Capítulo com lemon.

Capítulo III – Dia da caça

A sala de aula de Poções nas masmorras da turma mista de Slytherin e Gryffindor estava mais abafada do que o normal. Todos os caldeiros acessos lançavam fumaças quentes por toda sala. Os alunos sentiam calor, uma sensação que não combinava nada com o usual clima frio das masmorras.

Severus estava sozinho em sua bancada no final da sala. Mal prestava atenção no seu caldeirão em frente a ele. Estava mais interessado em observar um certo Gryffindor de cabelos muitos negros e olhos azulados. Sirius também estava na última bancada da sala. As duas últimas bancadas ficavam lado a lado, sendo que a da direita estava ocupada por Snape e a da esquerda por Black e James. Sirius e Potter riam e conversavam animadamente.

Severus apertou os olhos ao notar como James estava tão próximo de Black. Detestou James ainda mais naquele momento. Queria aquele Gryffindor longe do seu amante. Snape tinha outros planos para essa aula. Outros planos para ele e Black. Com um sorriso zombeteiro, o Slytherin lançou um feitiço no caldeirão de Potter.

Quando o enfeitiço invisível de Severus atingiu o caldeirão de James todo o seu conteúdo saiu do recipiente encharcando James com o líquido verde e viscoso. Algumas poucas gotas pingaram em Sirius.

Snape acompanhou a cena com um prazer sádico. Deu um sorriso malicioso e ficou observando o próprio caldeirão com ar de inocência.

"Mais que merda!", exclamou James irado, limpando o rosto com as mãos. "Quem foi o filho da puta que jogou essa porra desse feitiço do meu caldeirão?"

"Mas que linguajar é esse, Potter? Você está em uma sala de aula! Não pode falar assim..." O professor Slughorn parou de falar, fitando o aluno com curiosidade. "O que aconteceu com você? Está verde, Potter!"

Snape comprimiu os lábios para não rir alto. A essa altura todos estavam olhando James e gargalhando da cena. Todos menos Sirius. Ele não sorria, apenas olhava de Potter para Severus.

"Potter, vá para sua torre. Acho que é melhor você tomar um banho. Água fria é o método mais efetivo para se livrar dessa poção."

Os alunos continuavam rindo de James. Prongs se virou para o amigo com uma feição homicida.

"Descubra quem fez isso. Eu quero vingança."

"Tudo bem, James. Agora vá se livrar disso. Talvez essa coisa cause uma alergia na sua pele."

Potter, ensopado com o líquido verde, saiu da sala de aula.

Sirius se virou na direção do Slytherin criminoso, mas Snape não estava mais na bancada do lado da dele. Severus estava caminhando até ele.

"Por que fez isso?"

"Fiz o que?", indagou cínico.

"Sei que foi você que fez aquilo com James."

"Ah, isso. Sim, eu fiz. Eu precisava ficar a sós com você..."

"Ficar a sós comigo? Por que?", indagou, mas já estava sorrindo de um jeito sensual.

Severus sorriu maliciosamente, depois olhou para frente da sala, a fim de verificar se tinha alguém olhando para eles. Como não tinha ninguém os observando, ele empurrou Sirius em direção a parede. Depois se aproximou do Gryffindor e o beijou.

Sirius gemeu enquanto sentia sua boca ser explorada pela língua de Snape. A verdade é que ele estava adorado o fato do Slytherin ter tomado a iniciativa. Se sentir desejado por Snape era fantástico.

Severus amava ficar tão próximo ao Gryffindor. O cheiro amadeirado de Black era uma delícia. Mas ele não podia se permitir intoxicar. Não agora. Ele precisava lançar mais um feitiço naquela sala. Snape apalpou o corpo de Sirius em busca da varinha dele.

Black ingenuamente pensava que estava sendo acariciado de um jeito apaixonado pelas mãos desesperadas do Slytherin. Que engano! Assim que Severus encontrou o que queria desfez o beijo. Em seguida se virou em direção aos alunos e procurou o professor. Quando o avistou, usando a varinha de Sirius, lançou um Levicorpus não verbal em Slughorn, depois colocou a varinha na mão de um chocado Black. O Gryffindor estranhou tanto a situação que não conseguiu nem expressar nada.

