Oi meus amores...
Estou de volta, mas agora eu estou aqui para falar sério com vocês.
Imaginem como é decepcionante para um(a) autor(a) que quebra a cabeça, estuda a língua portuguesa e muitas vezes outros idiomas para trazer a vocês, fãs de várias histórias, um pedacinho da imaginação e da paixão por aqueles personagens, ver que sua história teve mais de mil visualizações, mas que possui apenas três comentários.
É frustante e desgastante ver que muitas pessoas não sabem valorizar nosso trabalho. Nós não ganhamos dinheiro ou qualquer outra coisa para postar nossas histórias, queremos apenas agradar a vocês, passamos horas e até mesmo dias escrevendo apenas um capítulo, você poderia tirar apenas 1 minuto para escrever apenas "gostei" ou "odiei", críticas são bem vindas.
Sem mais delongas, espero que aproveitem o capítulo.
Bjus. MarySwan
Ele elevou o pequeno pedaço de plástico e franziu os olhos para observá-lo melhor. Antes que ele pudesse ter a certeza, eu peguei o pequeno objeto que quase custou nossa história e fingi analisa-lo por um instante.
_Nunca havia reparado. - Respondi colocando o objeto, que agora pesava duas toneladas, dentro do bolso.
Aro levou o chocolate que estava em sua mão aos lábios e deu uma pequena mordida, ele arregalou os olhos, e com expressão de satisfação bateu em minhas costas.
_É excelente! - Fiquei satisfeito em poder dar algo aquele senhor que me recebeu de braços abertos.
Caminhamos em meio ao vinhedo, e Aro me contou a história de sua terra.
_Sabe, em 1580 o primeiro Swan veio da Espanha para o México, com um sonho na cabeça, a roupa do corpo e um pedaço do vinhedo da família dentro do bolso... Desculpe, posso pegar outro chocolate?
Aro gostou tanto dos chocolates que o mostruário permaneceu aberto em minhas mãos durante toda a caminhada, e restava menos da metade por sinal.
_Venha, vou te mostrar uma coisa.
O velho senhor de cabelos completamente brancos começou a subir um tipo de barranco em meio ao vinhedo, e em alguns momentos achei que ele fosse cair. Em cima do que pude ver ser uma pequena colina, estava uma videira muito antiga.
_Essa é raiz que o primeiro Swan trouxe, todos os nossos filhos vem aqui, não é só a raiz de nossa las nubes, é a raiz de nossas vidas, da vida de Isabella, e agora que você faz parte de nós, ela é a raiz da sua vida, você agora não é um órfão.
Suas palavras eram carregadas com a autoridade de um homem honrado que sempre lutou e defendeu sua família, seus olhos mantinham um brilho intenso, mas em suas últimas palavras eu pude sentir o carinho de um avô. Minha garganta se fechou e queria chorar, não como o choro de pavor, pânico e dor em meio a guerra, mas as lágrimas de uma solidão que agora não morava mais em meu peito.
_Você ficará com sua família, enquanto colhemos o fruto. É uma época especial, é a época da magia.
Mesmo que suas palavras me acalentassem, e mesmo querendo uma família, eu ainda estava casado, e Jéssica havia me esperado durante a guerra, eu lhe devia uma vida feliz e confortável.
_Me desculpe, realmente não posso, tenho compromissos...
_E os compromissos com sua família? O que pode ser mais importante que isso?
Eu queria gritar que era uma mentira, que Isabella e eu vivíamos uma mentira, mas eu não poderia fazer isso, dei minha palavra que a ajudaria.
_Eu gostaria, realmente, mas não posso.
Ele concordou com um resmungo, se virou para a videira e começou a limpar o mato e as folhas secas que se acumulavam em volta.
_ Ele disse que você não podia ficar.
_Quem?
_Charlie. Ele disse: "Na primeira chance que o gringo tiver, ele vai deixa-la". São palavras dele.
_Eu não a estou deixando.
_Não, eu entendo, só que minha pobre neta... Ele jogará isso na cara dela, será ela que pagará por seus compromissos... É uma pena... Tão boa garota... - Ele disse suspirando.
_Mas será apenas diferença de um dia.
_O dia mais importante do ano, que faz ou não a nossa fortuna, é o que ele jogará na cara dela, pelo resto de sua vida.
Agora ele me encarava com seus olhos castanhos iguais aos de Isabella.
_Eu conheço o meu filho.
Entre a cruz e a espada, era onde eu e meus sentimentos nos encontrávamos agora. Mas eu tomei minha decisão.
_Sr. Aro!
_Sim?
_Tem razão, é só mais um dia, eu ficarei.
_Tudo bem. - Ele havia começado a andar novamente, mas logo retornou e chegou perto de mim. _Posso pegar mais um chocolate? São muito bons. Você não tem mesmo mais chocolates pra vender?
Agora entendi o que ele estava fazendo, comecei a sorrir e apenas neguei com a cabeça, ele comeu seu chocolate também sorrindo.
Sem chocolates, sem viagens, sem fugir.
_Vamos embora.
Fechei o mostruário de chocolates e voltamos para a casa grande. A conversa agora era banal, apenas passa tempo. Isabella saiu por entre as grandes portas de madeira e olhou ao seu redor. Seu olhar parou em meu rosto e o sorriso que veio dela poderia iluminar e aquecer toda a vinícola em uma noite de geada.
_Pensei que havia ido embora.
_Achei que seria melhor pra você se eu ficasse, pelo menos até a colheita.
Nesse momento Charlie se colocou ao lado dela.
_Você não tem chocolates para vender?
Naquele momento, Aro saiu do meu lado e foi para casa me deixando sozinho com a Bella e a fera.
_A família vem antes.
Não havia nada mais a ser dito e Charlie voltou ao seu trabalho com sua habitual expressão fechada, o sorriso de Isabella retornou a seus bonitos lábios e eu soube que por ela eu me perderia. O som de uma buzina fez seus olhos desviarem dos meus, um carro se aproximava e risos ecoavam de todos na fazenda. Isabella correu para perto do carro e um rapaz menor e bem mais novo que ela pulou do carro e lhe deu um abraço.
_Minha irmã!
_Jacob!
Ótimo, mais parentes...
