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Gina tentou não pensar no que Harry tinha dito e pro curou se concentrar apenas no que ele fazia. Ou no que eles faziam. Em como Harry lhe despertava emoções desco nhecidas. Nenhum homem havia conseguido levá-la àquele êxtase. A sensação era de que ambos formavam uma só pes soa. Era mais do que sexo.
A um certo momento, ela se levantou, concentrou sua ener gia e sentou-se com as palmas das mãos viradas para cima. Desejou que a mágica que formara o círculo se encolhesse até se transformar em uma esfera de luz.
Conforme olhava para as mãos, ouviu Harry ofegar, e per cebeu que ele observava a esfera com os olhos arregalados.
— Não acredito no que vejo — ele murmurou.
— Você consegue ver?
— Por quê? Eu não deveria? Você consegue ver, não é?
— Eu a vejo porque sou uma bruxa.
Mas a atenção de Harry estava novamente voltada à esfera de energia que Gina segurava. Ele estendeu a mão e tentou tocá-la com a ponta do dedo.
— Fique nessa posição e não se mova! — ela exclamou, transferindo a energia para as mãos dele.
— O que está fazendo?
— Mágica — Gina disse simplesmente. — A mágica em que você nunca acreditou. E se puder vê-la agora, Harry, isso provará que estava errado.
— Não entendo — ele disse.
— Costuma-se dizer que ver é acreditar, Harry, mas você tem de acreditar primeiro, antes de ver. Concentre-se ou perderá a chance.
Ele se concentrou de novo no brilho que havia em suas mãos.
— O que devo fazer?
— Eu geralmente devolvo a energia à Mãe Terra, dedicando-a à cura.
— Como?
Gina sorriu. Harry nem imaginava o poder que pos suía. Era um bruxo, também. Só que isso nem lhe passara pela cabeça.
— Ajoelhe-se. Pressione as palmas das mãos no chão e, em sua mente, veja a luz esparramando-se na terra, distri buindo seu poder de cura, espalhando o amor pelo planeta.
Harry seguiu as instruções de Gina. Quando se levan tou, ainda estava com o olhar preso às mãos.
— Isso foi incrível! — Ele se aproximou de Gina. — Você é incrível!
— Sou egoísta. — Ela se odiava pelo que fizera com ele naquela noite. Por outro lado, amava o que havia feito.
O que não queria era magoá-lo. Iria contar a verdade. Agora, antes de...
Harry a ergueu nos braços e, enquanto a beijava, levou-a para dentro da casa, subiu os degraus, entrou em seu quar to e a colocou sobre a cama. Os lábios dele não abandonaram os seus, as mãos não deixaram de acariciá-la nem por um instante. Ele parecia estar totalmente concentrado em fazê-la desejá-lo de novo. Ela sabia que não seria correto, pois não perderia mais seus poderes, mas, ainda assim, via-se queren do ser possuída novamente por ele. Por isso, quando ele se deitou ao seu lado, não resistiu. Eles ainda estavam na cama quando as tias retornaram para casa na manhã seguinte.
Harry viu a expressão de pânico no rosto de Gina quando ouviram as vozes das tias no andar de baixo.
— Oh, não! — Ela se sentou na cama, jogou para o lado o lençol e começou freneticamente a procurar suas roupas.
Os passos soaram na escada. Alguém a chamou, e Gina, em desespero, voltou-se para Harry:
— Depressa! Você tem de se vestir!
— Está bem, está bem! — Ele pulou da cama, levando consigo o lençol, e seguiu para o banheiro no instante em que ouviu a porta do quarto se abrir.
— Gina, não nos ouviu chamar? Estamos em casa! Oh, veja o que encontramos no quintal!
— O que as senhoras...
— Isto! — uma das tias foi anunciando. E exibiu com or gulho o que haviam encontrado.
Olhando pelo buraco da fechadura da porta do banhei ro, Harry viu que Gina empalideceu olhando o que Merri exibia.
As roupas dele.
— Estou enganada ao pensar que estas peças pertencem a Harry? — Merri perguntou, enquanto as outras duas sor riam.
— Não, tia Merri. Mas...
— Então você conseguiu! — Ela bateu palmas. — Conseguiu e agora...
— Seus poderes estão a salvo! — Fauna exclamou, com pletando a frase da irmã.
Harry viu que Gina gesticulava, apontando para a di reção em que ele se encontrava. Muito estranho...
— Você dormiu com um homem virgem antes de comple tar vinte e sete anos, justamente como dissemos para fazer — Fauna prosseguiu, sem entender os gestos da sobrinha. — Não perderá seus poderes, afinal. E isso é tudo o que interessa.
Prévia do 9 -
— Não precisa tentar se justificar — ele disse friamente. — Ora, eu já vi o que você pode fazer. Suponho que teria dormido com o próprio diabo para manter o seu poder... seja lá o que ele for.
— Não sei como vocês conseguem dormir à noite.
— Ele ainda está sofrendo, minha querida. E sofre porque gosta de você.
— Se preferir não sair, Har, podemos pedir comida. O que acha? — ela perguntou do banheiro.
Gina deu um passo para trás e seus olhos se encheram de lágrimas.
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