Capítulo 7
- A gente está mesmo no futuro? – Perguntou Frank
- Bom aqui é o nosso presente, e sem querer parecer obvio, mas é claro que é o futuro de vocês – disse Rony, com um sorriso meio sem graça.
- Não, não, não. – disse Lilly
- Tudo bem Lilly?
- Não, não ta tudo bem, Potter. Primeiro que eu não te dei permissão para me chamar de Lilly, é Evans e no máximo, no máximo Líllian, pra você. Segundo isso tudo – disse ela gesticulando em círculos acima da cabeça – é impossível. Isso é uma brincadeira, só pode ser uma brincadeira de vocês, não é Potter? – continuou avançando para o garoto com o dedo em riste.
"Agora já sei de onde veio a mania de perseguição dele...gente, a mãe do Harry é pior que a Mione nervosa", pensou Rony
Remus se interpôs.
- Não brincaríamos com uma coisa dessa Lilly, é muito sério.
- Mas, Remus...- começou a ruiva
- Não Lilly. Pense bem, como forjaríamos todos eles? – apontando para os Harry e os outros
-Essa é uma boa pergunta. Quem são eles? – Perguntou Frank
- "Eles" estão aqui, pode dirigir a pergunta a nós senhor Longbottom – respondeu Hermione, querendo não ter parecido tão grosseira.
- Como é que você sabe meu nome? – perguntou ele
- Por que... – Hermione começou, olhando de Neville pra Frank.
- Por minha causa – interrompeu-lhe o amigo, ainda meio passado de susto.
- Por sua causa... – Frank engoliu seco, definitivamente eram parecidos, exceto a cor de cabelo, o rapaz possuía cabelos negros, enquanto ele possuía um tom de cabelo castanho, quase mel e o rosto, que tinha um formato mais arredondado.
- Me-me-Meu nome é Neville, Neville Frank Longbottom
- Como? Você é filho dele? – Perguntou Alice
- Sou. E seu Tam-bém – respondeu Neville devagar...
- O QUÊ? - perguntaram todos os visitantes
Remus Lupin, exclamou um sonoro "Nossa", enquanto James ria, quase gargalhando e Sirius soltava assovios em direção ao futuro casal. Lilly olhava de Neville para Alice e dela para Frank, buscando semelhanças.
"Não dá pra negar, uma mistura dos dois" ela pensou.
- Meu filho? Ok, agora eu preciso de um lugar para sentar, e talvez um copo de água e eu não sei mais, eu to confusa...
- Calma, Alice...- disse Hermione, conjurando primeiro uma cadeira, fazendo a garota se sentar e depois lhe dando água. Depois, voltou para o lado de Harry
- Conjura um colchão pra mim, pode ser? – perguntou-lhe o amigo baixinho – Daqui a pouco eu vou desmaiar.
- Harry, não é hora para brincadeiras – Hermione olhou-o com aquele olhar de reprovação.
- Eu to tentando brincar para tentar não desmaiar, vê se facilita, sim?
"Uau, se essa foi a reação da Alice imagina o da Lilly quando souber do Harry" pensou Gina
- Ok, temos Neville Longbottom aqui...Você Senhorita-Conjuradora-de-Cadeiras-e Água...Vossa graça seria? – perguntou Sirius, apontando de Neville para Hermione.
A garota respirou fundo
- Hermione, Hermione Granger.
- Granger? Não conheço ninguém em Hogwarts, da nossa época com o sobrenome Granger.
- Com certeza não, Profe...Senhor Lupin, sou de família trouxa, a primeira bruxa da família, na verdade.
- Profe? Professor? Aluado, tu virou professor de Hogwarts?
- Quieto Almofadinhas, com certeza ela se confundiu
- Não se confundiu não senhor, o senhor realmente foi nosso professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, ano à três anos. – respondeu Gina, desta vez.
- Foi, não é mais?
- Não Senhor, não sei se era comum na época de vocês, mas aqui os professores de DCAT não duram mais de um ano – continuou a garota.
- Na nossa época também – comentou Lilly – ninguém fica mais de uma ano
- Pois é, é o que me dá esperanças, de que o Snape caia em algum buraco e não volte mais, seja caçado por Centauros ou atingido por uma maldição imperdoável até o mês que vem. – completou a pequena ruiva Weasley com um sorriso forçado.
- Severus Snape é seu professor de DCAT? O Seboso – Gritou esganiçado James Potter – Tá de brincadeira?
- Não senhor, e eu gostei do apelido...
-Mas, mas...
-James, deixa de chilique, a gracinha não vai se apresentar? – Perguntou Sirius para Gina
A garota avançou dois passos e parou a um palmo do garoto Black.
- Me chamem de Gina Weasley – ela sacou a varinha e apontou entre os olhos azuis de Sirius – e se você me chamar de qualquer coisa que termine com "inha" de novo, e que todos me perdoem, - "especialmente Harry" ela pensou - mas eu jogo uma azaração no meio das suas fuças Senhor Black.
