Agora é uma boa hora para tirar as crianças da sala :D
muita vergonha de escrever esse capítulo, mas tá aí.. acho q agora é NC-17
: p
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Capítulo 6 : Funeral
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Hermione se encontrava afundada em seu travesseiro, inerte, completamente alheia à sua volta. Qualquer um que a estivesse olhando neste momento, poderia jurar que ela estava sorrindo.
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Hermione sonhava que estava na faculdade, como se nunca tivesse sido uma bruxa antes, e sua primeira aula seria Química, mais precisamente Análises Químicas. O professor dessa matéria era um homem alto, magro, de fisionomia marcante, olhos negros profundos como o oceano, cabelos também negros que iam até o ombro e um nariz proeminente, não era uma beleza clássica, ela constatou, mas ainda assim, realmente chamava a atenção. Ela se perguntava se já não o conhecia, pois parecia que já o tinha visto antes, mas simplesmente não conseguia se lembrar onde. A aula decorria muito bem, apesar do professor ser meio rude com os alunos, mas não com ela, só com os outros, ela notou. Em determinado momento de sua análise, o professor, que vestia longas vestes negras cheias de botões, o que ela estranhou de início mas logo admitiu que caíam muito bem nele, se aproximou da moça por trás, encostando em seus cachos, para verificar se tudo corria bem. Ela pôde sentir sua respiração leve em seu pescoço e podia jurar que ele estava fazendo por querer. Então, o homem de seus sonhos falou em seu ouvido numa voz aveludada.
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--Está tudo bem, Srta. Granger?Talvez a Srta queira que eu te ajude em algo—disse ele. Por algum motivo, algo na voz desse homem fazia as palavras "Srta. Granger" terem alguma denotação imoral.
--Não senhor, está tudo certo aqui—disse ela corando.
--Não estou me referindo à sua análise, Srta.Granger—disse ele exalando sensualidade—Talvez a senhorita queira ser ajudada de outra maneira—sussurrou ele sugestivamente ao seu ouvido enquanto colocava suas mãos debaixo de sua saia passando por toda a extensão de suas coxas e inalava a fragância que vinha de seus cabelos levemente cacheados.
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Hermione fechou os olhos como que para aguçar os outros sentidos. Sua voz grave a deixava ofegante mas seu toque, ah seu delicioso toque, a deixava extremamente excitada. Ela abriu os olhos e de repente se deu conta que não estavam mais na faculdade, eles estavam em Hogwarts, na sala de Poções mais precisamente, e ela pôde se lembrar de onde o conhecia. O mais engraçado, ela observou, é que isso não a causava repulsa, aliás, muito pelo contrário. Sentiu mãos tanto hábeis quanto ágeis tatearem sua calcinha por baixo de seu uniforme escolar, passando alguns dedos por dentro do pano, provocando sua intimidade enquanto sentia lábios roçando seu pescoço. Ele não retirou a calcinha, no entanto para total deleite de Hermione, ela o sentiu se abaixando, ajoelhando ao chão enquanto a fazia se curvar sobre a bancada de trabalho com uma mão firme, rasgando a calcinha com os dentes enquanto tirava os restos mortais da peça com as mãos. Ele se levantou segurando fortemente em sua cintura com as duas mãos.
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--Segure-se Srta.Granger, isto vai fazê-la gritar tanto de dor quanto de prazer—disse ele com um leve toque de maldade se curvando por cima dela. Ela pôde sentir sua ereção pulsando pressionada contra suas nádegas e quase não conseguia ver o porquê de haver penetração, ela já estava quase chegando ao clímax ali mesmo. Severus se posicionou e num pulo, Hermione foi retirada de seus sonhos.
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Hermione olhou dos lados assustada, imaginando se ela não havia falado ou pior, gemido, durante o sonho, mas todas no dormitório ainda estavam dormindo, para sua sorte. Seu coração quase pulava pela boca. Ela esteve prestes a perder a virgindade, e num sonho ainda por cima. Por um lado ela sentiu que foi bom seu subconsciente ter atrapalhado e a feito acordar, pois assim, sua primeira vez, poderia ser com ele na vida real. Por outro lado ela se sentiu triste, afinal ela não sabia se realmente teria essa chance algum dia e poderia ter desperdiçado a chance de ao menos sonhar com isso. Merlin sabe o quanto é difícil sonhar com algo tão bom assim—ela pensou.
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Ela olhou para o relógio que carregava dentro de sua bolsa magicamente aumentada. Era meio-dia e trinta e quatro minutos, meio tarde, mas todos ainda estavam dormindo. Foi um dia realmente cansativo—ela pensou. E se levantou para tomar um bom banho demorado, relaxar enquanto os banheiros ainda se encontravam desocupados e trocar de calcinha, pois a que ela usava no momento estava completamente molhada.
