...

Capítulo 17: Peace of Mind or Piece of Mind?

...


Hermione se encontrava enfurnada na biblioteca com pilhas de livros ao redor a fechando em seu mundo e a escondendo do mundo afora. Era sábado de tarde e o sol raiava imponente do lado de fora do Castelo, uma brisa fresca alisava a copa dos galhos das árvores e os estudantes passeavam pela grama alegres. Claro, nenhum deles tinha motivo algum para se esconder, já ela tinha vários.

...

Seus amigos estavam todos se aprontando para ir a Hogsmeade no momento, e ela utilizava os estudos como uma desculpa para não ir junto. O que Hermione menos queria era ter encontros constrangedores com Rony, Draco e mais precisamente Snape. Ontem, após sair da enfermaria já havia sido demais. Ele a ignorara, simplesmente a ignorara, como se ela não fosse mais que uma folha seca de árvore largada ao vento e que acidentalmente veio a pousar em sua frente, ou como um inseto, que de tão pequeno nem se pode ser notado. Ambos poderiam facilmente ser ignorados, ou então pisoteados, diminuídos ao nada. Ela preferiria ter sido pisoteada, ralhada, humilhada. Assim, pelo menos ele a teria notado.

...

Harry e Gina entraram na biblioteca fazendo o mínimo de barulho possível. Neville e Luna esperaram à porta conversando.

- Mione, vamos, você vai se aprontar.—Gina disse retirando um livro das mãos da garota e o fechando.

- Mas eu tenho que estudar. Perdi 1 dia e meio de aula!—ela teimou num sussurro gritado.

- Qual é, a McGonagall autorizou essa ida a Hogsmeade pra gente tirar as preocupações da cabeça e começar o ano bem e você não vai??—Gina falou quase horrorizada. Harry suspirou.

- Mione, quando você vai aprender que não adianta nadar contra a corrente?—Harry falou carregando as pilhas de livros e os guardando enquanto a namorada fazia o mesmo.

- Vai, ajuda a gente aqui, já estamos atrasados.—Gina apressou a amiga.

- Eu não tenho escolha, tenho?—Hermione mais afirmou que perguntou.

- Não.—Harry sorriu—Vamos!—ele disse puxando-a gentilmente pelo braço.

x...x

x...x

Severus experenciava seu típico mal-humor de fim-de-semana, que para variar estava um pouco mais intenso pelos acontecimentos dos dias anteriores. No espírito de caridade, McGonagall o fez ir por livre e espontânea pressão acompanhar os estudantes cheios de hormônios em Hogsmeade, possivelmente uma idéia do quadro de Dumbledore, que não suportava vê-lo sempre preso no Castelo e agora irritantemente passava seu legado à nova Diretora.

...

Ele andava pelas trilhas da cidadezinha tentando se desvencilhar da presença de alunos, no entanto eles estavam em todos os lugares. Snape se virou irritado e entrou no Três Vassouras, se acomodando num banquinho de frente para o bar.

- Ogden.—ele pediu não disposto a pronunciar muitas palavras.

- Aqui está Professor.—Madame Rosmerta disse o servindo uma dose.

...

Logo que o copo encostou no balcão ele o virou garganta abaixo de uma só vez e o sino que avisava que mais clientes haviam chegado tocou.

- Cinco cervejas amanteigadas??—às suas costas soou a voz de Hermione em meio a gargalhadas. Ela obviamente não havia notado sua presença no bar.

- Isso!—responderam algumas vozes que ele identificou como pertencentes aos integrantes do Sexteto de Prata. Ele sinalizou para Rosmerta deixar a garrafa de firewhisky a seu lado assim que ela ameaçou levá-la, e se serviu de mais uma dose. Ele precisaria.

Snape evitava topar com a garota nos últimos dias, somente a vendo quando era absolutamente impossível não estarem no mesmo lugar à mesma hora, como por exemplo nas refeições. A verdade é que ele não queria ter de olhá-la.

...

Hermione ainda absorta na conversa com os amigos andava para o bar, quando percebeu os olhares alarmados em direção a algo em sua frente. Ela seguiu os olhares se deparando com o Professor sentado de costas para si a menos de um metro.

- Snape!—ela soltou sem querer surpresa por vê-lo.

- Devo lembrá-la Srta.Granger, que apesar de não estarmos na escola, ainda sou seu Professor.—apesar da aparente serenidade sua voz saiu cortante como uma navalha e fria como a neve. Somente então que Hermione tomou consciência de como o havia chamado. Rosmerta observava a troca.

