Capítulo 2: Desespero

Liz e Sidney passavam pelo local e, alguma coisa chamou a atenção delas.

- Bruce... o que está havendo aqui? – pergunta Liz curiosa.

- Parece que é outro assassinato... – Sidney e Liz gelaram com a noticia.

- Você tem certeza? – Sidney pergunta desconfiada.

Neste momento, Gale e Dewey se apresentam à eles.

- O que está havendo Dewey? – tenta algumas informações.

- Sidney... sinto muito... outra jovem foi brutalmente assassinada dentro da própria casa! – Dewey lamenta.

A expressão de Liz demonstra o quanto aquilo estava sendo doloroso para ela.

- Quem? – Liz pergunta.

Ficam um pouco em silêncio. Dewey e Gale se entreolham.

- Raquel Masters. – Gale responde.

Liz e Bruce ficam estáticos. Não sabiam o que dizer, nem o que pensar. Sidney tenta confortar a amiga, dando-lhe um forte abraço.

- Que droga... por que este maldito não aparece pra mim, hein? – Bruce grita com raiva.

Logo após abaixa a cabeça chorando de raiva e de tristeza.

Dewey os leva até a sua casa. Liz e Bruce tomam um pouco d'água e sentam-se no sofá. Sidney senta-se ao lado de Liz.

- O que esse cretino quer afinal? – Liz pergunta, deixando todos de olhos arregalados.

- O que? – Gale pergunta.

- Deve ter algum motivo pra este desgraçado fazer isso! – Liz afirma.

- Calma... você tem que manter a calma! – Sidney tenta controlá-la.

- Duas pessoas morreram... e você me pede calma? – Liz grita demonstrando a raiva que estava sentindo.

Sidney permanece em silêncio.

- Me desculpe... – Liz sai chorando.

- Espere... – Sidney grita.

- Quero ficar sozinha! – exclama Liz, já saindo pela porta.

- Não consigo vê-la desse jeito! – Bruce indaga e se retira em seguida.

- Você tem mais informações, Dewey? – Sidney pergunta interessada.

- Foi encontrada com vários ferimentos feitos por facadas... – Sidney interrompe.

- Não quero saber detalhes... perguntei se tem alguma novidade sobre quem pode ser este assassino! – reclama Sidney sem paciência.

- Desculpe... – tenta Dewey.

- Ele me ligou... – Gale se intromete.

- Quando? E o que ele disse? – Sidney retruca.

- Ontem à tarde... O papo de sempre! – Gale responde tempestivamente.

- Sei... – Sidney relembra um pouco do passado.

- Você por acaso conhece alguma Elizabeth Taylor? – pergunta Dewey.

Sidney sentiu um forte calafrio.

- O que tem ela? – Sidney tenta extrair alguma informação.

- Nada... é só que o assassino está procurando por ela! – Gale falou sem nenhuma maldade.

Sidney estava pálida e por um momento sua voz teimou em não sair.

- O que foi Sidney? Você está se sentindo bem? – Dewey pergunta preocupado.

- Você tem certeza disso? – Sidney pergunta, segurando o braço de Gale.

- Tenho... mas por quê? – Gale pergunta assustada com a reação de Sidney.

- É a Liz... ele está atrás de Liz! – confessa Sidney.

Dewey e Gale se entreolham confusos.

- Ai meu Deus! – falam juntos.

Já em sua casa, Liz tenta pensar em outra coisa, mas tudo que vem em sua mente são imagens de seu passado.

- Por que eu? Deve ser algum tipo de maldição... – Liz fala sozinha.

Neste momento, o telefone toca fazendo-a voltar para a realidade.

- Alô... – Liz fala rapidamente, demonstrando que estava sem paciência.

- Até que enfim te encontrei... – fala uma voz rouca do outro lado.

- Quem é? – Liz pergunta.

- Alguém que quer muito de encontrar... – a voz continua.

- Ninguém pode te ajudar... você está sozinha! – a voz fala.

- Droga... deixa-me em paz! – Liz grita assustada.

O telefone celular de Liz começa a tocar insistentemente.

- Acha mesmo que deve atender a essa ligação? – ameaça.

Liz atenta a qualquer movimento caminha pela casa à procura do celular, que não pára de tocar.

- Você nunca viu um filme de terror, Liz? – pergunta a voz.

- Cala a boca... – Liz apavorada continua, sobe as escadas e entra no quarto.

- Acho que não... pois se tivesse visto nunca faria o que você está fazendo! – a voz com raiva sai de dentro do guarda roupa em direção a Liz, que tenta desesperadamente fugir das mãos daquele maníaco mascarado.

Tenta pegar qualquer coisa tentando se defender e, consegue correr para a sala, onde pega diversos vasos e objetos e começa a arremessar contra o assassino, que tenta loucamente pegá-la.