Por outro lado Severus sabia bem o que dizer.

"Por que você fez isso, Black?", questionou Snape em tom audível em toda sala de aula.

A turma toda estava muda e surpresa observando o professor levitando de ponta cabeça no ar. Horace, que também estava em silêncio por causa do choque, voltou a si ao ouvir a voz de Severus.

"Quem fez isso?", perguntou com a voz muito brava. "Me desçam daqui agora!", exigiu.

Snape murmurou o contra feitiço e o professor caiu no chão. Mas o homem logo se recompôs, ficando de pé.

"Quem fez isso?", a voz sempre tão amigável e simpática do Slytherin estava totalmente mudada. Ele estava furioso.

"Foi Black, professor. Eu vi. Olhe! Ele ainda está segurando a varinha!", falou Severus maldosamente.

Os olhos de Slughorn se estreitaram. Ele caminhou até o Gryffindor. Os alunos continuavam quietos. Olhavam a cena chocados. Sabiam que era do tipo de Black fazer esse tipo de brincadeira, mas dessa vez ele foi longe demais. Enfeitiçar um professor poderia dar até uma expulsão.

"Você fez isso?", perguntou Horace ao ficar frente a frente a Sirius.

Remus correu até o final da sala, para auxiliar o amigo.

"Certamente ele não fez isso, professor."

"Fique quieto, Lupin! Não perguntei nada a você", falou ríspido, sem nem olhar Remus. "Responda minha pergunta, Sirius. Você fez isso?"

Black ainda estava atordoado. Olhou para Severus, que sorria debochadamente. Estaria Snape se vingando dele por causa do que aconteceu no outro dia? A ideia levou um gosto amargo a boca do Gryffindor.

"Eu... Eu não..."

"Severus?", Slughorn se virou em direção ao Slytherin, já que Black não conseguia articular uma frase completa. "Você viu Sirius fazer isso? Ele me enfeitiçou?"

"Sim, professor. Foi ele. Eu garanto..."

"Que disparate! Todos sabem que Snape detesta Sirius! Ele está mentindo, professor!", afirmou o lobisomem com veemência.

Mas a palavra de Remus valia pouco na balança do professor. Ainda que Lupin fosse monitor, Horace sabia que ele era lobisomem. E Severus era um dos seus melhores alunos em Poções, portanto a acusação de Snape era suficiente para Slughorn pensar que Black era culpado.

"Lupin, volte já para sua bancada ou ganhará uma detenção", disse frio, depois se virou para Sirius. "Estou muito desapontado com você, Black. Pensei que nessas últimas semanas você tinha mudado. Pelo visto me enganei. Vou tirar duzentos pontos de Gryffindor e..."

"Duzentos?", repetiu Sirius surpreso. Ele já havia perdido muitos pontos para sua casa, mas duzentos? Duzentos nunca.

"Sim, Black, duzentos. E estou sendo generoso. Também ganhará três meses de detenção."

"Professor... Eu não fiz nada...", disse tentando argumentar. Mas sabia que de nada adiantaria. Tinha ciência de que o professor Slytherin tomaria como verdade a acusação do aluno de sua Casa.

"Black, se retire da sala. Você já me afrontou demais por hoje."

"Mas professor... Por favor... Me deixe explicar..."

"Saia agora, Black", ordenou em um tom nada amistoso.

Sirius assentiu derrotado, pegou sua mochila e caminhou para fora da sala. Antes de sair lançou um olhar raivoso para Severus que sorria de forma zombeteira para ele. Vingança. Ele se lembrou de Potter. Pois bem, James e ele teriam vingança. Snape não ia fazer aquilo com eles e ficar impune. Ele fechou a porta e rumou até a sala comunal. Juntos, ele e Prongs, planejariam uma bela vingança contra o Ranhoso.

Black estava subindo as escadas rumo ao Salão Principal quando ouviu passos apressados atrás dele. Ele se virou e identificou Severus. Ah, vingarei nós dois agora, Prongs, pensou. Atirou a mochila no chão e apontou a varinha para Snape.

