Uma mão brotada nas costas, puxando-lhe os cabelos negros. Outra mão brotada na cintura, com a mão apoiada no peito largo. Mais uma outra mão brotada na coxa, com a mão estimulando a ponta do pênis. Kuroro olhava aquilo assustado, ao mesmo tempo excitado. Robin mostraria a habilidade que ele queria conhecer.
- Que… er, estranho… - disse Kuroro, sendo estimulado por três mãos que o tocava respectivamente nos cabelos, peitoral e pênis.
- Não esperava outra reação sua. Mas parece que não está nem um pouco assustado, diferente dos outros que conhecem minha habilidade… - observou Robin, fazendo a mão que segurava o pênis deslizar por todo o membro.
Ele não pode conter um gemido. Ela sorria, provocando com mais um membro que fez brotar no braço esquerdo dele, para acariciar o mamilo próximo.
- Faz muito tempo… que você tem essa habilidade da Fruta do Diabo?
- Desde criança, quando comi uma pela primeira vez.
- Que… curioso! Ahn… - ele já não conseguia falar direito, sucumbindo as carícias daquelas múltiplas mãos.
Robin sequer o tocou com as próprias mãos, só usava as mãos que havia feito brotar no corpo dele.
- Sequer sinto que tem braços brotados em mim… não dói nem faz cócegas… com exceção dessas mãos que…
Robin se divertia ao vê-lo rendido. Ela poderia matá-lo ali mesmo, se ela quisesse – pelo menos pensava assim. Kuroro estava deitado de lado, parecendo uma marionete manipulada por aquelas mãos. E mais um braço brotava nele, um pouco abaixo da cintura e por trás, com alguns dedos percorrendo em direção ao ânus dele.
- Ei… espera… o que vai fazer aí?
- Fica calmo… - a tal mão começou a estimulá-lo, a fim de tocar-lhe na próstata. Kuroro se contraiu. Nunca havia sido tocado daquela maneira. - É só um estímulo que não vai lhe comprometer como homem, Kuroro. Confia em mim!
Silencioso, ele descobria um novo tipo de prazer naquelas mãos que eram iguais as dela.
- E suas mãos… quando irá tocar-me com elas? - disse o moreno, observando-a de braços cruzados, olhando para ele com um ar levemente dominador.
- Quando achar necessário…
Desde os mamilos até por dentro de si, o líder do Genei Ryodan agora era um simples instrumento. Ele se perguntava por que tinha chegado aquele ponto. Sim, ele tinha um objetivo, até mais de um. Mas toda aquela sensação, aquela curiosidade diante da habilidade e malícia dela o fez esquecer de tudo por instantes. Já sentia seu membro pulsar naquela mão tão macia e delicada. Queria pegar nela e assim o quase fez, mas dois braços brotaram da cabeceira da cama e segurou-lhe firme os pulsos. Com os olhos negros quase arregalados, surpreendeu-se com aquela reação dela.
- Quero te tocar, Robin…
- Agora não. Aguenta mais um pouquinho!
Agora duas mãos acariciavam todo o peitoral e abdômen musculoso. Aquelas mãos exploravam cada onda daqueles músculos. Kuroro assistia seu corpo sendo tocado daquele jeito por um monte de mãos, ao mesmo tempo que fechava os olhos e se entregava totalmente. Estava preso pelos pulsos, como um escravo. Robin começou a agir por si, aproximando-se do ouvido dele.
- Achava que era uma criatura totalmente fácil, não? - sua voz soava levemente ameaçadora. Até que Kuroro gostava disso um pouco, mas ficou alerta – apesar de estar totalmente entregue aquele prazer estranho.
Ele se contorcia na cama, tendo sua próstata estimulada pelos dedos vindos de um dos braços brotados. A outra mão puxava levemente o órgão fálico para frente, causando leve dor e intenso prazer. Robin desfez dos braços aos poucos, com exceção aos que prendiam Kuroro na cabeceira de madeira. Agora, seriam as mãos dela que percorreriam do pescoço dele, descendo lentamente pelo meio do peitoral dele até chegar ao abdômen musculoso. Robin montou em cima dele, pegando o pênis dele e introduzindo dentro de si, bem devagar. Sem conter os suspiros e outros gemidos, o moreno sentia que explodiria dentro dela. Num impulso, quis levantar os quadris e meter diretamente seu órgão fálico nela, mas ela o forçou pelos quadris, segurando-os com as próprias mãos.