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Na exata mesma hora, Severus Snape acordava em sua cama de casal numa casinha num vilarejo trouxa, após o melhor sonho que já lhe ocorrera, desde a época em que seus sonhos pararam de ser agradáveis ou até mesmo normais para se tornarem pesadelos. Ele sonhou que estava de volta a Hogwarts (como aluno) e era namorado da garota mais linda da escola, uma grifinória brilhante, extremamente corajosa e nascida trouxa, de olhos marcantes e aluna impecável, nada mais nada menos que Hermione Granger. Ela era tudo o que se podia pedir como namorada, linda, inteligente, altruísta, sexy, fiel, com personalidade e excelente bruxa. Ele sonhou que os dois haviam começado um romance, após terem se tornado par de laboratório de Poções, matéria na qual ela era brilhante.
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Ele particularmente gostou das partes em que os dois corriam para a Torre de Astronomia à noite para "brincarem de medibruxos" e se lembrava lividamente de uma parte em que havia a colocado em cima de uma escrivaninha, abrindo sua blusa selvagelmente arrancando alguns botões, puxando seus belos cachos acastanhados para trás, empurrando sua bela calcinha de renda para o lado e a penetrando com força enquanto mordia seu ombro e a fazia suprimir gritinhos de prazer. Até mesmo ele se impressionava com a imagem dos detalhes impregnados em sua mente, em como os seios pequenos e firmes dela cabiam perfeitamente em suas mãos, em como eles se arrepiavam a toda vez que ele os pressionava entre seus dedos. Em como o umbigo dela era lindo, sua pele branca como leite e sua feminilidade, tão macia e deliciosa, tudo como se ele já houvesse visto ou provado antes. Severus teve arrepios de se lembrar, e se sentia exatamente como em seu sonho, como um adolescente com os hormônios em ebulição. Ele sentiria vergonha de si mesmo, se ao menos lascívia não fosse um pecado tão gostoso.
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Há muito tempo ele havia trancado esses desejos num quarto escuro e jogado a chave fora, e no entanto essa garota tinha conseguido pegar a chave de volta. Além do mais, em questão de horas, ele havia criado um vínculo de afeição para com a moça, o que o deixava mais louco por ela. Severus pensava no modo como ela o havia feito sorrir, algo muito raro para um homem como ele e em como sua perna havia discretamente tocado a parte mais íntima dela, não que ele estavivesse tentando tirar proveito, mas na hora que aconteceu ele simplesmente não teve vontade de retirar e também estava paralizado demais para isso (e não encontrou nenhuma objeção) e em como sua masculinidade havia pulsado forte na hora do acontecido e ainda pulsava no exato momento em que ele traçava essa linha de pensamento.
Ele ansiava por ela, ah como ele ansiava.
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Severus Snape não era do tipo que se deixava levar pelos prazeres da carne, portanto, ele resolveu tomar um bom banho à temperatura abaixo de zero enquanto esquecia esses pensamentos.
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Hermione acabou seu banho e se trocou por roupas limpas, por roupas de verão, já que o tempo havia melhorado muito desde o dia de ontem para agora. Na verdade, ela tinha certeza que não se via sol na Inglaterra há muito tempo, graças a Voldemort. Ela se dirigiu ao seu Salão Comunal, onde agora a maioria dos alunos já estavam presentes e acordados.
--Mione—chamaram Harry e Rony, que estavam sentados com Gina, Luna, Jorge, Neville e os dois sonserinos.
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--Oi pessoal, boa tarde, como vocês dormiram?—disse ela sorrindo
--Nada mal, nenhum pesadelo—disse Harry tocando a cicatriz, seguido de um "bem" geral dos outros.
--Nós temos de ajudar no funeral hoje, McGonagall usou a lareira agora de pouco para avisar que nenhum parente fez objeção em que sejam enterrados aqui. Parece que o funeral começa às 17 da tarde, teremos um bom tempo para os preparativos.—explicou Harry sério, com o cuidado de não magoar ninguém.
--É, e parece que há uns Corvinais ajudando a endereçar cartas para alunos e pais virem—disse Gina—não que precise, o Profeta Diário já se encarregou de avisar a todos, mas mesmo assim, é mais educado.
--E os elfos já estão cozinhando o banquete—disse Rony provando que nunca deixaria de ser um comilão.
--Acho melhor nós descermos então—comentou Magnus. Todos assentiram.