- Desculpe Professor.—ela se corrigiu subordinadamente.—Não tive a intenção.

- A senhorita NUNCA tem intenção.—ele falou amargo se servindo de outra dose. Hermione queria contá-lo o mal entendido, mas não ali, não naquelas condições e muito menos com outras pessoas prestando atenção.

...

- Ehr... Cinco cervejas amanteigadas, por favor.—ela pediu constrangida, dando a conversa por encerrada.—Estamos naquela mesa, tá?—e saiu em direção aos amigos.

- As cervejas já estão chegando.—ela disse se sentando, como se nada houvesse acontecido. Seus amigos não responderam e a olhavam estranhamente.- Quê foi??

- Eles querem saber o que deu ali com o Snape.—disse Luna com sua mania de sinceridade. Hermione arregalou os olhos com a indiscrição.—Não se preocupe, Neville sabe.

- Como assim??—ela perguntou se sentindo violada. As cervejas amanteigadas chegaram pairando e se depositaram na frente de cada um.

- É... Eu contei pro Harry sobre o Rony ter visto você com o Snape e agora essa história do Draco.—Gina disse com um sorrisinho sem-graça, com medo de ser xingada.

- E eu ouvi sem querer.—Neville disse se desculpando.

- E contou pra mim.—Luna emendou.—Mas eu já sabia um pouco então meio que estragou a surpresa.

- Agora imaginamos que a memória que Snape viu tenha a ver com Draco?—Harry falou meio interrogando meio afirmando.

- Sim.—Hermione respondeu – Mas... Mas... Mas vocês estão bem com tudo isso?—ela perguntou cética, mas mesmo assim um tanto quanto aliviada.

- Bom, sobre a história do Snape, eu tive desde aquele dia no trem pra ir me acostumando, agora essa do Draco...—Neville comentou.

- Só vamos torcer pra essa epidemia não espalhar, senão logo logo é a vez do Slughorn. —Harry fez uma cara de novo enquanto falava

...

O quinteto bebia agora a segunda rodada de cervejas amanteigadas. Esta era a primeira vez em suas vidas escolares que saíam se divertir sem o risco iminente de morrer num ataque de Comensais ou algo parecido e queriam aproveitar o máximo possível. Preocupações pareciam ser algo distante no momento, pelo menos para os quatro, já Hermione observava o homem em vestes negras se servindo da nona dose de firewhisky que ela havia contado. Desse jeito o Professor nunca conseguiria voltar para Hogwarts, e ao invés disso o achariam jogado em alguma sarjeta pelo caminho, e provavelmente seria culpa dela.

...

Snape já havia perdido a conta de quantas doses havia tomado e mal sentia seu corpo. A única coisa que denunciava ainda estar vivo era uma dor lancinante em sua bexiga. Ela estava gritando para ser esvaziada.

...

Hermione viu Snape se levantando do bar e caminhando em direção ao banheiro e com uma desculpa se levantou da mesa e o seguiu de longe. Precisava corrigir essa situação o mais rápido possível. Ela esperou que ele saísse do banheiro.

- Professor, eu preciso falar com o senhor.—Hermione o abordou na porta.

- Ora senhorita Hermione, o que é tão importante que não posso nem mijar em paz?—seu hálito desprendia uma grande quantidade de álcool e sua indiscrição na escolha de palavras denunciava seu estado alterado.

- Eu preciso te explicar o que aconteceu.—ela disse espiando dentro do banheiro e verificando se ninguém estava lá.

- O que —ele levantou a sobrancelha irônico—vai me dizer que Draco Malfoy tropeçou e caiu de boca em você.—ele cambaleava enquanto as palavras se desprendiam de seus lábios. Ela o puxou para dentro do banheiro.

- Eu preciso te explicar, porque você entendeu tudo errado.—ela começou—Se pelo menos você tivesse me ouvido antes, teríamos evitado isso!—ela disse se referindo a seu estado. –Severus, eu não queria que você visse o que aconteceu, porque não significou nada!

- Você o beijou e não significa nada?— para a sorte de Hermione, Snape parecia disposto a ouvir apesar e provavelmente devido à embriaguez.

- Não, ELE me beijou. –ela corrigiu – Eu não correspondi e acabei caindo da cadeira antes que você pudesse ver que eu o parei.—ela o olhou nos olhos segurando seu rosto entre as mãos—Eu gosto de VOCÊ, é VOCÊ quem eu quero.—os olhos negros ganharam vida e flamejaram com a afirmação nunca proferida antes para alguém como ele, derretendo seu coração de pedra.—Desculpa!

