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Harry sentiu como se tivesse sido atingido por uma bala na testa.
Abrindo a porta do banheiro, olhou para Gina e para as tias, que gemeram, em um misto de surpresa e desespero.
Ele nunca se sentira tão ferido, humilhado e furioso em toda a sua vida.
— Bem, pelo menos agora eu sei o por que — disse.
— Oh, meu Deus! — Fauna exclamou pesarosa. — Não, você não entendeu direito, rapaz, não realmente. O que eu quis dizer é que...
— Por favor, saiam daqui — Gina pediu às tias, que dei xaram o quarto imediatamente, murmurando pedidos de des culpas. Virou-se para Harry, procurando as palavras certas.
— Não precisa tentar se justificar — ele disse friamente. — Ora, eu já vi o que você pode fazer. Suponho que teria dormido com o próprio diabo para manter o seu poder... seja lá o que ele for.
— Não acredito no diabo. E não foi isso que me levou a...
— Não minta, está bem?— Ele pegou as roupas que Merri deixara cair no chão. — Eu fui um bobo a noite passada, não? Quantas vezes eu disse que amava você, Gina? Dúzias de vezes. Que idiota! E durante todo o tempo fui parte de... um dos seus feitiços.
— Isso não é verdade. Eu...
Ele vestiu os jeans.
— Poupe-me. Suponho que aquela minha incapacidade de fazer sexo antes se deveu a outro feitiço seu e das suas tias para garantir que eu continuasse virgem até que o momento chegasse.
— Tem razão — ela admitiu. — Mas as intenções de mi nhas tias eram as melhores possíveis. Elas não queriam ma goá-lo. Jamais fizeram mal a ninguém.
Ele estava desgostoso.
— Então, não me enganei de todo quando a acusei de ser a responsável pelos meus fracassos anteriores.
Abaixando a cabeça, ela concordou.
— Não sei como vocês conseguem dormir à noite.
Harry saiu do quarto, bateu a porta e desceu as escadas às cegas, ignorando os olhares pesarosos das velhas senho ras. Pegou o caminho para a sua casa enquanto tentava ves tir a camisa.
Gina se sentia horrível. E não devia estar assim, mas feliz. Apenas fizera o que precisava ser feito. Manteria seus poderes. E sim, havia magoado Harry no caminho, porém quantas vezes ele mesmo a magoara no passado?
Sentou-se na cama, depois se levantou, vestiu-se e foi para o hospital. Cumpriu seu turno e, quando voltou para casa e entrou em seu quarto, finalmente chorou.
Flora a olhava com tristeza, parada na porta do quarto.
— Por que acha que Harry a magoou no passado? — ela perguntou.
— Porque ele sempre foi um idiota.
A tia sorriu gentilmente e se aproximou da cama em que estava sentada.
— Muitas pessoas são idiotas. Mas elas não a magoaram. Porque você não se importava. Ninguém é capaz de magoá-la, Gina querida, a não ser que você goste dessa pessoa.
Gina endireitou o corpo e fitou-a.
— Tem razão. Sei disso. Sempre soube que gostava desse idiota. — Fechou os olhos. — Sempre gostei muito.
— E o magoou agora — ela disse, com delicadeza. — E se você é capaz de magoá-lo, então...
— Então ele gosta de mim, também. Mas eu já sabia. No entanto, isso faz parte do passado. Harry gostou de mim por um tempo. Agora não gosta mais. Não depois que desco briu que eu o usei com um propósito pessoal.
— Ele ainda está sofrendo, minha querida. E sofre porque gosta de você.
Gina ergueu os olhos para a tia e sentiu a esperança vol tando.
— Eu estou apaixonada por Harry, tia Flora.
— Sei disso, querida. Agora, vá dizer isso a ele. Não im porta o que acontecer, apenas confesse o seu amor. E, quan do o fizer, Harry vai dizer que te ama também, Ginevra Weasley.