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Harry pegou na mão de Gina e Rony na mão de Hermione. Ela se assustou por um segundo, mas depois se lembrou que seu relacionamento amoroso com Severus ainda era puramente mental e que seu verdadeiro namorado era Ronald Weasley. Ela queria falar para ele que não dava mais, mas pelo jeito não teriam um tempo a sós para discutir o assunto. Todos rumaram para baixo, passando primeiro pelo Salão Principal e vendo os corpos dos mortos ali e depois para fora. Do lado de fora estavam vários caixões similares ao de Dumbledore, todos esperando para serem preenchidos—pensou Mione com tristeza.
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Próximo da Floresta Proibida pôde-se ouvir vários "cracks" de aparatação e o reflexo geral foi se agarrar à sua varinha e apontar aos invasores, no entanto, os invasores eram aurores.
--Tudo bem, tudo bem, eles só vieram buscar os Comensais da Morte—chegou McGonagall falando—acalmem-se.
Os aurores marcharam em direção a eles, passando pelos alunos e adentrando o Castelo.
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--Já era a tempo não?—disse Rony
-- Bem, você sabe como estavam as coisas no Ministério da Magia, eles estavam sendo manipulados por Você-Sabe-Quem. É óbvio que queriam ter certeza de que ele não voltaria mais, para pegar o nosso lado.—respondeu Minerva—e agora, Kingsley Shackelbolt acaba de ser nomeado primeiro-ministro da magia.
--Bom, acho que isso é prova suficiente para eles não? Que Você-Sabe-Quem não vai mais voltar—disse Jorge tirando sarro enquanto alguns aurores saíam de Hogwarts levitando o corpo de Voldemort.
Ao ver que os aurores estavam receosos, como se Voldemort fosse ressuscitar a qualquer momento, Rony respondeu irônico: "Pelo jeito não." Ao que todos riram.
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De repente pôde-se ouvir gritos de dentro do Castelo e aurores arrastavam para fora um homem alto, magro e loiro platinado: Lucius Malfoy. Draco e Narcisa vinham correndo logo atrás.
--Pai!!—gritava Draco
--Lucius!!—gritava Narcisa
--Deixem! Está tudo bem!—disse Lucius, parecendo muito menos arrogante do que o normal, percebeu Hermione. E deixou-se ser levado.
Um por um saíam os aurores, até que desaparataram com todos os Comensais da Morte que antes se encontravam lá dentro. Draco e Narcisa se abraçavam lamentando. Quando o moço percebeu que estava sendo observado, olhou em direção aos observadores, limpou suas lágrimas e levou sua mãe mais para longe. Não demorou muito para que alguns dos aurores aparatassem de volta, e com vassouras, mas desta vez, não era para transportar corpos, pois já haviam sido todos levados. Hermione reparou nas feições e nos olhares tanto de Draco quanto de Narcisa, que o receio dos dois era que os aurores tivessem voltado para levar Draco, no entanto, eles foram direto na direção de McGonagall.
--Professora, nós sabemos que o Castelo não irá se reconstruir sozinho, portanto, oferecemos nossa ajuda—disse o que parecia ter mais autoridade
--Oh, minha nossa.. Bem, claro. Com certeza aceitamos, e agradecemos—disse Minerva.
--Não é nada, na verdade foi ordem do primeiro-ministro Shackelbolt, mas ficamos felizes em ajudar.—respondeu ele, se direcionando então para Harry e estendendo a mão—Muito obrigado senhor Potter, sempre tive esperanças em você.
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Harry aceitou a mão estendida, meio bobo por ter sido chamado de senhor e então o homem repetiu o procedimento com todos ali presentes agradecendo. Os outros aurores fizeram o mesmo. Hermione notou lisonjeada que todos ali sabiam o nome dela, de Rony, Neville, Luna e Gina e de todo seu papel na guerra também.
Os aurores montaram em suas vassouras e rumaram para os telhados, lançando magias, multiplicando tijolos, reparando telhas e vidros quebrados. Dois aurores estavam mais no baixo e Mione observou enquanto Draco chamava um deles e perguntava se ele poderia ajudar. A resposta foi positiva e o garoto disse que pegaria sua vassoura e voltaria num instante. Narcisa o seguiu visivelmente orgulhosa. Agora era do conhecimento deles que Narcisa nunca quis que Draco se tornasse um Comensal, e possivelmente nunca quis que Lucius se tornasse, ela mesma, nunca havia se tornado uma.
--Bem, acredito que está quase tudo em ordem, se vocês quiserem ajudar a levitar os caixões para os locais demarcados—disse ela apontando para algumas marcas no chão—Vamos abri-los e trazer os.. trazê-los para cá—disse Minerva incerta de como falar sobre a morte de pessoas próximas. Agora, Jorge, eu gostaria de ter uma palavrinha com você a sós, pode ser?
