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Capítulo 14: Não se pode ter tudo?

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- Mione??— a voz de Rony indicava que ele se encontrava no mesmo corredor.

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Hermione desesperada se contorceu ao máximo e livrou seus punhos do aperto firme das mãos do homem imerso em hostilidade, que eventualmente cedeu, não por receio em machucá-la, mas sim por apesar de tudo, saber que não a poderia forçar a nada. Ela tentou se adiantar ao encontro com o amigo, se pondo à frente de Severus na escuridão, mas Rony já estava perto o suficiente para vizualizar as vestes dessarrumadas, a saia ainda levemente levantada, o sobretudo desabotoado, as faces coradas e as expressões respectivas de culpa e deleite.

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Rony estava atônito, havia acabado de confirmar suas suspeitas. Só poderia agradecer por não tê-los pego no ato, já que sua imaginação seria otimista comparada com o que provavelmente ocorrera a julgar pelo estado de suas roupas.

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- Então é ISSO que você veio fazer?—ele perguntou enojado a uma Hermione devastada. Levando em consideração sua profissão de Professor e atual Vice-Diretor, Snape se mantinha demasiadamente calmo para alguém que poderia perder o emprego.

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- Ron, por favor, entenda...—ela tentou explicar.

- E eu preocupado com você! Mas vejo que está em boas mãos, você TODA.—ele imprimiu mais desgosto em sua voz. Snape soltou um sorriso sardônico caminhando à frente e passando os braços pela cintura de Hermione num gesto possessivo. Rony deu às costas revoltado e ela se desvencilhou do homem.

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- Onde você pensa que vai?—Severus perguntou mais alterado que pretendia, agarrando seu braço.

- Severus, eu preciso explicar...

-Explicar o quê?!—ele a interrompeu rudemente – Você não deve explicações a essa abóbora ambulante!—ela claramente se ofendeu com as palavras que Severus escolheu utilizar e soltou seu braço.

- Severus, entenda!Eu o magoei. Rony é meu amigo, mas isso não significa—ela o puxou para um beijo casto—que eu não te queira.— e finalizou docemente. Ele derreteu rendendo-se às palavras e a deixou ir protestando interiormente.

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Como ele poderia ter certeza de sua sinceridade? Severus sabia que os dois já haviam sido mais que simples amigos, mas e agora, qual o tipo de envolvimento que possuíam? Era só o que faltava, perder uma vez para um Potter e depois para um Weasley. Algo teria de ser feito. Ele observou a imagem de Hermione se afastando gradualmente, e logo uma idéia nada convencional se manifestou em sua mente deturpada. Um sorriso pretensioso surgiu em seus lábios. Ele descobriria, e descobriria na primeira aula de DCAT com os septanistas Grifinórios e Sonserinos.

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Hermione corria desesperada atrás do amigo tentando alcançá-lo pelos corredores que levavam à Torre da Grifinória.

- Ron! Espere, escute—ela falou sem ar enquanto o alcançava.

- Não! É óbvio que você não liga pra mim, por que eu deveria escutá-la?

- O que você está dizendo? Nós somos amigos!—ela respondeu indignada.

- É, nós somos. Porque é só ISSO que você quer de mim, não é? Minha amizade... Bem, pela primeira vez na vida Hermione, aceite a não ter o que você quer.—ele encarou friamente seus olhos e mais uma vez naquele dia deu as costas a uma Hermione sem palavras.

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Rony entrou enfurecido no Salão Comunal surpreendendo Harry e Gina que ainda estavam acordados namorando.

- O que vocês ainda estão fazendo acordados?!Vão dormir!—ele esbravejou aos amigos e se retirou sem dar chances de resposta.

Harry e Gina se entreolharam com a mesma conclusão flutuando em mente. Eles brigaram.

- Sabia que não devíamos ter deixado eles saírem juntos...—Harry comentou arrependido.

- Será que tem algo a ver com Snape?—Gina perguntou incerta.

- O que você acha.—ele respondeu num tom de "é óbvio que sim".

