Aqui está mais um capítulo, obrigada aos que estão acompanhando e comentando. Boa leitura!
- Ali, olhe.
- Onde?
- Do lado do menino alto e ruivo.
- O que está de óculos?
- Você viu a cara dele?
- Viu a cicatriz?
Os murmúrios seguiram Harry desde o momento em que saiu do dormitório, eu caminhava um pouco afastado dele, isso antes teria me irritado, que ninguém prestasse atenção em mim por causa da sombra de Potter, mas agora eu agradecia, só queria que ninguém se lembrasse de mim e da casa onde estava. os alunos que faziam fila fora das salas ficavam na ponta dos pés para vê-lo, ou davam a volta no corredor para olhá-lo com atenção, isso parecia desagradável para ele, sempre pensei que ele adorasse a atenção de todo mundo.
Em Hogwarts havia centenas de escadas, amplas, extensas, estreitas, em caracol, algumas levavam a algum lugar diferente nas sextas, outras tinham um degrau que desaparecia na metade do caminho e era necessário se lembrar de pulá-lo. Logo haviam as portas que na verdade não eram portas, e sim sólidas paredes que simulavam ser portas. No começo era muito difícil lembrar de tudo, mas depois de sete anos na escola, eu as conhecia todas, e claro, isso não podia dizer a ninguém e menos ainda demonstrar, suspirei cansado, e me limitei a seguir aos demais leões.
Nick-sem-cabeça nos acompanhava quase sempre, alegre de poder nos mostrar o caminho certo.
Me dediquei a observar as reações dos outros garotos ante todas as novas coisas que iam vendo, e Potter e Weasley se meteram em problemas com o asqueroso de Filch quando ele os descobriu tentando passar por uma porta no terceiro andar, não consegui avisá-los e também duvido muito que eles tivessem levado o aviso a sério.
Meu horário estava diferente por causa da minha nova casa, assim que nas quartas-feiras a meia noite tínhamos que estudar os céus noturnos e aprender os nomes de diferentes estrelas e os movimentos dos planetas, a Torre de Astronomia seguia sendo meu lugar favorito do castelo.
Três vezes por semana íamos as estufas atrás do castelo para as aulas de herbologia onde silenciosamente começava a destacar Longbottom. Sem dúvida a matéria mais entediante ainda era História da Magia, o fantasma de Binss seguia recitando as batalhas como se fossem listas de materiais da escola.
Flitwick, o professor de encantamentos começou a passar a lista, e quando chegou meu nome, mostrou que não gostou muito que eu tivesse ficado na casa dos leões, mas depois de meia hora, deixou de me olhar com desconfiança e nos deu a aula sem problemas.
O que mais me irritou realmente foi o gritinho que deu ao chegar Potter, chegou a cair da pilha de livros em que ficava para poder ver a todos nós.
A professora Mcgonagall era tal como eu me lembrava, estrita e inteligente, e realmente justa, não favorecia os leões ainda que fosse sua casa, nem bem entramos e nos seu sermão de costume:
- As transformações são uma das magias mais complexas e perigosas que vocês aprenderão em Hogwarts. Qualquer um que perca tempo na minha aula terá que sair e não poderá voltar. Já estão advertidos.
Seu olhar se fixou um pouco mais em mim que no resto dos alunos, mas não desviei os olhos, fingindo colocar toda minha atenção no que ela dizia.
Então transformou a mesa em um porco, não foi tão impressionante como na primeira vez que tinha visto, naquela ocasião tinha transformado em uma enorme cobra, uma jiboia. Olhei ao redor e vi que todos estavam muito impressionados quando o transformou na forma original.
Já estava guardando minhas coisas quando a professora inesperadamente se aproximou de mim.
- Vejamos isso, senhor Malfoy, parece que nem sequer tentou. - Disse ao ver que meu fósforo seguia sem nenhuma mudança. - Se não tentar, terá que deixar as minhas aulas.