--Ãh... ok.—disse Jorge pego de surpresa e os dois entraram para o Castelo.
--Bem, acho que sobrou pra gente né—disse Gina.
Os bruxos e bruxas andaram em direção aos caixões e começaram a levitá-los, levando-os à marca exata que estava pintada no solo de Hogwarts.
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Severus Snape observava da Floresta Proibida enquanto Hermione e outros levitavam os caixões e depois entravam no Castelo e voltavam para fora, levitando os corpos de seus amigos. Ele reparou com leve amargura que Lupin e Tonks estavam entre os mortos, apesar de não deixar demonstrar em suas feições. Ele nunca havia gostado de Lupin, tampouco o odiado, dos Marotos, ele julgava Lupin o que menos não prestava, apesar do episódio na Casa dos Gritos. Também viu que o Weasley levitara seu irmão, um dos gêmeos, ele só não sabia dizer qual. Hermione o confortava enquanto ele o levava e Harry confortava a garota Weasley. Ele não gostou nada disso, sabendo que Harry era namoradinho de Gina Weasley, era horrível ver Hermione fazendo o mesmo com o ruivo. Talvez eles também sejam namoradinhos—ele pensou enciumado.
Após colocarem todos os mortos dentro dos caixões,tendo o cuidado de deixá-los abertos, Rony puxou Hermione para perto, e depositou um beijo casto em seus lábios. Hermione ficou sem-graça, e percebeu que não havia gostado como da primeira vez, pior, desejava que fosse outro ali, e justamente esse outro, assistia a cena da floresta proibida. Os dentes de Snape cerraram e seus punhos se fecharam. Então eles eram mesmo namoradinhos. Agora ele simplesmente queria matar alguém, tanto faz, ela ou ele ou ela e ele.
McGonagall surgiu interrompendo o momento, e Hermione agradeceu intimamente, assim como Snape, que não precisava ver mais que aquilo.
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--Jorge foi atrás de algo para mim.—ela disse explicativa—Me ajudem a conjurar algumas cadeiras sim? Muitas pessoas vão vir e precisamos ter lugar para todos.
--Talvez possamos transfigurar as cadeiras em bancos—disse Hermione animada para poder usar suas habilidades em Transfiguração, ela não se dera conta do quanto havia sentido saudades da escola até aquele momento.
--Ah, ótima idéia Srta.Granger, claro, vamos fazer isso.—disse McGonagall orgulhosa de sua mais brilhante aluna.
- Então não precisam da minha ajuda?— falou Rony que nunca fora muito bom na matéria.
-Ah não ser que os convidados queiram assistir o funeral em cadeira de praia—disse Harry rindo do amigo e recebendo como resposta um olhar de cachorro-sem-dono, porém divertido do alvo.
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Eles então começaram a conjurar várias cadeiras, e Minerva, Hermione e Harry, que eram os mais experientes em transfiguração, passaram a transformar as cadeiras em bancos de madeira polida e lustrada, com recosto e detalhes desenhados. McGonagall aproveitou a ocasião.
--Harry, pelo que pude entender, você estava com Severus na hora em que ele morreu, não é? Onde está o corpo dele?—perguntou ela— É mais que justo que o enterremos junto dos outros.
Hermione e Harry se entreolharam cúmplices, mas não tiveram tempo de pensar numa desculpa, pois Rony os interrompeu.
--Hermione que ficou com o corpo, você o deixou na Casa dos Gritos, não foi Mione?—disse o ruivo.
--Ehr... é, sim. Eu o deixei lá—Mione disse se perguntando como iria sair dessa. Talvez ela pudesse falar que alguém havia roubado o corpo.
--Ah sim, alguém poderia ir lá buscá-lo?—perguntou McGonagall
-- Ah é, eu vou colher algumas flores lá no começo da Floresta, ta bom? Para decorar os bancos sabe— Hermione deu a desculpa e já foi saindo. Harry a olhou perdido e Rony confuso. Ela ouviu às suas costas.
--Ninguém se candidata? Ok, então terei de ser eu mesma—McGonagall falou e foi em direção à Casa dos Gritos.
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Hermione se perguntava enquanto andava, o que ela deveria fazer, inventar uma desculpa, contar a verdade, ou talvez chamar Severus para o funeral e fazer com que ele confessasse. Ela poderia mandar uma coruja para ele explicando a situação e falando que não poderia mais guardar segredo. Minerva estava nesse momento indo para o Salgueiro Lutador e veria que o corpo dele não estava lá. Ela viu uns arbustos logo antes da entrada da Floresta e foi em direção a eles, tirando algumas flores lindas que estavam emaranhadas entre as folhas, mas logo ouviu um barulho de algo ou alguém se mexendo próximo a ela, e se agarrou à sua varinha, fingindo que não havia ouvido nada e continuando a colher flores com a outra mão.