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Em seguida, ouviram uma voz murcha respondendo a senha da Casa e a outra parte do assunto em questão adentrando o Salão. Hermione visivelmente deprimida, se perguntava o que Rony queria dizer com "Pela primeira vez na vida, aceite a não ter o que você quer". Será que ela era realmente tão orgulhosa a ponto de não aceitar que as coisas não fossem exatamente como ela pretendia? Ela se lembrou das noites em claro decorando livros e mais livros para poder responder tudo e mais um pouco aos professores e especialmente, conseguir a aprovação de Snape, o único que a considerava uma insuportável. Recordou também, entre outras coisas, de seu 4º ano, quando desejou intimamente que Rony a convidasse para o Baile de Inverno e depois ficou revoltada por ele tê-la convidado tarde demais. Rony tinha razão, ela precisava admitir, era uma controladora nata.

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-Mione, você ta bem?—Harry estava à frente da garota e colocou uma mão reconfortante em seu ombro.

- Sim, não se preocupe Harry, acho melhor irmos dormir, amanhã começam as aulas.—ela deu um sorriso forçado.

O casal assentiu e subiram para seus dormitórios. Na escadaria, Gina curiosa se dirigiu a Mione.

- O que aconteceu?—ela sussurrou. Hermione não se sentiria bem em contar para Gina sobre seu encontro com Severus, sabendo que Rony não estava nada contente com o fato.

- Nada Ginny, o que te faz pensar que aconteceu alguma coisa?—ela respondeu e despistou a ruiva indo para o quarto de monitores.

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Na manhã do outro dia, tudo o que se podia ouvir falar na mesa da Grifinória era acerca dos 50 pontos negativos contabilizados na ampulheta gigante da Casa. Após discutirem sobre o assunto os alunos finalmente chegaram à conclusão de que existiam dois culpados, um era Severus Snape, responsável por tirar os pontos e o outro, provavelmente algum calouro panaca desavisado, responsável por FAZÊ-LO tirar os pontos. O mais curioso era o fato da ampulheta ter contabilizado somente 10 pontos negativos antes de todos irem para a cama, dando a entender que ou alguém esteve fora do dormitório da noite para a madrugada ou havia conseguido perder 40 pontos logo antes do café-da-manhã, em ambas as hipóteses, até mesmo para um Grifinório era um recorde.

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Outra probabilidade seria mais de uma pessoa ter aprontado alguma, explicando o porquê de tantos pontos negativos, no entanto, todos os grifinórios possuíam testemunhas para afirmar que estavam deitados. Sabendo-se que os únicos em pé depois do horário permitido eram os monitores, as suspeitas começaram a diminuir e o círculo de possíveis culpados a se fechar.

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Normalmente, Hermione não esconderia sua culpa, no entanto explicar como ela conseguiu perder tantos pontos e não se comprometer seria complicado. Não exatamente pela parte de COMO ela perdeu os pontos, mas sim pelo que ocorreu DEPOIS. Além disso, ninguém acreditaria que ela chamou Snape de 'cretino' e viveu para contar história, ou até mesmo se safou sem nem ao menos uma detenção. Talvez ela pudesse inventar algo, pelo menos para os outros monitores não levarem a culpa. Ela lançou olhares vacilantes para a mesa dos professores, onde encontrou a imagem implacável do Professor Snape e não do homem Severus. Ele correspondeu seu olhar por 2 segundos mas logo se virou à frente.

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Harry e Gina desconfiavam que Rony e Snape haviam brigado por causa de Hermione e Rony havia levado a pior nessa.

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- Ron, você não acha melhor confessar?—Harry sussurrou para o amigo enterrado no prato, visivelmente descontando sua frustração na comida. O moço levantou a cabeça.

- Confessar? Você acha que eu quem perdi os pontos??—Rony perguntou indignado.

- Bom, não era por isso que você tava bravo ontem?—ele arriscou inseguro. O ruivo não gostou nada da pergunta e se levantou bruscamente.

- Talvez você deva perguntar para ELA—e apontou para Hermione—o porquê estou bravo. Quem sabe ela até saiba quem perdeu os pontos, a julgar por suas companhias noturnas.—ele disse generalizando, fazendo com que todo o Salão prestasse atenção na conversa, e deixou a mesa. Hermione estava embasbacada, talvez fosse melhor se ele continuasse a ignorando, como vinha fazendo até poucos segundos atrás.

