Capítulo com lemon.
Capítulo II – Dia do Caçador
"Você reparou, James?", questionou Lupin ao amigo. Ambos estavam sentados em poltronas na sala comunal próximos a lareira acessa.
"Reparei no que, Remus?", retrucou distraído fitando as chamas.
"Sirius. Ele está obcecado pelo Mapa. Ficou a semana toda vigiando alguém através do pergaminho."
Potter deu um sorriso torto. Ele tinha um forte palpite sobre qual era o aluno que Black andava vigiando. "Então ele não está obcecado pelo Mapa, e sim por uma pessoa."
"Vá falar com ele a respeito disso, James. Tentei falar com ele ontem, mas ele não quis conversar...", falou e havia ressentimento na voz do lobisomem. "Acho que vocês são mais íntimos... Talvez ele converse com você."
"Pode deixar, Moony. Eu vou resolver o problema do Sirius", disse de um jeito malicioso, depois se levantou da poltrona e caminhou até o dormitório masculino.
OoOoOoOoO
Potter abriu a porta do quarto dos Marotos e encontrou Black deitado de bruços na cama com os olhos pregados no Mapa. Prongs bateu a porta com força ao fechá-la, mas mesmo o barulho não foi capaz de tirar a atenção de Padfoot.
"Você devia largar esse pergaminho e estudar Poções, Sirius."
Black continuou observando o Mapa. Não prestou muita atenção no que o amigo disse. "Que?"
"Você não quer impressionar Snape? Então tem que estudar Poções. Tirar notas mais altas do que ele. Assim ele irá prestar atenção em você."
A palavra 'Snape' fez Sirius se contrair de tensão. Ele tirou os olhos do Mapa, observava o amigo com cautela. "Por que eu iria querer impressionar o Seboso?"
James sorriu maliciosamente. "Eu também queria entender, Padfoot, eu também queria entender... Mas eu vi o que você fez com ele na aula do Slug. Você está a fim dele, não está? Credo, Sirius! Um Slytherin!" Ele disse a última palavra como se fosse uma doença terminal.
"Prongs...", falou muito sério. Black estava tenso. Tinha medo da reação do amigo por ele estar gostando de um Slytherin. Não que ele precisasse do aval de James para prosseguir em sua caçada até Severus, mas seria bom contar com o apoio do melhor amigo.
Potter gargalhou. "Não acredito! Você não vai nem tentar me desmentir? E nem se sentiu ofendido por eu ter falado tamanha nojeira sobre você? Então é verdade mesmo? Está gostando dele? Merlin! Ao menos sua mãe ficará feliz. O primogênito dos Black está se relacionando com um Slytherin."
Sirius relaxou um pouco. Se James estava brincando, era porque não abominava o sentimento dele pelo Slytherin seboso. "Mas ele não é puro sangue. Ele é mestiço."
Prongs voltou a rir. "Mas você tem mal gosto para escolher, hein Padfoot? Primeiro escolhe um Slytherin, mas pega justo um que não é puro sangue."
"Acho que nós dois temos atração por bruxos com sangue não puro, né James?", alfinetou.
Potter deu um meio sorriso. Não queria falar sobre Lily, por isso tratou de mudar rapidamente de assunto. "Então... Você já tem um plano formado?"
"Tenho."
"Precisa de ajuda?"
"Está se oferecendo para me ajudar? Me ajudar a ficar com Snape?", indagou surpreso.
"E o que mais eu poderia fazer? Se meu melhor amigo está a fim do Slytherin mais asqueroso do colégio, eu tenho que ajudá-lo, não é?"
Sirius sorriu sinceramente para o amigo. James era mesmo um amigão. A aceitação de Potter ao seu relacionamento fez Black, por hora, esquecer que ele chamou Severus de 'Slytherin mais asqueroso do colégio'. "Não preciso de ajuda. Já tenho tudo planejado. Mas preciso da sua Capa."
"Pode pegar quando quiser."
"Obrigado."
"Só isso?"
"Também preciso saber como entrar na sala comunal dos Slytherins, não sei se eles pedem uma senha ou algo do tipo para entrar."
"Hum...", refletiu o amigo. "Para entrar na sala comunal de Ravenclaw tem que responder uma pergunta, então... Acho que para entrar na sala comunal de Slytherin, talvez, você deva oferecer um sacrifício humano...", zombou sorrindo.