Levantei o olhar para ela com assombro, logo, senti todas os olhares cravados em mim, peguei a varinha, não estava seguro do que aconteceria, naquela primeira vez, tinha conseguido fazer, mas agora...
Lancei o feitiço sobre o fósforo e ele se transformou num alfinete perfeito, vi na cara de Mcgonagall o mesmo assombro da primeira vez.
- Excelente, senhor Malfoy, cinco pontos para Gryffindor.
Os mesmos cinco pontos que havia ganhado aquela vez para Slytherin, no entanto, Mcgonagall não sorriu para mim como para Granger.
Senti um murmúrio assombrado e o olhar irritado de Granger sobre mim, mas não me importei, não estava trapaceando, minha varinha se negava a fazer qualquer feitiço que não fosse de acordo com o que deveria fazer na minha idade atual.
A aula que todos esperavam era Defesa contra as Artes das Trevas com o professor Quirrel, no entanto, vi que a desilusão de todos tinha sido igual a minha, o professor era um total fiasco, sua sala tinha esse horrível cheiro de alho que jamais esquci, mas ri muito comigo mesmo com todas as teorias que tinham sobre o que o professor Quirrel tinha embaixo do turbante. Também me lembrei de como todos ficaram aliviados quando viram que a vantagem dos sangue puro sobre os nascidos muggles ou mestiços não era tanta como imaginavam, que todos tinham muito o que aprender.
Sexta-feita tive que sorrir quando Potter e Weasley se felicitavam por não terem se perdido no caminho para o Grande Salção nenhuma vez, para eles, era um grande feito.
- O que temos hoje? - Escutei Potter perguntar a Weasley.
- Poções com os sonserinos. - Weasley respondeu. - Snape é o chefe da casa deles. Dizem que sempre os favorece. Agora vamos descobrir se é verdade.
- Quem dera Mcgonagall nos favorecesse também. - Potter disse, ao parecer acreditava que por ela ser nossa chefe de casa, devia ser mais boazinha conosco, mas ela sempre tinha sido estrita, e ainda que eu voltasse mil vezes ao passado, achava que isso nunca ia mudar.
Justo nesse momento chegou o correio, e me surpreendi que houvesse chegado uma carta para ele, porque nunca recebia correio, cheguei a ver a nota, mas não tive tempo de escutar, ou fazer alguma coisa para saber de quem era, já que vi a coruja do meu pai na minha frente com um envelope vermelho do bico.
- Caramba, Malfoy recebeu um gritador. - Um dos gêmeos gritou.
Senti o olhar de todos cravados em mim, e instintivamente fechei os olhos, sabendo que não teria tempo de escapar do Grande Salão, e portanto, me preparava para as piadas de todos.
- É melhor abrir, Malfoy, uma vez não abri um da minha avó e foi horrível.
Apesar de tudo, agradeci a advertência desnecessária de Longbottom, ao fim e ao cabo, ele me odiava.
Com as mãos trêmulas, peguei o gritador e o abri. A voz do meu pai inundou o salão.
- DRACO LUCIUS MALFOY BLACK! GRYFFINDOR? ESPERO QUE TENHA UMA BOA EXPLICAÇÃO QUANDO VOLTAR PARA A CASA NO NATAL!
Senti os risos ao meu redor, os murmúrios e as risadinhas sarcásticas na mesa de Slytherin, no entanto, minha mesa estava muito calada, me atrevi a levantar o olhar, e vi a Potter e Weasley me olhando com assombro, e a Granger ofegar, um pouco assustada, em troca, observei a Neville Longbottom fazer uma careta de lado, indeciso entre rir ou ficar com pena.
Peguei a mochila rapidamente, e corri para longe dali, como o grande covarde antes que o gritador terminasse de virar cinzas. Entrei no primeiro banheiro que encontrei e tratei de me acalmar, certamente Lucius ia começar com os crucios assim que eu voltasse para casa no natal... Maldição, se antes tinha sido ruim, agora seria muito pior, porque estava muito mais novo, e realmente me sentia diferente, talvez um menino mais normal que o antigo Draco Malfoy.
