x...x

CAPÍTULO 13: Sobre Amor ou Amizade.

x...x


x...x

-Você falou com Severus?—Hermione se dirigiu a Harry que estava sentado de mãos dadas com Gina no sofá do Salão Comunal

- Severus?—Harry ensaiou uma careta e Gina arregalou os olhos— Ele disse para ir falar com ele amanhã à noite.—ele respondeu contrariado.

- Mione! Se você não me contar AGORA o que se passa eu não falo mais com você!—a ruiva pulou na conversa em tom de ultimato. Hermione olhou dos lados engolindo seco. Não havia mais ninguém no Salão Comunal além deles.

-Tudo bem, eu conto.—ela falou não muito decidida, se lembrando de sua promessa – Bem, vocês sabem que eu o ajudei a reviver...

-Com boca-a-boca mesmo?—Gina perguntou com um sorriso descarado estampado no rosto, se lembrando das palavras de Snape sobre o assunto.

-Isso—Mione corou enquanto a amiga escancarou a boca. Harry se sentia um intruso.

- E?Que mais?—ela gesticulou para continuar.

- Acontece que depois ele foi cavalheiro e até ficou preocupado comigo... Sabe, parece que ele usa uma máscara, não sei se vocês entendem o que eu quero dizer. Eu não acho que ele seja tão cruel quanto aparenta, eu acho que ele se esforça pra ser assim.

Um longo silêncio se seguiu enquanto o casal permanecia pensativo.

-Só isso? Você quer me dizer que esperei todo esse tempo por uma boa fofoca e é SÓ isso?—Gina falou impaciente. Mione revirou os olhos e olhou para Harry, esperando algum tipo de encorajamento que não veio. Ela suspirou.

- Nós nos beijamos.—ela disparou mais inteligivelmente que da última vez. A outra arregalou os olhos enquanto Harry só virou o rosto para o outro lado, escondendo uma cara de nojo. Gina soltou o ar que nem sabia estar segurando.

- Repete?—ela perguntou colocando a mão no ouvido. Hermione riu e deu um tapa na mão da garota.

- Você entendeu.

- Não entendi não. Repete!

- Pára Gina.—ela repreendeu divertida.

- E como foi?— após a pergunta da namorada, Harry aguçou sua audição repentinamente curioso, mas ainda virado para o outro lado.

- Bom.—ela corou.

-Só bom?— Ginny perguntou desconfiada. Mione tentou segurar, mas um sorriso se estendeu de uma orelha à outra.

-Não, melhor. Muito melhor.—Harry e Gina pararam um tempo para analisar a expressão no rosto da amiga e após alguns segundos pareceram aceitar melhor.

- Mas, e aquela conversa sobre... você sabe... minha mãe...—Harry sussurrou, incerto se poderia falar em voz alta. Hermione pareceu triste, como se quisesse excluir essa parte da conversa.

- Bem, não importa... mas é óbvio que ele a amava muito... Não acho que algum dia ele vai esquecê-la... Eu não quero competir... – o clima na sala pareceu tenso por alguns segundos.

x...x

x...x

Os três ouviram passos vindos do dormitório e finalizaram a conversa. Rony apareceu.

-Vamos Mione? Nós temos que patrulhar os corredores.—disse um Rony parecendo extremamente responsável. Harry olhou Hermione com cara de deboche.

- Nunca pensei que viveria pra ver Ronald Weasley lembrando HERMIONE de algo.—ele brincou arrancando alguns risos.

Ela se levantou e juntos deixaram o Salão Comunal da Grifinória. Hermione notava quando Rony lhe lançava olhares incertos mas não falava nada.

x...x

- Mione... você ta brava comigo?—ele finalmente criou coragem.

- Não Ron, lógico que não. Eu só tava com medo que você não fosse mais falar comigo.—ela disse triste. Rony passou a achar seu pé muito interessante.

- Esse era meu medo também...—ele comentou.

- Ron, você sabe o quanto é importante pra mim.—ela quis assegurá-lo.

- Mas?

-Mas o que?—Hermione perguntou incerta ao que Rony suspirou.

- Mione, eu tive bastante tempo pra pensar nas férias... E se você não quer ficar comigo... tudo bem. Antes de tudo nós SOMOS amigos. Era isso que eu queria te dizer...—ele deixou uma margem para continuação.

-Mas?

- Mas acontece que você não pode esperar que voltemos a ser melhores amigos de uma hora para outra.— Rony ficou sério falando pausadamente—Eu preciso de tempo, ok?

Hermione assentiu... nada mais justo. Ela havia quebrado seu coração e agora teria sua amizade de volta. Amizade era uma dádiva e paciência uma de suas virtudes. Ela o proporcionaria esse luxo afinal, perdão levava tempo. Rony deu às costas dizendo que agora seria melhor se dividirem para patrulhar os corredores. Cada um foi para um lado e ela aproveitou para descer em direção às masmorras.

x...x

x...x

Caminhando em direção às masmorras, Mione se perguntava se encontraria a essas horas o homem que povoava seus pensamentos. Como era difícil essa divisão de querer mas não poder ter. O que ela mais desejava era poder beijá-lo de novo, seu quarto beijo, ela pensou se lembrando dos outros três, mas tinha plena consciência de que revê-lo só pioraria a situação. Apesar disso, seus pés continuavam a mandando para perto dele. Com a varinha empunhada num "Lumus" ela virou um dos corredores das masmorras.

- O que faz aqui Granger?—era a voz sebosa de Draco Malfoy. Mione se assustou.

-Vocês sonserinos adoram fazer isso não?—ela reclamou irritada quase que não audivelmente, lembrando-se das vezes em que foi surpreendida por Snape.

- É um de nossos talentos especiais.—ele respondeu sarcástico.

- O que faz aqui, Malfoy?—ela soou um pouco mais brava do que pretendia, iluminando o rosto do jovem com a luz de sua varinha.

- Patrulhando... e você?—ele perguntou fazendo Hermione se lembrar que não havia desculpa para estar ali, as masmorras estavam fora de sua jurisdição.

- Patrulhando também.—Draco estreitou os olhos mas não se aprofundou no assunto. Ele encostou na parede saindo do alcance da luz.

- Aquele Lufa-Lufa...—ele explicou entediado —os pais dele foram mortos num ataque. A mãe era puro-sangue e o pai trouxa... – Hermione estava impossibilitada de olhar nos olhos do garoto, mas jurava que continuavam frios – Meu pai estava no ataque... Não sei se você ficou sabendo sobre ele, ouvi dizer que você estava na Austrália.

x...x

-Sim, fiquei.

- E sobre Goyle?

- Também... Eu sinto muito por isso. Não acho que você tenha de pagar pelas ações do seu pai.—ela falou se sentindo na obrigação de dizer algo.

- Granger, eu sou um Comensal que não foi condenado a Azkaban, o que você esperava?—ele disse realista.

- Mas porque você tá me dizendo isso?— Mione perguntou confusa.

- Não sei... Eu sinceramente não ligo...— ele respondeu deixando Hermione ainda mais confusa.

- Como assim?—ela perguntou.

- Eu não ligo pra essas pessoas... Não me importo com o que aconteceu a elas ou suas famílias.—ele explicou calmamente, causando repúdio na jovem.

-Então, você acha que eles estão errados?—ela exclamou irritada.

- Não.—ele respondeu simplesmente—Mas isso não quer dizer que eu ligue.—ele soltou um suspiro forte e demorado—Eu acho que estou te contando isso, Granger... porque você é a única que eu me arrependo... de alguma forma.—ele acrescentou.

x...x

Hermione não sabia o que pensar. Ela estava impressionada e horrorizada ao mesmo tempo, o mesmo Malfoy egoísta de sempre estava lá à sua frente, pedindo... perdão? Certamente havia sido bem sonserino para um pedido de desculpas. Seu choque se ocultava na escuridão, assim como o loiro platinado. Draco se moveu no escuro e se retirou em direção a seu Salão Comunal, sem nada mais a dizer. Recuperando-se do acontecido, Mione resolveu dar meia-volta em direção à Torre da Grifinória.

x...x

x...x

Snape se movia entre as sombras das masmorras, sem "Lumus" nem capa, tudo para evitar alardes antes de pegar algum pivete fora da cama. Ele torcia com todas as forças de seu ser para encontrar algum Grifinório criativo infringindo mais uma regra que se não fosse por Grifinórios, nunca teria sido inventada. Ele PRECISAVA disso. Já no primeiro dia de aula foi obrigado a apartar uma briga, falar com aquele velho tolo, fomentou sua batalha interior a respeito de Hermione e pior, falou com Potter. Com desgosto, imaginava o que o Testa-Rachada queria lhe dizer...Ele se lembrou do que Hermione dissera: "Harry sabe". Merda! Só faltava ser sobre isso. Bem, havia poucas opções, e realmente, nenhuma parecia agradável. A conversa giraria em torno ou de Lily ou de Hermione... qual era pior?

x...x

Ele virou um corredor da masmorra, imerso em pensamentos amargos. Num segundo ele pôde vizualizar uma luzinha apressada virando o mesmo corredor pelo lado contrário e esbarrou violentamente num corpo mais frágil. Antes mesmo que seus olhos pudessem processar a imagem à frente, um cheiro característico de algum tipo de shampoo invadiu suas narinas possibilitando que seu cérebro reconhecesse o corpo mais frágil como Hermione Granger. Agora, uma Hermione Granger caída.

x...x

- Caramba, olha por onde anda!—a moça vociferou do chão, sua varinha caída longe. Severus não respondeu. Ela tateou o chão até conseguir o objeto perdido. Levantou se limpando e apontou a luz para a frente, na altura de seu próprio rosto.

- Menos 5 pontos par...—ela reparou nos botões à altura do peito. Não era um aluno vagando pelos corredores. Ela subiu a varinha arrependida por ter dito algo.

- Creio que sou EU o encarregado a tirar pontos senhorita Granger. Menos DE

-NÃO!—ela o interrompeu—O senhor não pode tirar pontos, eu sou monitora, estou patrulhando os corredores!—ele olhou dos lados cínico, como se para ter certeza de que estavam nas masmorras, numa atuação fingida digna de Oscar.

- Que a senhorita é monitora eu já sabia, mas sonserina é novidade.—Snape disse mordaz.—Menos 10 pontos para a Grifinória por se aproveitar do fato de ser monitora – Hermione murchou –menos 10 por querer mandar num professor— ela deixou escapar uma inteijeição de indignação. Ele sorriu antes de dar o golpe final.—e menos 10 por trombar com um professor e não pedir desculpas.

Menos 30 pontos! Isso significava 30 pontos negativos, 30 PONTOS NEGATIVOS e ainda não era nem o primeiro dia de aula oficial. Parecia a história do dragão de Hagrid se repassando. Quando descobrissem que ela perdeu tudo isso, sozinha ainda por cima... Maldito Snape! Qual era o problema dele?

-Cretino.—ela falou revoltada. Ele empinou o queixo e cruzou os braços.

- Perdão?—ele ouviu muito bem, mas precisava perguntar. "Vamos, faça meu dia"—ele pensou em êxtase de vingança. Normalmente ela não se arriscaria tanto, mas sentia tanta raiva. Ela era a aluna perfeita. Quem era ele para negá-la isso?

- Eu disse "cretino", senhor.—Hermione o desafiou. Ele estreitou os olhos.

- Grifinória impertinente— sibilou raivoso avançando em sua direção—Menos 10 pontos! Deseja perder mais senhorita Granger??

- Só 10? Pode tirar 100! Recupero isso em uma só aula de Transfiguração!—ela provocou notando o movimento involuntário que ele fez com a varinha, como se quisesse azará-la —Vamos! Vá em frente!— agora estava realmente o desafiando. Sem mais delongas, ele pressionou a varinha ameaçadoramente em seu pescoço. Ela sentiu medo, mas sabia que ele nada poderia fazer. Snape também estava plenamente consciente de que não poderia machucar uma aluna.

x...x

Hermione arrependida por tê-lo provocado tentou se acalmar e decidiu que essa brincadeira já havia ido longe demais. Num impulso, repousou sua mão direita sobre o braço que empunhava a varinha contra sua garganta. Ele afrouxou o aperto gradualmente, entendendo o gesto como um pedido de cessar fogo. Talvez ele a estivesse machucando. Num reflexo, seus dedos se estenderam para sentir a pele no pescoço da grifinória, passeando levemente por sua extensão a fim de verificar se realmente havia a machucado. Hermione fechou os olhos, arqueando sua cabeça para trás, permitindo que os longos cachos emaranhados caíssem por suas costas. Fazia tempo que ela ansiava por esse toque e nem mesmo sabia. O movimento não passou em branco para Snape.

x...x

Ela deixou sua varinha apagar desapercebidamente. Severus sentia a pele macia de seu pescoço e a não-resistência da outra parte o induziu a dirigir os dedos mais para cima, em sua nuca. Hermione sentia arrepios percorrendo sua espinha enquanto ele afagava seus cabelos e apreciava suas formas e, não mais se contendo, ele passou a roçar seus lábios onde seus dedos se encontravam anteriormente.

