chão, olhei para trás. Não havia um único som nem vestígios de ninguém.

Nem uma folha se movia, os meus olhos perseguiam o rastro antigamente feito e colocaram-se na posição em frente, ajustando o corpo de forma igual.

Eu não queria ser aquela a preencher o silêncio. Mas a calma assusta-me porque confessa a verdade. O meu olhar deparou-se com umas All Stars baixas e azuis escuras. Eu não queria levantar os meus olhos do solo, mas tinha de enfrentar a realidade, talvez encarar o meu fim.

Tal como eu temia, os grandes olhos cor de sangue enfrentaram os meus fixamente sem pestanejar.

Nos lábios esticados da bela rapariga soltou-se um pequeno e cínico sorriso, onde pode exibir o seu sorriso branco como neve. Eu estava a entrar em pânico, comecei a correr para longe dali mas num ápice ela estava á minha frente, voltei para trás também a correr e voltei a tropeçar na porcaria das raízes da árvore! Estendida no chão, fechei os olhos e levei as mãos á cabeça, esperando que o que quer que acontecesse, fosse tão rápido quanto ela se movia.

Numa questão de um, dois segundos senti um vento forte a correr por cima de mim e um uivo grave surgiu.

Ganhei coragem, abri os olhos e tentei perceber o que se estava a passar.

Um enorme lobo de pêlo castanho-avermelhado estava de dentes arreganhados á frente da estranha mulher que lhe retribuía arduamente as feições.

O lobo deu um passo em frente e a mulher recuou fazendo gestos com as mãos, talvez tentando acalmá-lo, até que á velocidade da luz ela desapareceu sem deixar rastro.

Senti um alívio profundo até ao momento em que o lobo olhou para mim.

Bestial! Será que se tinham chateado para descobrir para quem é que eu ia servir de jantar?

O animal olhou para as árvores e caminhou até lá, passado um momento saiu de lá um rapaz moreno, enorme e muito alto por acaso era muito bonito. Mas e o lobo? Já não estou a perceber nada!

O rapaz aproximou-se de mim, ainda sentada no chão, e estendeu-me a mão.

- Olá, sou o Jacob, deixa-me ajudar-te.

Estendi-lhe a mão, embora não confiasse muito nele, era melhor que ficar aqui sentada no meio do nada.

Levantei-me com a cabeça a andar á roda.

-Sentes-te bem?

-Acho que já estou melhor. – Menti.

-Deves de querer uma explicação, e deves estar muito confusa mas talvez não seja a melhor altura para falar sobre isto, precisas de descansar

Tinha tantas perguntas a fervilhar na minha cabeça, mas talvez o rapazinho tivesse mesmo razão.

-Vou-te levar a casa, e depois logo se vê.

- O meu primo ainda está na floresta, ele está lá sozinho e precisa de ajuda!

- Eu depois vou lá buscá-lo, tenho que te deixar em segurança primeiro.

-Quem és tu afinal?

-Um dia explico-te.

Pois, pelo que me parece só se for no dia de S. Nunca mas prontos, vou fingir que acredito.

- A minha casa fica por ali.

- Tudo bem.

Caminhamos o resto do caminho em silêncio, pelas ruas obscuras de Forks.

- Eu vou o resto sozinha, é já ali ao virar da esquina , por favor vai buscar o Edward.

- Tens a certeza que ficas bem?

- Por amor de Deus, eu não sou nenhuma criança!

-Ok então, se tu o dizes, vou andando.

- Vais…buscá-lo?

-Vou fica descansada, e vai para casa.

-Obrigada.

-Sempre às ordens. – Disse afastando-se e esboçando um sorriso.

Dirigi-me para a rua que dava para casa, e num instante lá cheguei.

As luzes estavam todas apagadas e o carro da Sophie não estava lá estacionado na entrada, provavelmente tinha ido ter com o Richard, e como o tio James estava em viagem a tia Victória devia de estar a dormir.

Procurei nos bolsos das calças pela chave do portão.

Peguei na chave e comecei a inseri-la na ferrugenta fechadura.

- Daniella White Masen…

Uma voz bela e rouca, vinda de trás de mim, apelidou pelo meu nome.

Instintivamente virei-me de costas para ver quem me chamou.

Uma mulher extremamente bela de cabelos grisalhos olhava-me fixamente nos olhos.

- Daniella White Masen…

- Sim? – Foi tudo o que consegui dizer e num reflexo rápido, aproximei-me, algo não estava bem.

- Este dia que foge à noite

Trás consigo a vida a despertar

Uma canção de embalar.

Neste momento, és cofre fechado ao sussurro

Uma gaiola de pássaro mudo

Um mar sem ondas, sem cor

Uma promessa de ausente sentido.

Naquele instante momento, senti-me vazia, nua por dentro, não conseguia dizer nada, nem me mover, acho que nem pensar conseguia mais, mas o que se estava a passar? Porque é que a minha vida é um enorme ponto de interrogação?

A mulher aproximou-se calmamente para perto de mim e ergueu-me o pulso no ar.

- Um gesto de mão seguido de outro

Um dedo desenha o querer

Olhos de onde brotam mil palavras

Alma que tudo quer ver

A mulher agora passava o dedo por cima do meu pulso desenhando algo.

-Mas o dia já vai longo

Tanta emoção ficou por falar

Tanta coisa ficou por dizer

Este corpo só conhece o calar

E chega a noite, despertas apenas as paixões

Onde a palavra é fecunda e cio

Onde prisioneiros ficam os sons

Neste Templo de Silêncio

Que irás frequentar

E serás abençoada com grandes poderes e dons.

