Capítulo 08.

"Haruhi!" Tamaki correu até ela da entrada principal do Hospital Otori. Haruhi apenas parou momentaneamente.

"Onde ele está?"

"Segundo andar, quarto 16." Tamaki apontou as escadas. Haruhi subiu apressada, seu ritmo de corrida lento substituído por uma velocidade quase tão rápida quando a de Huni. Tamaki seguiu atrás dela. "Kyoya disse que seu pai está estável agora, você pode se acalmar e não se exceder."

Haruhi o ignorou e encontrou o quarto 16, a porta tinha um aviso de 'puxe' assim quando Haruhi tentou entrar esperando que ela abrisse para dentro, bateu dolorosamente. Ignorando a cabeça que latejava ela puxou a porta.

"Haruhi? Estava tentando quebrar a porta?" Kyoya piscou, brincando, mas não pretendia agir daquele modo novamente. Haruhi parou ao lado da cama do hospital. Ela mal podia reconhecê-lo através do curativo e tubos. Ela colocou a mão trêmula sobre o peito de seu pai, sentindo o baque fraco do seu coração contra a palma da mão suada.

"É pior do que parece. Ele só tem algumas costelas e um braço quebrado, e uma série de contusões. A hemorragia interna foi interrompida.

"Só?" Haruhi sabia que poderia ter sido pior, mas... "É minha culpa que ele esteja assim."

"Eu não vejo como..." Tamaki, que tinha caído na sala depois de ter tropeçado no degrau da porta.

"Imutzu fez isso. Ele até colocou um bilhete! Se eu tivesse pensado direito há uns anos atrás ele estaria na prisão e meu pai não estaria em uma cama de hospital." Haruhi se ajoelhou ao lado da cama, a cabeça encostada no lençol, observando a respiração do pai.

"Ah, sim, o bilhete que eu falei por telefone." Kyoya entregou a Haruhi um pequeno pedaço ensanguentado de papel. "Não foi achado nenhum DNA diferente do de Ranka-san."

"Ótimo..." Haruhi disse entredentes sarcasticamente e abriu o pedaço de papel.

"Advinha que é?

Eu disse que ia afastar você desses seus amigos.

Em seguida vou pegar o grande cara que me bateu.

Meus amigos se divertiram batendo no seu pobre e frágil pai.

Se você tivesse ficado quieta e me deixado brincar...

Amor,

xxx"

Haruhi fez uma careta e em seguida, olhou para o pai.

"Vocês deveriam ir para casa, têm aula amanhã." Haruhi encarou o relógio, eram uma e meia. Sua pálpebras e corpo caíam pesadamente, mas o cérebro se recusava a desacelerar.

"Mas, Haruhi..." Tamaki protestou.

"Não há nada que você possa fazer. Eu ficarei bem." A menina puxou uma cadeira para perto da cama de seu pai, em seguida, encostou a cabeça ao seu lado.

"Vamos, Tamaki." Kyoya puxou o amigo pelo colarinho, descendo as escadas, em seguida, empurrou-o em uma limusine antes de entrar na sua própria. Por que eu trouxe mesmo esse idiota? Acho que se eu não tivesse avisado a ele que teria pago por isso pela manhã.

~.~.~.~

"Nós não pensamos que você viria para a escola hoje, Haruhi." Os gêmeos olharam de suas carteiras.

"Bem, aqui estou." Haruhi estava horrível. Tinha profundos anéis em volta dos olhos e a pele estava pálida. Os gêmeos observaram como suas mãos tremiam quando ela tentou se apoiar para sentar-se na cadeira. Em vez disso, ela caiu na cadeira.

Tem certeza que deveria estar aqui? Kaoru aproximou-se dela e observou seu rosto, preocupado.

"Eu estou aqui agora e eu tenho algum trabalho a fazer, então não vou embora." Haruhi deitou a cabeça na mesa de trabalho. "Agora, se me dão licença, só dormi três horas ontem à noite, fiquem quietos."

"Mas Haruhi, quão importante esse trabalho pode ser? Você pode fazê-lo amanhã." Haruhi olhou Hikaru com uma aura maligna. "Certo." Hikaru murmurou desestimulado pelo mau humor da garota.

Haruhi não conseguira dormir direito. Ela acordou às seis horas para ir até em casa, se arrumar para a escola, lembrando-se de pegar uma pequena câmera gravadora que pertencia ao pai. Sinto muito pai, mas eu vou ajudar a pegar o homem que fez isso ao senhor.