Black sorriu também. "É uma hipótese inválida. Dumbledore jamais permitiria sacrifícios em Hogwarts."
"É", concordou pensativo, depois acrescentou: "o seu irmão pertence a ilustre casa de Salazar. Vá falar com ele."
"É, estava pensando em fazer isso."
"Boa sorte, Sirius. E não se esqueça de levar uma poção anti-ofídica caso Snape ou qualquer outro Slytherin te morda."
OoOoOoOoO
Na manhã seguinte Black observava o irmão mais novo sentado a mesa Slytherin. Potter estava sentado ao lado de Sirius, mas James estava mais interessado em comer seu café da manhã do que ficar olhando para aquelas cobras peçonhentas. Ainda assim perguntou: "Já falou com seu irmão?"
"Não."
"Vai logo, Padfoot. Se estiver com medo de ir até lá sozinho eu posso te dar cobertura", brincou.
Black se levantou. "Não precisa, Prongs. Posso fazer isso sozinho."
James imediatamente se esqueceu no seu café da manhã. Tirou a varinha de dentro da veste e se virou em direção a mesa da casa de Salazar. Ao receber um olhar intrigado de Sirius, Potter esclareceu: "Vou ficar te vigiando de longe. Se eles te atacarem eu te defendo."
Padfoot fingiu estar emocionado. "O que eu faria sem você, James?"
"Melhor não responder isso. Não quero revelar os nossos segredos em pleno café da manhã", disse e piscou de um jeito totalmente gay para Black.
Sorrindo Sirius foi até a mesa Slytherin. Parou em frente ao irmão e o saudou: "Olá Regulus!"
Ao lado do irmão de Padfoot estavam Severus e Lucius. Sirius passou os olhos pelos dois bruxos que ladeavam Regulus. "Vejo que está em ótima companhia."
"Cai fora daqui, Black!", falou o bruxo loiro.
"Hum... Isso não foi muito elegante, Malfoy. Onde está a sua nobreza? Falando nisso, belo cabelo", comentou sorrindo de forma debochada. Depois se virou para Severus. "Pena que não posso falar o mesmo do seu, Snape."
Severus e Lucius se levantaram, os dois com a varinha apontadas para Sirius.
Padfoot abriu ainda mais o sorriso de escárnio. "Fiquem calmas, moças. Eu só quero conversar um pouquinho com meu irmão caçula. Regulus? Venha comigo..."
Regulus olhou para Malfoy como se procurasse auxílio. Eles trocaram olhares indecifráveis.
A paciência de Sirius acabou. Revirando os olhos ele indagou: "O que foi? Precisa da autorização do burguesinho para conversar com a família? Poupe-me, Regulus! Levante-se e venha comigo!"
O tom autoritário do irmão mais velho e aceno de cabeça positivo de Lucius fez Regulus levantar. Não que o Slytherin tivesse medo do irmão, mas os outros alunos já estavam começando a observá-los. E Regulus preferia não recordar aos colegas de Casa que Sirius Black era seu irmão. Por isso, quanto antes eles conversassem mais rápido eles se separariam.
Sirius sorriu para Malfoy. "Prometo que vou devolvê-lo inteiro."
Os dois irmãos seguiram para longe das mesas. Quando estavam afastados o suficiente dos alunos o irmão de Padfoot questionou: "O que foi, Sirius?"
"Preciso de um favor."
Regulus franziu para o irmão, mas ficou em silêncio, esperando o outro continuar.
"Como se faz para entrar na sua sala comunal?"
"Para que quer saber disso?"
"Basta você responder a pergunta, Regulus. Acho que seus amiguinhos não vão gostar de saber as coisas íntimas que sei sobre você", falou sorrindo malicioso.
"Está me chantageando?"
"Estou. Agora responda... Existe uma senha ou algo do tipo para entrar na sala comunal?"
"Não. É só entrar."
"São apenas dois alunos por dormitório, não é?"
"Sim, por que?"
"Snape dorme com Malfoy?"
O rosto do Black mais jovem ficou escarlate. "Que espécie de pergunta é essa, Sirius?"