- Calminha aí…
- Sinto que não aguento mais, Robin…
- É nesse ponto mesmo que queria chegar!
Impiedosa em sua doce malícia, Nico Robin apreciava ver aquele corpo menor e mais torneado se contorcer de prazer. Estava ansioso por descarregar seus desejos. Mas era ela quem o dominaria naquele momento. Com a própria vagina, estimulava o pênis do outro já quase totalmente dentro. Apertava, soltava, sugava. Aquilo fazia o outro revirar os olhos, deixando quase arrepiado. Imobilizado, ia estendendo seu pré-orgasmo diante daquela mulher de fartos seios e de quadris largos, que se contrastavam perfeitamente com a cintura bem mais fina. Queria ele tanto poder tocá-la… mas a outra apenas usava seu corpo para o bel-prazer, movendo seus quadris contra o dele, roçando seu clitóris perto da base do pênis. Aquilo era demais para ambos, tanto o "senhor" quanto para o "escravo".
A morena não falava nada, apenas gemia e suspirava. Sussurrava pequeninas palavras, mas estava concentrada em cavalgar em cima dele. Kuroro jogou a cabeça para trás, sentindo chegar um demorado orgasmo, já que ele não podia se satisfazer por conta própria. Mesmo de olhos semiabertos, ela podia sentir que seu parceiro já estava liberando seu próprio gozo, e isso só a estimulou mais. E mais. Moveu os quadris mais rapidamente, num prazer mais intenso. Estava bem umedecida até por parte de fora de sua genital, ainda mais com a "ajuda" do sêmen do outro. Foi aí que os gritinhos baixos e roucos começaram a sair da boca de lábios levemente finos. Ela chegava ao clímax do próprio orgasmo, soltando os quadris de Kuroro e caindo deitada sobre ele. Aqueles seios fartos… quem tanto queria tocar estava ali, sendo espremidos contra o tronco dele, quase lhe roçando os mamilos. Com a capacidade de mover apenas os quadris, ele sentiu mais um pequeno impulso de seu órgão e começou a mover ainda dentro dela, mais úmida e menos apertada. Com estes movimentos, ele fazia o corpo dela se mover sobre ele, os mamilos de ambos sendo roçados um no outro e os ventres se batendo um no outro. A outra estava entregue, caída sobre ele, e mesmo assim Kuroro não conseguia soltar os pulsos. Mulher estranha… fascinante… bela… selvagem.
- Robin… - ele exclamou baixinho, sentindo que gozaria novamente dentro dela, agora com a liberdade de mover os quadris. Ele apoiou a sola dos pés na cama e movimentava bruscamente seus quadris contra os dela, chegando a fazer barulho o choque de ambas as pélvis.
Robin levou uma das mãos até o braço musculoso dele, apreciando um pouco mais de orgasmo que ele lhe proporcionava. Era delicioso ser movida por ele daquele jeito, mesmo imobilizado. As ondas daqueles músculos tão perfeitos pareciam acariciar sua pele mais morena e lisa.
- Kuroro…- agora foi ela quem exclamou baixinho.
Aos poucos, ambos cessavam os movimentos do corpo. Parados, cada um sentia um ao outro. Quem foi o primeiro a cortar o silêncio foi o homem.
- E então… fui um bom escravo seu? - provocou-a levemente, falando-lhe com a boca bem perto da nuca. Robin sentiu leve arrepio, aconchegando-se nele.
- Foi sim.
- Esse poder… é bem útil, até mesmo para isso, não é? - ele arrastava a voz sedutoramente, enquanto deslizava os dedos de cada pé entre as panturrilhas de Robin.
- Hmm… também.
- ...e está pensando em um segundo round?
Robin olhou para ele, para aqueles olhos que pareciam vivos e ativos, mesmo depois de um intenso prazer sexual satisfeito. Já ela não conseguia levantar totalmente as pálpebras. Sentia seu corpo mole, depois de um orgasmo satisfeito. Sentia toda a região do seu sexo morna, lubrificada com o sêmen dele que era ainda mais morno, grosso. Não temia e nem procurou evitar que ele gozasse dentro dela, já tinha saído de casa depois de ter tomado uma pílula, só por prevenção. Kuroro chegou a pensar naquele momento por que ela não evitou isso, mas já imaginava o real motivo.
