Primeiro de tudo, obrigada às pessoas que estão lendo a fanfic, vocês são demais :D e muito obrigada pelo apoio.
Como eu já disse antes nada me pertence.. só o feitiço do Capítulo 2..huahua
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Dêem uma passadinha na comunidade Eu amo o Alan Rickman :) nós temos biscoitos e vcs serão bem recebidas..hahahaha
E aproveitem a leitura
Capítulo 3- Nas Masmorras
Hermione Granger e Severus Snape estavam saindo juntos da Casa dos Gritos. Snape à esquerda de Hermione, com seu braço direito no ombro direito da garota e sua mão esquerda no ombro esquerdo da garota. Esta seria possivelmente a cena mais bizarra que qualquer um veria em vida, Severus Snape com bacharelado em crueldade, licenciatura em assassinato, PhD em Comensalismo e Mestrado em... bem... Poções, ajudando a insuportável Sabe-Tudo Granger. Pensando bem, eles nem precisavam se preocupar em serem vistos, afinal, qualquer um que visse a cena acharia que estava ficando demente.
-Será que não é melhor o Sr. retirar sua capa de Comensal da Morte? Acho que isso meio que chama a atenção sabe—disse Mione ainda preocupada
- Vamos por aqui—disse Snape completamente ignorante ao que Hermione havia dito, guiando-a para a lateral do Castelo.- Está deserto aqui...
- Ah sim, Voldemort—ela ainda pronunciava a palavra com um pouco de dificuldade—ele deu uma hora para que recolhêssemos os...—as feições dela mudaram—os...os que se foram... e ele quer que Harry se entregue nesse meio tempo--disse ela como se a idéia fosse uma bobagem
É claro que ele queria que Harry se entregasse, aquele maldito. Só queria o garoto, mas mesmo assim estava lá, matando todos. E a Srta. Granger ainda não sabia, nem cogitaria que ele faria isso, que ele SERIA OBRIGADO a se entregar. Ele não tinha escolha mesmo, a bravura e senso de justiça cega dos Grinifórios (não exatamente de todos, pensou ele se lembrando de Rabicho) não permitiriam que ele ficasse lá assistindo seus amigos morrerem, sabendo que ele poderia fazer algo quanto a isso.
-Por que o Sr. ficou quieto de repente?—perguntou Hermione sentindo que havia algo de errado.
-Nada Srta. Veja, esta é uma entrada secreta para minha masmorra. Eu sempre a utilizo... utilizAVA, quando era convocado para alguma reunião do Lorde—disse ele mostrando uma parede de concreto que não diferia em nada do resto das paredes exteriores do Castelo.
- Ehr... Com todo respeito— disse ela olhando da parede ao rosto do professor— sei que o Sr. está meio fraco e talvez não esteja em seu juízo perfeito, mas aí não é uma entrada secreta. E eu nunca vi esse atalho no Mapa dos Marotos—disse ela duvidosa.
- Quanta impertinência—disse ele divertido levantando uma sobrancelha—mas o motivo pelo qual esta passagem não se encontra no mapa daqueles idiotas burladores de regras é porque somente eu e Dumbledore sabemos da existência dela. Alvo a criou para facilitar minha vida, já que não se pode aparatar ou desaparatar no terreno de Hogwarts, então quando eu era chamado para alguma reunião, eu simplesmente saía por aqui, caminhava até a Floresta Proibida e desaparatava.—explicou ele enquanto batia em alguns tijolinhos, fazendo a parede começar a se abrir, assim como no Beco Diagonal.
- AAAaahhh—disse ela maravilhada. Provavelmente ainda haviam muitas coisas que ela não conhecia naquela escola, coisas que não se podia aprender somente lendo Hogwarts Uma História—ela imaginou.
Snape não pôde deixar de soltar um sorrisinho desdenhoso por ter conseguido impressionar a Sabe-Tudo.
Os dois seguiram por um corredor escuro e apertado.Era possível se ouvir cada passo e cada respiração. Hermione observava os quadros que havia nas paredes ao seu lado, todos eles os observando, alguns cochichando, até que um finalmente fez um comentário em voz alta.
- AAAAHHH conseguiu se dar bem, hein garotão??
Com isso Hermione ficou lividamente vermelha e pôde ouvir atrás de si uma bufada quase sem som de Snape. Com certeza o homem não percebera que aquele era Snape, senão já teria alertado metade de Hogwarts. Certamente, deveria ser por isso que ele não quis retirar a capa negra dele, ela encobria o rosto e também disfarçava muito bem alguém no escuro.