Fiquei uns minutos decidindo entre correr para minha cama e a Torre da Grifinória, ou enfrentar também a única outra pessoa que tinha me esforçado em evitar até esse momento, porque sabia que também ia me pendurar pelas bolas na primeira oportunidade que tivesse. Severus Snape.
Com um suspiro resignado, comecei a andar de novo até as masmorras, melhor enfrentar isso de uma vez. Ajustei minha capa, nas masmorras fazia mais frio que no resto do castelo, e já tinha passado frio suficiente em Azkaban.
A sala estava tal e como eu me lembrava, com os animais conservados, flutuando em frascos de vidro por todas as paredes, a sala sem janelas por onde entrasse um raiozinho de sol, sem querer me estremeci, frio e escuridão, como em Azkaban, no entatno, tive que me sentar, e o único lugar disponível entre os Gryffindor era justamente ao lado de Potter, mas não me importei porque ele não fez nenhum gesto de desgosto... na verdade, sequer pareceu notar minha presença, o que fez que eu me afundasse mais ainda na tristeza.
- Ei, Malfoy. - A voz de Blaise Zabini chegou até meus ouvidor, com burla e desprezo. - Nós gostamos do seu gritador...
Os risos de todos os meus antigos companheiros de casa chegaram até mim, e sem querer me senti ainda pior, pensar que alguma vez eu fui o príncipe deles.
- Como é ser um grifinório asqueroso, Malfoy, sendo um sangue puro e filho do maior...?
- Melhor um grifinório que um comensal em treinamento, feche a boca, ou fecharei para você, está me irritando.
A inesperada intervenção de Potter me deixou um momento fora de órbita, o olhei pelo rabo de olho, e o vi fazer um gesto a Weasley e murmurar em voz baixa.
- Não tem sequer um pouco de miolos, os meninos mimados são todos assim.
Me perguntei se por acaso era o mesmo que pensava de mim, e logo assumi que sim, mas eu era un menino mimado, mas também tinha cerébro.
- Merlin, o grande Potter falou. - Zabini continuou, animado com a defesa. - E a mocinha Malfoy se deixa defender pelo herói.
Me levantei mais rápido que um raio com a varinha na mão, que mocinha que nada, que no futuro eu fosse preferir rapazes... bom, além de Potter... não significa que fosse uma mocinha, mas não terminei de responder, porque Severus Snape fez sua entrada na sala.
- Sente-se, Malfoy, e guarde a varinha.
Obedeci com reticência e com raiva, porque ainda setia minhas bochechas ardendo. Severus começou a passar a lista, e nesse momento me lembrei da nossa primeira aula com ele e olhei para Potter, com um pouco de pena, por sorte, ele tinha os olhos colocados em Snape.
- Ah, sim. - Disse suavemente. - Harry Potter... nossa nova celebridade.
Senti os sonserinos rindo, e me lembrei de como eu tinha sido o mais animado em rir naquela vez, olhei de lado para Potter, que tinha um pequeno rubor nas bochechas. Severus seguiu passando a lista, e observei esses olhos tão bonitos que sempre teve, tão grandes e tão negos como ônix, mas apagafos pelos anos de sofrimento, tão frios e vazios de ternura, senti saudade, quando estive em Azkaban ele me fez muita falta, e ainda que o tivesse rejeitado todoaquele tempo, vê-lo vivo novamente me emocionava muito.