"O que está fazendo?", indagou displicente.

"Essa não é a pergunta certa, Snape. O certo seria perguntar o que eu vou fazer com você."

"Posso imaginar o que fará comigo, Black...", disse maliciosamente.

De repente a varinha perdeu o sentido. Sirius queria socar com as próprias mãos aquele Slytherin debochado. Rapidamente caminhou até ele, depois agarrou as vestes de Severus o erguendo do chão.

"Você não passa de uma maldita cobra peçonhenta, Snape!", rosnou e em seguida bateu as costas de Severus contra a parede de pedras. Depois, com uma mão enforcou o Slytherin enquanto a outra se fechava em punho, pronta para começar a socar. "Vou te encher de tantos hematomas que nem sua mãe irá reconhecê-lo."

O Slytherin revirou os olhos para a ameaça. Já esperava encontrar Sirius irritado, mas o colega estava exagerando. Com um aceno sutil e um feitiço não verbal lançou um Levicorpus no Gryffindor.

Sirius amaldiçoou Snape ao receber o feitiço.

Severus sorriu, depois fez um feitiço convocatório, fazendo a varinha de Black ir direto até sua mão.

"O que foi, Black? Você não gosta de desarmar os outros? Me diga, qual a sensação de estar indefeso?"

Os olhos do Gryffindor cintilaram de ódio.

"Indefeso?", repetiu com escárnio. "Você acha que me intimida, Snape? Precisaria de um exército de Ranhosos para me por algum medo!"

O Slytherin se aproximou do corpo de Black, erguido de cabeça para baixo pelo tornozelo através de uma corda invisível. Prevendo a aproximação de Severus, Sirius tentou socar o colega, que desviou.

"Eu não quero te intimidar, Sirius. Eu só fiz tudo isso porque quero ficar a sós com você."

Sirius? Severus Snape acabou de me chamar pelo primeiro nome?, refletia o Gryffindor.

"E para quê quer ficar a sós comigo?"

"Não se faça de ingênuo, eu sei que você não é..."

"Por que você fez tudo isso? Deixou James verde e me incriminou com Slughorn."

Severus sorriu enviesado.

"Eu não gosto de Potter e isso não é nenhuma novidade. Com relação a Slughorn, bem... A culpa foi sua. Você falou que não poderia se encontrar comigo porque precisava ir a estúpida festa dele."

"Por causa de um único maldito dia você me arruma três meses de detenção? Você sabe somar e subtrair, Snape? Três meses são noventa dias! Muito mais do que só um dia."

"Você ficará noventa dias longe de Potter e cumprindo detenção em uma masmorra. Acho que isso me agrada. Depois que sair da detenção podemos nos encontrar mais facilmente já que eu estou mais habituado nas masmorras."

A raiva se dissolveu e ele sorriu. Então Snape havia feito tudo isso só para ficar com ele? Foram atitudes mesquinhas e egoístas, mas Severus era Slytherin, o que de certa forma justificava suas ações. O que realmente importava é que o bruxo havia se empenhado para ficar com ele. Uma ideia marota aflorou em seus pensamentos.

"Você tem ciúmes do James, Sevvie?"

"Eu não tenho ciúmes nenhum!", respondeu rápido demais, fazendo o Gryffindor rir. "Eu só não gosto dele."

"Me desça daqui, Sevvie. Irei te provar que não precisa sentir ciúmes de James ou de qualquer outro. Somente uma pessoa me interessa..."

"E quem é essa pessoa?"

"Um garoto feio, mal encarado, com amigos sinistros, mas até que é um aluno razoável..."

Severus desfez o feitiço, fazendo Black cair no chão com um baque surdo.

"Aluno razoável, é?", repetiu meio ofendido. Snape não tinha nada de razoável. Todas suas notas eram excelentes.

Sirius se levantou e sorrindo foi até o Slytherin. Severus permitiu que o Gryffindor o levasse até a parede. Black enfiou o nariz na curva do pescoço e ombro de Snape, fazendo-o se arrepiar. Depois mordeu levemente o lugar. Suas mordidas migraram do pescoço até os lábios. Quando as bocas se encontraram eles iniciaram um beijo apaixonado.