Os dois chegaram à frente de uma nova parede de tijolinhos, e Snape repetiu o mesmo procedimento, mas com algumas batidas em lugares modificados e a parede se abriu como a outra. De repente Hermione tinha uma ampla visão de um lugar extremamente bonito e refinado. Uma sala com 6 estantes cheias de livros, todos organizados por assunto, ela notou. Duas poltronas verdes que pareciam ser extremamente confortáveis de frente para uma lareira, carpete verde-musgo, uma escrivaninha e um sofá combinando com as poltronas e encostado numa parede ao lado de uma porta. A sala possuía duas portas, uma que estava entre-aberta, ela podia ver que era a sala onde ele guardava seus estoques e fazia suas poções, a outra estava fechada e provavelmente abria para os aposentos dele. Ela não conseguiu se conter em imaginar como seria o quarto do Professor Snape e no próprio pendurado numa grande tábua de madeira que ía de uma extremidade à outra do quarto, de ponta cabeça com sua capa negra farfalhando ao vento.
-Posso saber o que tem de divertido naquela porta Srta.Granger?— disse ele num sussurro letal com olhos entre-abertos, aparentemente notando que Hermione estava sufocando uma gargalhada. Claro, como ele não notaria, a menina estava quase explodindo.
-Pfffff...kkkkkkkkkkkkkkkk. Desculpa Professor, eu realmente não tinha intenção!
-Foi sem intenção rir como uma hiena descontrolada de meus aposentos?—disse ele extremamente controlado e altamente ofendido, obviamente imaginando que a garota havia achado sua sala de estar ridícula.
Isso fez Hermione gelar e parar no mesmo instante. Todos sabiam que quanto mais controlado Severus Snape se mostrava, mais perigoso ele poderia ser. Ela engoliu em seco e ficou esperando de cabeça baixa a bronca que viria. Mas Snape simplesmente andou até ela em dentes cerrados e a pegou pelo braço esquerdo com força, empurrando-a em direção à porta que estava entre-aberta.
-Vamos acabar logo com isso! Quanto mais rápido formos, mais rápido poderemos voltar para a guerra e a Srta poderá encontrar seus amiguinhos. Bem, quer dizer, um deles—disse ele sorrindo maliciosamente.
A cabeça de Hermione que antes estava voltada para seus pés virou bruscamente em direção ao rosto de Snape, seus olhos agora marejados de lágrimas e seu peito doía com o aperto que ela sentiu.
- Me solte!—ela gritou, enquanto puxava bruscamente seu braço.
Como esse homem podia ser tão cruel? Ela o encarou, com toda coragem do mundo de lá de seu 1m e 64cm. Tentando dizer alguma coisa, tentando xingá-lo, querendo dar o sermão da montanha nele, mas a única coisa que conseguiu fazer foi chorar. Ela sentia as lágrimas quentes descerem peloseu rosto, enquanto seus pensamentos se embaralhavam em montes e montes de insultos diversos. Snape estava com raiva dela, mas ao ver a reação que ele conseguiu provocar, percebeu que certamente não era isso que ele desejava. Bem, no calor do momento talvez sim, mas depois não mais. Ele já estava acostumado em ser desprezível, não ligava para isso, ao menos não deveria ligar, mas aquela imagem à frente dele, os grandes olhos cor-de-mel cheios de dor, causada por ele, o fizeram se arrepender do que havia dito. Ele deu um longo suspiro, substituindo a feição de raiva por uma da nada e pegando uma poção energética de uma prateleira da sala.
-Beba isso Srta. Granger, e logo poderá se livrar de minha presença—isso era o mais próximo que ele poderia chegar de um pedido de desculpas.
-Muito obrigada Senhor Snape—ela cuspiu o nome dele—mas acho que não necessito mais de sua ajuda—disse ela amargurada, dando as costas à ele.
Com um aceno de varinha, Snape fez a porta se fechar num estrondo
-Eu disse para a Srta. beber isso, não me importa se a Srta pensa que não precisa de minha ajuda. Eu nunca julguei que iria precisar de sua ajuda, mas veja só o que aconteceu— disse ele fazendo menção a ela ter salvo a vida dele com outro "pedido de desculpas" à lá Snape.
-Pois é, veja o que aconteceu!Você é vil e cruel e EU o trouxe de volta! Te ajudar não foi a melhor decisão que tomei em minha vida e pode ter CERTEZA que não me orgulho disso! HÁ, menos 20 pontos para a Grifinória!—disse ela exaltada a plenos pulmões.
Snape já perdendo a paciência a pegou pelo colarinho e a prensou contra a parede ficando face-a-face com ela, segurando a poção na outra mão. Hermione podia sentir a respiração de Snape batendo em seu rosto e seu corpo teve uma resposta demasiadamente excitante a esse novo ângulo dele. Seus pêlos se arrepiaram e ela pôde sentir seu estômago dando cambalhotas dentro de sua barriga. Ela nunca havia se sentido assim com ninguém, nem mesmo com Rony. Agora ela reparava nos lábios dele, não eram tão finos quanto pareciam de lá de cima, aliás, pareciam até mesmo... atraentes... Ela estava ofegante de adrenalina e podia sentir a mão firme dele apertada em suas vestes contra seu pescoço e se pegou desejando que ele estivesse usando aquela força para desabotoar suas vestes. Ela começou a trazer o rosto mais para perto dele inconscientemente e ele por um momento se esqueceu do que estava fazendo, se perdendo nos olhos cor de avelã. A julgar pela respiração ofegante dela e as bochechas rosadas, ele pôde notar que ela estava tão excitada quanto ele, talvez até mais, mas ambos agradeceram e o amaldiçoaram intimamente quando ele finalmente conseguiu abrir a boca para falar, antes que um deles fizesse alguma loucura.