- Hein, Robin… será que poderei desfrutar do seu corpo assim como fez com o meu?
- ...pode.
Kuroro não parecia mais ansioso para Robin. Achava que, mais calmo, ele não faria nada de mal a ela. Realmente, ela pode ver o que ele realmente queria: sexo. E provavelmente isso se estenderia. Não havia nada de mal em ter um amante. Ela era livre, e ele parecia ser também. Ambos provavelmente não poderiam engatar algum tipo de relacionamento longo e firme, devido a vida que cada um levava. Mas havia momentos em que a solidão incomodava. Satisfazer-se solitariamente enjoava, às vezes. Ambos pensavam assim.
Robin soltou Kuroro das mãos que havia feito brotar na cabeceira. Uma vez solto, ele agarrou-a em um abraço forte e ousado, apertando a nudez frontal dela contra sua própria nudez, beijando-a nos lábios de forma quase bruta.
- Não… vai me sufocar! - disse Robin, sorrindo dentro daqueles beijos.
- Não prometerei nada, Robin!
Ele a colocou de barriga para cima na cama, abrindo-lhe as pernas. Começou a deslizar suas mãos grossas entre os glóbulos imensos que eram aqueles seios, indo até o sexo. Deslizou alguns dedos naquele clitóris umedecido, o que pareceu despertar prazer na outra que moveu os quadris para frente. Sorrindo maliciosamente, ele levou a boca até lá, sugando aquele pequeno pedaço de carne que só servia para dar prazer sexual as fêmeas humanas. Robin levou as mãos até a cabeceira da cama e abriu mais as pernas. Aí que o moreno explorava mais o clitóris com sugadas longas, deslizando a língua delicadamente por volta dele. O suficiente para a outra se contorcer e gemer. Ele levou as mãos até os seios, apertando-os. Eram grandes que não cabiam totalmente nas mãos dele.
- Ahh… sim… continua… assim… - algumas palavras escapavam da boca da explorada naquele "round".
E ele prosseguia. Até vê-la finalmente se excitar totalmente com aquilo, tendo os lábios friccionados pelos poucos pelos daquela vulva. Ele agarrou aqueles quadris fartos, pressionando bem seus dedos na carne farta que era suas nádegas. Agora, Robin era quem apertava os próprios seios.
Kuroro tirou a boca do sexo dela, buscando um pouco de ar. Tinha um gosto agridoce em sua boca. Mas apreciava tudo aquilo, aquela deusa jogada naquela cama. Ele se aproximou e introduziu novamente seu pênis, agora livre de qualquer prisão que viesse ela. Era livre agora e ele quem cavalgaria sobre aquele corpo. Robin nem teve tempo nem forças para ver quando ele a penetrou, e rapidamente Kuroro saciava seu sexo dentro daquela vagina bem úmida e morna. Robin se contorcia na cama, ele quase encravava as unhas nela. Aos poucos, ele ia acelerando com os movimentos, não queria estender muito aquele momento. Breve, teria que sair dali.
Robin estava rendida agora, apenas presa pelo seu próprio prazer e pelas estocadas dele. Kuroro sentia que vinha mais uma onda de prazer em seu pênis, e acelerou ainda mais, encravando-se totalmente dentro dela, o mais que podia. Robin jogou a cabeça para trás, os braços estendidos abertamente na cama. Era como se ele fosse o carrasco que estivesse crucificando sua pecadora ali, naquela cama, naquela cruz. Ela rendida, aberta, molhada de suor. O suor ainda deixava mais bela aquela bela cor que tinha. Perfeita.
E mais uma vez ele veio, gozando livremente dentro dela. Caiu sobre ela, entre aquelas mamas. Mesmo exausto, ainda tinha fôlego para amamentar um dele, quase encravando seus dentes. Ela sequer reclamou de dor alguma. Estava ali, crucificada naquela cama, embaixo dele. Rendida. Eles ainda ficaram mais um pouco assim, pouco ofegantes, suados, cansados. Acabaram dormindo brevemente do jeito que estavam.
Robin foi a primeira a acordar depois de alguns minutos. Aqueles cabelos negros e levemente molhados de suor estavam em seu colo, o rosto dele descansando entre os seios. Ela acariciou-os, tão macios entre seus dedos.