A essa altura Severus já estava intoxicado por Sirius. Pelo cheiro dele, o corpo do bruxo que o imprensava contra a parede fria de pedras e os lábios que o faziam perder o fôlego.

Sem deixar de beijá-lo, Black começou a desabotoar a calça do Slytherin. Quando abriu a calça colocou um joelho entre as pernas de Severus, forçando-as a separar.

Snape lembrava vagamente que deixar Sirius no comando não fazia parte do plano, mas ele já estava embriagado pelo Gryffindor. Faria o que Black quisesse, incluindo transar no meio das escadas, podendo ser pegos a qualquer momento.

Mas Sirius era mais prudente que ele. Assim que ouviu vozes vindo do Salão Principal desgrudou-se rapidamente de Severus.

O Slytherin não gostou nada do outro ter se separado dele. Fitou o amante, que olhava para cima, para o lugar de onde vinham as vozes. Sorrindo, Snape resolveu provocar o Gryffindor.

"O que foi, Black? Está com medo de nos pegarem?"

Sirius devolveu o sorriso de deboche para o colega.

"Não é medo, mas hoje já perdi pontos demais para Gryffindor por sua causa e não quero perder mais... Por isso, é melhor encontrarmos um lugar onde não nos encontrem."

Severus fechou a calça que Black tinha aberto.

"Venha. Eu conheço um lugar", disse e começou a descer os degraus de volta para as masmorras.

Sirius o seguiu, ainda que não gostasse muito das masmorras. Mas era o preço a se pagar. Afinal, quem mandou ele se interessar justo por um Slytherin?

OoOoOoOoO

Snape levou Black de volta para as masmorras. Lá eles entraram em uma sala de aula abandonada. Todas as cadeiras estavam amontoadas em um canto. A mesa do professor estava no meio da sala e tinha algumas velas acessas suspensas, próximas ao teto.

Sirius sorriu ao ver as velas acessas. Com certeza alguém tinha vindo até a sala para acendê-las.

"Você planejou bem, Sevvie...", elogiou.

Severus fingiu não ouvir, estava mais ocupado em tirar suas vestes. Rapidamente se livrou da gravata e dos sapatos, depois desabotoou os botões da camisa e calça. Retirou todas as peças de roupa, ficando apenas de cueca.

Black ficou olhando o amante seminu. Mesmo a luz de velas o Slytherin tinha a pele pálida. Severus era esguio e com poucos músculos. Mas aos seus olhos de Sirius, Snape era muito gostoso.

"Está com pressa, Severus?", perguntou desviando os olhos do corpo do amante e encarrando agora os belos olhos negros.

Snape ignorou a provocação e foi até o centro da sala, depois se sentou em cima da mesa.

"Vem cá, Black."

"Vem cá, por favor, Sirius.", corrigiu.

O Slytherin apertou os olhos e cruzou os braços ao notar que o Gryffindor permaneceu parado.

"Não se lembra do nosso trato, Sevvie? Quando estivermos a sós você me chama pelo primeiro nome."

"Venha cá agora, Sirius!"

"Não foi muito educado, mas...", disse e foi até onde o Slytherin estava.

"Mas você está pouco se lixando para minha educação, não é? Acho que só está prestando atenção no meu corpo. Gosto do meu corpo, Sirius?"

Black agora estava de frente para Snape. Beijou o queixo dele e respondeu em sua orelha: "Eu adoro o seu corpo, assim como adoro você todo..."

Sirius mordeu a orelha do outro bruxo, depois fez uma trilha de mordidas pelo pescoço até chegar ao peito. Lambeu rapidamente um mamilo e em seguida o mordeu. Fez a mesma coisa com o outro, então sentiu as mãos de Severus em seu cabelo, empurrando sua cabeça para baixo.

Black olhou para o amante. "O que quer que eu faça?"

Snape não respondeu, apenas empurrou mais a cabeça do amante para baixo, em direção ao seu membro.

Sirius entendeu bem o recado e quando sua boca estava bem próxima da cueca do amante, ele passou a língua pelo tecido.