-Srta.Granger, eu não sou uma pessoa muito boa em aceitar ofensas, mas devo dizer que meus anos de Comensal me tornaram extremamente efetivo na arte de persuasão—disse ele num quase sussurro.
Hermione arregalou os olhos. Ele estava dizendo que ía persuadi-la para o quê? Ele a queria? Era isso que ele estava dizendo?
- Só...tome a poção, ok?—disse ele displicentemente, chacoalhando o frasquinho e voltando a postura normal.
- Ah... a poção—disse ela deixando transparecer o desapontamento enquanto pegava o frasquinho
-O que a Srta achou que fosse?—ele tinha uma boa idéia do que ela pensou, mas não poderia deixar essa oportunidade passar. Vê-la envergonhada era tão prazeroso quanto tirar 50 pontos da Grifinória.
- NADA..—disse ela meio assustada após esvaziar o frasquinho em três goles
- Sim...claro—ele falou como quem dizia "finjo que acredito" levantando a sobrancelha, pegando um frasco para ele próprio e esvaziando em um só gole. Hermione desconfiou que ele estava zombando com ela, mas resolveu ficar quieta para não levantar mais perguntas.
-Agora Srta.Granger, acredito que temos uma guerra para vencer—disse ele com a palma da mão estendida em direção à porta, uma outra porta, que abria em direção à sala de aula de Poções.
Hermione entrou na sala de Poções, se sentindo agora muito mais viva, mas ela não saberia dizer se era pela adrenalina de sensações ou se pela poção energética, Snape que o diga, ele vinha logo atrás com uma coloração levemente não pálida, o mais colorido que ela já havia visto ele ficar. Ela se perguntou se ele também havia sentido o que ela sentiu. Ao andar pela sala ela se deixou invadir por um sentimento de nostalgia. Ela e os amigos passaram o ano inteiro fugindo, sobrevivendo ao invés de vivendo, desejando que pudessem estar vivos no próximo dia, desejando que pudessem ver as pessoas que amavam, como os pais dela, de novo, desejando que pudessem estar ali em Hogwarts só mais uma vez, nem que ela estivesse lotada de Comensais, ou que Dumbledore não estivesse mais lá, ou mesmo que fosse só pra receber uma detenção do Snape. Depois daquele ano, qualquer coisa seria melhor.
-Srta. Granger. A senhorita deve sair por aqui—disse ele gesticulando para a porta que dava para os corredores da masmorra—Eu não posso ser visto, então sairei por onde entramos e esperarei lá fora.
-Tudo bem senhor, mas... se cuida, por favor, tá bom?—disse ela franzindo a testa
-A Srta também—disse ele claramente amolecido
- E quando tudo isso acabar, o senhor vai ter que me contar porque você é inocente. O Harry pode me contar, mas preferiria ouvir da sua boca—disse ela sorrindo pra ele
Nesse momento ele sentiu como se o céu tivesse desabado em cima dele. Quando ela soubesse que ele sabia que Harry teria de se deixar ser morto, ela nunca mais olharia para ele. Talvez assim fosse para o melhor. Mas o pior seria o sofrimento que ela passaria. Ele próprio sofreu muito com a morte de Dumbledore e tinha uma boa idéia do quanto ela sofreria com a morte de alguém tão próximo. Ele fingiu um sorriso falso, mas que saiu um tanto triste.
- Tudo bem Srta.—ele disse enquanto ela ía se virando e abrindo a porta— e...--ele suspirou-- mais uma coisa... Obrigado —esse agradecimento aos ouvidos dela era por ter salvado a vida dele, mas para ele significava muito mais. Ela dera um novo motivo para ele viver, ela acreditara nele e o perdoara mesmo após tudo que ele fez a ela e aos amigos dela e ele somente guardava esperanças de que ela pudesse ouvir o imenso carinho dele contido nessa pequena palavra, para que não muitos minutos mais à frente, ela fosse capaz de perdoá-lo por saber e não tentar impedir a morte de Harry.
Hermione nunca vira alguém se dirigir à ela de forma tão verdadeira e certamente não esperava nada assim vindo dele, ela teve vontade de correr para abraçá-lo, mas sabia que não poderia fazer isso. Ao invés disso somente respondeu: -Não há de quê professor, foi meu prazer. Nos veremos de novo—ela afirmou decidida.
Ele esperou ela estar fora da sala e falou quase que não audivelmente:- Não se preocupe, eu cuidarei de nós dois.
Ela percebeu que não era para ela ter ouvido, mas ela ouviu e sorriu por baixo da cortina de cabelos, enquanto rumava para onde ouvia vozes. Para um lugar menos seguro—ela constatou em mente—para longe dele.
