Booth e Sweets chegam ao prédio de Harvey.

As últimas informações mexeram muito com Booth, a ponto de fazê-lo esquecer o celular no carro.

No Jeffersonian, Brennan está deitada no sofá quando avista Daysepassar carregada de pastas.

- Srta. Wicky! Srta. Wicky!

- Oi, Dra. Brennan, me desculpe, eu te acordei?

- Eu não estava dormindo.

- A Dra. Saroyan me disse que você estava repousando.

- Não, eu estou em repouso. Significa que eu não posso fazer esforço, por causa da gravidez!

- Ah, eu soube do acidente. Sinto muito.

- Obrigada

- Se tiver algo que eu possa fazer, se precisar de qualquer coisa...

- Eu preciso do resultado do exame do tecido encontrado no pescoço da vitima.

- Estão aqui! – ela entrega a pasta. Brennan analisa os resultados.

- Eu preciso checar uma coisa. – ela levanta agitada.

- Dra. Brennan, você não deveria se esforçar. E o repouso?

- Quanto mais rápido resolvermos esse caso, mais rápido eu conseguirei repousar. – elas sobem na plataforma forense e Brennan corre para analisar as amostras.

Angela avista Brennan e vem em direção à amiga.

- Brennan, o que você está fazendo? Você não deveria estar de pé.

- Eu estou trabalhando.

- Bren, você teve um acidente mais cedo, você precisa descansar.

- Eu não vou conseguir descansar enquanto não resolvermos esse caso.

- Querida, o Booth pediu...

- Booth não atende o celular! – enfim ela mostra suas emoções.

- Bren, eu tenho certeza que o Booth está bem.

- Não, Angela, ele não está bem! Cam tinha razão, isso é muito difícil pra ele. Esse caso vai consumi-lo enquanto não resolvermos.

- Querida...

- O Booth faz o possível e o impossível para me proteger. Resolver esse caso é o meu jeito de protegê-lo dessa vez. – Angela se comove com a emoção da amiga.

- Ok, o que você precisa?

Booth bate na porta de Harvey O'Donnell.

Sweets está preocupado com Booth! Esse caso parece cercá-lo de todas as maneiras possíveis. Ele se preocupa com a reação que o agente possa ter ao confrontar o pai da vítima. Harvey abre a porta:

- Pois não? – um homem aparentemente normal abre a porta.

- Harvey O'Donnell?

- Sim!

- Agente Especial Seeley Booth, FBI! Podemos conversar?

- Sim, claro! – a polícia é sempre bem vinda na minha casa. – O que querem saber?

- Sobre sua filha, Janet. – responde Sweets

- Tem muito tempo que eu não a vejo.

- Qual foi a última vez que a viu?

- Há uns 5 meses.

- Quando ela veio lhe contar que estava grávida? – pergunta Booth, com tom incisivo. O homem não se abala.

- Foi isso mesmo. Por quê?

- Ela está morta. Ela e o bebê estão mortos.

- Uma pena.

- Você não parece muito triste para quem acabou de perder uma filha.

- Cada um expressa tristeza de um jeito. Como ela morreu?

- Ela foi assassinada e jogada numa vala.

- Vocês têm certeza que ela simplesmente não caiu? – pergunta o homem com um tom de deboche, o que faz o sangue de Booth ferver. – Ela pode ter perdido o equilíbrio, com aquela barriga.

- Como a sua esposa? – pergunta Booth, se controlando para não partir para cima do sujeito.

- Ex-esposa! Sim, exatamente como ela. Sabe, mulheres grávidas perdem o equilíbrio.

- Está dizendo que sua ex perdeu o equilíbrio quatro vezes?

- Como eu disse, mulheres grávidas perdem o equilíbrio. Se sua mulher estivesse grávida, você saberia do que estou falando. – o homem provoca.

- Não, ela não perde. – sem pensar, Booth cai na provocação do homem. Prevendo o problema, Sweets resolve encerrar a conversa.

- Bem, por enquanto é só isso. Nós manteremos o contato. – eles caminham até a porta. Antes de irem embora, o homem provoca mais uma vez.

- De quanto tempo sua mulher está, Agente Booth? – Booth sente que pode matar aquele homem. Rapidamente, Sweets o puxa pelo braço.

- Vamos, Agente Booth!

No Jeffersonian, todos trabalham duro para processar as evidencias.

Brennan está concentrada, analisando os ossos da vítima, quando sente a barriga endurecer, seguida de uma dor lancinante que atravessa o ventre. A dor é tão intensa que ela precisa se apoiar na mesa para não cair. Dayse percebe:

- Você está bem, Dra. Brennan?

- Eu não... Eu... – antes que pudesse completar a frase, Brennan sente outra pontada que faz seu ventre endurecer e ela grita de dor.

- Oh, Deus! Socorro! Angela! Dr. Hodgins! Dra. Saroyan! Por favor, alguém! – Dayse ampara Brennan, que se contorce em dor.

Todos ouvem os gritos da estagiária e correm para saber o que está acontecendo. Cam é a primeira a chegar à plataforma. Rapidamente ela dá assistência a Brennan:

- Dra. Brennan, o que houve? – Cam ajuda Dayse a amparar Brennan. – O que está sentindo?

- Eu acho... Eu acho que minha bolsa estourou. Eu estou tendo contrações.

- Dra. Saroyan... – com o olhar, Dayse indica a Cam: Brennan está perdendo sangue.

- Alguém me traga uma cadeira! Não se preocupe, Dra. Brennan, vai dar tudo certo! - Hodgins e Angela chegam à plataforma:

- Brennan, o que houve? Oh, meu Deus!

- Dayse, chame uma ambulância! Dr. Hodgins, ligue para a Dra. Banno, diga para nos encontrar no hospital.

- Os paramédicos estão subindo, Dra. Saroyan!

- As contrações... – Brennan sente muita dificuldade para falar.

- Querida, por favor, fique calma! Tudo vai dar certo!

- Ligue para o Booth... Por favor, Angela, ligue para o Booth!