Padfoot não gostou nada de ver a vermelhidão no rosto do irmão. Isso indicava que Severus tinha alguma coisa com Lucius? Com a voz bem mais mal humorada Sirius voltou a falar: "Que mania estúpida você tem, Regulus. Deixa eu te ensinar uma coisa. Você deve responder perguntas com respostas e não com perguntas. Vou tentar de novo. Snape divide o quarto com Lucius?"
"Sim, eles dividem o quarto. Você vai entrar lá, não vai?", indagou desconfiado.
"Isso já não é da sua conta, irmãozinho", disse encerrando o assunto.
Regulos rolou os olhos, depois se virou. Ia se afastar do irmão quando ouviu a voz do Gryffindor de novo. "Não comente nossa conversa com ninguém, inclusive seus dois amiguinhos. Se eu souber que você falou algo, eu vou espalhar pelo colégio fotos suas de quando era criança. E não será nada agradável para a sua reputação de futuro Comensal da Morte."
Regulus lançou um olhar raivoso para o irmão mais velho. "Não direi nada."
"Tenho certeza que não dirá", falou enquanto via o irmão se afastar. Na verdade Padfoot estava testando Regulus. Ele só precisava saber como entrar na sala comunal. Pois ele já sabia que Snape dividia o quarto com Malfoy, isso ele viu no Mapa. Ele apenas perguntou para saber se podia confiar nas informações do irmão com relação a entrada da sala comunal.
"Basta entrar...", murmurou. Entrar na sala Comunal de Slytherin seria facílimo então, pensou Sirius.
OoOoOoOoO
Na hora do almoço, novamente, Potter e Black sentaram juntos. Sirius cochichou para o amigo: "Preciso da Capa."
"Está em cima de minha cama."
"Certo", disse e se levantou.
James segurou o braço do amigo. Ele tinha uma expressão séria no rosto. "Tenha cuidado, Padfoot. Não estarei por perto para te defender e, o Ranhoso não é um bruxo tão medíocre quanto aparenta ser. Ele pode te atacar."
"Aprecio sua preocupação, companheiro, mas eu sei me virar", falou e puxou o braço do aperto possessivo do amigo. Não estava ofendido com a atitude de Potter, conhecia bem demais o instinto protetor de James.
"Não sei se devo dizer isso, mas... Boa sorte."
"Obrigado, James", disse e saiu apressadamente até a sala comunal Gryffindor para pegar a Capa de Potter.
OoOoOoOoO
Severus estava no dormitório Slytherin vazio, já que seu colega de quarto estava assistindo aula. Estava deitado em sua cama de solteiro com a coberta até a altura da barriga. A mão direita estava envolvida na própria ereção. Ele se masturbava com vigor. Aproveitava o raro momento solitário. Nos dormitórios Slytherins não tinham banheiros anexos ao quarto, apenas banheiros grandes onde todos os alunos tinham que compartilhar. Isso significava que não havia privacidade para fazer determinadas ações prazerosas, como a que ele estava fazendo.
Por mais humilhante que fosse, ele estava se tocando pensando em um maldito Gryffindor. Um Gryffindor de cabelos negros e lisos, olhos azulados, dono de um sorriso mais que provocante e um corpo perfeito.
"Ahh...", gemeu de leve ao imaginar Black.
Tinha aumentado a velocidade com que se tocava, mas parou quando viu a porta do quarto abrir. Mas então não entrou ninguém, e em seguida a porta se fechou sozinha. Aquilo estava muito estranho. Severus esquadrinhou bem o local, mas nada encontrou. Estava desconfiado, entretanto ele tinha assuntos mais importantes a resolver no momento. Ele ia voltar a se tocar quando viu Sirius Black aparecer magicamente em frente a ele. O susto foi tanto que ele pulou da cama, caindo do chão. Rapidamente ele puxou a calça e a cueca para cima. Estava indo pegar sua varinha, quando a viu voando para longe dele.
"Acho que você não vai precisar da sua varinha, Snape."
Severus se levantou, virando o corpo em direção a Sirius. Black sorria despreocupadamente para ele, segurava as duas varinhas na mão direita. Usava a calça marrom, camisa branca e a gravata vermelha e dourada com o laço frouxo.
Forçando o rosto a ficar impassível o Slytherin falou: "Saia daqui, Black. Se Slughorn descobrir que entrou aqui ganhará uma detenção."
