No horário combinado, Kuroro foi até o apartamento onde Robin estava morando. Robin não demorou muito em se arrumar, como fazem as mulheres em geral. Dessa vez, ele que a levaria para onde ele estava morando.
Era um dia chuvoso, mais um daqueles que deveria levar uma capa de chuva extra para não ficar ensopado. O vento frio intimidava sair de casa, mas ambos não se incomodaram com isso – até mesmo porque iriam até um outro apartamento, onde ficariam bem protegidos do mau tempo.
- Como chove e faz frio nessa cidade! - exclamou Robin, ajeitando sua capa.
- Somente no verão que o clima fica melhor aqui! - disse Kuroro.
Durante o caminho, Robin tropeçou em uma pedra no asfalto e só não caiu no chão porque Kuroro a segurou pela cintura, apenas para evitar sua queda. Ambos sem querer trocaram olhares mais próximos um do outro.
- Você está bem? - perguntou ele.
- ...sim... er... já posso ficar de pé? - disse ela, meio sem jeito, vendo que ele não havia soltado sua cintura.
- Er... desculpa.
Depois de soltá-la, continuaram o caminho até o apartamento dele. Um lugar mais sombrio, silencioso. Era um apartamento alugado também, e mais simples que o dela. Robin achou aquele ambiente nostálgico, pois já viveu em alguns lugares assim.
- Não é um lugar agradável para se receber pessoas como você... - disse Kuroro, arrumando as almofadas no sofá para ela sentar. - desculpa-me toda essa simplicidade.
- Qual nada! - disse ela, sentando-se. - Já vivi em lugares onde realmente eram lugares simples. Aqui parece até confortável!
- É mesmo?
- Sim, sim.
Ele sentou-se ao seu lado. Contemplaram-se por um tempo, em silêncio.
"Nico Robin, pirata, arqueóloga dos piratas do Chapéu de Palha. Ex-vice-presidente da organização criminosa de nome Baroque Works, com a alcunha de Miss All Sunday. Possui as habilidades da Fruta do Diabo Hana Hana no mi. Tem uma recompensa de oitenta milhões de Belis." Ele se lembrou do resto das informações que pesquisou depois, sobre a bela morena que estava ali. Não foi à toa que ele se interessou nela. Antes mesmo de saber mais detalhes, algo já atraía. Por trás daquela beleza, havia uma mulher poderosa, com uma habilidade incomum.
"Kuroro Lucifer, líder da organização criminosa Genei Ryodan, um dos mais poderosos Hunters, procurado com uma das mais altas recompensas em Jenis." Foram poucas informações que obteve dele, mas Robin pode conhecê-lo um pouco melhor antes. Inicialmente, queria dar um jeito de fugir sem mostrar desconfiança; mas algo a atraía para ele, sem saber o porquê. Não tinha medo dele, exatamente. Porém, estava alerta sobre o tipo de homem que estava diante de si. Ele não era apenas um jovem calmo, bonito, inteligente e carismático. Robin já tinha lidado com alguns daquele tipo, e até matado, por questão de defesa. Era assustador e desafiador tê-lo ali, na sua frente. Tentador...
Cortando o silêncio, Kuroro se aproximou mais dela.
- Aceitaria vir para minha organização?
- Como?
- Isso mesmo. Você seria um grande membro da minha organização. E talvez, a mais forte deles!
- Bem, não poderei aceitar. Lembra-se que te disse sobre meus companheiros? Já tenho um grupo...
- Ahh... que pena.
- Mas poderemos viver pacificamente, já somos amigos, não?
- Amigos... - repetiu Kuroro, pensativo.
- E também não quero mais trabalhar em organizações criminosas. Nunca me dei tão bem como até gostaria de ter dado...
- Mas... literalmente você está em um bando de criminosos... - disse Kuroro, com um ar de riso.
- É... mas meu grupo não trabalha com criminalidade, apesar de sermos piratas.
- É?
- Sim. Meu capitão é um pirata justo, não é como os outros!
- Legal ouvir isso... pirata justo?! Nunca ouvi falar em piratas justos...
- Mas ele é! - confirmou Robin, um pouco séria.
- Oh, perdão. Não estava duvidando de você...
- OK. - finalizou Robin.
Ambos voltaram a se fitar em silêncio. Era como se estivessem se conhecendo melhor por olhares. Os olhos negros e azuis se fundiam em um olhar profundo.
- ...pelo estilo de vida que tem, acredito que não tenha amores... - disse ele.
- Não... nem tenho tanto tempo para isso... acredito que você também tenha o mesmo estilo de vida... - disse Robin.
- Mais ou menos isso... - ele se aproximou mais, falando-lhe em direção ao ouvido. - mas estou livre para qualquer momento...e você também...