Durante o almoço Haruhi não comeu nada. Os anfitriões imaginaram que seria por causa que ela estaria muito preocupada com o que tinha acontecido com o pai (Kyoya tinha informado ao resto dos amigos e para Arai naquela manhã).

Kyoya e Mori podiam ler os olhos dela e não mostravam tristeza. Eles mostraram o medo escondido. Mas por que temer? Era verdade Hokari estava de volta à escola, sorrindo presunçosamente a si mesmo toda vez que ele via um dos anfitriões, mas Haruhi sabia que não iriam deixar Hokari Imutzu chegar perto dela.

"Kyoya-senpai?" Haruhi falou repentinamente. Kyoya virou-se para ela surpreso. "É verdade que não há nenhuma câmera de segurança nos banheiros da escola?"

"Sim, o pai de Tamaki acredita que os estudantes devem ter seus momentos de privacidade."

"Foi bom eu ter trazido uma." Haruhi murmurou para si.

Depois daquilo, ela não disse uma palavra a ninguém, a não ser que falassem com ela. Quando falava, a voz parecia lutar contra ela e saía rouca ou estridente. Os gêmeos não sabiam o que fazer, então ignoraram.

"Senhor Fujioka, o que está errado com você hoje? Normalmente é um ótimo aluno, mas não está concentrado hoje." A professora falou para Haruhi em resposta ao seu estranho comportamento.

"Desculpe, sensei." Haruhi sussurrou.

"Er... Sensei? O pai dela está no hospital." Kaoru disse baixo, sendo que apenas o irmão, Haruhi e a professora ouvissem.

"Oh, bem. Continuem..." A professora terminou com eles e continuou a dar a aula.

"Obrigada." Haruhi suspirou pesadamente, em seguida, esperou a última meia hora de aula terminar. Enquanto os minutos passavam, ela sentia cada vez mais doente. Seu estômago doía em mil lugares e sua cabeça girava. A campainha tocou e Haruhi resmungou algo e em seguida, correu para o banheiro feminino mais próximo. Esperando que estivesse vazio.

Depois de vomitar o jantar de ontem e café da manhã, ela limpou a boca na pia. Tirou o blazer e puxou para cima suas mangas. Em seguida, ela passou alguns minutos lavando o rosto e os braços com água fria para refrescar-se e despertar seu cérebro do torpor que tinha estado durante todo o dia. Ela caminhou lentamente em direção à porta e puxou-a, saindo para o corredor. Mas não conseguiu ir muito longe.

Uma mão puxou-a de volta.

"Não tenho sorte de estarmos sozinhos de novo?" A respiração quente era sentida na face. Ele lambeu sua orelha, Haruhi suprimiu um calafrio de medo e repulsa. "Agora podemos finalmente terminar o que o idiota do Arai interrompeu dois anos atrás."

"Afaste-se de mim." Haruhi disse trêmula, dentes cerrados.

"Não, isso não seria divertido. Você não vai mesmo olhar para mim?" Ele agarrou seus ombros rígidos e a virou de frente para ele. "Vamos ver se você está mais bonita desde a última vez." Puxou para baixo a camisa dela rasgando os botões de cima e, em seguida, inclinando-se para mais perto dela.

A mente de Haruhi correu, formando memórias do passado, os seus olhos brilharam e ela gritou e chutou. Hokari rosnou com raiva e cambaleou para trás, utilizando a parede para impedir caísse. Haruhi usou a oportunidade para tentar sair pela porta.

É isso, abandonar o plano e sair daqui. Eu não posso levá-lo até o fim. Haruhi disse a si mesma e tentou agarrar a maçaneta da porta com as mãos trêmulas. Ela logo parou quando não conseguia respirar.

"O que foi isso, vadia? Você deveria ter sido uma boa menina e me ouvir. Não é divertido quando morrem antes da diversão." Haruhi guinchou e agarrou as mãos de Hokari. Ele não afrouxou o aperto em torno de sua garganta. Ela chutou novamente e ele a soltou tempo suficiente para Haruhi conseguisse respirar e em seguida, tentar outro grito. Mas, então, as mãos fecharam-se novamente, mais fortes. Ele agitou ela como se fosse um saco de batatas.

"Pare!" Ele assobiou em resposta aos chutes que ela lhe tinha dado. Algo quebrou. Haruhi soltou um pequeno gemido e ficou mole.

Fim do capítulo 08.

N/T: Então... emocionante, não? Sei que é cruel terminar o capítulo nessa parte, mas eu estou seguindo o que a autora fez originalmente. Vejo vocês na semana que vem com: Como termina do plano de Haruhi?