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--Aconselho a senhorita a largar essa varinha—disse Severus Snape em sua voz fria e calculista de sempre, escondido por trás de uma árvore.
--Ah, Severus, é você!—disse Hermione se virando bruscamente com uma mão no peito—Quase me matou de susto, por favor não faça mais isso!
--Suponho que esse não seria o maior dos males, afinal, devem ter um lugar vago ali para a senhorita —disse ele apontando com a cabeça para onde ocorreria o funeral mais tarde.A raiva era transparente em sua voz.—E não me chame de Severus, não lhe dei o direito.
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O choque em Hermione foi profundo. O que aconteceu em tão pouco tempo que fez aquele homem odiá-la? Ou será que nada tinha acontecido e ele só estava esperando o dia passar, o dia em que ela salvou a vida dele e ele sentia que devia alguma gratidão, para poder voltar a ser um cretino? Ela sentiu que não poderia mostrar seu abalo e deveria devolver na mesma moeda.
--Desculpe, senhor Snape, o senhor está certo... senhor. O senhor não fez absolutamente nada que me fizesse pensar que possuímos alguma intimidade.—disse ela amargurada e irônica enquanto pensava que para colocar a perna dele entre as pernas dela, ele não foi tão formal.—E para sua informação, o lugar vago que tem ali, é para o senhor e não para mim, estão o procurando agora mesmo—finalizou ela. Snape simplesmente a olhou altivo e bufou em resposta.
--Porque está aqui, senhor Snape? Veio para se deleitar com a morte de nossos colegas?—com isso ele ficara visivelmente desconfortável, apesar de irritado. Trocou o pé em que apoiava o peso duas vezes antes de responder.
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--Sugiro que a senhorita guarde a língua atrás dos dentes.—disse ele num sussurro mortal enquanto se aproximava dela—não vim para cá na intenção de ouvir desaforos, e para mim não importa se a senhorita é minha aluna ou não, não ligo em castigá-la —disse ele entre dentes enquanto se arqueava levemente para ficar olho-a-olho com ela.
Hermione ficou um tanto quanto vermelha e ele notou então, o quanto sua afirmação parecia ter conotação sexual, ainda mais depois do que eles já tinham passado, apesar de não haver a intenção. Ele mesmo sentiu sua excitação crescer e nervosismo fluindo em suas veias. Droga, controle-se homem, qual o seu problema?—ele pensou, mas seus pensamentos não condiziam com suas ações. Severus olhou os lábios da garota e foi atraído por eles, se aproximando pouco a pouco. Hermione afundou nos olhos negros e permitiu se deixar levar pelo momento. Os dois se tocaram levemente nos lábios, ambos ofegantes, mas Severus com todo seu autocontrole decidiu parar o momento.
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- Acho melhor a senhorita sair logo daqui—disse ele com os lábios roçando nos dela—Antes que eu faça alguma loucura.—sua mente dizia para se afastar, mas seu corpo dizia para se encostar— Sabe, senhorita...—ele deu um pequeno passo para a frente, fechando a distância entre os dois—não é uma boa idéia ficar na Floresta Proibida com um ex-Comensal da Morte—disse ele pondo seus braços em volta da cintura de Hermione—pode acontecer coisas que a senhorita não planejou.
- Eu já planejava isso —disse ela decidida, quase morrendo de ansiedade por antecipação. Era a resposta que ele precisava. Severus entrelaçou os dedos nos cachos da garota e fechou a distância entre os lábios, primeiro num beijo casto ansioso, e então deslizou sua língua para junto da língua dela, lentamente as duas dançavam num tango apaixonado e sensual. Severus tinha uma mão nos cabelos da garota e a outra a segurava possessivamente na linha da cintura e Hermione pousava suas mãos em seu tórax. Os dois se separaram após um tempo, de olhos fechados e Hermione lutou para normalizar sua respiração.
--Acredito que agora, tenho intimidade suficiente para chamá-lo de Severus?—disse ela irônica, com o rosto ainda muito próximo do dele.
--Acredito que sim—ele respondeu levemente divertido— Creio que agora é melhor a senhorita voltar.—ele falou temendo que seu lado sonserino resolvesse se aproveitar (mais ainda) de uma moça indefesa nas dependências da Floresta Proibida.—Eu vou logo depois.—disse ele..
--Você vai então?—perguntou ela sem acreditar—Vai deixar que saibam que você está vivo?
--Sim, imagino que não há porque adiar o inevitável.—disse ele displicentemente—e além do mais, vou precisar de meu emprego de volta.—adicionou sarcástico.
