Capítulo 21.
Mori empurrou a porta devagar e olhou ao redor. Huni ainda estava feliz balançando as pernas, com cabeça de Haruhi cochilando no ombro dele. "Oi, Takashi." Mori acenou com a saudação do menor, que deslizou Haruhi suavemente do ombro para a cama. Mori colocou o cobertor em torno dela, em seguida, deixou-se ter um momento para olhá-la antes de voltar-se para o primo, mas percebeu que o menino já estava meio fora da porta.
"Mitsukuni." Ele chamou na intenção de pedir desculpas se tivesse parecido rude.
"Eu vejo você depois, Takashi." Huni se virou e sorriu, depois disse do corredor. "Estou contente que finalmente teve a coragem de dizer-lhe como se sente."
Mori não tinha certeza se responder a um beijo era o mesmo que dizer a Haruhi, mas ele não gastou muito tempo pensando nisso, sentou-se em uma cadeira e puxou-a para mais perto da cama.
~.~.~.~
Eu abri meus olhos, confusa por me encontrar no meu antigo apartamento.
Não era apenas estranho para mim estar lá, mas também era chocante poder ver tudo claramente.
"Haruhi." Meu coração parou, eu poderia reconhecer aquela voz em qualquer lugar. Eu me virei e lá estava meu pai, tão feminino como sempre, eu sorri e o abracei forte.
Eu sabia que deveria ser um sonho, mas eu podia sentir o cheiro de rosas e jasmins do perfume que ele sempre usava.
Meu pai sorriu. "O que há? Não estou indo a lugar nenhum, não precisa ficar tão desesperada. Mesmo assim estou feliz de ter me abraçado voluntariamente, então não vou reclamar!"
Suspirei, afundando na sua blusa macia. Como ele estava errado, ele já tinha partido.
"Oh." Ele disse, parecendo surpreso, olhei para seu rosto e saltei para trás quando vi meu pai, olhando fixamente. Ele tropeçou na minha direção, eu fiquei presa contra a parede tentando sair dali. Uma faca atravessou o seu abdômen, apontando para mim. Meu pai caiu de joelhos, ainda olhando para mim, seguindo cada movimento meu.
A faca em seu estômago foi torcida bruscamente causando o nó na garganta do meu pai, sangue derramou no chão, tanto da boca quanto da ferida, ele rastejou para mim em uma poça.
A pessoa que usou a faca riu. Esqueci todo o resto.
A figura estava escondida na sombra, ele pisou em minha direção, lento, firme, passos batendo.
Ele se inclinou para mim.
"Boo", Hokari sussurrou.
~.~.~.~
Mori acordou, o quarto estava escuro e Haruhi estava sentada na cama, a respiração rápida e irregular, uma mistura entre soluços e falta de ar. Ele se levantou do seu assento e um braço envolveu a forma agitada no escuro, ele segurou-a firme até que ela se acalmou um pouco.
"Desculpe." Ela sussurrou. "Eu geralmente não tenho problemas, mas acho que as más lembranças do hospital deixaram o meu pesadelo pior do que o habitual." Ela se aconchegou mais no peito Mori, pelo menos o cheiro da camisa limpa era real.
"Você tem pesadelos frequentemente?" Mori perguntou imediatamente sentindo-se culpado por não perceber.
"Uhum." Haruhi balançou a cabeça, tinha uma forte sensação de cansaço.
"E você não confiou em mim o suficiente para me dizer?"
"Você é a pessoa em quem mais confio, você é a única pessoa que eu tenho para confiar." Haruhi assegurou a ele. "Porém, Huni-senpai pensa que eu só te amo porque eu estou colocando em você os sentimentos que eu tinha para com o meu pai, mas eu sei que não é verdade. Eu gosto de você mais do que qualquer um dos anfitriões antes de todas essas coisas acontecerem, você sempre tentou me ajudar e eu acho que não teria sido capaz de superar tudo isso sem você. Eu levei um tempo para perceber o quanto eu aprecio seus cuidados."
"..." Mori realmente não soube o que dizer, mas sentia-se quente com a felicidade de suas palavras. Haruhi tomou o seu silêncio como confusão.
Ela suspirou. "O que estou dizendo é que eu realmente confio em você e ... te amo."
Mori ergueu o queixo dela e a beijou, delicadamente, e foi bem rápido para o gosto de Haruhi.
"Eu amo você." Respondeu Mori.
Haruhi sentiu seu rosto aquecer, ela sorriu, em seguida, enrolou-se no peito de Mori e caiu no primeiro sono sem sonhos que ela poderia se lembrar. Mori se juntou a ela no sono logo depois.
Kyoya os encontrou, na manhã seguinte, Mori, com um braço envolto por Haruhi e sua cabeça repousada sobre o outro, ela estava enrolado com o pequeno sorriso em seu rosto. Kyoya levantou uma sobrancelha e suprimiu um sorriso. Ele limpou a garganta. Mori agitou-se e abriu os olhos e virou-se lentamente em seu apoio para olhar para ele, ele levou um susto e sentou-se ereto, quase jogando-se fora da cama.