...

Antes mesmo que ela pudesse finalizar a linha de pensamento, seus lábios se juntaram. Deixando o orgulho tolo de lado e com os sentidos alterados ele a puxou com sofreguidão para um beijo faminto. Suas mãos acariciavam seu rosto com firmeza, para se certificar de que ela não evaporaria, de que aquele momento era real. Ela aceitava o beijo de boa vontade, extasiada por poder sentir seu toque e mais ainda por poder retribuí-lo, como a muito ansiava. Os lábios de Severus passaram a diminuir a velocidade a tocando gentilmente, mas suas mãos continuavam a segurá-la com vigor e os dois se viram envoltos num beijo terno e carinhoso. Hermione sentia o gosto do firewhisky e o calor do mesmo inundando seu corpo, confundindo sua mente enquanto Severus finalmente recobrava os sentidos no restante de seu organismo. Era como se a grifinória o embriagasse e ao mesmo tempo o fizesse atingir a sobriedade, trazendo vida de volta a si. Eles se separaram, no entanto ainda conectados, olhos fechados, mãos entrelaçadas nos fios de cabelos, testa com testa, corpos unidos e respiração ofegante.

...

- Severus... Eu quero que você entre em mim.—Hermione disse abrindo os olhos e fitando os negros antes apaixonados agora alarmados.—Eu quero que você entre em minha mente.—ele quase se sentiu aliviado—Assim, você não terá dúvidas.—ela segurou em seu queixo o assegurando de que poderia fazer o que ela pedia.

...

Eles ouviram passos vindo em direção ao banheiro e ela o puxou para dentro de um cubículo.

- Tem certeza?—ele a sussurrou sentindo agulhadas na nuca devido à bebida.

- Sim.—ela assentiu—Eu confio em você.

Os dois travaram seus olhares e após massagear a têmpora e se concentrar arduamente na tarefa em mãos, Severus conseguiu entrar em sua mente, desta vez sem encontrar nenhum tipo de resistência.

...

Ele se encontrava parado e Hermione e Draco andavam próximos, mas nada que indicasse algum tipo de relacionamento entre os dois. Severus tratou de segui-los e dessa vez podia ver tudo com mais clareza. Os dois conversavam quando Draco finalmente decidiu dar sua investida, e agora ele notava que Hermione não havia percebido por pura inocência. Ele a beijou, um beijo casto, mas o suficiente para revirar seu estômago em repreensão e ela o empurrou num misto de choque e constrangimento. Snape observou atentamente as palavras dela e então a resposta do afilhado: "Ele não gosta de você, ele me disse isso."

...

Agora Snape entendia. Draco desconfiava sobre uma possível relação entre eles, desde o dia que mais tarde viria a ser conhecido como 'A Batalha de Hogwarts'. Sua intenção em saber sobre o envolvimento entre os dois era para ter certeza de que não haveria conflito de interesses, de que ele não estava caçando a mesma coisa que o padrinho.

...

Ele não precisava ver mais nada, no entanto a memória da enfermaria saltou na mente de Hermione, possibilitando-o de vizualizá-la. Severus assistiu com grande arrependimento a moça sendo levada para seu leito após tentar segui-lo e chorar feito uma criancinha frágil agarrada aos lençóis na noite escura. Com um suspiro, Severus se retirou de seus pensamentos, os olhos cor de avelã marejados em lágrimas e a dor em sua própria cabeça aumentando. Snape a abraçou, atordoado tanto pelo efeito da bebida quanto pela demonstração de afeto. Enquanto sentia o perfume amadeirado que desprendia de seus cabelos, seus lábios curvaram-se num sorriso discreto. O mais sincero que já dera em sua vida.

x...x

x...x

No domingo de manhã Snape acordou mais mal-humorado que nunca. Uma ressaca maldita insistia em martelar sua cabeça e apesar de estar em sua cama, não saberia dizer como ou quando chegou lá. Ele não guardava consigo Poção para Ressaca justamente por nunca precisar, afinal era um homem de controle e nunca saía de seu limite. Grande estupidez. Agora ele teria de ir até a enfermaria naquele estado lastimável somente para pegar um frasquinho de poção. Sua cabeça provavelmente explodiria antes de chegar lá. Onde é que ele estava com a cabeça, não conseguiria dizer. A última coisa que se lembrava era que começou a se afogar em firewhisky após aquela grifinória pisar no Três Vassouras. Claro, só podia ser culpa dela.