--Bom, ok então. Harry já sabe.—ela disse.
--E o Weasley? Não sabe por quê?—disse ele irritado se lembrando do pivete ruivo.
--Eu... ele não sabe porque ainda não tive a oportunidade de contá-lo.—explicou ela
--Ou porque não quer que ele saiba? É essa sua preocupação??—perguntou ele desconfiado.
Como um sopro de ar a memória do selinho de Rony nela mais cedo veio à tona e ela entendeu o motivo de Severus estar bravo, ele havia visto de lá e estava com ciúmes.
--UUuhhm, será que essa vibração negativa que estou captando em minha direção se chama ciúmes?—disse ela sarcasticamente, dando ênfase na palavra ciúmes. Ele respondeu com uma de suas carrancas características.
--Vá logo, antes que eu cumpra a promessa de puni-la.—disse ele com os olhos semi-cerrados—E não vai ser da maneira como a mente maliciosa da senhorita imaginou.—falou ironicamente.
Hermione ficou roxa imediatamente e se perguntou se ele havia vasculhado a mente dela. Pior do que ver esse pensamento, só seria se ele tivesse visto o sonho pervertido dela. Ah, ela se mataria se ele visse.
--Sim, estou indo—ela falou meio perturbada enquanto se abaixava para pegar as flores que tinha deixado cair no chão durante o beijo.
Ele cruzou os braços a observando de trás da árvore enquanto ela se afastava dele para perto dos amigos.
--Mione, você sumiu, não entrou dentro da Floresta né?—perguntou Neville quando ela chegou.
--Não, não, só no comecinho mesmo. Olha, peguei essas flores, mas acho que não dá pra nada, não consegui achar muitas.—respondeu ela mostrando as flores, mas Neville não deu atenção, McGonagall havia voltado.
--Severus não está lá! Senhorita Granger, tem certeza que deixou o corpo dele lá?—perguntou ela afobada, mas ninguém estava prestando atenção nela.
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Hermione olhou em volta e todos olhavam na mesma direção, ela já imaginava o que era. Severus Snape, com suas vestes de Professor e sua capa de morcego esvoaçando com o vento, vindo em direção a eles. Ela notou os olhares embasbacados dos amigos e de Minerva McGonagall enquanto Harry a olhava com um ar um entendedor.
--Aquele é...?—perguntaram Rony e Gina com os queixos no chão.
-- Sim, um bicho-papão na forma de Snape—respondeu Luna—mas porque estamos todos vendo o bicho-papão do Neville?—perguntou ela como se estivesse procurando um vagalume no céu.
--Isso não é um bicho-papão—respondeu Kratos—Esse é definitivamente Snape.
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Hermione olhou à sua volta e viu Draco, tão chocado quanto os outros, observando Snape caminhar em direção a eles. Ele estava emocionado, ela pôde perceber, apesar de não ser do tipo que demonstra afeições. Draco foi o primeiro a caminhar em direção a Snape, eles se encontraram e o moço não fez perguntas, simplesmente estendeu a mão e o cumprimentou. Snape foi pego de surpresa, mas aceitou o cumprimento. E então, os dois caminharam em silêncio em direção a eles. Minerva pareceu finalmente sair do seu estado de estupor e também estendeu a mão para o homem, olhando Hermione com uma expressão de interrogação.
--Alguém poderia me explicar o que está acontecendo aqui?—disse McGonagall enquanto apertava a mão de Snape e olhava dele para Hermione.
--Ora Minerva, também estou muito contente por estar de volta.—falou Snape com sarcasmo desmedido. O que Hermione tomou como um sinal de desconforto.
--Ah bem, você não pode me culpar, não é Severus. Eu esperava que a senhorita Granger o trouxesse de volta, mas não imaginei que fosse fazer um trabalho tão bom.—devolveu ela na mesma medida.
--Realmente, a senhorita Granger fez um trabalho louvável. Acredita que naquele dia, ela me reviveu?Utilizando o Energos Metathesis, feitiço muito avançado.—disse ele sendo bonzinho demais na opinião de Hermione. Nem mesmo Minerva pareceu entender onde ele queria chegar com aquilo.
--Ah sim, realmente uma magia avançada—disse ela pasma e orgulhosa ao mesmo tempo—mas porque a senhorita não disse nada?—ela perguntou. Rony olhava Hermione como se fizesse a mesma pergunta mentalmente.
--A meu pedido ela não disse nada.—ele interrompeu—Na realidade deixei que ela falasse somente para as pessoas mais próximas.—disse ele olhando diretamente para Rony, que pelo seu tom de voz, havia sido excluído dessas 'pessoas mais próximas'—Sabia que naquele dia ela me fez até boca-a-boca? Essa menina merece uma medalha— terminou ele venenosamente.