Severus gemeu alto.

O Gryffindor sorriu. Adorava ouvir o amante gemer. Passou a língua mais algumas vezes no tecido e como resposta recebeu mais ganidos de Snape.

"Tire a minha cueca, Sirius", mandou.

Black pegou a sua varinha da mão do Slytherin e murmurou um feitiço em Severus. Agora Snape estava totalmente nu. Então desceu novamente o rosto ao encontro do membro do amante. Em seguida lambeu a glande de Severus.

Snape arfou e em seguida ordenou: "Mais!"

Sirius circundou a língua na glande do Slytherin diversas vezes, depois passou a língua por toda ereção de Severus. Desceu mais a língua e lambeu os testículos do amante.

"Coloque a boca...", falou em tom autoritário.

Black ergueu o rosto para fitar o colega. Snape parecia meio enlouquecido de tesão. Sorriu por fazer Severus se sentir assim, mas não ia perder a chance de sacaniá-lo um pouco.

"Peça por favor..."

"O que?", perguntou irritado.

"Peça por favor e farei o que quiser."

O Slytherin apertou os olhos em direção ao amante. Não gostava de pedir por favor. Ainda mais para um Gryffindor, mas ele desejava muito aquilo.

"Por favor, Sirius", disse entre dentes.

"Por favor o que?"

"Por favor, coloque sua boca puro sangue em meu pau mestiço."

"Sorte sua eu gostar de mestiços...", disse sorrindo. Depois engoliu a ereção do amante. Ele já conseguia sentir o gosto salgado do líquido pré-seminal na boca. Passou então a mover sua cabeça em um lento movimento de vai e vem.

Aparentemente a velocidade de Sirius não era suficiente para agradar Snape. Severus agarrou os cabelos do Gryffindor com ambas as mãos e começou a movimentar a cabeça de Black com mais agilidade.

Sirius pensava que a qualquer momento iria vomitar. Toda vez que Snape empurrava sua cabeça em direção a virilha, o membro do amante roçava perigosamente em sua garganta. Ao menos o Slytherin parecia estar gostando muito porque os gemidos altos dele enchiam a sala. Quando Black pensou Severus fosse chegar ao orgasmo ele deu um puxão exageradamente forte nos cabelos do Gryffindor e o afastou de sua ereção.

Snape sorria de um jeito indecifrável e respirava forte. Olhou para Sirius que parecia confuso.

"O que? Eu te machuquei?"

O Slytherin não respondeu, Black não tinha machucado Severus, mas o bruxo tinha outros planos para eles. Por isso Snape se levantou da mesa. Puxou a amante pela gravata até eles ficarem frente a frente, depois empurrou o Gryffindor em direção a mesa.

Sirius foi jogado de rosto contra a mesa por Snape. Ouviu Severus sussurrar o feitiço que ele tinha inventado e um segundo depois ele estava sem roupas.

"O que vai fazer agora, Sevvie?", indagou, mas já sabia a resposta.

Snape lambeu as costas do amante, em seguida convocou um tubo do bolso de sua calça. O bruxo abriu o tubo e passou o gel no dedo médio. Depois penetrou o dedo dentro do Gryffindor.

"Hum... O que é isso?", perguntou sentindo o gel esquentar seu corpo. Era um calor morno, agradável, que se propagava do dedo de Severus por todo o corpo de Sirius.

"Esse gel é uma experiência minha. A sensação é boa?", questionou enquanto mexia o dedo em movimentos circulares.

"Fez experiência de ontem para hoje, Sevvie? Só por minha causa?"

Snape colocou gel no dedo indicador e penetrou um segundo dedo no amante.

"É bom ou não?"

"É muito bom...", respondeu enquanto sentia uma nova onda de calor se difundir dos dedos do amante e viajar até as extremidades de seu corpo.

Severus sorriu orgulhoso. É claro que era muito bom, afinal foi ele que inventou. O bruxo continuou movendo os dedos, agora saindo e entrando em Black. Ao mesmo tempo pegou uma quantidade generosa de gel e passou pela própria ereção.

Sirius estava relaxado. Seu corpo estava apoiado em cima da mesa. Sua cabeça repousava no tampo de madeira, assim como os braços e a barriga. O calor do gel tinha um efeito paradoxal – um quente relaxante, mas ao mesmo tempo excitante. Ele estava feliz e descontraído. Sentiu então os dedos de Snape abandonarem seu corpo, em seguida sentiu o membro do amante penetrar nele de uma só vez.

"Aaaaaah...", murmurou Severus ao se sentir totalmente dentro do Gryffindor. O corpo de Black pressionava sua ereção de um jeito delicioso. Snape sentiu o ímpeto de ejacular, mas o deteve. Não queria que acabasse tão rápido. O Slytherin saiu e entrou com avidez, fazendo Sirius gemer de desconforto.

"Não faz isso...", pediu. "Assim dói."

"Dói para quem?", provocou.

"Severus...", começou a falar, mas foi interrompido.

"Relaxe, Sirius. Eu não vou tratar mau meu único amante", tranquilizou.

Snape realmente disse a verdade. Suas outras estocadas foram mais lentas. E ele só imprimiu mais velocidade quando Black pediu para ele acelerar. Aos poucos a sala se enchia com os gemidos dos dois. Severus se deliciava com a pressão que o corpo do outro fazia em sua ereção. E Sirius gritava de prazer quando o membro do outro tocava sua próstata.

Nenhum dos dois durou muito tempo. Chegaram ao orgasmo quase no mesmo instante. Eles ficaram quietos e em silêncio enquanto suas respirações voltavam ao normal.

Com a respiração já controlada, Severus saiu de dentro do outro, depois se afastou dele e começou a recolher suas peças de roupas jogadas no chão.

Black se virou para trás e viu o amante começar a se vestir.

"A brincadeira acabou por hoje?"

"Nós temos aulas de Transfiguração daqui há dez minutos. É melhor se apressar e se vestir."

"Podíamos cabular essa aula...", sugeriu de um jeito sensual.

"Pensei que não quisesse mais perder pontos para Gryffindor hoje."

"Mudei de opinião. Vale a pena perder pontos para minha Casa se eu estiver com você...", disse e caminhou até o amante.

Ambos sorriam com volúpia. Quando Sirius parou em frente a Snape começou, então, a tirar a camisa que o Slytherin já havia vestido. Alguns segundos depois os dois já estavam se beijando e se agarrando.

Obviamente Black e Severus não apareceram na aula de Transfiguração, por conta disso a professora McGonagall deu uma detenção aos dois, que não se importaram muito, já que cumpririam a detenção juntos.

OoOoOoOoO

Todos os dias depois da detenção de Slughorn Sirius se encontrava com Snape em alguma sala de aula desocupada nas masmorras. Eles também se encontravam entre as aulas ou na hora do almoço ou até em altas horas da madrugada.

Eles ficaram juntos em todos os anos que estiveram em Hogwarts. O Gryffindor não disse nada a respeito do boato que pairava na escola que Severus iria se alistar no exército de Voldemort. Assim como Snape também não comentou o fato de Black ter fugido de casa.

Entretanto, quando os bruxos se formaram eles se afastaram. Severus realmente se tornou Comensal da Morte, assim como Sirius se tornou membro da Ordem da Fênix. Os dois tomaram caminhos diferentes e não mais se encontraram. Todavia, na mente de ambos as incontáveis horas que passaram juntos nas masmorras foram os melhores períodos de suas vidas.

Fim?

OoOoOoOoO

Comentários da autora: Sei que não vou agradar algumas leitoras por não ter feito final feliz, mas eu gostei de ter terminado desse jeito.

Enfim... Quero agradecer a todas que tiveram a paciência de ler essa fanfic até o fim. Muito obrigada! = ) Espero revê-las em outra fic.

OoOoOoOoO

Reviews? Reviews? Reviews?

Por favor? Por favor? Por favor?

Não sabe o que escrever? Quer uma sugestão? Me manda um smile (: D). Sério. Adoro smiles e vocês me deixariam muito feliz se me mandassem um review. Me mandem? Por favor? ; )