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Em casa, no meu quarto, 28 de dezembro de 1973

Sev,

Não precisa vir congelar o traseiro na minha porta, ok?

Você está bem? Ele não te machucou a sério, né? E sua mãe, como está?

Não vou dizer a você que não fiquei chateada. Seu pai falou coisas horríveis, extremamente ofensivas, e que mostram que além de ser preconceituoso e intolerante ele é muito mal educado também.

Mas não estou com raiva de você, definitivamente. Em primeiro lugar porque quem agiu de forma ridícula comigo não foi você, foi ele. Logo, tenho motivos para ter raiva dele, e não de você. E não vou me afastar de você por causa de nada do que ele disse. Eu sei muito bem que ele não te conhece, apesar de ser seu pai.

Outra coisa: nunca mais fale nada sobre ser "um infeliz solitário e bizarro, amargurado e condenado a ficar sozinho para sempre" e etcéteras. Também não sei qual é o seu lugar no mundo (não sei direito nem qual é o meu, pra te falar bem a verdade. Mas acho que ninguém sabe de verdade), a única coisa que sei é que é um bom lugar, porque você é um garoto bacana e muito inteligente, e esses são os pré-requisitos para ser um grande bruxo. Encerro esta discussão.

Mas vamos mudar de assunto. Assim que der, tentamos de novo a poção.

Com amor,

Lily


Daisy,

Priminha, ponto pra mim! Eu te falei que o Sev não gosta de mim! Ele falou isso explicitamente, na próxima vez que eu me encontrar com você, te mostro a carta. Você é uma romântica iludida cheia de pensamentos açucarados. O Sev é meu amigo, e só isso.

Beijos,

Lily


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