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Hermione estava de queixo no chão. Rony a olhava traído e extremamente desapontado. O ruivo deu as costas e saiu apressado em direção ao Castelo, Hermione olhou para Snape num olhar de total desaprovação e correu atrás de Rony.
Harry pensava que estava ficando louco, pois parecia que havia presenciado uma tentativa de Snape de acabar com o namoro dos dois... ele ficou desconfiado.
--Bem, acredito então que não vamos precisar de um dos caixões, então...—disse Minerva ainda prestando atenção no casal que havia saído correndo.
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-Rony!! Rony, espera!—gritou Hermione
-Porque você não me contou?—ele falou bravo virando de repente— Eu não sou uma pessoa próxima??
-Lógico que é Rony, eu só não contei porque não surgiu a oportunidade—ela falou arrependida.
-Não surgiu? Quantas vezes falamos sobre Snape?—ele perguntou—Alguém mais sabia?
-Eu, eu contei pro Harry... só. Mas queria contar pra você, só que quando contei pro Harry, você tava com a sua família!—explicou ela—Desculpa!
-Porque o Snape me olhou daquele jeito, quando disse que você fez boca-a-boca nele?—perguntou ele bravo.
-Eu, eu não sei Ron...
-É isso que vocês estavam fazendo na Floresta?—ele interrompeu desconfiado.
-Mas, eu não disse nada sobre a Floresta.—Mione tentou desviar da pergunta.
--Não precisava nem falar, você foi para lá e depois de 2 minutos ele saiu do mesmo lugar. Eu não sou um gênio mas também não sou burro, Mione. Quer saber, me deixa em paz!—e subiu as escadas para o dormitório.
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Hermione começou a chorar e sentou no degrau da escada com a cabeça nas mãos. Ele não estava errado em ter ciúmes, ele estava certo, mas ela não queria que acabasse assim, não queria perder a amizade dele. Ela ouviu passos em sua direção.
--Granger, vamos receber os convidados? Acho que é melhor do que ficar aí chorando as pitangas.—era Draco, numa tentativa de ser simpático talvez. Hermione olhou para cima, e viu que ele estava acompanhado de Harry, Gina, Neville, Luna e a dupla sonserina, mas eles evitavam se olhar.
- McGonagall pediu para que nós fôssemos receber os convidados que vão começar a chegar via Rede de Flú, na sala dos professores.—disse Harry estendendo uma mão, que Hermione aceitou.
--E eu acho que ela quer que nós socializemos com o Draco—sussurrou Gina em seu ouvido, enquanto ela olhava dos lados como que procurando por algo.
--Snape está lá fora com McGonagall, acho que ele quer o cargo de DCAT—disse Luna calmamente, como se soubesse que Hermione estava procurando por Snape. Hermione disfarçou, como se isso não a interessasse nem um pouco.
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Eles se dirigiram à sala dos professores e em pouco tempo, vários parentes e alunos começaram a chegar. Eles pediam a todos que se dirigissem para fora do Castelo e se fosse o caso, iam junto com eles para mostrar o caminho. Vários elfos apareciam lá fora com bandejas de aperitivos e o lugar estava absolutamente lindo. Não demorou muito para que todos estivessem lá, e eles se dirigiram para o funeral. Hermione se perguntava se Rony e Snape estariam ali.
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A cerimônia começou e Minerva anunciou a todos que o ex-diretor de Hogwarts e herói de guerra, Severus Snape, não estava morto. Todos ficaram chocados e aplaudiram após o verem de pé ao lado de McGonagall. Snape ficou tenso e permaneceu quieto.
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Ron e Jorge haviam voltado, e Mione assistiu com lágrimas nos olhos quando a família Weasley se despedia de Fred. Ela, Harry, Luna e Neville aproveitaram para se despedir de Lupin e Tonks nessa hora, e depois foram se despedir de Fred. A cerimônia continuou assim, até as oito da noite, quando todos os caixões foram lacrados e McGonagall, com um toque de sua varinha, fez aparecer vários dizeres em cada um, epitáfios. No meio, apareceu uma grande placa de mármore, com a escrita: "Heróis da Guerra. Monumento àqueles que morreram em defesa de Hogwarts. Todos nós os amamos e respeitamos.".
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No céu, começou uma grande chuva de fogos de artifícios Weasley. Na seqüência, apareceu o nome de cada um que havia morrido ali e então o último fogo dizia: "Sentiremos Saudades". Os convidados caíram no choro e então, McGonagall chamou todos para entrar e participar do banquete.
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No Salão Principal havia agora uma grande mesa redonda, para todos se sentarem onde quisessem. Hermione sentou ao lado de Snape , com seus amigos ao seu lado e Minerva do outro lado de Snape. Rony ainda não estava falando com ela, mas se sentou próximo. Antes que o banquete começasse, Minerva resolveu dar um aviso.
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--Acredito que muitos de vocês estão confusos quanto ao futuro de Hogwarts. Pois estamos trabalhando para reconstruir a escola, e ela será reaberta no próximo ano letivo. Fui nomeada a nova diretora da escola e Severus Snape aceitou hoje mais cedo o cargo de vice-diretor e ele também estará lecionando DCAT, já que é o único professor qualificado para tal.—a isso Snape deu uma bufada quase imperceptível—Mas o que quero realmente notificá-los, é sobre uma difícil decisão que tomei. Como nenhum aluno pôde realmente aproveitar o último ano letivo, e nem ao menos tiveram a chance de passar por suas provas finais, decidi que todos os alunos irão repetir o último ano.—interjeições de horror correram por todo o Salão Principal.
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--Shhh...sshhhh.. silêncio.—pediu McGonagall numa calma digna de Dumbledore e todos ficaram quietos—Acontece que este ano, todos estavam muito preocupados em continuarem vivos, que nem ao menos se deram tempo para estudar. Devo dizer, mesmo que eu não tomasse essa decisão, teria que reprovar mais da metade de vocês. Além do mais, se for para tomar em consideração os padrões dos irmãos Carrows, ninguém aprendeu nada aqui esse ano.
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Houve murmúrios de reclamação e aceitação por todo o Salão, mas logo os alunos se acostumaram com a idéia. A verdade era que no fundo no fundo, eles não ligavam de ficar lá um ano a mais do que deveriam e concordavam que no último ano não haviam aprendido nada. O banquete começou e Hermione aproveitou que todos estavam distraídos para lançar um olhar de reprovação a Severus.
-Você tinha que ter feito isso?—ela perguntou brava
-Bom, se eu não fizesse, quem faria? Você?—ele devolveu ainda mais bravo. Ela ficou calada, não tinha resposta para aquilo, ambos sabiam que ela não teria coragem de decepcionar Ron.
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Harry ouviu a conversa e ficou extremamente desconfiado, o resto da noite ficou reparando nos olhares furtivos que a amiga lançava a Snape, mas não pôde ficar olhando, pois Snape viu que ele estava desconfiado e fez uma carranca para ele.
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Ao final da noite, todos se levantaram e foram para o Salão Comunal, desta vez, Kratos, Magnus e Luna foram para seu próprio Salão Comunal. Rony ainda estava bravo com Hermione, mas ela tentou ir atrás do garoto.
- Rony, por favor, me ouça—ela disse
- Já falei pra me deixar em paz, Mione.
--Acontece que eu não queria ir embora com você bravo comigo!
-Você vai embora?—ele perguntou
-Vou aproveitar as férias para reverter o feitiço da memória nos meus pais.—ela explicou. Ele ficou sem reação por um momento.
-Bem... então está bem, tchau!—ele falou subindo para o dormitório dos meninos.
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Harry, Gina e Neville olharam para ela, sem saber o que fazer ou dizer.
--Não dê atenção pra ele Mione, você sabe como ele pode ser teimoso às vezes.—disse Neville.
Hermione sentiu lágrimas quentes rolarem pelo seu rosto.
--Eu... eu estava planejando ir embora amanhã pelo Expresso e... e depois pegar um avião para a Austrália... Eu... só queria me despedir de todos vocês—disse ela entre soluços.
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-Tá tudo bem Mione, sabe que quando você voltar, você é bem vinda na Toca né?—disse Gina reconfortante mas, isso não ajudou muito.
-É, duvido muito.—ela respondeu.
- Não tem problema, se quiser pode vir me visitar no Largo Grimmauld também—Harry tentou consertar.
Ela não deu ouvidos a eles e chorando, virou-se e saiu do Salão Comunal. Ninguém a seguiu. Ela saiu sem rumo, descendo cada vez mais, sem pensar em onde estava indo, até que uma voz de barítono aveludada atrás dela a fez perceber onde se encontrava: nas masmorras.
- A senhorita já ficou com saudades?—Snape perguntou sarcástico, chegando sorrateiramente por trás.
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Ok, obviamente tive q mudar a fic de T para M
rsrs
Muito obrigada pelo reviews:
asabezera
e vanessa :D (espero que não tenha atrapalhado MUITO seu trabalho..huahuahua)
e obrigada aos anônimos que estão acompanhando esta fic.
Só espero estar cumprindo as expectativas. : )