- Vocês estão aqui para aprender a sutil ciência e a arte exata de fazer Poções. - Ele começou. Suspirei, me deleitando com aquela voz suave, sedosa, emitida quase em um susurro, mas perfeitamente entendível, que podia assutar os demais, mas que durante toda minha vida tinha sido um remanso de paz. Merlin, como tinha sentido saudade dele. - E como terão poucos movimentos tolos de varinha aqui, muitos de vocês vão duvidar que isso seja magia. Não espero que realmente entendam a beleza de um caldeirão fervendo suavamente, seus vapores brilhantes, o delicado poder dos líquidos que deslizam através das veias humanas, enfeitiçando a mente, engando os sentidos... posso ensiná-los como engarrafar a fama, preparar a glória, até deter a morte... isso é, se são mais que o monte de idiotas que habitualmente tenho que ensinar.
Como antes, senti o silêncio rodeando a todos depois do discurso. Vi Potter e Weasley trocando olhares com sobrancelhas levantadas, e a Granger, que estava sentada na beira da cadeira, coisa que aquela vez tinha sido engraçado para mim, mas que agora eu entendia que era sede de conhecimento, a mesma sede que eu sempre tinha sentido.
- Potter! - A voz de Severus me sobressaltou um pouco, já que tinha me perdido em recordações. - O que eu obtenho se coloco raiz de asfódelo em pó em uma infusão de losna?
Vi Potter piscar, um pouco nervoso.
- Não sei, senhor. - Respondeu, mas sua voz soava mais firme do que eu me lembrava.
Os lábios de Severus se curvaram em um gesto de burla, que irritava a todos que não fossem de Slytherin.
- Ah, ah... é evidente que fama não é tudo.
Me fixei em Granger e em como Severus a ignorava olimpicamente.
- Vamos tentar de novo, Potter. Onde posso encontrar um benzoar?
Vi Potter tentando ignorar os risos dos sonserinos, e me lembrei de como eu mesmo tinha me dobrado de rir aquela vez, ainda que não tivesse ideia das respostas por muito sangue puro que fosse.
- Parece que não abriu nem um livro antes de vir, hein, Potter?
Sinceramente, que menino de onze anos ia se preocupar em ler um livro de texto podendo aproveitar seu último mês de férias antes de começar Hogwarts? Eu pelo menos não... e vamos deixar Granger de fora, nunca a entendi muito bem por mais estudioso que eu fosse, a olhei novamente e continuava com a mão no alto, tentando chamar a atenção de Severus.
- Qual é a diferença, Potter, entre acônito e luparia?
- Não sei. - Potter admitiu, e me impressionou de novo sua calma, eu estaria tremendo no lugar dele... bem, ele não conhecia Severus. - Mas, creio que Hermione sabe. Por que não pergunta para ela?
- Sente-se. - Severus gritou a Hermione, que estava quase na ponta dos pés. - Vejamos se todos os grifinórios são tão cabeças ocas como você, Potter... Malfoy! - Caramba, por essa eu não esperava, sabia que ia me machucar onde doesse, mas nunca imaginei que fosse em público. Esperava gritos em particular.
- Sim, senhor?
- Pode responder as perguntas ou devo assumir que ser idiota é uma herança a ser sorteado em Gryffindor?
Revirei os olhos, irritado, e Severus me sorriu, com burla, ele sabia que aos onze anos eu não teria ideia do que ele falava, quis ser pocionista depois dos treze anos, e as risadas das serpentes não paravam. Serpentes? Quando tinha começado a chamá-los assim?
- Sim, senhor...
- Ah, então é uma herança. - Ele riu, com sarcasmo.
- Não, professor, quis dizer que posso responder. - Vi a cara incrédula de Severus, e lhe dei um sorriso ladeado.
- Vejamos, explique a Potter.
Me virei para Potter, que me olhou sério.
- Potter, asfódelo e losna produzem uma poção para dormir tão poderosa que é conhecida como a poção dos mortos vivos. Um benzoar é uma pedra que tiramos do estômago de uma cabra e serve de antídoto para a maioria dos venenos, com algumas exceções, como o veneno de basilisco. - Vi Severus abrir a boca de surpresa, no entanto, continuei com voz firme. - E, quanto ao acônito e a luparia, são a mesma plante... e sugiro que comece a anotar, porque com certeza vai cair na prova. - Me virei para Severus e cruzei os braços sobre a mesa, ele demorou um par de minutos para reagir e arrumou a túnica com gesto elegante.