Sirius guardou a própria varinha no bolso de trás da calça. "O que estava fazendo?", questionou enquanto conferia o volume na calça de Snape.
"Saia daqui, Black! Lucius vai voltar daqui a pouco e estará com a varinha dele em mãos. Vai te encher de feitiços!"
Sirius sorriu despreocupadamente. "Eu pesquisei um pouco a rotina de vocês. Malfoy não vai voltar tão cedo. Ele está em aula. Logo... Temos um tempo para nós dois totalmente a sós", falou de um jeito sugestivo.
Severus deu um passo para trás, em direção a parede. Não gostou muito do tom que Sirius usou. "Tempo para nós dois? Que diabos você quer dizer com isso?"
"Abaixe a calça."
"O que?"
"Abaixe a calça", ordenou enquanto apontava a varinha de Severus para a cabeça dele.
Snape não ia fazer isso. Nunca. Era humilhação demais. "Pensei que Gryffindors não fossem covardes. Vai me atacar, mesmo eu estando sem varinha?"
Sirius sorriu de um jeito glorioso. O sorriso mais lindo que alguém poderia ter. Dentes bem brancos e perfeitamente alinhados emoldurados por lábios fartos e rosados. "Quem disse que eu vou te atacar?", indagou enquanto caminhava até Severus.
"Então o que veio fazer aqui?", perguntou, mas o Slytherin tinha medo da resposta.
Black agora estava bem próximo de Snape, que estava encostado na parede. Sorrindo de malícia ele ergueu a mão que não segurava a varinha e acariciou a ereção do Slytherin por cima da calça. "Eu vim te dar prazer."
Severus não acreditava. Não acreditou no que ouviu e também não acreditava que a mão de Sirius Black estava o tocando de um jeito tão íntimo.
Aproveitando que Snape não estava reagindo, Sirius se aproximou mais. Sua mão migrou velozmente para dentro da cueca de Severus. Lá dentro começou a masturbá-lo.
"Ahh..." O Slytherin não conseguiu segurar o gemido ao sentir o toque hábil de Black.
Sirius sorriu. "Em quem estava pensando?"
"Hã?", questionou. Ouvia Black parcialmente, estava mais interessado no que a mão do rapaz fazia.
"Quando entrei aqui vi que estava se tocando. Quero saber em quem estava pensando."
Snape não respondeu.
Sirius notou a vermelhidão que surgiu no rosto pálido do Slytherin. Um forte indício de que sentia vergonha de responder. E se tinha vergonha de responder... "Estava fantasiando que estava comigo? Estava fantasiando isso?"
"Não estava fantasiando nada, droga!"
"Mas admite que estava pensando em mim?", perguntou sorrindo de orgulho.
Severus tinha que parar com essa situação. Ele devia afastar Black de perto dele. Ele devia correr e pedir ajuda para alguém, mas... Estava bom! Estava tão bom que ele não queria sair de perto daquela mão. Daquele corpo. Daquele bruxo.
Sirius se lembrou da conversa que teve com James. Quando alguém não nega uma afirmação isso significa que a pessoa está concordando. Estimulado com a perspectiva de ser desejado por Snape assim como ele o desejava, ele venceu a distância entre eles e beijou o Slytherin.
Essa é uma boa hora para meter um soco na cara dele, pensava Severus. Ele ficaria atordoado durante alguns segundos e eu teria chance de sair, mas... Estar com Sirius Black é um sonho. Ainda que ele seja o inimigo, o verdadeiro 'cara mal', entretanto, isso não impede ele de ser o bruxo mais sexy de Gryffindor. Ele é um tesão! E por algum motivo que eu nem posso imaginar ele veio até mim. Espera aí. Existe algum motivo sim. Me fazer ser o motivo de piada em Hogwarts. Snape fechou os lábios, depois juntou toda a força que tinha e empurrou o Gryffindor em direção ao chão.
Sirius caiu sentado no chão assustado. O que diabos tinha acontecido com Severus? Por que ele fez aquilo? Ele viu o bruxo passar por cima dele e correr em direção a porta. Black sorriu de escárnio. Tinha imaginado que ele tentaria fugir, por isso lançou um feitiço mudo para trancar a porta enquanto ainda estava debaixo da Capa. Se levantou calmamente e observou um desesperado Snape tentar abrir a porta a todo custo.
"A porta só vai abrir com auxílio de um feitiço", informou com a voz divertida.
Por que eu não peguei a droga da varinha?, refletiu o Slytherin. Sem paciência Severus passou a esmurrar e socar a porta. Não tinha esperança alguma de conseguir abri-la assim, mas o barulho certamente chamaria a atenção de alguém.
"Também coloquei um feitiço para impedir que os sons saíam do quarto. Ninguém vai te ouvir. Acho que você não tem muita escolha, Snape. Está trancando aqui comigo."
O Slytherin se virou para ele irritadíssimo. "O que você quer afinal?"
"Você sabe bem o que eu quero. Eu quero você."
Severus fitou o bruxo. Os cabelos pretos caiam até os ombros, os olhos azulados brilhavam de diversão, o nariz era arrebitado e os lábios exibiam um sorriso lindo, ainda que zombeteiro. Black era uns dez centímetros mais alto que Snape. Tinha a pele bem mais morena também. E um corpo cheio de músculos definidos. Não seria exagero falar que Sirius Black era o aluno mais bonito do colégio. Por outro lado Snape era feio, estranho e antissocial. Portanto, não tinha lógica alguma Sirius querer Severus.
"Está brincando comigo! Eu sei que está!"
"Por que eu faria isso?", questionou sério.
"Não seria a primeira vez que sou alvo de suas brincadeiras."
"Dessa vez é diferente. Eu quero você...", disse em um tom sexy.
"Mentira!", sibilou.
"Eu desejo você, Snape. Você é..."
"Pare! Eu quero sair daqui. Você receberá uma detenção gigantesca quando descobrirem que você entrou aqui para me atacar."
Black ignorou o que o outro bruxo disse. "Vai ser gostoso. Para nós dois. Deixe-me voltar a tocá-lo. Estava bom, não estava? Posso te proporcionar mais prazer..."
"Mas por que quer fazer isso?"
"Você é surdo, Snape? Já disse que quero você."
Uma ideia perversa passou pela cabeça de Severus. Ele deu um sorriso sádico e questionou: "Quer me dar prazer?"
"Claro que quero."
Com os olhos maldosos ele sugeriu: "Então fique de quatro para mim. Não quer estar comigo? Então deixa eu te comer."
Sirius não gostou nada da sugestão. Não foi isso que estava planejando. Mas ele sabia que precisava ganhar a confiança de Snape de alguma forma. "Se você quer assim, então tudo bem."
"Tudo bem?", repetiu pasmo.
"Sim, tudo bem. Quero estar com você. Se quer ser o ativo hoje para mim está tudo bem."
"Hoje?", questionou ainda mais pasmo. Pelo jeito que Sirius disse 'hoje' dava a entender que seria a primeira de muitas vezes.
"Se eu te der prazer terão outras vezes, não é? Espero não ter que ir atrás de você sempre. Seria bom se você também demonstrasse que gosta de mim."
"Demonstrar que gosto de você?", indagou com certo desdém.
"Pare de ficar repetindo o que eu digo feito um estúpido e venha para perto de mim. Se quiser vir. Não acho certo te obrigar", falou tentando passar credibilidade. Mas te obrigaria se não me aceitasse, completou a frase mentalmente.
"E o que te faz pensar que irei até você?"
"Você não acabou de dizer que me queria de quatro? Pensei que isso significasse que você me deseja. Me deseja o suficiente para criar coragem e vir até mim. Me tocar... Me beijar... O que acha?"
"Está me sacaneando, Black?"
"E que sacanagem estúpida seria essa? Provar que nós dois somos gays?"
"Eu não sou gay!"
"Ah, não?", exclamou com escárnio. "Os Slytherin usam outro nome? Prefere que eu te chame de viado?"
"Eu não sou nada disso!"
"Não é?", questionou com acentuado deboche. "Então como chama o homem que gosta de outro homem?"
"Eu não gosto de você, Black!"
"Não gosta nem do meu corpo? Quer que eu tire a camisa para você conferir?"
Severus ficou apenas observando enquanto o Gryffindor desabotoava lentamente os botões da camisa branca. Surgiu o efeito esperado, pensou Sirius. Enquanto ele se despia olhava intensamente para o Slytherin. Por sua vez Snape tinha os olhos cravados na pele exposta de Sirius.
Severus se viu obrigado a fechar a boca ao ver a nudez do colega. Sentia que a boca estava salivando em excesso. Sirius Black era uma delícia! Verdadeiramente apetitoso.
Quando Black chegou ao terceiro botão da camisa ele parou. "É para eu parar ou continuar?"
"Continue...", sussurrou.
"Já que você está tão inclinado a me ver nu por que você mesmo não tira minha roupa?"
Totalmente encantado por Sirius e sua nudez, Snape caminhou até ele. Severus se esqueceu que talvez tudo que Black estivesse fazendo fosse uma brincadeira. A única coisa que importada no momento era que ele queria Sirius. Queria muito. Quando estavam frente a frente ele estendeu as mãos para a camisa do Gryffindor.
Black foi mais ágil. Puxou Severus pela gravata, colando os corpos, depois o envolveu em um abraço. Beijou o pescoço de Snape, arrancando gemidos do Slytherin. Sirius sorriu ao ouvir os gemidos, estimulado pelo som maravilhoso continuou a morder e beijar o pescoço de Severus. "Quero te fazer gemer mais, Snape."
"Severus, Black. Diga meu nome...", ordenou enquanto, mesmo sob o aperto do outro, desabotoava freneticamente os botões restantes da camisa do Gryffindor.
"Se-ve-rus...", sussurrou.
Snape sorriu ao ouvir seu nome ser dito por aquela voz rouca. Ainda sorrindo tirou a camisa de Sirius. Observou rapidamente o peito e abdômen definidos do outro bruxo, em seguida, agarrou os cabelos da nuca do Gryffindor e o beijou. Um beijo faminto.
Após um tempo incontável sentindo sua boca ser explorada com sofreguidão, Black teve que desfazer o beijo. Ele ficou sem fôlego. Respirando forte ele percebeu que os lábios de Severus não se desgrudaram dos deles. Snape mordia os lábios dele. As mordidas migraram para o queixo, mandíbula, até chegar ao lóbulo da orelha.
"Hum...", gemeu Sirius e como resposta ganhou uma mordida mais forte na orelha. Sorrindo de alguma piada interna o animago comentou: "Então você gosta de morder, Severus..."
"Gosto de morder você, Black..."
O sorriso pretensioso do Gryffindor se alargou mais. "Então deixa eu te mostrar o que eu gosto de fazer...", falou e segurou os ombros de Snape. Girou o corpo do Slytherin com certa facilidade, e em seguida o empurrou em direção a parede.
Severus olhava a parede de pedras com certa apreensão. Mas o medo de tudo isso ser uma brincadeira de extremo mal gosto de Black tinha sumido. Nesse exato momento ele estava intoxicado por Sirius. Pelo corpo do colega, a boca e, principalmente, pelo perfume amadeirado do Gryffindor. Ouviu Black murmurar um feitiço que nunca tinha ouvido antes e em seguida se sentiu totalmente nu. "Você inventou esse feitiço?", questionou impressionado e enciumado. Por que o próprio Snape não tinha pensando em um feitiço assim? Ah, já sei, provavelmente porque eu não sou sexualmente ativo, refletia. Ao menos até agora, acrescentou.
Sirius beijou a nunca do Slytherin, depois respondeu: "Inventei vários feitiços como esse. Espero poder usar todos com você." Black observou rapidamente as costas de Snape. A pele dele era firme e pálida, com poucos pelos muito negros. Em geral o corpo era magro, porém com músculos discretos. A bunda, ainda que pequena, era redonda e macia. Era exatamente assim que ele tinha imaginado Severus.
O Slytherin sentiu Sirius enfiar o nariz em seu pescoço para absorver seu cheiro. Depois sentiu a língua úmida de Black lambeu o local. "Severus, você é gostoso...", Snape ouviu a voz sussurrada bem próxima a sua orelha. Sentiu todos os pelos do corpo se eriçarem. Achava que o Gryffindor estava mentindo. Mas e daí? Era uma mentira muito boa de se ouvir. Em seguida Sirius grudou seu corpo no dele. Severus percebeu que o colega também estava totalmente nu. Sentir o calor do corpo de Sirius contra o seu e a ereção do próprio roçando nele era um prazer indescritível.
Black beijava os ombros de Snape ao mesmo tempo que suas mãos percorriam o peito e abdômen do Slytherin.
Severus desejava que sua fantasia se tornasse real. Que de fato as mãos de Sirius Black o fizessem atingir o orgasmo. Snape guiou as mãos do Gryffindor até sua ereção. Ficou feliz ao sentir que uma mão do colega envolveu seu membro e a outra acariciou seus testículos.
"Mmm...", gemeu o Slytherin de forma incoerente.
"Está bom, Severus?", perguntou enquanto suas mãos trabalhavam para faz Snape chegar ao clímax. A única resposta que Sirius recebeu foi o corpo de Severus se movendo para frente, pois o Slytherin encostou a testa na parede. Em contra partida, a bunda de Snape se projetou para trás, friccionando-se contra a ereção de Black. O Gryffindor sorriu de malícia, subentendo o movimento como um convite. Manteve a mão que masturbava Severus, enquanto levava a outra até os próprios lábios. Umidificou o dedo indicador e o penetrou lentamente em Snape.
"AH! Black!" Foi a primeira vez que Sirius ouviu Severus dizer seu nome de um jeito que não fosse pejorativo ou depreciativo. Tinha paixão na voz de Snape e perceber isso fez o corpo do Gryffindor vibrar de prazer.
Mesmo identificando o prazer na voz do colega, Black quis brincar com ele. "Então é para eu continuar?"
"Continue ou eu mato você", ameaçou, mas sua voz ainda estava apaixonada.
Sorrindo Sirius começou a mover o dedo dentro do Slytherin. Severus projetou a bunda para trás, buscando mais contato. Black sentia que o colega estava bastante relaxado. Introduziu mais um dedo em Snape. Começou o mover os dedos juntos.
Severus pensava que podia morrer de prazer. Em nenhum momento Sirius parou de tocar em sua ereção e sentir aqueles dedos roçarem sua próstata era divino.
Black, então, aumentou a velocidade que masturbava o colega, sem deixar de mover os dedos dentro dele. Severus não aguentou nem meio minuto assim. Chegou ao orgasmo em silêncio derramando-se na mão do Gryffindor.
Sirius beijou a orelha de Snape. "Foi bom, né? Acho que agora é a minha vez de ter a mesma sensação."
Severus não respondeu, mas percebeu a mão de Black abandonar seu membro ao mesmo tempo que os dedos dentro dele eram retirados. Depois sentiu a ereção de Sirius entrando nele devagar.
"Aaah...", gemeu Black ao estar inteiramente dentro de Snape. O corpo do Slytherin era apertado e quente, esmagava de um jeito delicioso sua ereção.
Severus ainda estava recuperando o fôlego por causa do intenso primeiro orgasmo. Entretanto, receber em seu corpo o membro de Sirius era um prazer diferente.
"Vou me mexer um pouco, Severus...", murmurou e entrou e saiu lentamente de dentro do colega.
Quando a ereção de Black voltou a preenchê-lo atingiu com tudo sua próstata. O membro de Snape deu sinais de vida. Então ele se deu conta de que essa era a sua primeira vez. E era com Sirius Black. "Ahh...", ele gemeu e não precisou observar seu próprio membro para saber que estava novamente animado.
"Está bom para você?", indagou Sirius. Ele arfava muito para se controlar. Se controlava para não enfiar em Severus com brusquidão e para não ejacular rápido demais.
Snape moveu o quadril para trás, enterrando ainda mais a ereção de Black dentro dele. Severus queria mais. Mais contato. Mais estocadas contra sua próstata.
O Gryffindor entendeu o recado. Levou as mãos até a barriga de Snape e passou a golpear a bunda dele com mais vigor. Ao acelerar os movimentos os dois passaram a gemer alto incoerências. Não tinham vergonha de expressar o quanto estavam gostando de estar um com o outro. Então pouco tempo depois ambos chegaram ao clímax quase ao mesmo tempo.
"Black..."
"Aaaah... Severus..."
Os dois desabaram no chão. Ambos tinham um sorriso bobo no rosto. O Gryffindor saiu de dentro de Snape, mas Severus continuou deitado em cima do peito de Black. "Dá próxima vez diga meu primeiro nome, Severus."
"Próxima vez, Black?", indagou esperançoso. Snape desejava muito que eles fizessem isso mais vezes.