Severus se olhou no espelho. Sua barba rala mostrava alguns pêlos grisalhos, sua testa tinha algumas rugas de expressão e seu cabelo não era aparado há meses. Não era à toa que ela havia escolhido Draco. Entre o loiro e aquele velho mal cuidado no espelho, até ele preferiria o loiro.

x...x

x...x

Hermione não se sentia tão genuinamente feliz há muito tempo. Ontem, após sair do banheiro do Três Vassouras, ela havia seguido Snape discretamente até a escola por estar preocupada com o Professor, só contando para os amigos o que ía fazer. Já no Castelo, de longe ela o viu entrando na Sala da Diretora e esperou que ele saísse ao lado de fora. Depois de alguns minutos o homem saiu e se estreitou por uma passagem secreta, a qual provavelmente dava para as masmorras, portanto ela não o seguiu mais.

...

A grifinória andava pelos corredores do primeiro andar acompanhada de Gina.

- Acho que você não precisa mais se preocupar tanto Mione, Rony e Charmaine estavam ontem no Café da Madame Puddifoot.—Gina falou num tom insinuante.

- Você acha que eles estão namorando??—Hermione perguntou num misto de curiosidade, esperança que Rony a tivesse esquecido e dó por estar com uma garota tão depreciável.

- Bem, se eles foram lá então era definitivamente um encontro—ela disse com convicção – Infelizmente para o Rony. – acrescentou irônicamente.

- Será que o Voldemort tem filha? Poderíamos apresentá-los! Perto daquela vaca deve ser um partidão. —Hermione falou sarcasticamente fazendo a outra rir alto e notando que aquele nome já não lhe trazia medo, já não trazia medo a mais ninguém.

...

Snape já havia conseguido evitar muitos alunos impertinentes se esgueirando por passagens secretas, mas quando virou o corredor do primeiro andar em direção à Ala Hospitalar ouviu duas gargalhadas estridentes que ecoaram em sua cabeça como o grito de uma mandrágora. Além de sua dor de cabeça, Snape possuía um gravíssimo problema de odiar ver pessoas felizes

...

Hermione parou de gargalhar ao ver o homem à frente, no entanto ainda o sorria abertamente, afinal, no corredor só estavam ela, Gina e Severus, mas algo estava errado. Aquele espasmo no lábio superior que acidentalmente o proporcionava um aspecto cínico e que ela veio a eventualmente reconhecer como um sorriso não estava lá, ao invés disso Snape sustentava uma expressão confusa.

...

Ao pousar os olhos sobre Hermione, um sentimento enorme de perda e contentamento melancólico tomou conta de si. Severus se perguntava por que diabos se sentia assim e por que ela o sorria. Algo estava errado. Alguma coisa estava faltando, ele sabia. Snape assistiu o sorriso radiante no rosto da grifinória desvanecer enquanto esperava por uma resposta e flashes de memórias picotadas do dia anterior vieram em sua mente, mas nada fazia sentido. Ele percebeu com um pouco de desgosto consigo mesmo que os olhos acastanhados pareciam desapontados e nem mesmo entendia de onde vinha essa culpa, já que ELA quem o havia rejeitado.

...

Snape retomou seu passo repentinamente rumo à enfermaria e passou pelas garotas sem fazer menção de articular alguma palavra. Gina puxou o braço da amiga gentilmente notando a confusão estampada no rosto da amiga que aquiesceu ao pedido mudo para andarem.

...

- Eu pensei que vocês estivessem bem depois de ontem.—a ruiva falou sem entender.

- Eu também!—Hermione respondeu em indignação contida.

x...x

x...x

x...x

- Já disse velho! Vim aqui porque tenho uma vaga lembrança de ter conversado com você ontem!— sentado na cadeira de McGonagall, Severus falava impacientemente com o quadro de Dumbledore que parecia divertido em vê-lo irritado.

- Ah, ora ora. Eu que sou velho e você que não se lembra das coisas meu caro Severus?—o quadro retrucou com ar de superioridade. Snape estreitou os olhos negros.

- Você sabe de alguma coisa. Eu vim aqui não foi?—ele perguntou desconfiado. Dumbledore se ateve a alisar a barba.

...

- Sabe Severus, às vezes achamos o que mais procuramos sem nos darmos conta. E esses momentos nos são tirados justamente por nossa ignorância—o quadro deu uma pausa—e ingratidão.—Snape revirou os olhos.