- Dez pontos para Gryffindor. - Disse, com voz irritada, e se voltou para lousa, olhei para meus companheiros, e todos estavam rindo baixinho, enquanto Granger e os sonserinos me olhavam com raiva.
Sabia que Severus ia me cobrar essa muito rápido, então tratei de me lembrar o que mnais tinha acontecido naquela aula com o que pudesse me atacar, porque sabia que tinha desviado sua atenção de Potter para mim, por muito que tivesse implicância que o menino-que-viveu.
Lembrei-me da enorme explosão de caldeirão de Longbottom, e suas pústulas vermelhas que o fizeram gemer de dor, e como Severus tinha culpado a Potter, mas não era possível ir até Longbottom e dizer para que se lembrasse de colocar os ingredientes.
Me dediquei a observar meu próprio caldeirão, porque trabalhei sozinho, nenhum dos grifinórios quis ser minha dupla, ao mesmo tempo em que vigiava o caldeirão de Finigan, quando estive seguro que Severus não me veria sussurei.
- Longbottom, se esqueceram dos espinhos.
- Quer ser o professor, Malfoy? - Me perguntou, sarcástico.
- Não, mas se depois explode o caldeirão, problema seu, não vou ser o castigado.
Longbottom lançou um olhar para o livro e colocou as malditas coisas ao mesmo tempo que sussurava algo com raiva, ainda que eu não pudesse ouvir o que disse.
- Muito bem, senhor Malfoy, cozinhou perfeitamente os chifres e com o fogo lento indicado, perfeito. - Severus disse, quando passou ao meu lado, e recebi outro olhar de Granger, mas dessa vez com os olhos revirados, como Potter, que não deixava de olhar para Longbottom e Finnigan, que continuavam revisando o livro com mais atenção.
- Potter! - A voz de Severus me fez dar um pulo, não sei em que momento tinha aparecido do nosso lado outra vez. - Não terminei de dizer que os chifres devem ser cozidos em fogo lento? Cinco pontos menos para Gryffindor, faça como Malfoy, a dele está perfeita.
Caramba, isso já tinha escapado das minhas mãos, olhei a poção de Potter, e claro, não tinha baixado a chama o suficiente, olhei para Severus e o vi sorrir. Realmente fingia muito bem odiar a Potter.
- Não o provoque. - Ouvi Weasley sussurar. - Ouvi dizer que Snape pode ser muito desagradável.
- Não pensava em provocar, mas é injusto, tem poções piores do que a minha.
- Ah, o pior é que te comparou com Malfoy.
Maldito Severus, não tinha notado como isso era sua vingança, o olhei e voltei a revirar os olhos, para que soubesse que tinha me chateado, mas ele seguiu com o sorriso sarcástico.
Uma hora mais tarde, enquanto subíamos as escadas para sair das masmorras, escutei Weasley dizendo a Potter:
- Anime-se, Snape sempre tirava pontos de Fred y George. Posso ir no Hagrid com você?
- Claro que pode. Você vem, Malfoy?
Potter se voltou para mim, e fiquei gelado, dei uma olhada em Weasley, e ele tinha franzido o cenho.
- Na casa do guarda-caça?
- Nos convidou para o chá. - Ele disse.
- Alguém do berço de Malfoy não se rebaixaria a tomar chá na cabana dele, Harry, vamos, já deve estar nos esperando.
Puxou a Potter e ele não voltou a me convidar, mordi os lábios e os vi se perder pelo corredor que levava até o vestíbulo. Dei um soco na parede, girei e voltei sobre meus passos, estava tão triste que preferia ir escutar os gritos de Severus do que ficar sozinho com meus pensamentos.