Robin sentiu um arrepio pela espinha, os olhos ficaram levemente pesados. Ele estava quase com os lábios encostados no lóbulo do ouvido da morena.
- Não estou certo? - finalizou ele com um leve beijo atrevido no lóbulo dela.
Ela deu uma leve recuada. Mas não foi por repudiação.
- ...sim, está certo. - ela concordou, com a voz mais branda.
Ele voltou a se aproximar. Prestes a se aproximar ainda mais, Robin o surpreende com um leve toque de lábios entre ambos, num beijo muito discreto. Ambos sentem uma animação quente por dentro do peito. Agora, o diálogo entre eles parecia ser de um outro jeito: mais íntimo, mais sensual.
Ele aprofundou o beijo, puxando-a levemente pela cabeça e beijando-a de língua. Robin já não fazia dessas coisas faz tempos, e quase se enrolou ao corresponder tal ousado beijo.
- Não... me diga que nunca beijou na vida? - Kuroro pausou apenas para perguntar, vendo que ela estava enrolada com o beijo.
- Beijar já beijei... mas faz tempos que... não tenho esse tipo de contato...
- Entendo...
Mais calmamente, Kuroro voltou a beijá-la, mas como se estivesse beijando alguém que nunca havia beijado. Robin ia se acostumando aos poucos, até pegar o ritmo. Ela pôs uma das mãos no ombro dele, enquanto ele tocava-a na cintura discretamente.
- Está tudo...bem? - ele perguntou, ao começar a beijá-la pelo rosto e indo até o pescoço delgado e longo dela.
- Sim. - ela, de olhos fechados, deixando-se ser amada.
Ele a aconchegou mais nos braços, colocando-a aninhada em seus braços fortes. Robin correspondeu apenas abraçando-o, soltando suspiros baixos. Ele continuava a beijar no pescoço, acariciando suas costas então.
- Posso descobrir se você é virgem? - disse ele, sensualmente.
Robin sorriu automaticamente, adorando ser pega daquele jeito. Um jogo de prazer.
- Pode. - ela concordou, acariciando os cabelos negros e macios do outro.
Sem delongas, ele a pegou nos braços que nem uma noiva e levou até o único quarto daquele aparamento. Colocando-a sentada, ele fechou a porta sem trancar e ficou olhando a bela em sua cama. Robin se desfazia das roupas aos poucos, ficando apenas com uma camisola que era sua roupa de baixo. Ele também, ficando de cueca e uma camisa branca e levemente transparente. Já ao lado dela, voltou a beijá-la da mesma forma que fazia no sofá e tirando as roupas íntimas dela. E Robin começou a fazer o mesmo. Ambos iam tocando a pele e as partes íntimas um do outro.
Após livres de quaisquer tecidos que cobrissem a nudez, deitaram-se na cama. Ele, por cima dela, beijava-a delicadamente entre os fartos seios, sem tocar com as mãos lá. Robin o acariciava as costas que possuíam ondas de músculos trabalhados.
- Quero ver sua habilidade aqui... - disse Kuroro, começando a explorar um dos seios dela lambendo-lhe o mamilo de cor marrom claro
- Hum? Quais delas? - disse entre suspiros, contorcendo-se na cama.
- Sua habilidade dessa Fruta do Diabo. Parece ser bem tentador...
Robin parou por uns instantes o que fazia, mas sem sair debaixo dele.
- Como sabe...disso? Eu não me lembro de ter falado...
- Já ouvi falar há muito tempo, embora nunca tivesse visto uma Fruta do Diabo fisicamente... - mentiu Kuroro, apenas para mostrar confiança e curiosidade. A curiosidade era realmente maior naquele momento. - você... pode multiplicar seus membros como quer, não?...
- Bem... sim. E... quer que eu use aqui? - ela perguntou um pouco desconfiada.
- Quero... como você quiser... - sussurrou em seu ouvido. - sou seu escravo, agora. Faça o que quiser de mim, com esse poder...
- Ahh... como você é pervertido! - disse entre risos. - E louco também!
Robin não resistia mais ao toque dele, dos beijos dele, dos corpos roçando um no outro. Ele parecia totalmente entregue. E ele a estimulava mais, com beijos, abraços que faziam seu peito largo e musculoso ir ao encontro de seios grandes e firmes de sua parceira naquele momento de luxúria e desejo. Ela o achava louco por querer vê-la usá-la seus poderes para aquela finalidade, mas já que ele o queria...
- Oi, o que é isso brotando em minhas costas? - Kuroro parou agarrado a ela, ao sentir até então o braço brotando no meio das costas dele.
- Ué, não queria que eu usasse a minha habilidade da Fruta do Diabo? - disse Robin, olhando-o com jeito que "aprontaria" algumas naquele momento. - Farei o que pede...