- Onde você quer chegar com isso.—Snape adquiriu uma coloração avermelhada enquanto falava.— Se isso é sobre a senhorita Granger, sugiro que pare de se intrometer em minha vida.—ele sibilou.

- Ah sim, é sobre a senhorita Granger—Alvo deu um sorrisinho.

...

- Esqueça isso.—Snape falou rudemente.

- Mas eu não acho que você queira esquecer.—Dumbledore contestou com ar de quem sabia algo importante.—Aliás, é por isso mesmo que você está aqui.—confusão estampou a face do homem sentado à poltrona.

- Do que você está falando?—Severus perguntou franzindo o cenho.

...

- Da senhorita Granger, não está prestando atenção Severus?—Alvo testava sua paciência.

- Pare de enrolar!—ele levantou a voz pela primeira vez. O quadro riu.

- Ok, ok. Ontem contei a você que Draco estava interessado em Hermione e que ele havia a beijado. Obviamente, você já sabia.—Alvo explicou. Snape assentiu permitindo que o ex-diretor continuasse.—Assim como você já sabia que Hermione o havia rejeitado.—o coração de Snape pulou com a amostra de esperança concedida.

...

- Do que você está falando? Eu VI a memória dela.—seu lado racional assegurou.

- Sim, mas naquele dia na sala de aula você não viu que ela o empurrou e afirmou gostar de você.—Alvo continuou assistindo o olhar incrédulo do outro.—Pois é, mais uma vez você tirou conclusões precipitadas, Severus. Agora, outra coisa importante que você me pediu para te contar, caso você não guardasse recordações de ontem devido ao estado depreciável em que se encontrava, foi que você e a senhorita Granger refizeram as pazes. De nada. – ele terminou com um sorriso irônico. Primeiro Snape entrou em estado de choque e depois sentiu um misto de vontade de estrangular e beijar o velho.

...

- Sabe, pra alguém que está morto, você certamente é muito folgado.—ele falou amargo— Precisava torturar tanto?

- Sabe como é, quadros não têm muitas diversões.—ele retrucou num sorriso cínico.—Agora você já aprendeu sua lição, vê se não fica bebendo até cair de novo. A senhorita Granger estava tão preocupada que o seguiu até aqui.

- Sério?—perguntou Severus.

...

- Sim, você me contou. Falou que achou melhor fingir que não tinha a visto.—disse Alvo fazendo Snape assentir compreensivo.

- Então,—Snape se levantou enquanto falava.— acho que tenho que esclarecer algumas coisas com a senhorita Granger.—sua capa farfalhou enquanto se virava.—Obrigado diretor.—ele falou sinceramente, se lembrando dos velhos tempos e se dando conta do quando sentia falta do homem que o sorria contente.

...

- Ah, Severus!—o quadro o chamou de volta.—Antes que eu me esqueça, você me pediu pra te contar que guardou suas memórias no frasco ao lado da penseira, caso não se lembrasse do que aconteceu ontem. Está etiquetado com seu nome.—o velho obviamente tinha a intenção de deixá-lo no escuro até o último momento.

Porque não disse logo?!—Snape latiu para o ex-diretor, indo pegar o frasco com o líquido prateado.

- Que graça teria?—Alvo respondeu simplista.

x...x

x...x

Ta aí gente x)

Título significa literalmente: Paz de mente ou Pedaço de mente?

Fiz joguinho de palavra, já que Peace e Piece têm o mesmo som. Espero q não tenha ficado muito tosco.huahua

Eu particularmente não gostei muito do capítulo pq acho q não consegui por em palavras exatamente tudo o que queria. Mas gostei da parte em que finalmente eles fizeram as pazes

Não sei se vocês notaram, mas esta foi a primeira vez em que os dois ficam juntos sem ter toda aquela tensão sexual entre eles, lógico que havia um pouco, mas desta vez dá pra perceber muito mais como o amor está aflorando e que não é só mera atração. Pelo menos era essa minha intenção... E lógico, em se tratando do Snape, só mesmo bêbado pra se deixar levar pelos sentimentos mais escondidos no âmago do coração xD

O sorriso foi a coisa mais meiga huahuahua

Quanto à reação do Draco e tal ainda veremos ;)

Não quis enrolar mais esse entendimento entre os dois pq se não bem... ía ser enrolação demais..huahuaua. E tinha gente que ía me matar XD

Muito obrigada pelos comentários, pelos novos leitores, pelos velhos leitores, por estarem apreciando e por não me deixarem na mão :D

Bjundas!

Até o capítulo 18! (que aliás, planejo que seja very hot..hehehe)