Yugao POV

- Feche os olhos. - Sua voz saiu grave e não hesitei em obedecer. Ouvi seus passos firmes em minha direção. Minhas pernas estavam fracas.

Sua boca tocou a minha, sem aquela maldita máscara e me senti anestesiada. Ele tinha gosto de hortelã e brisa do mar, se isso fosse possível. Senti sua língua invadindo minha boca e definitivamente eu já não possuía mais o controle sobre minhas pernas, sua mão firme me segurou pela nuca e aprofundou o beijo. Eu queria mais. Comecei a abrir o zíper de seu colete. Eu queria senti-lo. Deslizei uma mão por dentro de sua camisa. Sentindo sua pele, sua respiração, aquilo me excitava. Ele me levantou pelas pernas e me sentou na bancada, me puxando pela cintura sem quebrar aquele beijo. Suas mãos começaram a desbravar minha pele por baixo da minha camisa, deixando um rastro de fogo onde tocava.

Foi necessário que respirássemos. Meus pulmões estavam em chamas.

- Kakashi-kun? - Chamei por ele. Nossas testas se tocavam e acreditava que ele ja devia ter recolocado a máscara. - Posso abrir os olhos? - Ele assentiu.

Seus olhos estavam fechados e sua respiração tão instável quanto a minha. Levantei seu rosto para que ele me olhasse nos olhos.

- Por favor, me deixe te ver. - Pedi. Ele enterrou o rosto no meu ombro. - Eu quero te ver.

- Porque isso é importante para você? - Sua voz saiu rouca.

- Eu quero ver o rosto do homem que vai tocar meu corpo. - Sussurrei.

- Você... não precisa fazer isso. - Ele pareceu ofendido que eu tivesse imaginado que ele estaria me impondo algo do tipo.

- Eu quero. Eu quero ser tua hoje. Por favor seja meu. Por completo. - Eu acariciava seu cabelo branco bagunçado, algo que sempre desejei fazer.

- Yugao... - Meu nome saiu de sua boca como um súplica. - Você vai me deixar louco. - Cruzei minhas pernas ao seu redor e o puxei para ainda mais perto do meu corpo. - Eu não seria capaz de te vendar, então... Faça como quiser. - Ele se levantou para me olhar nos olhos. - Saiba que será a primeira. - Seu olhar era de completa rendição.

Primeiro eu retirei seu colete, em seguida a bandana deixando seus cabelos revoltados soltos.

- Isso te dá o direito de me pedir algo em troca. - Sussurrei.

Meus dedos estavam na borda da máscara, seus olhos se fecharam. Respirei fundo e retirei a máscara devagar.

A cicatriz de seu olho se estendia até a altura de sua boca. Ele possuía um sinal de beleza abaixo do lábio inferior. O que fazia todo o sentido, o homem era lindo. Percorri seus traços com a ponta do dedo memorizando cada detalhe.

- Você é um perigo. - Sussurrei antes de o beijar mais uma vez.

Um beijo quente que transmitia todo o desejo que estava sentindo. Seus lábios desceram pela minha nuca. O ajudei a retirar sua camisa e num gesto inesperado para ele retirei a minha também, deixando meu peito nu em contato com o seu. Nós arrepiamos com o toque.

- Você é linda demais para ser real. - Corei levemente, não esperava ouvir algo tão lisonjeiro nesse momento. Seus lábios voltaram a traçar um caminho pela minha pele, massageava meu seio com sua mão me levando a loucura.

Ele me pegou em seu colo e me levou em direção ao quarto. Não foi difícil nos livrarmos das poucas roupas que ainda usávamos. Nossos corpos estavam em chamas e se pediam, se clamavam. Soltei um gemido quando ele abocanhou meu seio sem avisos.

Suas mãos mapeavam meu corpo como se ele não fosse ter essa oportunidade novamente. Era difícil respirarmos entre tantos beijos, entre tantos toques e gemidos.

Todas as nossas cicatrizes estavam expostas, não havia mascaras ou segredos, nos conhecíamos, nossas dores e nossos traumas. Poderia parecer um pouco desesperador para um telespectador, nosso desejo queimava como um incêndio em uma floresta. Avassalador. Sem consequências, deixando marcas pela pele do outro. Tínhamos perdido muito tempo para consumir esse momento e agora todo tempo do mundo parecia pouco para nos satisfazer.

O ar poderia se tornar fumaça, todas as constelações do céu poderiam cair. Não importava se no fim aquilo seria apenas uma noite. Naquele momento eu era tão dele quanto ele era meu. Nos permitimos sentir novamente.


- Yugao? - Sua voz estava sonolenta.

- Sim? - Respondi entre bocejos. Eu estava me segurando no limite da consciência para não cair no sono enquanto o homem ao meu lado passeava com a ponta dos dedos pelas curvas do meu corpo.

- Você disse que eu posso lhe pedir uma coisa. - Assenti. - Volta.

Seus olhos negros me queimavam como carvão em brasas. Acariciei seu rosto antes de o beijar, um beijo terno.

Eu voltaria.

Kakashi POV

Quando acordei o sol já iluminava a cama pela janela e Yugao não estava do meu lado. A procurei pelo quarto porém não havia vestígios de seu cabelo violeta. Sua katana e mascara já não se encontrava em cima da cômoda. Ela havia ido. Suspirei.