— Eu odeio você, Ginevra Weasley. Detesto você e des prezo você. Não a amo de jeito nenhum. Não amo, não amo. Nunca amei. Nunca vou amar. E ponto final!
Harry andava de um lado para o outro em sua sala, re petindo aquelas palavras incontáveis vezes. Porque tinha agora uma jovem bonita chamada Bobbie Lou ou Sally Jo ou alguma coisa parecida esperando por ele no quarto. Era uma aeromoça com quem pretendera fazer sexo anteriormente, sem sucesso. A moça tinha dito se lembrar de que o encontro dos dois havia terminado de forma estranha, mas queria ar riscar de novo. Haviam combinado de jantar.
Mas, na verdade, não queria levá-la a nenhum lugar. Ele queria Gina.
Droga! Não, definitivamente, desejava a aeromoça de ca belos loiros.
Ou eles eram castanhos?
Ela estava no banheiro agora. Refrescando-se, como dis sera.
— Se preferir não sair, Har, podemos pedir comida. O que acha? — ela perguntou do banheiro.
A voz o irritou profundamente.
— Har? Querido?
— Não me chame de Har — ele retrucou. Quando ela abriu a porta, Harry descobriu que seus ca belos eram castanhos.
— Desculpe-me — disse, vendo que ela não usava nada para cobrir o corpo a não ser o ursinho de pelúcia que ele lhe dera de presente. Seu corpo não reagiu à visão. — Lamento Betty Ray, mas isso não vai funcionar. Por que não se veste e vai para a sua casa?
A moça arregalou os olhos.
— Meu nome é Becky Lynn, seu idiota! — Entrou no ba nheiro e bateu a porta. Provavelmente iria se vestir.
Nesse momento, alguém bateu na porta do apartamento. Harry abriu-a, e seu coração pareceu falhar. Gina estava diante dele. Sentiu como se estivesse flutuando. Teve certeza de que poderia até voar. E era um estúpido. O que ele devia estar era furioso.
— Você disse que a minha maldição acabou — resmun gou. — Mesmo assim, ainda quer continuar me perturban do... você e aquelas suas tias malucas. Não é isso, Gina?
Ela mordeu o lábio.
— Não vim aqui para brincar com você. Ou para ouvir suas reclamações. Vim para lhe dizer uma coisa, e gostaria que você calasse a boca e me escutasse.
Ele arqueou uma sobrancelha e abriu espaço para Gina entrar.
— O que aconteceu entre nós não foi por aquele motivo que você escutou na minha casa. Quero dizer... começou des se jeito, mas depois... — Ela fechou os olhos e endireitou o corpo. — Diabos, você teve coragem de se declarar, e eu tam bém tenho essa coragem. — Arregalou os olhos, preparan do-se. — Eu estou apaixonada por você, Harry Potter, e imagino que estarei pelo resto da minha vida. — Respirou fundo. — Pronto. Eu me declarei.
Harry ficou sem ar. Tentou fazer com que seu coração diminuísse o ritmo das batidas.
— Gina, eu...
— Aqui! — Betty Lynn gritou, jogando algo em cima dele. — Fique com isso como uma lembrancinha, seu cretino! — Ela saiu do apartamento batendo a porta.
Gina deu um passo para trás e seus olhos se encheram de lágrimas.
— Oh, diabos, Gina, espere. Não é o que você está pen sando.
Ela começou a se dirigir à porta.
— Você... e ela... você... depois que nós...
Harry estendeu a mão para evitar que Gina saísse e notou que segurava o ursinho de pelúcia, que jogou imedia tamente no chão.
— Não aconteceu nada. Eu não consegui — ele começou a explicar.
— Mas você quis. Você ia. Como pôde Harry? — Gina saiu correndo, exatamente como Becky Lynn fizera, mas não xingando, e sim vertendo um rio de lágrimas.
(...)
N/A: Obg pelos comentarios *-* FELIZA haha ;**