- Eu quem perdi os pontos... Sinto muito.—ela disse olhando para baixo e também se retirou deixando uma mesa totalmente decepcionada e curiosa para trás, com exceção de Charmaine, que abriu um sorriso de divertimento.

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Hermione rumou à biblioteca, totalmente absorta em pensamentos de preocupação. E se Rony contasse sobre ela e Severus? Ele certamente perderia o emprego, e tudo por culpa dela. Ela precisava falar com Rony e assegurar que ele não falaria absolutamente nada sobre isso. Mione sentou-se na mesa mais distante, mas não demorou muito para ser incomodada. Uma menina de cabelos castanhos claros e olhos grandes verde-amarelados se encontrava parada a sua frente, com pena e pergaminho em mãos e um largo sorriso no rosto.

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- Sim?—Mione perguntou estranhando a figura nova. Uma caloura. A menininha sugou ar para os pulmões como se fosse o último fôlego de sua vida. Hermione franziu o cenho.

- Posso ajudá-la? Está perdida?—ela perguntou notando a gravata da Corvinal na menina.

- A senhorita é Hermione Granger, não é?—a menininha perguntou animada deixando a outra sem jeito.

- Ahn...Sou, mas não precisa me chamar de senhorita. Qual seu nome?

-Ellen!—ela respondeu afobada—Será que você... Você pode me dar um autógrafo?!—a caloura gritou chorosa. Hermione piscou três vezes e a garota enfiou o pergaminho e a pena em seu rosto. Ela assinou ainda não digerindo a informação e devolveu os pertences à menina.

- Uau! Eu sou sua fã!! Espera só até minhas amigas saberem!—e saiu saltitando biblioteca afora. Mione a seguiu com o olhar e acabou encontrando o olhar reprovador de Madame Pince.

Ela juntou suas coisas e saiu da biblioteca, se lembrandodo horário de aulas que havia anotado pouco antes do café-da-manhã e da primeira aula do dia: Transfiguração. Ela se lembrava vagamente que no banquete de boas-vindas McGonagall havia apresentado o novo professor, um jovem moreno e de boa aparência, que passava uma confiança agradável. Hermione foi a primeira a entrar na sala.

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- Ah, senhorita Granger, não?—perguntou o novo professor.

- Sim.—ela respondeu prontamente ligando a aluna perfeita interior.

Os grifinórios e sonserinos irromperam na sala interrompendo a conversa. Hermione reparou que Draco estava completamente sozinho, provavelmente por seus amigos serem Crabbe e Goyle e nem mesmo Pansy o acompanhava. Ela imaginava que a sonserina e Draco tinham algum tipo de relacionamento amoroso, mas pelo jeito, não mais.

Harry e Neville sentaram-se a seu lado e ela observou de canto de olho enquanto Rony sentava-se atrás, seguido de Charmaine. Draco a cumprimentou discretamente e o professor rumou ao quadro negro, dando início a mais um ano letivo.

- Meu nome é Chronos Whitford—ele dizia enquanto escrevia na lousa.— E serei o novo Diretor da Grifinória—ele estampou um belo sorriso com dentes brancos brilhantes. As garotas soltaram um suspiro de excitação enquanto os garotos somente sorriram educadamente. Ele era um cara legal, não se poderia negar, nem mesmo os sonserinos reclamaram.

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No decorrer da aula, o professor fazia várias perguntas enquanto dava grandes objetos para os alunos fazerem desaparecer. Hermione ficava feliz em responder quase todas e constatar que não estava nem um pouco enferrujada, Harry também estava ficando muito bom no assunto. Ela se esforçava mais que nunca para recuperar os pontos perdidos. Em determinado ponto, o professor disse que escolheria alguém para conjurar um sofá na sala de aula. Charmaine levantou a mão, mas Hermione foi a escolhida, deixando a francesa numa inveja explosiva.

- Porque esses professores só querem saber da Granger? O que ela tem de tão especial??—ela perguntou a Rony.

- Ela é a Sabe-Tudo.—ele respondeu simplesmente, enquanto Mione conjurava um grande sofá para dentro da sala.