A noite de ontem havia sido algo novo, algo que eu não tinha encontrado em nenhuma outra mulher antes. Ainda podia sentir seu gosto doce em minha boca. Era verdade, eu estava perdido.

Levantei e fui tomar um banho. Ela também havia levado seus itens pessoais e me assustei ao notar que o fato me deixava triste. Morar com ela era mais fácil do que imaginaria nos meus melhores sonhos. Falando em sonhos, me dei conta que tive uma noite de sono tranquila, como a muito tempo não tinha. Após o banho encontrei um pedaço de pergaminho rasgado fincado no arco da porta por uma kunai. "Eu vou voltar." Não contive o riso.

Felizmente ontem não encontrei tempo entre nossos beijos para lhe entregar o colar que jazia no bolso do meu colete jogado no chão da cozinha. Eu teria que encontrar um momento especial para isso. Tomei um rápido café da manhã e me preparei para sair. Iria treinar, desde que Tsunade começou a monopolizar todo meu tempo meus treinos estavam cada vez mais escassos e se eu seria o rokudaime não podia me dar esse luxo.

- Kakashi-sensei! - Estava seguindo para o campo de treinamento quando ouvi Naruto desesperado correndo atrás de mim.

- Ohayo. - O cumprimentei.

- Que bom humor ein! - Ele começou a caminhar do meu lado. - Kakashi-sensei, eu estava pensando se podíamos treinar juntos hoje... - Não entendi porque ele estava tão sem graça.

- Claro, estava indo para o campo de treinamento agora. - Comentei.

- Sozinho né? Quer dizer, vai ser só nós dois lá não é'ttebayo? - Estranhei, ele estava aprontando algo.

- Que eu saiba. O que você está aprontando? - Minha voz saiu severa e vi seus ombros murcharem.

- Porque vocês sempre esperam que eu esteja fazendo algo errado? - Claramente ele estava se fazendo de vítima, resolvi não insistir.

Caminhamos em silêncio até o campo de treinamento e resolvemos começar com um pouco de taijutso. Naruto já era um ninja superior a mim em muitos pontos, mas não no taijutso onde disciplina e técnica eram essenciais, mas era visível que ele estava se esforçando, talvez se ele não estivesse tão desfocado poderia ter ganhado alguma luta de mim. Depois de umas duas horas de treino intenso resolvemos descansar. Não demorou muito para que ele abrisse a boca.

- Kakashi-sensei? - Me chamou. Estávamos sentados de costas para o outro em uma árvore. - Sabe... Shikamaru disse que você tem uma vasta experiência com mulheres... Eu falei pra ele que ler Icha-Icha não é ter experiência, mas ele me chamou de baka e falou que você tem muitas namoradas por aí. Então pensei em te pedir um conselho. Eu não tenho meu pai pra isso, nem o ero-sennin e não teria coragem de perguntar isso pro Iruka. - Ele falou tudo muito rápido e eu estava me sentindo honrado por ser a pessoa que o Naruto procurou pra pedir conselhos sobre mulheres ao mesmo tempo que estava envergonhado por ter que falar sobre isso com o menino. - Como eu posso conquistar a Sakura-chan?

Eu ri alto e não precisava ver a cara do Naruto pra saber que ele estava bufando de raiva.

- Eu vou te ajudar. - Disse depois de bons minutos rindo.

- Sério? - Ele estava na minha frente, não acreditava no que eu tinha acabado de dizer.

- A abrir os olhos. - Ele pareceu não me entender. - A Sakura, ela ama o Sasuke e você sabe muito bem disso. Você nem gosta dela dessa forma. - Dei de ombros. - Isso é carência, Sai e Ino estão namorando não é? - Sua cara se contorcia por saber que eu tinha razão. - Shikamaru e Temari... Você é muito burro.

Me levantei e coloquei o braço sobre seu ombro.

- Venha aqui amanhã a noite. Às oito horas. - Ele assentiu, dando um de seus sorrisos.

- Sensei?

- Sim.

- Você gosta de alguém? De verdade? Como meu pai e minha mãe se amavam? - Ele divagava.

- Talvez. - Me assustei com a palavra expressa pela minha voz. Ele me encarava curioso, mas por incrível que pareça, resolveu não insistir.

No fim do dia, minha mente só se resumia a ela. Seu perfume estava enraizado em minha cama de tal maneira, que parecia um pecado me deitar ali sem ela, não fui capaz. Essa noite eu dormiria no sofá.

Notei que aquela cama não me pertencia mais e eu só poderia usá-la se ela me convidasse.

Cai no sono encarando a porta. Esperando que ela atenda meu pedido de voltar para mim.


AAAA MEU SHIP É LINDO

Ah, oq vcs acham de um pouco de naruhina?

Respondendo a Sayuri Senju: eu tenho escrito pelo aplicativo e não consigo responder os comentarios afu' Sayuri eu tenho escrito o cap e postado em seguida, não tenho nada salvo hahah não me mata... mas tenho voltado a escrever para me divertir e estou amando essa liberdade, sempre me vi mt presa a escrever a historia antes de começar a postar ter tudo programado e nunca consegui seguir com nenhuma ideia, com Drowning resolvi dar minha cara a tapa haha, eu sei aonde quero chegar com a historia mas o caminho eu vou descobrindo junto com vocês, inclusive podem me dar dicas e sugestões!

Espero que gostem desse cap S2