x...x

Severus beijava e mordiscava toda a extensão do pescoço da jovem , que agora ofegava excitada e forçava com suas mãos entrelaçadas em seus cabelos negros o rosto do professor contra si. O que faltava de experiência na moça, ela compensava em entusiasmo e passou a imitar seus gestos. Ela passou as mãos em seu colarinho, percebendo a cicatriz da mordida de Nagini e parou para apreciar. Hermione se permitiu imaginar como seria a vida em Hogwarts sem o seu adorado Mestre em Poções. Como tudo estaria se ele fosse mais uma das vidas perdidas em meio à guerra? Seria um herói eternizado? Com certeza, mas morreria sem nem ao menos ter a chance de conhecer a felicidade e ela, ela somente teria a se lamentar por tê-lo deixado sangrar até a morte. Ela se gratificava internamente por não ter poupado sua vida da presença indiscutivelmente marcante do homem à frente e se permitiu sorrir enquanto afrouxava seu colarinho. Severus por sua vez, acariciava sua cintura a levando de encontro à parede de pedras da masmorra.

x...x

Talvez não importasse tanto assim seu amor por Lily, talvez ele poderia experimentar a felicidade com alguém que não amasse tanto quanto.—ela pensou dando lugar à sua excitação ao invés da racionalidade.

x...x

Hermione se deu conta do quanto a parede era gelada quando mãos ávidas levantaram sua camiseta, fazendo sua pele delicada entrar em contato com o material áspero e deixou escapar um suspiro de surpresa. Severus se deliciou com o momento e abafando um sorrisinho sádico a pressionou contra as pedras, fazendo-a soltar um gemido de protesto. Agora suas mãos levantavam sua saia e contornavam o pano da calcinha branca enquanto seus dentes mordiam sua orelha. Em resposta, ela começou a provocar o membro confinado em sua calça, e ele, audivelmente e visivelmente excitado levantou os pés da aluna do chão, a segurando na altura de seus quadris.

x...x

- Mione??—uma voz distante exclamava num sussurro gritado. Rony.

- É o Rony!—ela sussurrou alarmada desentrelaçando as pernas de seus quadris.

Em qualquer outra situação, Severus também se assustaria. Ser pego se amassando com uma aluna pelos corredores certamente o faria ser despedido. Mas se aquele era o Weasley, algo dentro de si o incitava a fazê-lo ver, ver que aquela mulher não era mais dele. Aquela mulher era dele: Severus Snape. Ele a manteve prensada na parede, para desespero da moça que ajeitava suas vestes.

- Severus! O que você está fazendo??Ele vai nos ver—ela já estava ficando desesperada.

- Mione??—a voz estava mais próxima—Cadê você??—ela tentava se desvencilhar mas Snape não deixava.

- O QUÊ...?

- Deixe que ele veja—Severus a interrompeu segurando seus braços contra a parede, acima de sua cabeça. Ela arregalou os olhos.

- Seve... ?

- Mione??— a voz de Rony indicava que ele se encontrava no mesmo corredor.

x...x

x...x

fim do cap13

Ih agora hein, será q vai dar zica? Huahua

O incidente do dragão do Hagrid aconteceu no 1º ano, lembram? Ela perdeu 50 pontos e recebeu a detenção na Floresta Proibida.

Alguém me perguntou da onde tirei esses nomes, não sei exatamente q nome estava se referindo, então vou explicar todos.

Julianne Barchet veio de Julianne Moore (a atriz ruiva) e Barchet foi a primeira palavra q veio à cabeça e soava britânica xD

Charmaine eu estava em dúvida entre Charmaine e Charlotte, no final optei por Charmaine.

Dubois peguei do seriado Médium. A mulher tinha esse sobrenome francês (que é bem comum).

Luka peguei do seriado E.R. do doutor Luka Kovac, sempre achei esse nome legal.

Kratos peguei de um jogo de RPG chamado Tales of Symphonia. O jogo tem uma história muito boa e esse personagem tem lealdade duvidosa (assim como Snape). Ele muda de lado, mas no final volta pra salvar o grupinho principal e revela que ele é pai do menino que a gente controla xD (algo bem estilo Star Wars encontra Harry Potter).

Vickrey tbm foi uma palavra q veio à cabeça, pesquisei no google e vi q um britânico já teve esse nome..rsrs

Magnus além de ser um nome bem sonserino é poderoso. Nome de um imperador romano e além disso muito utilizado em jogos de RPG. Significa O Grande.

Tepes já expliquei...

Ártemis veio da mitologia greco-romana. Assim como Hermione, Ginevra, Minerva, Sybill (Trelawney), Amico e muitos outros que a J.K. nomeou.