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Estava no horário de almoço e Severus aproveitava para passear um pouco pelos corredores isentos de alunos antes de comparecer ao Salão. Suas primeiras aulas haviam sido com primeiranistas Corvinais e Lufa-Lufas seguidas de terceiranistas Sonserinos e Grifinórios. Ele ainda gostava de aterrorizar os alunos de outras casas, mas até ele precisava admitir que estava pegando mais leve. Agora, ele decidira que só seria intragável quando quisesse um pouco de diversão sádica, mas mesmo assim estava começando a perceber que de certo modo se importava e preocupava com aqueles cabeças-ocas.

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Ele se demorou em frente à grande ampulheta da Grifinória. Dez pontos positivos. 'Aquela grifinória atrevida não estava brincando'—ele pensou soltando uma bufada contrariada e ao mesmo tempo divertida e se dirigiu ao Salão Principal para almoçar.

Ao fazer sua entrada triunfal Snape percorreu o lugar com seu olhar, se demorando particularmente numa Sabe-Tudo extremamente agradável que disfarçadamente o sorria com os olhos. Quem sabe hoje quando estivesse patrulhando os corredores, ele poderia vê-la de novo. Por precaução, eles poderiam achar um lugar seguro para se encontrarem, um lugar do tipo... Seus aposentos. Ele se deliciou com a idéia de tê-la lá dentro, até que pousou seu olhar sobre o jovem de testa-rachada e lembrou-se que o tinha agendado uma conversa para esta noite.

'Merda'—ele pensou inconformado—'Esses Potter's e sua mania de estragar tudo. Deve correr nas veias.'

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A noite chegou mais rápido que Severus ou Harry esperavam, e Hermione se lembrou decepcionada que Harry conversaria com o Professor após o jantar, o que significava que provavelmente ela não o encontraria hoje. Ela passou o dia inteiro ansiosa pelo seu toque e a única coisa que ganhou foram alguns olhares de distâncias mais que seguras. Era doloroso estar apaixonada por alguém inatingível, mas a notícia boa é que apesar de toda a complicação com Rony, ela e Severus estavam bem. Conforme o banquete ía finalizando ela notava a ansiosidade dos dois homens crescendo. Harry estava completamente inquieto e Snape totalmente impaciente.

- Harry, você vai ir falar com o Professor Snape depois, né?—Mione o perguntou em particular.

- Sim.—ele respondeu secando as palmas das mãos no uniforme.—Por quê?

- É que ele sabe que você sabe.—ela disse num tom que não o deixou dúvidas do assunto. Harry pareceu culpado.

- Ele sabe que eu sei?—ele indagou alarmado.

- Sabe Harry, mas sobre o que quer que vocês falem, não acho que isso precise vir à tona.— Mione o assegurou e ele assentiu.

- O que Snape sabe?—Charmaine perguntou genuinamente curiosa, trazendo a atenção de Rony, Neville, Gina e outros à conversa. Mais uma vez, Rony estava sentado ao lado de Charmaine, evitando estar próximo de Hermione.

- Acho que você ouviu o nome errado.—Hermione respondeu seca.

- Não, tenho certeza que ouvi Snape.—ela retrucou, deixando um Rony vermelho de raiva e antecipação por uma resposta.

- Não, você definitivamente ouviu errado.—ela se levantou, não querendo mais fazer parte da conversa –Estou indo para a biblioteca fazer a lição de Herbologia.—e saiu emburrada para lá.

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Ao chegar na biblioteca, Hermione se deparou com outra figura solitária, mas esta ela tinha quase certeza que não era por opção. Draco.

Ela sentou-se na mesa ao lado depois de cumprimentá-lo com um simples 'oi' e mergulhou em seus livros, de tempos em tempos esquecendo a presença do loiro platinado, o que era até engraçado, pois isso significava que ela já não o via como uma ameaça.

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Severus havia se permitido sair do Salão Principal antes do horário de término do jantar e se dirigir a seus aposentos, logo após Minerva o comunicar sobre o fato de que o quadro de Dumbledore queria lhe falar em particular. Draco também o comunicara à tarde que precisava conversar. Ultimamente muitas pessoas queriam lhe falar alguma coisa, e coincidentemente todos o estavam atrapalhando de falar com quem realmente lhe importava no momento: Hermione.