- Lindo… - ela disse baixinho.
Kuroro realmente parecia estar desligado em seu sono. Robin queria levantar, mas ele estava sobre ela e ela não queria acordá-lo. Calmamente, ela foi tentando sair de baixo e deixando-o na cama, queria ir até o banheiro. Foi lá, mas com a porta aberta, apenas de olho nele. Aos poucos, viu que aquele homem perigoso não estava com nenhuma intenção a não ser de ter um momento íntimo com ela. Em poucos dias naquela cidade, já tinha um amante. Um homem em forma de um rapazinho.
Curiosamente, Robin não apreciava beleza jovem, e sim homens mais maduros. Mas ele conseguiu driblar seu antigo fetiche. Kuroro era alguém especial, que precisava ser explorado ainda mais.
Aos poucos, Kuroro despertava na cama, sem se mover. Percebeu a ausência dela ali, apertando levemente o lençol.
- Robin… onde você está? - perguntou baixinho para si mesmo.
- Estou aqui. - ela respondeu, já atrás dele, sentada na cama.
Ele levantou rapidamente, esfregando os olhos.
- Está tudo bem, querido!
- Ahh…
Sua voz grossa e profunda era uma música agradável para a morena. Ambos estavam sentados agora, olhando sorridentes um para o outro.
- Quer alguma coisa? - perguntou Kuroro, desde que ele ali era o anfitrião.
- Nada, não. Só quero ficar mais um pouco aqui…
- Breve. Nem eu poderei ficar aqui o resto da noite… - deu uma pausa para acariciar os cabelos da outra, tão negros como os dele. - embora eu gostaria muito de ficar o resto do dia com você!
- Compromissos pessoais?
- Sim, sim. - disse ele, se levantando para buscar sua cueca. - Estou aqui nessa cidade por negócios de minha organização.
- Entendo… e quando você for embora, não nos veremos mais?
Ele parou de se vestir e foi até ele, beijando-lhe nos lábios.
- Acho que não nos deixaremos de ver tão cedo…
Robin não entendeu o que ele queria dizer exatamente, mas silenciou-se.
- Vou me vestir também! - disse Robin, indo buscar as roupas e se vestido ali, junto com ele.
Ambos já estavam vestidos. Kuroro sugeriu um pequeno passeio lá fora, aceito por Robin.
- Fomos bem rápidos durante nossa diversão em sua cama… - observou Robin.
- Verdade. Quero aproveitar o tempo que tenho com você, de todas as formas que existir, até que nos reencontremos da próxima vez!
Robin sorriu. Ela sabia que não deveria se apaixonar, mas aquele homem calmo, bonito e gentil lhe agradava. Conhecedor de livros, apreciador de leitura. Inteligente e carismático. Se não fosse por ser tão perigoso… ora, quem ela era para julgá-lo daquela forma? Era tão perigosa quanto. Mas ela tinha amigos leais que não poderiam jamais serem decepcionados por ela.
Durante a caminhada, Kuroro ainda fez mais uma pergunta:
- Sabe… faz tanto tempo que nunca tive um momento tão íntimo e ao mesmo tempo amistoso com alguém… o que você achou de mim? Apesar de saber quem realmente sou e com que trabalho, o que você acha de mim? Fui agradável para você?
- Sim. Apesar de sempre estar atentada em desconfiar de você, ainda sinto bem em sua companhia. E você, que diz a respeito de mim? Sabe do meu poder incomum, talvez o único fora do ambiente que vivo que sabe sobre as Frutas do Diabo e qual tipo de usuária sou. Também fui agradável para você?
- ...Você é agradável para mim! - ele colocou a mão em seu ombro, abraçando-a amistosamente, enquanto caminhavam por aquelas ruas frias. - E foi um prazer enorme em conhecê-la!
De repente, a visão ficou escura para Robin. Perdendo a consciência, ela caiu nos braços daquele homem, que a levou para um beco perto. Invocando um livro com uma das mãos, Kuroro colocou a palma de sua vítima na capa do livro, onde tinha o desenho de uma palma da mão. Ele não sabia exatamente se a habilidade dela poderia ser absorvida pelo seu poder nen, mas fê-lo assim mesmo.
"Foi também um prazer em roubar uma habilidade tão diferente e útil, minha querida!" disse ele, depois de deixá-la ali sozinha no beco, desacordada.
