Booth está em seu escritório, lendo alguns relatórios. Sua concentração é quebrada com leves batidas na porta. Angela está na porta. Ela segura Michael com uma das mãos e empurra o carrinho com a outra:

- Olá! Podemos atrapalhar um pouco?

- Oi, Angela! Vocês não atrapalham. – ele se levanta, vai até porta e ajuda a amiga a entrar na sala. – Oi, garotão!

- Oi, tio Booth! – brinca Angela, como se imitasse a voz do bebê.

- Vem cá, amigão! – diz Booth, pegando o neném no colo. – Tudo bem com vocês?

- Tudo ótimo! E a Brennan, como está? E a bebê?

- Estão bem, graças a Deus! Mas você conhece a Bones...

- É, imagino que ela esteja irritada com esse período de repouso.

- Está mesmo! A Dra. Banno já liberou algumas coisas, mas ela ainda não pode voltar ao trabalho, nem fazer esforço, então...

- Uau, não deve estar sendo fácil.

- Não está, mas eu já estou acostumado. Afinal a tia Bones nunca foi fácil, não é Mike? – ele suspende o bebê acima da cabeça, depois assopra a barriga, fazendo Michael gargalhar.

- Ela está sozinha em casa?

- Não, eu contratei uma senhora para arrumar a casa e fazer comida durante esse período. É bom que ela faz companhia para a Bones.

- Ah, que bom!

- E o meu avô está vindo nos visitar.

- Sério?

- Sim! A última vez que nos vimos foi quando contamos a ele sobre a gravidez. Ele está doido para ver o barrigão da Bones.

- Nossa, isso é fantástico!

- Eu sei.

- Digo, é perfeito!

- Ok... Por quê? – pergunta, desconfiado.

- Ouça, Booth, eu tive uma idéia para comemorarmos o seu aniversário!

- Angela, eu não gosto muito de festa de aniversário.

- Eu sei, por isso vamos fazer um chá de bebê!

- Um chá de bebê?

- Sim, para a Brennan! Um chá de bebê surpresa!

- Pode ser uma boa idéia.

- Vai ser uma ótima oportunidade para reunirmos as famílias de vocês.

- Fechado!

Brennan está deitada no sofá, lendo mais um livro sobre gravidez. Beth, a senhora que Booth contratou para cuidar da casa, está terminando de limpar a cozinha, quando a campainha toca. Antes que Brennan pudesse se levantar, Beth já apontava na sala:

- Eu abro, não se levante! - a senhora vai até a porta e olha pelo olho mágico. Do outro há um senhor de cabelos brancos. – Posso ajudar?

- Claro que pode! Só chamar o meu neto ou a minha nora!

- Quem? - Beth ainda tenta entender, quando se ouve a voz de Brennan vindo da sala.

- Hank? – ela vem ao seu encontro.

- Olá, minha querida!

- Por que você não disse que estava chegando? Nós teríamos ido te buscar.

- Bobagem, eu ainda não preciso de motorista. – diz o senhor indo de encontro a Brennan. – Deixe-me olhar para você. Meu Deus! A gravidez te deixou mais bonita, se é que é possível!

- Obrigada, Hank!

- Olhe essa barriga! É um bebezão que você tem aí! – ele acaricia a barriga de Brennan. – Eu disse ao Seeley que seria uma menina.

- Vamos nos sentar! Beth, você pode nos trazer um suco, por favor!

- Claro!

- Como você está se sentindo, minha querida?

- Eu estou bem, mas a bebê está crescendo muito, e às vezes ela fica chutando as minhas costelas, como agora, por exemplo. – ela leva a mão à lateral da barriga ao sentir o conhecido incômodo.

- Posso?

- Claro. – Brennan posiciona a mão de Hank em sua barriga, na região alvo dos chutes do bebê.

- Esse foi forte!

- São quase sempre assim.

- O Seeley me contou sobre o incidente. Graças a Deus vocês estão bem!

- Obrigada, Hank!

- Por quanto tempo você tem que ficar de repouso?

- Duas semanas.

- Bem, estou aqui para lhe fazer companhia. Pelo menos por alguns dias.