"Seria mais agradável que quando estivéssemos juntos você me chamasse pelo primeiro nome. Ou dizer meu primeiro nome está acima da sua habilidade mental?"
"Que próxima vez, Sirius?"
"Hum...", ele gemeu dando um sorrisinho, como se ouvir seu nome na voz de Snape o trouxesse prazer. "Sábado é um bom dia para você? Tem visita para Hogsmeade, mas acho mais interessante me encontrar com você."
Snape rolou por cima do outro, deitando-se de costas ao lado do Gryffindor no chão. "Eu não te entendo..."
"O que você não entende?"
"Não entendo várias coisas. Mas a principal é por que você quer estar comigo."
"Isso é tão simples, Sevvie", disse e se sentou. Observando o rosto macilento de Severus ele continuou: "É porque gosto de você."
Snape se levantou em silêncio. Precisou de muito esforço para não sorrir ao ouvir a simples declaração do colega. "Não me chame de Sevvie", pediu enquanto se enrolava em um lençol de sua cama.
Black também se ergueu no chão. Estava com a feição bastante mal humorada. "Eu digo que gosto de você e como resposta você me diz para não te chamar de Sevvie?"
"E o que você queria que eu te respondesse? Que na verdade eu tenho uma paixão secreta e obsessiva por você desde que eu te vi naquele vagão de trem em nossa primeira viagem para Hogwarts?"
Sirius sorriu. O sorriso mais sedutor e lindo do mundo. "É exatamente o que eu gostaria de ouvir."
"Me dê minha varinha, Black. Eu preciso me limpar."
Mas o Gryffindor ainda sorria. Encantado por ser a 'paixão secreta e obsessiva' de Severus. "Então é verdade? Você gosta de mim desde que tínhamos onze anos?"
Snape se virou. O rosto normalmente pálido estava agora totalmente vermelho e quente. Por que diabos eu tive que abrir minha boca?, perguntou se torturando.
Sirius percebeu o desconforto do outro e entendeu. Aquela seria a única declaração que conseguiria extrair de Severus por hoje. Além disso ele precisava ir embora. A aula de Malfoy estava quase acabando. Black primeiro lançou um feitiço em si mesmo, fazendo suas roupas reaparecerem, depois lançou um feitiço para retirar o sêmen do corpo de Severus e em seguida o vestiu magicamente.
O Slytherin permanecia de costas. Continuava se detestando por ter falado demais, mas como Sirius tinha o vestido significava que ele estava prestes a ir embora. "Sábado eu não posso. Já tenho compromisso."
Black se sentiu rejeitado. Isso doeu dentro dele.
"Mas domingo eu estou livre."
A sensação de rejeição foi embora tão rapidamente quanto chegou. "Domingo tem o encontro do Clube do Slug. É o meu primeiro convite, então eu tenho que ir", explicou. Sua voz monótona deixava claro que somente ia ao encontro porque era uma obrigação.
Foi a vez de Severus se sentir rejeitado. Então ele sentiu Sirius o abraçando por trás e a sensação ruim passou. "A gente combina um dia que seja bom para nós dois na aula de Poções amanhã. Sente-se perto de mim para podermos conversar."
Snape sorriu timidamente. "É melhor você ir embora agora, Sirius. Lucius já deve estar voltando."
Black desfez o abraço e virou o corpo de Severus para que ficasse em frente a ele. Em seguida ergueu o queixo de Snape com a mão e o beijou suavemente. Tão rápido o beijo começou ele terminou. Sirius colocou a varinha de Severus em sua mão e se afastou. Pegou discretamente a Capa de James do chão e caminhou até a porta. "Até amanhã, Sevvie!", disse e saiu do quarto. No corredor ele vestiu a Capa e seguiu até sua Sala Comunal. Não acreditava em como era sortudo. Snape correspondia aos seus sentimentos. A vida não podia ser melhor do que isso.
Já no quarto Severus se sentou no chão. Ainda não acreditava em tudo que tinha acontecido. Sirius Black surge magicamente em seu quarto, depois transa com ele. E para completar o Gryffindor desequilibrado assume que gosta dele. Tudo que aconteceu era tão bom que não parecia ser real.
Continua... : )
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Comentários da autora: A demora para publicar não é negligência, é apenas falta de tempo mesmo. Desculpem por fazê-las esperar tanto. : /
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