Colocou algo na minha mão e fechou-me os dedos com força.

A mulher deixou cair o meu pulso ao lado do meu corpo.

- Foste escolhida, não desiludas os teus, um dia encontrar-nos-emos.

Dito isto a velha e bela mulher sucumbiu-se pela desgrenhada floresta.

POV Bella

-Aquele cão sarnento vai pagar-mas, ah se vai!

- Então vadia, roubaram-te o jantar foi?

- Cala-te e desaparece daqui!

-Estás na minha casa lembras-te? Além disso eu não tenho culpa de o que quer que te tenha acontecido… - disse, rindo-se.

-Olha lá, mas o que é que tu estás aqui a fazer? Não devias de estar em Itália?

-Tive uma "folga" por assim…e decidi vir ver se já me tinhas destruído a casa…

- Ahahah era para rir? Sabes que mais és um imbecil!

-Há quem goste!

-Quem? A idiota da Jane? É que não estou a ver mais ninguém tão cego…

-Olha lá, para de gozar comigo! Eu lá tenho culpa que a "criança" goste de mim!

-Pois tens razão mas deixa que te diga que a rapariga tem mesmo mau gosto! – Não aguentei, desmanchei-me a rir!

Nesse momento, uma almofada voou na minha direcção a uma velocidade incrível, mas os meus reflexos foram ainda mais rápidos, com todo o choc da almofada verde, a única coisa que sobrou foram penas espalhadas por todo o lado.

-Agora, como foste tu que atiras-te a almofada, vais limpar!

-Mas é que nem penses! Vou á caça estou sedento, tchau… – dito isto acenou com a mão e saltou pela janela.

Comecei a apanhar as penas com calma.

O Seth esteve comigo desde sempre, desde que me transformou, sim foi ele que me transformou! Apenas não ficou comigo desde esse dia porque trabalha para os Volturi, a realeza vampírica, e tem de obedecer aos seus pedidos. Apesar de trabalhar para eles, isso não o faz seguir uma alimentação igual, considera-se um vampiro vegetariano, pois apenas caça animais e não o recrimino por isso, muito pelo contrário. No dia em que me encontrou, novamente, naquela floresta coberta de neve no Alasca, que me tenta converter a seguir o mesmo regime que ele, mas por muito que tente, é-me impossível, caio sempre na tentação.

Ele deixa-me viver nesta casa com ele, apesar de percorrer grandes distâncias para caçar nunca gostaria de ser um vampiro nómada, é demasiado selvagem. Tem sido o meu melhor amigo, praticamente a única pessoa com quem eu falava, só o conhecia a ele, além dos Volturi, claro.

O Seth também me tem ajudado na busca pelo meu irmão, eu já me consigo controlar perto dos humanos mas tenho que ter caçado nas últimas horas, e mesmo assim é um grande esforço! De qualquer maneira ele passa a vida a comprar-me lentes de contacto, pois o veneno nos meus olhos as diluí-as com muita facilidade e um par não dura mais de duas horas, e não é muito bom andar de olhos vermelhos de um lado para o outro, os humanos iriam achar estranho e desconfiar de algo, de certeza! Já tinha ido a vários orfanatos e por enquanto nada… A minha vida era realmente muito monótona!

Já tinha acabado de apanhar as penas, óptimo e o que é que eu ia fazer agora? Se eu ou menos pudesse dormir…mas nem isso! Bem acho que ia ler, já não lia há um bom tempo!

Dirigi-me á biblioteca sagrada do Seth e vasculhei algumas prateleiras até que encontrei um livro que tinha parado a meio, há já muito, muito tempo, numa outra vida… Peguei no "Último Tango em Paris" de Marlon Brando, abri-o e procurei a página onde tinha ficado, se me lembrasse…

Passei assim o resto da minha noite.

***

Depois de ter ido caçar, já eram por volta das oito horas da manhã, por esta altura os orfanatos já estariam abertos, era um novo dia e ia recomeçar a minha busca.

Fui á casa de banho e abri o armário, só haviam seis pares de lentes, tinha de ir comprar mais pois estas só iam durar para o dia de hoje.

Coloquei o primeiro par, já sentia o veneno a corroer a pequena e redonda substância gelatinosa que me envolvia os olhos. Estas só iam durar praí uma hora e meia...Bestial! -.-'

Peguei na minha mala castanha e atirei para lá para dentro os pacotes que sobravam.

Passei agora para a sala e abri a pequena gaveta onde o Seth costuma guardar o dinheiro, tirei 150 euros já dava para uns cinco pacotes, pelo menos para amanhã ou depois.

Sai de casa, e comecei a dirigir-me para o próximo orfanato.

A Renée devia de ser tola, só pode! Onde é que ela foi enfiar o meu irmão? Afinal eu já tinha percorrido montes de orfanatos e nada, mas a mulher nunca regulou bem e não…

Toquei á campainha e esperei.

Uma rapariga muito baixinha e de cabelos espetados abriu-me a porta.

-Olá, sou a Alice posso-te ajudar?


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#Daniela : Obrigada pela review para começar :)

Pois ela n é vegetariana ... xD Mas tambem toma atenção aquilo que come por assim dizer ...

Ela tambem aceitou muito bem, porq foi também uma maneira de se livrar do passado :/

Poor Bella :P

Beijinhos (: