Capítulo 7: Lágrimas
As lágrimas rolavam sem parar, molhando seu rosto e sua blusa. Por mais que Sidney tentava ajudá-la, era em vão, já que era uma dor insuportável, que chega à alma.
O xerife Burkson, foi um homem muito especial na vida de Liz. Era melhor amigo de seu pai e um homem de paz e de muita força. Liz sentia um carinho especial por ele... um carinho de pai... ele a ajudou muito depois da morte de seus pais e ainda a ajudava.
- Por quê? Ele morreu por minha culpa! – Liz reclama chorando.
- Não... você está enganada! – Dewey interrompe.
Liz olha assustada para Dewey e o vê parado em pé na porta do quarto onde estava.
- Ele não morreu por sua culpa... – Gale completa.
Liz somente olha para ambos sem entender onde estavam querendo chegar. Sidney faz o mesmo.
- Ele morreu por que acreditava em algo maior... fazendo o que ele gostava de fazer! – Dewey fala decididamente.
- Tenho certeza de que antes de morrer ele fez de tudo para que o assassino não a encontrasse... e tenho certeza de que ele fez um ótimo trabalho! – Gale completa.
Liz percebe que ambos estão certos. Se tem uma coisa que aprendeu com seu amigo, o xerife Burkson, é que apesar de todos os obstáculos, apesar de qualquer coisa, não devemos trair nossos amigos, pelo contrário, devemos sempre ajudá-los, principalmente quando precisam de nossa ajuda, mesmo que isso lhe custe nossas vidas. "Liz,vocêpodetercertezadequeenquantoeuviver...vocêpodecontarcomigosempre.E,mesmoqueeumorra,quemquiserlhefazermal,vaitermuitadificuldade,poisnãovoufacilitarparaninguém!" Lembrava-se das poucas palavras que ele lhe pronunciava sempre. Esboçou um leve sorriso, se recordando de algumas situações que passara com o xerife antes de seus pais morrerem.
- "Eunãoqueroqueninguémchoresobreomeucorpo,quandoeumorrer,prefiroqueriamefaçamfesta".Lembro-me que achávamos aquilo muito estranho. Como poderíamos fazer festa por perder alguém tão querido? E meu pai perguntava a ele.
- Ele era assim... sempre alegre! – Dewey comentou.
- Sim... – Gale respondeu.
- Ele respondeu a seu pai? – Sidney perguntou curiosa.
Liz balançou positivamente a cabeça.
- "Vocêsnãoentendem?Quandogostamosmuitodealguém,principalmentequandoestealguéméumapessoaassimcomoeu...alegre,animada,honestaequeadoraumafesta...adespedidatemdesernasmesmasproporções...queroqueselembremdemim,nãocomoumapessoanormal,mascomoumapessoaqueviveusuavidaintensamenteaproveitandocadaminutoe,quefeztudoparaquevidasfossempoupadastentandofazerdomundoumlugarmelhor!" – uma lágrima brotou em seus olhos, quantas lembranças boas de seu velho e eterno amigo que se foi.
- Ele era muito especial, não só pra você Liz! – Sidney confessou.
Permaneceram em silêncio por alguns minutos.
- Dewey? – Liz rompeu o silêncio.
- O que foi? – pergunta.
- Afinal, eles conseguiram os documentos? – Liz pergunta temendo a resposta.
- Não... – Dewey responde mostrando uma pasta que estava em cima de uma mesa.
Liz sorri.
- Como conseguiu? – Sidney pergunta curiosa.
- O xerife Burkson me deu um pouco antes de morrer! – respondeu triste.
Liz pegou a pasta e começou a virar as páginas, encontrando muitos documentos sobre si mesma.
- Isso parece mais um dossiê... – indaga Liz.
- Isso... – Dewey responde.
- Mas como eles conseguiram tanta informação minha assim? – Liz pergunta surpresa.
- É ai que ta o mistério... isso não foi feito pelos policiais ou pelo xerife! – Dewey confessa.
Liz arregala os olhos e Sidney fica de boca aberta.
- Como assim? – Sidney pergunta espantada.
- Só o que sei é que o xerife me falou que ninguém além dele, do detetive e de mim sabia da existência dessa pasta! – comenta Dewey.
Liz fica pensativa.
- Então você quer dizer que ninguém mais sabe dessa pasta? E, por quê? – Sidney retruca.
- Perai... se somente o xerife, o detetive e você sabiam da existência dessa pasta... – Liz parou um pouco. – É claro... só pode ser um de vocês! – Liz revela olhando para Dewey.
- Não olhe para mim... estava com a Gale o tempo todo! – Gale confirmou com a cabeça.
- Se não foi você e o xerife a protegeu... só pode ser...
- O DETETIVE! – falaram em uníssono.
Dewey sorriu para Liz.
-Ótimo... você seria uma ótima policial! – Dewey a elogia.
Liz somente ri.
- E agora? O que faremos? – Gale pergunta.
Todos se entreolham esperando respostas.
- Verdade... não podemos simplesmente chegar lá e esperar que ele confesse tudo. – Sidney reclama.
- E mesmo por que não temos nenhuma prova de que foi ele! – Liz completa.
Gale dá um longo suspiro mostrando irritação com tudo aquilo.
- Mas, que é estranho é! – Liz fala.
- O que? – Sidney pergunta.
- A delegacia é atacada por alguém e onde estava o detetive nessa hora? – Liz arquea a sobrancelha,
- Segundo informações ele estava fazendo algumas investigações fora da delegacia... – Dewey responde.
- Muito conveniente! - Sidney retruca.
A noite chega rápido. David assiste a um filme de terror junto com seu urso de pelúcia.
- Seria melhor se eu estivesse acompanhado por alguma mulher, mas fazer o que né... tenho certeza de que Liz não aceitaria o meu convite! – bufou de raiva e logo após suspirou de tristeza.
Desde que conheceu Liz, nutre um sentimento por ela, mas nunca teve coragem de contar a ela. Somente Bruce sabia desse segredo de David e, tentara por diversas vezes convencer o amigo de que era melhor se declarar para ela, mas todos esses anos, David se recusou por falta de coragem ou mesmo por não querer que a amizade que tem pela Liz termine por causa disso.
- Talvez Bruce esteja certo... – porém escutou um barulho vindo do andar de cima.
- Tem alguém ai? – gritou com medo.
Não houve resposta, então ele voltou-se para a televisão e continuou a ver o filme.
Novamente o barulho lhe chamou a atenção.
- Que droga... – grita pensando ser algum tipo de brincadeira. – Por que não vão encher o saco de alguém lá na casa da mãe Joana hein? – indaga furioso e vira-se para o filme, que estava na melhor parte.
Neste momento, o telefone toca.
- Mas essa agora... quem será a esta hora? – perguntou para si mesmo.
- Alô... – fala um pouco nervoso.
- David? – uma voz doce e meiga lhe chamou a atenção.
- Quem ta falando? – David pergunta sem saber quem era do outro lado da linha.
- Sou eu... Liz! – responde sorrindo.
- Ah... oi... é... como você está? – se atrapalha com as palavras.
- Estou bem e você? – responde com a mesma voz doce e delicada de antes.
- Onde você está? – pergunta David curioso.
- Ainda estou no hospital, mas preciso de alguém que venha me buscar... e, como não tenho ninguém, pensei em você! – um risinho sem graça brotou do outro lado da linha.
- Claro... em aproximadamente uns 15 minutos estarei ai! – responde David já praticamente saindo de casa.
Na porta do hospital, David a viu, sentada no banco, próximo a um belo jardim cheio de rosas.
- Cuidado... – David fala assim que chega perto dela.
- Com o que? – Liz pergunta assustada.
- Se você se junta com estas rosas, podem se confundir... ai vai ser muito difícil te encontrar... – David indaga, dando-lhe uma rosa.
Liz sorri, aceitando a rosa e cheirando-a. Uma suave brisa batia em seu rosto, fazendo seus cabelos lindos e sedosos flutuar na melodia do cantar dos ventos.
Como ela era linda. A mais linda que já existiu neste mundo. – pensava David.
Assim que chegou na casa de Liz, ela virou-se e agradeceu-lhe dando um delicado e demorado beijo.
- Muito obrigada... – falou enquanto fechava a porta atrás de si.
Por um instante, David permaneceu ali, mas era como se estivesse voando, se sentia perto das nuvens, quando algo lhe puxou fortemente de volta a terra. Um barulho incessante e irritante berrava em seus ouvidos.
E, então, David acordou sobressaltado do sofá, percebendo que aquilo tudo não se passara de um belo sonho.
- Não acredito... já deveria ter imaginado! – David resmunga.
O telefone continua tocando.
- Que droga... quem é o idiota que me tirou desse meu sonho maravilhoso? – pergunta um pouco pesaroso.
- Alô... você por acaso já viu que horas são? – atende raivoso.
- Sim... está na hora de mais uma cena do meu filme! – ouve-se uma risada medonha do outro lado da linha.
- Quem está falando? – David ainda estava meio zonzo.
- David... David... David... não acredito que ainda gosta dela? – perguntou a voz.
- Do que está falando? – David indaga abismado.
- Não se faça de tonto... você sabe muito bem do que estou falando! – revela a voz.
- Eu não sei quem você é e nem sei por que ainda converso com você! – David fez menção de desligar o telefone, mas foi interrompido pela voz.
- Você é um covarde! Sempre foi... – fala.
- Cala a boca, seu desgraçado! – David grita.
- Você é tão covarde que não tem coragem de contar o que sente pra ela! Mas, não tem importância... sabe por quê? – retruca a voz.
- Vá se danar, cretino! – responde David com um pingo de paciência para aquela conversa.
- Por que eu vou matá-la... – confessa a voz.
- Se tocar um dedo nela... – começa David.
- O que? Você vai me matar? Que medo! Mas, não se preocupe... você já não estará mais aqui quando isso acontecer! – revela.
- Então vem me pegar... se acha que consegue! – David se enche de coragem e a enfrenta.
- Como quiser! – respondeu, já desligando o telefone e partindo para cima de David, que quase é atingido, devido ao susto, porém os seus reflexos foram melhores do que o do psicopata.
David da um chute no rosto do Ghostface e, corre para a cozinha, onde pega uma faca e tenta se proteger de mais uma investida do assassino.
A luta é intensa e só pára quando David é apunhalado nas costas pelo psicopata, que ainda assim, desfere mais quatro golpes pelo corpo de David, que permanece deitado no chão, tentando continuar vivo.
- Eu vou matá-la... – o Ghostface fala enquanto ri.
- Não... – falava num fio de voz. – Devia ter escutado Bruce... – sua respiração vai ficando cada vez mais fraca. – Devia ter me declarado para Liz! – foram as suas últimas palavras.
Pela manhã, as noticias recaíram em cima de mais um assassinato. Liz e Bruce estavam totalmente chocados com o que havia acontecido. O corpo foi encontrado pelo Bruce, que resolveu ir até a casa do amigo, pois o mesmo não atendia a seus telefonemas.
- Foi um choque ver meu amigo daquele jeito... e, em pensar que conversei com ele ontem à noite! – falava Bruce tentando entender o que estava se passando.
- Ninguém poderia imaginar que isso aconteceria, Bruce! – Stacy o abraça tentando confortá-lo.
Liz abaixou a cabeça. Somente ela poderia imaginar. David foi o seu primeiro amigo e, eles eram muito unidos.
- Você está enganada! Eu poderia... o assassino está atrás de mim e, vai matar a todos que estiver em minha volta! David era meu amigo e por isso ele morreu... – Liz indaga chorando e logo após sai correndo.
Sidney, Gale e Dewey não percebem que Liz não está mais ali por perto, já que procuravam pelo detetive dentro da casa.
Liz vai direto para o cemitério, onde permanece olhando os túmulos de seus pais.
- Eu não sei mais o que fazer... eu não agüento mais ver meus amigos morrerem! – Liz fala e chora ainda mais.