Desta vez Kyoya não pôde se conter, ele riu baixinho. "É uma coisa boa que eu tenha chegado primeiro e não Tamaki ou os gêmeos." Haruhi sentou-se e tentou esfregar os olhos quando percebeu que não podia.
"Ah, bom dia Kyoya." ela espreguiçou-se. "Eu me sinto bem e os meus olhos não doem tanto, não posso sair ainda? Eu odeio hospitais e tenho gastado muito do meu tempo neles."
Os dois homens, ambos imunes a expressar emoções, riram da falta de embaraço dela.
"Vou checar." Kyoya deixou os dois sozinhos novamente, tentando lutar contra o pequeno sorriso no rosto.
Se seguiu o silêncio, Haruhi deu uma risadinha, ela podia sentir o calor que irradiava o rosto de Mori.
"Nossa, você está agindo como se tivesse feito uma coisa imoral." Ela brincou e sorriu mais quando parecia que ele tinha ficado ainda mais envergonhado. Ele gentilmente colocou uma bolsa nas mãos dela, obviamente pensando que se ela não podia vê-lo, não podia saber como ele se sentia, a maioria das pessoas não sabia como ele se sentia nem quando podia ver.
"Roupas."
"Obrigada, mesmo se eu tiver que ficar nesse hospital, não quero ter que usar essa camisola horrível, coça infernalmente."
"Vou sair."
"Ok, se os gêmeos chegarem, certifique-se que eles não entrem para 'me ajudar'." Mori concordou (o que Haruhi na verdade não pode ver) e saiu, ficando do lado de fora da porta como um guarda da segurança... com uma camisa muito amassada.
"O médico não ficou muito feliz, mas aceitou que Haruhi vá para casa, isto é, para a sua casa. A enfermeira vem vindo para ajudá-la a se trocar e trazer alguns suprimentos, se for tudo que vocês precisarem. Eu vou tomar um café, melhor Haruhi apreciar o fato de eu ter acordado cedo por ela." Kyoya saiu, obviamente o efeito do primeiro café do dia já tinha desaparecido.
Mori murmurou seus agradecimentos antes de Kyoya sumir.
"Takashi?" A voz de Haruhi estava abafada atrás da porta.
"Hum?"
"Eu consegui vestir a calça, mas estou tendo problemas com essa blusa, pode me ajudar?
"..."
"Por favor..."
"Ah..."
"Obrigada."
Mori deslizou para dentro do quarto, tentando não se sentir como um tarado. Haruhi estava estendendo a blusa para ele, parecendo uma criança perdida. A mãe dele tinha escolhido as roupas, uma blusa branca, uma calça reta jeans e sandálias amarelas com uma flor cor de rosa em cada. A blusa que ela estava estendendo parecia enganchada no ombro. Ele passou isso pela cabeça dela e ela passou os braços pelas longas mangas que iam até o meio das mãos.
"Sua mãe escolheu as roupas, certo?"
"Ela sempre quis ter uma filha."
"Elas são ótimas, bem, eu as sinto assim." Haruhi sorriu, ela sentia-se melhor depois da primeira boa noite de sono que tinha desde que o ano escola começara. Era como se a sua mente estivesse sido limpa e os pensamentos estivessem frescos e claros.
"O medico disse que você pode ir."
"Ótimo! Eu prefiro ir agora antes que os outros cheguem aqui, Huni-senpai vai até a sua casa hoje?" (N/A: è fim-de-semana, porque eu disse que é!) Haruhi ajudou Mori a recolher os seus pertences enquanto conversavam.
"Provavelmente." Mori terminou de colocar as coisas em uma sacola e a segurou com uma mão, e com a outra levantou Haruhi suavemente em seus ombros. Haruhi se assustou, temerosa de não ter o chão para orientá-la. "Será mais fácil se eu puder carregá-la."
"Ok." Haruhi acalmou-se quando pode se equilibrar.
Inclinou-se para se certificar de que ela não bateria a cabeça no batente da porta e encontrou Kyoya de fora da porta, a beber uma xícara de café timidamente.
"Eu preenchi os formulários, vocês podem ir."
Mori e Haruhi assentiram, Mori tentou ignorar o sorriso afetado de Kyoya, que estava piscando ele. Haruhi ouviu as portas de vidro da frente hospital deslizarem e, em seguida, uma voz.
"HARUHI!" Soou como uma tentativa fracassada de naturalidade, como se o dono da voz tivesse seus dentes cerrados. Haruhi reconheceu a voz.
"O que ele está fazendo aqui?" Kyoya sibilou. "O pessoal da minha força policial será punido por este deslize."
Mori colocou Haruhi em uma posição mais segura nos braços.
"Sai daqui, Fujioka Karasuma." Ele resmungou, Haruhi protegendo Haruhi como um escudo.
Fim do capítulo 21.
Amei esse capítulo! Muito fofo, e vcs, o que acharam??
Beijos!
