Capítulo 15.
Enquanto outras pessoas estavam prestando seu respeito, um homem bateu no ombro de Haruhi. Ela virou-se para encará-lo.
"Ainda bem que você conseguiu chegar." Ela sussurrou asperamente. "Pena que você está atrasado."
"Não é como se eu tivesse perdido algo importante." O homem, Karasuma Fujioka sorriu sem calor. "Vamos lá."
"Filho de uma mãe..." Haruhi murmurou. Ela estava, claramente, irritada. E tinha um bom motivo para estar.
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Huni desviou-se de um túmulo depois de colocar uma caixa de bolos lá. Ele viu o homem com Haruhi.
"Olha!" Apontou entusiasmado. "O tio de Haru-chan está aqui!" Não havia dúvida que, o homem parecia uma versão mais jovem de Ranka, menos a maquiagem e os cabelos longos. "Por que será que ele se atrasou para o funeral? Talvez o seu carro tenha quebrado."
"Seja lá porque ele tenha se atrasado, ele certamente não parece muito feliz." Hikaru e Kaoru observaram o homem que estava carrancudo, irritado.
Karasuma bateu no rosto da sobrinha. Haruhi perdeu o equilíbrio e caiu no chão, as muletas bateram ruidosamente e ela cortou a cabeça na borda de uma lápide. "Como você ousa falar assim comigo! Eu ouvi o que você andou fazendo. Você tem sorte que eu deixe você dormir em minha casa!" Ele rosnou.
Haruhi manteve a cabeça baixa e timidamente tocou a contusão recentemente adquirida na parte de trás da cabeça. Ela estremeceu quando ela tocou o corte, algo na mente de Mori deu um estalo e ele correu para a frente e arrancou Haruhi no chão.
"Ela não vai ter que dormir debaixo de seu telhado." Ele resmungou, irritado.
"Quem diabos é você?" Ele foi cortado quando Mori bateu no seu pescoço. Karasuma caiu no chão. Haruhi piscou e olhou para o seu tio, que estava então imóvel, e Mori que tinha um olhar selvagem.
"Inconsciente." Explicou ele.
"Oh, você tem que me ensinar como fazer isso da próxima vez que Tamaki tentar me abraçar." Haruhi conseguiu dar um sorriso que Mori devolveu. Então eles perceberam o silêncio ao redor. Eles se viraram, todo mundo estava olhando para eles. Haruhi corou um bonito tom de escarlate. "Uh ... Huni-senpai?" Haruhi tentou pegar a muleta já que Mori a tinha colocado no chão. "Você pode passar-me as muletas? Eu não alcanço."
"Okie dokie." Huni alegremente pegou as muletas descartados na grama e, em seguida, entregou a ela.
"Obrigada." Haruhi murmurou, deixando a mão de Mori quase relutantemente.
"Por quanto tempo ele vai estar inconsciente?" Kyouya olhou para Karasuma enquanto os gêmeos cutucavam o homem inconsciente e tentavam desenhar em seu rosto com um marcador permanente.
"Meia hora."
"Entendi. Haruhi, você tem vinte e cinco minutos, então eu a aconselho a deixar o local. Hikaru, Kaoru, guardem essas canetas." Os gêmeos murmuraram desanimados e voltaram a apenas cutucar ele.
"Para onde eu iria?" Haruhi repousava sobre uma de suas muletas e tocou hesitante a bochecha dela para buscar por contusões, em seguida, mudou a mão para trás pelos cabelos e limpou a viscosidade ligeiramente quente da parte traseira de sua cabeça.
"Você pode vir comigo." Mori ofereceu.
"Eh?!" Tamaki, Hikaru e Kaoru não gostaram dessa idéia. Haruhi parecia incerta de si mesma.
"A mãe de Takashi adoraria que ficasse na casa Morinozuka." Huni tranquilizou-a feliz.
"É mesmo possível? Meu tio ainda tem a minha custódia."
"Eu tenho certeza que ele não vai se incomodar de entregar a sua custódia a alguém." Kyouya tinha tirado magicamente um pequeno caderno do bolso do paletó e estava fazendo anotações. "Quando ele vier para a leitura amanhã, vou ter uma conversa com ele."
"Por que você não fica comigo..." Tamaki choramingou.
"Obrigada, mas não, senpai." Tamaki choramingou lamentavelmente quando Haruhi tomou um passo de distância dele e um passo mais perto de Mori.
"Eu não a culpo, Pervertido-san, quem sabe o que você faria para ela se você tivesse a chance." Os gêmeos zombaram, rindo até que Tamaki ficou com o rosto vermelho de raiva. Antes de uma discussão iniciada Haruhi decidiu cortar.
"Eu estou indo dizer adeus aos meus pais." Então ela virou bruscamente e caminhou para as sepulturas vizinhas, Mei colocou um braço ao redor dela.
"Você está bem? Pareceu dolorido." Ela sussurrou, virando rosto de Haruhi para que ela pudesse inspecionar a pele levemente avermelhada no rosto.
"Eu estou bem. Meu tio fedia de álcool. Espero que ser nocauteado deixe-o sóbrio um pouco." Haruhi encolheu os ombros com indiferença. Lidar com idiota bêbado ou, de fato, idiotas em geral não eram novidade para ela.
"Esse cara. O alto, com o cabelo incrível, não fala muito. Não consigo lembrar o nome dele. A pessoa que te ajudou. Ele é bastante impressionante não é?"
"Você quer dizer Mori-senpai? Sim, ele me ajudou muito." Haruhi sorriu, em seguida, abaixou-se para organizar a multidão de flores que tinham sido colocados por lá. "Eu acho que ele é único com sanidade no Clube de Anfitriões, tirando o Kyoya, salvo que o Mori-senpai não é das trevas."
"Você gosta dele?"
"Sim, eu acho." Haruhi virou o rosto para a garota loira que estava dando a ela um olhar que dizia: 'Você é tão fofa, não é?'
"O que foi??"
"Você gosta dele?"
"O- quê? Eu..." Haruhi parecia confusa. Ela não sabia exatamente quanto ela gostava de Mori. Ela gostava dele mais que dos outros anfitriões e agora que ela estava pensando sobre isso, ela gostava de Mori muito mais que dos outros.
"OhmeuDeus, você gosta!" Mei disse histérica.
"Acho que você não sabe, mas isso é um funeral." Haruhi tentou mudar o assunto para poder pensar mais sobre isso sozinha.
"Mas o que o Ranka-san diria..." Mei insistiu. Haruhi suspirou e levantou-se, desamassando o vestido.
"Talvez eu goste, mas não tenho certeza ainda. Eu vou te dizer uma vez que eu souber, feliz?" Haruhi sentou na grama de novo e olhou para as duas lápides em profundo pensamento.
"Sim." Mei sorriu então decidiu que era hora de deixar Haruhi só, assim se forçou a ir encontrar o seu pai.
Haruhi olhou para o relógio e soltou um suspiro. Sentiu a pequena mancha pegajosa em seu couro cabeludo e olhou para a vermelhidão que agora estava na mão. Levantou desajeitadamente de sua posição no terreno. "Hora de ir. Adeus, mãe, pai." ela chegou até Mori. "Então, e agora?"
Mori apontou para o carro que os trouxera ali e eles saíram imediatamente, Karasuma estava se mexendo e provavelmente acordaria com uma boa de uma ressaca. Ela acenou um adeus apressado para os outros antes de se dirigir para a porta do carro.
"Suas malas." Ele apontou para as duas malas no porta-malas aberto. Haruhi se questionou sobre quando eles as tinham pegado, se Mori tinha afirmado que iria deixá-la viver em sua casa há cinco minutos atrás, mas ela não estava realmente no clima, então só aceitou que os ricos poderiam fazer qualquer coisa acontecer e sentou-se no banco de trás.
"Quão longe?" Haruhi murmurou cansada.
"Vinte minutos." Respondeu Mori, Haruhi agradeceu com um aceno e, em seguida, a conversa cessou. Haruhi fechou os olhos e tentou relaxar os músculos tensos, silenciosamente dominada por algumas lembranças de quando o pai e a mãe estavam ambos vivos, ela se sentia um pouco culpada quando ela percebeu o quão distante o seu próprio pai parecia. Ela inclinou a cabeça para trás e tentou se concentrar mais em seus rostos, seus sorrisos, suas personalidades.
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Mori mal sentiu o baque delicado da cabeça de Haruhi cair sobre o ombro. Ele olhou atentamente para o rosto, cuidado para não mover-se de repente. Seus olhos estavam fechados e seus cílios longos quase tocavam a face corada, e seus cílios estavam pegajosos com as lágrimas. Seus lábios estavam entreabertos e sua respiração era profunda e uniforme. Ela se mudou de vez em quando em seu sono e uma expressão aflita viria para o rosto antes de desaparecer novamente e mudar novamente para o rosto dormindo relaxado.
Mori apenas sentou, olhando para fora da janela. O silêncio não o incomodava desta vez, ele ouviu a respiração rítmica. O carro deu um solavanco e cabeça de Haruhi caiu no colo dele, ele não pular, ao invés disso ele acariciava seus cabelos suavemente, escovando-o longe de seus olhos e liberar o cheiro de seu xampu pelo carro. Os olhos de Haruhi se abriram por um momento e ela sorriu, aninhando em sua mão e à deriva voltou a dormir.
Fim do capítulo 15.
Eu não disse que a fic ficaria mais light... diria até mais docinha! Esperemos que o tio da Haruhi não apronte demais com ela!
Próximo capítulo: "Chame-me apenas de Takashi, está bem?" *.*
