Domingo de manhã, Booth levanta ás sete da manhã! A noite anterior foi agitada. O chá de bebê surpresa foi um sucesso. Todos se divertiram e se emocionaram. Booth não tinha noção do quanto era querido por seus amigos. A bebê ganhou tantos presentes que foi preciso usar também o carro de Jared para trazer tudo pra casa. E o mais importante, Brennan adorou tudo! Ela estava feliz!
Depois de tomar banho, Booth é atraído pelo cheiro que vem da cozinha. Pops está fazendo o café da manhã!
- Bom dia, Pops!
- Bom dia, filho! Vamos tomar café e sair. Senão vamos nos atrasar para a missa.
- Vou acordar o Parker.
- Não, Seeley, deixe-o dormir.
- Mas, Pops...
- A noite ontem foi agitada, o menino está exausto! Temperance também está dormindo?
- Está!
- Então, quando a missa acabar, você liga e nos encontraremos para almoçar. Deixe-os descansar. Não tem problema se ele perder uma missa.
- Ok, Pops! – Booth e Hank saem para a igreja.
Por volta das nove e meia da manhã, Brennan acorda. Ela encontra um bilhete de Booth, avisando que eles foram à missa. Ela liga e combina o encontro para ás onze.
No restaurante, avô e neto conversam:
- Quando você volta, Pops?
- Eu não sei, Seeley.
- Qual é, Pops? Você tem que estar aqui quando a neném nascer. Eu quero você conosco!
- Eu farei tudo que estiver ao meu alcance para estar aqui quando minha bisneta nascer. Não vou perder por nada.
- Que bom! Você sabe que não precisa ir embora hoje. Pode ficar o quanto quiser.
- Eu sei, Seeley!
- Seria ótimo para a Bones ter companhia enquanto eu estiver trabalhando... – a conversa é repentinamente interrompida por uma voz há muito não ouvida.
- Oi, pai! – diz o homem parado às costas de Booth. Avô e neto sentem o sangue gelar ao ouvir aquela voz. Booth sente o corpo tremer. Lentamente ele se vira e encara o homem. – Seeley!
- Joseph! Como sabia que eu estava aqui? – pergunta Hank.
- Eu liguei para a casa de repouso, uma senhora me disse que você estava passando o final de semana com seus netos. Ela me deu os endereços. – ele responde, enquanto Booth continua imóvel. – Seeley, quanto tempo! O Jared também está na cidade?
- O que você quer, Joseph?
- Como você esta, Seeley? A última vez que te vi, você era...
- Joseph! – Hank levanta a voz. – O que você quer aqui?
- Pai, eu só... – a explicação de Joseph é interrompida pela chegada de Brennan e Parker.
- Papai! - chama o garoto ao avistar o pai. A presença dos dois chama a atenção de Joseph.
- Desculpe a demora, Booth! Eu levei mais tempo que imaginei para me arrumar.
- Esse é o seu filho? Nossa, como ele se parece com você! – Joseph se emociona ao encarar Parker, o que faz Booth perder o controle. Ele se levanta e puxa Brennan e Parker para longe.
- Vamos embora! – diz, puxando os dois pelo braço.
- Booth! O que está fazendo? Nós acabamos de chegar!
- Seeley, por favor! – pede o homem, dando um passo em direção a Brennan. Booth se coloca entre os dois e encara o homem com fúria.
- Fique longe dela! Fique longe dos meus filhos!
- Seeley...
- Fique longe da minha família ou eu te mato! - ele olha nos olhos do homem. – Vamos embora! – ele leva Brennan e Parker para fora do restaurante.
Ao chegar do lado de fora do restaurante, Booth abre alguns botões da camisa. Ele sente dificuldade para respirar. Uma tontura o atinge e ele apóia as duas mãos no capô do carro.
- Papai, o que foi? Você está bem? – pergunta Parker, amedrontado.
- Booth, aquele homem... Era o seu...
- Sim!
- Pai, você está me assustando! Por que você disse que ia matar aquele homem?
- Parker... – Booth tenta se controlar para falar com o filho, quando Hank sai do restaurante.
- Temperance, você pode levar o Seeley pra casa?
- Eu não vou deixá-lo aqui, Pops!
- Seeley, por favor, vá pra casa! Acalme-me!
- Não, Pops!
- Papai! – pede Parker, assustado.
- Seeley, você está assustando o seu filho! Por favor, deixe a Temperance te levar para casa. Eu irei daqui a pouco.
- Vamos, Booth! Vamos pra casa! – calmamente Brennan conduz Booth para o carro.