E quando não há mais nada a ser jogado, o assassino pula derrubando-a e tenta cravar-lhe a faca, porém é repelido por um chute dela que o faz cair no chão. Ela se levanta e corre até a porta e, quando a abre, Sidney está lá.

Sidney se assusta com tamanho apavoramento de Liz.

- O que houve? – pergunta Sidney preocupada.

- Ele está aqui... ele tentou me matar! – Liz continuava chorando.

Sidney com muito cuidado, entra na casa, mas não há ninguém, somente a bagunça deixada pela briga.

- Ele estava aqui... eu juro! – chorava ainda mais.

Sidney a abraçou. Dewey e Gale chegam logo em seguida.

- O que aconteceu? – Dewey pergunta.

- O assassino... – Sidney nem termina de falar.

Dewey e outros policiais entram e vasculham a casa.

- Você está bem? – pergunta Gale, referindo-se à Liz.

- Eu achei que ia morrer... – Liz afirma.

- Ta tudo bem... estou aqui! – Sidney tenta confortá-la.

Liz entra no carro juntamente com Sidney e Gale. Logo em seguida Dewey entra no carro e arranca indo para a delegacia.

Chegando a delegacia, Gale corre para o banheiro.

- O que houve com ela? – Sidney estranha.

Mas são interrompidos por uma noticia que passava na televisão.

"Raquel Masters foi brutalmente assassinada dentro de casa. Havia vários ferimentos feitos por facadas. Os policiais ainda não têm pista de quem seja o assassino. As pessoas estão com medo. A pergunta que fica: Quem será o próximo?".

- Isso tá ficando mais complicado! – Dewey indaga.

Liz permanece calada, pensava em tudo o que estava acontecendo ao seu redor e, ao mesmo tempo, pensava em seu passado assustador. Parecia que estava dentro de um filme de terror que nunca tinha final.

- Você está bem? – Sidney pergunta preocupada.

- Eu queria ter a força que você tem... – Liz continua chorando.

Aquilo pegou Sidney de surpresa, já que realmente estava diferente. Na verdade, se sentia diferente. Tinha mudado muito de um tempo para cá. Deixou de ser aquela menininha frágil e medrosa para se tornar uma mulher forte e decidida. Aprendeu a lidar com os fantasmas de seu passado. Mas, agora não se tratava somente dela.

Sidney a abraçou forte, demonstrando o quanto gostava dela. Liz era como se fosse sua irmã caçula, sentia um carinho enorme por ela. E queria protegê-la de tudo e de todos que quisessem fazer-lhe mal.

- O que está havendo? – Gale perguntou confusa.

- Você está bem? – Liz pergunta.

- Vou sobreviver... não é nada demais! – Gale tenta disfarçar.

- Tem certeza? – Sidney retruca.

Gale balança a cabeça positivamente. Porém, outro enjôo a acomete, fazendo-a correr para o banheiro novamente.

- Ela tem que ir ao médico... – Liz indaga.

O xerife chega e chama por Liz.

- Como você está? – pergunta.

- Como acha? – Liz retruca.

- Desculpa... eu sinto muito que tenha que passar por tudo isso... – lamenta o xerife.

- De novo... – relembra Liz.

- Você tem algum suspeito em mente? – pergunta.

- Pode ser qualquer um... – Liz tenta.

- Você sabia que Bruce estava saindo com Melissa? – tenta descobrir alguma coisa.

Liz pensa um pouco.

- Sim... – responde um pouco triste.

- Quem mais sabia? – busca mais informações.

- Eu não sei ao certo, mas eu sabia por que indiretamente eu fui o cupido dos dois! – abafa um risinho.

O xerife arquea a sobrancelha e retribui o sorriso.

- O que aconteceu antes de ele te atacar? – pergunta curioso.

- Ele me ligou... – falou indiferente.

- E o que ele falou? – pergunta insistentemente.

- O mesmo papo... você vai morrer... – sentiu um arrepio passar pelo seu corpo ainda trêmulo.

O xerife a agradeceu e a liberou, chamando Sidney em seguida.

- Olá Sidney... você está bem? – pergunta preocupado.

- Se bem significa estar viva... eu estou! – retruca.

- Por que você foi a casa de Liz? – pergunta.

- Você está suspeitando de mim, xerife? – argumenta Sidney.

- Desculpe, mas tenho que desconfiar de todos... – retruca.

- Fui lá, pois fiquei sabendo que o assassino está atrás dela! – confessa.

- E como sabe disso? – pergunta interessado.

- A Gale recebeu um telefonema do assassino... – Sidney fala.

- A Gale? E por que ela não me disse nada... – pensa.

- Isso eu não sei... não seria melhor perguntar pra ela? – indaga Sidney com cara de poucos amigos.