- Certo, nada de inhas – disse Sirius recuando uns três passos para longe da garota.
Harry olhou do padrinho para Gina, cada dia mais se surpreendia com a irmã de Rony.
- Seu pai por um acaso é Arthur Weasley? Lembram-se dele? Era monitor chefe quando estavamos no primeiro ano. – comentou Remus
- Ah, eu lembro...minha primeira detenção – disse Sirius olhando o teto e suspirando
- Sua mãe está grávida na nossa época, encontrei-a em Hogsmeade, na ultima visita estava com dois meninos pequenos. – disse Lílian
- De que ano vocês vieram mesmo –perguntou Rony
- 1977, 20 de dezembro, pra ser mais exata - respondeu a garota
- O-oh, então ela está, e Gin adivinha de quem?
Os irmãos se entreolharam e responderam juntos
-Percy.
- Os meninos que você viu – continuou Rony - são Gui e Carlinhos. Depois do Percy eles ainda terão Fred e George, que são gêmeos, eu e depois a tampinha ali.
- Você? – perguntou Sirius
- Isso, Ronald Weasley, mas chama de Rony – apertando a mão de Sirius.
- Ótimo só falta o seu filho se apresentar agora Pontas. – disse Remus.
Harry sentiu um solavanco no estômago, mas de alguma maneira a mão tímida de Gina em seu cotovelo era mais reconfortante que os tapinhas de "vai-lá" que Hermione dava em suas costas.
- Eu sou Harry James Potter. – olhando diretamente para James e em seguida sem planejar para Lillian
- Ah, não, não, não – começou a murmurar a garota, pensamentos altamente desconexos vinham em sua mente "olhos verdes...Harry, Harry Potter"
- Líllian! – exclamou uma já recuperada e extremamente surpresa Alice Reeds.
- Quieta Alice, pelo amor de Deus, ou Mérlin, quieta, shhhhh!
Os marotos e Frank olhavam de uma para a outra, sem entender...
- Ela realmente não gostava dele, não é? – Perguntou Gina para Harry, sem que os outros ouvissem. Ele só balançou a cabeça afirmativamente.
- Será que dá pra alguém me explicar esse chilique, vocês estão assustando meu filho – disse James apontando para Harry.
- É que... – começou Alice
- Alice Maryanne Reeds, não se atreva – gritou Lilly
- Me atrevo sim, pois queira ou não você tem que encarar isso. – olhou para os outros presentes - Harry, era o nome que Lilly daria para o futuro filho dela, e a de se convir James, ele é a sua cara, mas aqueles olhos ali não são seus.
O sorriso de James era contagiante , seu olhar ia do filho para Lilly e era admirável, aqueles olhos eram iguais, o mesmo verde intenso com pontos castanhos próximos à íris e a borda de um tom mais escurecido. Era único, dela e dele, o garoto que era a sua fuça.
Lillian sentiu que ia desmaiar, tateou para trás buscando apoio, encontrou a cadeira onde Alice estava sentada, mas mal teve tempo de encostar-se e o quadro da Mulher gorda se abriu, iluminando a entrada de minerva McGonagal no recinto.
- Por Merlin, que festa é esta a..qui...
Sua voz esmoreceu, parou e olhou todos os presentes, não savia porque ainda se surpreendia, levando-se em conta o que vira alguns minutos atrás na sala de Dumbleodore. E sabendo de todas as histórias que envolviam aqueles adolescentes, tanto o passado quanto o futuro, tomou-lhe uma emoção tão forte que necessitou de umas 3 respiradas mais fundas para controlar a humidade de seus olhos.
- Senhores, não se assustem, - finalmente dirigindo-se à eles - o Professor Dumbleodore, pediu que todos fossem comigo até a sala dele.
- Ele sabia disso professora? – perguntou Neville.
- Sim, senhor Longbottom, de alguma maneira sim...Ele também pediu – dirigindo-se a todos os outros – que levem capas e mapas, embora eu não saiba o que isso quer dizer... – e saiu esperando que a seguissem.
Harry, Rony e Hemione se entreolharam, assim como James, Sirius e Remus, eles sabiam. Todos foram atrás da professora.
O caminho para a sala do professor foi estranho e silencioso.
Lilly recuperada tentou alguma aproximação com Harry, quando eles estavam aos pés da gárgula de entrada.
- Desculpe o chilique...acho que eu realmente não esperava por isso, digo essa situação e você e...
O garoto levantou a mão pedindo para que ela se acalmasse, continuaram subindo as escadas lado a lado.
- Eu entendo – disse com um sorriso lateral – sério, se agora aparecessem na minha frente garotos parecidos comigo, ou qualquer coisa do gênero e dizendo serem meus filhos e do futuro, bom eu seria capaz de rolar esta escadaria de susto.
Ele não rolou as escadas. Mas, se não fossem alguns detalhes escondidos, seria capaz.