Coloca as duas mãos no rosto e fica assim por alguns minutos, até se lembrar da conversa dela com Dewey, Gale e Sidney sobre o detetive.
- Pode ser ele! – Liz indaga e corre em direção à delegacia.
Sidney se desespera ao saber que Liz não estava mais na frente da casa de David.
- Calma... ela não deve ter ido muito longe! – indaga Dewey.
Sidney pensa e relembra da conversa do hospital sobre o detetive.
- Eu já sei pra onde ela foi... – revela Sidney.
Gale e Dewey se entreolham assustados.
- Foi encontrar com o detetive! – confessa Sidney já caminhando em direção ao carro.
- E, onde pensa que vai? – Gale pergunta.
- Vou atrás dela! – retruca Sidney.
- E seria onde? – Dewey argumenta.
- Aonde mais seria... na delegacia! – responde Sidney já dentro do carro.
Dewey e Gale se entreolham novamente e arqueiam a sobrancelha.
- Vocês vêm ou não? – pergunta Sidney ligando o motor do carro.
Dewey e Gale entram rapidamente no carro e os três seguem para a delegacia.
- Por qual motivo você acha que Liz vai estar lá? – Gale pergunta curiosa.
- Se fosse comigo, iria fazer a mesma coisa... – Sidney vai direto ao assunto.
- Não entendi! – Dewey estava bastante confuso.
- Eu iria querer acabar com tudo isso! E, neste caso, temos somente um suspeito... – nem terminou de falar.
- O DETETIVE! – Gale e Dewey completa.
Sidney parou bruscamente o carro assim que chegou à porta dela.
- Cuidado... pode ser uma armadilha! – Dewey alerta.
- Eu sei, mas Liz pode estar em perigo... – Sidney retruca caminhando em direção a porta da delegacia.
Dewey e Gale a seguem vagarosamente. A delegacia estava toda revirada devido ao ataque de alguns dias atrás. Caminhavam lentamente por entre as mesas bagunçadas e fora de seus devidos lugares, às vezes tinham que driblar ou pular alguns dos objetos espalhados pelos corredores.
- Eu acho que não tem ninguém aqui... – Gale falava quando foi interrompida por Sidney.
- Ai meu Deus... Liz? – gritava enquanto corria em direção a garota que estava deitada no chão em uma das salas.
Dewey pegou sua arma e continuou em alerta, enquanto Sidney e Gale tentavam fazer com que Liz acordasse.
Aos poucos Liz foi recobrando seus sentidos.
- Você está bem? – Gale pergunta.
- O que aconteceu? – Sidney pergunta ainda segurando-a.
Liz foi se recuperando.
- Eu estou bem... – indagou.
- Você se lembra o que ou quem lhe fez isso? – Dewey pergunta preocupado.
- Eu só vim aqui... na verdade eu nem sei por que... eu só queria colocar um fim nisso... mas eu deveria saber que não é assim que funciona! – uma lágrima brotou em seus olhos.
Sidney a abraçou e permaneceu assim por algum tempo.
- Temos que sair daqui... – Dewey indaga.
- Calma... pra que a pressa? – Gale indaga.
- Não... Dewey está certo! – Liz fala. – Este lugar está sendo objeto de uma investigação, não podemos ficar aqui... e, aliás, nem devíamos ter entrado aqui! – confessa Liz, já se levantando se recompondo e caminhando em direção à saída do local, sendo seguida pelos amigos.
Já em casa, Liz sorri.
- Qual o motivo do sorriso? Pelo que me lembre você acabou de ser atacada! – Sidney se preocupa com a sanidade de sua amiga.
- Sim... eu me lembro perfeitamente... mas, também me lembro de ter acertado o desgraçado com a faca! – Liz revela e comemora.
Sidney, Dewey e Gale viram-se para Liz contentes com a revelação.
- Sério? – Dewey pergunta.
- Aham... – Liz resmunga balançando positivamente a cabeça.
Os quatro começam a rir. Algum tempo depois.
- Mas, peraí... por que estamos tão felizes? – Dewey indaga trazendo a todos de volta para a realidade.