Ele ouviu uma batida na porta de sua sala e com um aceno de varinha a destrancou, assim como as portas da sala de estoques. Pelos passos ele constatou se tratar de Harry.

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- Com licença—disse o garoto passando pelas portas que se abriam à sua frente, até dar na sala-de-estar. Snape estava sentado à escrivaninha de braços cruzados e uma sobrancelha levantada. Ele estendeu a mão indicando a cadeira de frente para sua mesa e Harry prontamente se sentou enquanto Snape trancava as portas com mais um movimento no ar.

- Então Potter, o que te traz aqui?— Severus disse ensaiando uma impaciência quando na realidade estava extremamente curioso.

-Eu queria dizê-lo... Na verdade eu queria—ele disse brincando com seus dedos—pedir desculpas.—ele finalizou olhando diretamente para Snape, que franziu o cenho parecendo confuso.

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O que Harry não sabia, era que Snape havia entendido perfeitamente sobre o que o garoto queria se desculpar, mas simplesmente não o imaginava fazendo isso. Aquela não era uma atitude de James Potter, mas sim de Lílian Evans. Ele encarou os olhos verdes se lembrando das palavras de Dumbledore, aquele velho sabichão, sobre Harry ser mais parecido interiormente com a mãe que com pai. Severus bem sabia disso, no entanto, toda vez que pousava seus olhos sobre ele, sua semelhança com o pai eratão insultante que sempre esperava vindo dele algo no melhor estilo 'Potter'.

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- Por tê-lo atacado no 3º, por não ter dado ouvidos às suas sugestões em Oclumência, por nunca tê-lo agradecido e por nunca ter confiado no senhor.—o orgulho finalmente venceu Harry e Snape foi lentamente engolindo as palavras, deixando o choque transparecer menos em suas feições. Ele olhou para o garoto com um certo respeito. Severus nunca foi uma pessoa de procurar por reconhecimento, mas certamente era agradável ter um pouco.—E obrigado por ter me salvado diversas vezes e principalmente por salvar Gina da maldição da Bellatrix.—Snape pareceu recordar do fato.

- De nada Potter, mas não fiz isso por você, nada disso.—Severus respondeu sincero.

- Eu sei, mas mesmo assim... Tenho certeza que minha mãe ficaria feliz.

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Uma batida na porta pôde ser ouvida.

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- Um momento.—Snape disse em voz alta e Harry se levantou.

- Tudo bem, já estou indo.—o garoto declarou aliviado.

- Potter. Eu já te disse que você é idêntico ao seu pai.—ele falou sério – Mas me desculpe por xingá-lo dessa forma, você não é TANTO assim – finalizou sarcástico. Harry entendeu que era seu modo de se desculpar e riu.—E a propósito, espero que ninguém fique sabendo sobre a senhorita Granger e eu.—ele falou um tanto quanto ameaçador. Harry se sentiu encabulado por ouvir Snape falar sobre o assunto.

- Eu não vou contar senhor, se é isso que quer saber.—Harry disse imaginando que Snape estivesse se referindo ao que aconteceu antes das aulas começarem, pois não sabia sobre a noite anterior. Ele se virou para ir embora e o Professor destrancou as portas.

- Potter.—Snape o fez se virar de novo – Você sabe que nada vai mudar entre nós, não é?

- Sim, senhor.—ele respondeu após alguns segundos.

- Ótimo.

Harry saiu encontrando com Draco que vinha entrando. Os dois se cumprimentaram brevemente tomando o cuidado de não se esbarrarem e Malfoy entrou na sala de seu padrinho.

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Fim do cap14

Nossa gente, recebi poucos comentários dessa vez, acho q o capítulo tava desinteressante né. Sorry.

O que será que o Dumbie quer falar com o nosso Snapitchu hein? E o Draco, o q será? Uuuuhmm.. Vocês conseguem imaginar??hehehehe.

Credo povo, nem liga pra esses meus títulos de capítulos, sou péssima pra dar títulos..huahuahua

Brigada aos que continuam acompanhando, aos que já viraram fãs, aos que estão viciados e aos que mandam comentários.. husahushaus

Bjus na bunda de todos!!