O xerife então, manda chamar Gale, que chega logo em seguida, junto com Dewey.

- Mandou me chamar? – pergunta.

- O assassino te ligou? – o xerife vai direto ao assunto.

Gale olha para Sidney, que se desculpa com o olhar.

- Sim... – responde.

- Quando foi isso? E quando pretendiam me contar? – fica olhando para os dois.

- Olha... não vamos ficar aqui brigando ou querendo saber de coisas sem importâncias... tem um assassino lá fora... – Sidney reclama.

- Ta certo... Sidney falou que ele está atrás de Liz... por quê? – continua com as perguntas.

- Ele está atrás de Liz, mas o motivo eu não sei... – responde tempestivamente.

Lá na outra sala, Liz não agüenta mais ficar ali parada. O telefone da mesa do detetive começa a tocar. Liz olha ao seu redor e, não vê ninguém por perto. O medo começa a tomar conta de si. O telefone continua tocando sem parar. Ela caminha na direção da mesa e atende ao telefone.

- Alô... – pergunta meio assustada.

- Quando vai perceber que ninguém pode te ajudar... nem mesmo a policia! – a voz rouca novamente.

- Me deixa em paz... – fala histérica.

- Vai chegar a sua hora, Liz... e quando chegar eu vou adorar acabar com você! – da aquela risada sinistra.

- Desgraçado... por que você não aparece aqui agora? – estava totalmente transtornada.

- Não é assim que funciona... você vai sofrer... todos os seus amigos vão morrer... – argumenta.

Liz fica pasma com tudo o que houve e, antes de falar alguma coisa.

- E, somente você vai saber o motivo disso tudo... pena que não vai viver suficientemente para contar para ninguém... – se ouve a risada.

Liz coloca o telefone no gancho e, é surpreendida por David.

- O que está fazendo aqui? – Liz pergunta totalmente apavorada e tremendo de medo.

- O que houve? – David tenta ajudá-la.

- Fica longe de mim! – demonstrando o quanto estava vulnerável e assustada, desconfiando de todos.

David tenta conversar, mas Liz sai correndo.

- Deve ter visto algum fantasma! – ri com o próprio pensamento.

- Do que está rindo, Sr. Dwalgh? – pergunta o detetive que acabou de chegar.

- Nada... mandou me chamar? – pergunta.

- Precisamos que responda algumas perguntas! – fala o detetive.

Nesta hora, Sidney, Gale e Dewey saem da sala do xerife, juntamente com ele.

Sidney olha a sua volta.

- Cadê a Liz? – olha para o detetive e, depois se vira para David.

- Ela saiu correndo... parecia que tinha visto um fantasma! – David brinca, mas é surpreendido pelo xerife.

- Será que ele voltou a ligar? – Dewey tenta.

- Não sei... mas, pra onde será que ela foi? – Gale pergunta.

Sidney tenta ligar para o celular de Liz, mas ela não atende.

- Droga... ela não atende... – Sidney xinga.

- Deve estar bastante assustada... e pode estar achando que é o assassino ligando! – Dewey argumenta.

- Onde você estava? – o xerife vira-se para o detetive.

O detetive somente o olhou sem saber o que falar.

Sidney sai apressada, sendo seguida por Gale e por Dewey.

- Ei... espera... aonde você vai? – pergunta Gale.

- Vou procurá-la... ou vocês preferem esperar alguma noticia na televisão? – Sidney retruca.

- Fique calma... vamos encontrá-la! – Dewey tenta tranqüilizá-la.

Andam de carro pela cidade procurando por Liz, já que não a encontram em casa.

- Vamos nos separar... – Sidney propõe.

Dewey e Gale topam e vão atrás dos amigos de Liz, enquanto Sidney vai para outro lado da cidade, até a faculdade.

- Liz onde você está? – pensa preocupada com a amiga.

Entra na faculdade cautelosamente, atenta a qualquer movimento suspeito. Caminha pelo primeiro andar olhando atrás de cada porta. O silêncio era assustador, só se ouvia a sua respiração e seu coração batendo aceleradamente.

Mesmo assim, buscava forças em si para continuar.

- Não tenha medo... você precisa encontrá-la! – falava para si mesma.

De repente, ela ouve um barulho vindo do andar de cima. Sentiu um forte calafrio, mas estava preparada. Segurou a arma, apontando-a para sua frente atenta a qualquer movimento.

Começou a subir as escadas vagarosamente, olhando para cima tentando ver alguma coisa, mas estava muito escuro. Chegou ao topo das escadas e acendeu as luzes e levou um susto com a janela batendo devido ao vento.

- É só uma janela... – porém foi surpreendida com o assassino mascarado que apareceu bem à sua frente.

Continua...