As três olham para Dewey sem entender tal argumentação.
- O que? Do que está falando? – Gale pergunta.
- Olha, mesmo que você tenha o acertado... e, se ele não morreu? – Argumenta.
Sidney vira-se para Liz um pouco confusa.
- Nem pensei nessa possibilidade... – afirma Sidney.
- Mesmo que ele não tenha morrido, mas agora poderemos saber quem está por trás disso tudo! – Liz fala tentando animar a todos novamente.
- Liz está certa! – confirma Gale.
Dewey pensa um pouco em tal alternativa e esboça um sorriso.
- Então, temos de estar atentos a todos em nossa volta... – indaga Dewey.
As três confirmaram com a cabeça.
Liz foi para o seu quarto onde pegou o porta retrato em cima da cômoda e o abraçou, como se estivesse abraçando seus pais.
Neste momento Gale chega e vê aquela cena.
- Olá... você está bem? – Gale pergunta.
Liz limpa um pouco as lágrimas e olha para Gale.
- Desculpa... eu só estava me recordando de algumas coisas... mas, o que foi? – fala Liz tentando se recompor.
- Não queria te incomodar, mas eu preciso conversar... – Gale revela.
- Sou toda ouvidos... – Liz sorri.
- É sobre a minha gravidez... como você sabia que eu estava grávida antes mesmo de eu contar pra alguém? – pergunta Gale intrigada com o assunto.
Liz esboçou um pequeno sorriso e arqueou a sobrancelha.
- Por que você quer saber de uma coisa sem importância? – Liz tenta argumentar.
- Eu só quero saber... – Gale continua.
- Eu não sei por que ainda esconde uma coisa tão linda que nem essa... ser mãe é a coisa mais linda e especial que existe no mundo! – Liz retruca.
- Eu não estou escondendo... é só que... devido a situação é melhor que poucas pessoas saibam disso... – Gale reclama.
- Você tem razão... questão de proteção! – Liz sorri e a abraça.
- Mas ainda não respondeu a minha pergunta... – Gale a olha arqueando a sobrancelha.
Aquilo tudo, aquelas lembranças eram muito dolorosas para Liz. Mas, de alguma forma queria esquecê-las, porém estava sendo difícil, já que tudo a fazia recordar o passado, aquele passado escuro e tenebroso.
Uma lágrima tímida brotou nos seus olhos e sua voz ficou embargada pelo choro, mas mesmo assim respondeu.
- Eu não gosto de falar sobre isso... faz-me lembrar da minha covardia... – Liz confessa.
Gale não estava entendendo nada que Liz dizia, ou menos o que estava tentando dizer.
- Desculpa, mas eu não to entendendo nada... o que está querendo dizer? – Gale retruca um pouco confusa.
Liz da um leve suspiro abaixa a cabeça e fala.
- Eu não tive coragem de voltar... eu fugi... tive medo! – o choro agora é perceptível.
- Você fugiu de que? – tentava entender do que Liz estava se referindo.
- Da minha responsabilidade! – Liz revela ainda chorando.
Gale estava cada vez mais confusa, mas ficou em silêncio e abraçou fortemente Liz.
O assunto foi interrompido assim que o telefone de Liz começou a tocar sem parar. Liz o segurou, mas ficou receosa em atendê-lo, pois o número não pode ser identificado.
- Não vai atender? – Gale pergunta curiosa.
Com muito medo, finalmente Liz aperta a tecla verde, no qual aceitava tal ligação.
- Alô... – sua voz quase nem saiu.
- Oi Liz... por que demorou tanto pra atender ao telefone? – do outro lado da linha, a voz de sempre que atormentava a ela e a todos.
- O que você quer seu cretino? – Liz grita com raiva.
Gale rapidamente sai do quarto e, do andar de cima mesmo chama Dewey e Sidney e, volta quase no mesmo minuto.
- Você está sendo muito corajosa. Pelo que eu saiba, você não era assim... principalmente, na morte de seus pais! – aquela risada ecoou nos ouvidos de Liz, que começou a chorar relembrando mais uma vez de seu passado sombrio.
Continua...
