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Capítulo 18: Talk Dirty To Me

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Severus via e revia suas memórias na penseira. Da primeira vez havia sido somente para restaurar sua memória dos acontecimentos em branco, mas agora era na intenção de desfrutar cada momento e extrair o máximo possível daqueles minutos em que se viu envolto a um sentimento que há muito não experenciava. "É VOCÊ quem eu quero"—ela havia dito. E cada vez mais que ela o afirmava isso, um sorriso maior brotava nos lábios do Snape que observava. Agora ele conseguia se lembrar vividamente de cada segundo e se colocava no corpo do Snape da memória. Quando Hermione estava próxima, era como se repentinamente tudo à sua volta estivesse mais vivo e ao mesmo tempo não existisse, a não ser ele e ela.

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- Ainda não está satisfeito, meu filho?—Dumbledore o questionava, vendo o homem saindo mais uma vez das memórias imersas na penseira.

- É o suficiente por hora.—Severus respondeu abrindo uma espécie de sorriso convencido.—Agora se me dá licença, tenho coisas a fazer.—ele disse se despedindo do quadro.

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Era hora do café-da-tarde e Snape se apresentou no Salão Principal com um pouco de atraso. Ele tinha os cabelos aparados na altura dos ombros, visivelmente menos oleosos e barba feita. Uma mesa redonda enorme posta no centro do Salão tomava o lugar das outrora quatro mesas separadas por Casas que antes se encontravam lá. Minerva havia decidido que isso seria feito religiosamente todos os domingos, como uma maneira de encorajar as amizades intercomunais, afinal, se o preconceito havia sido vencido na guerra, precisava ser vencido ali também. Somente a bancada dos professores continuava a mesma.

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Snape se sentou em seu lugar excluído usual e assistiu Hermione conversando com ninguém mais ninguém menos que Draco. Seu cérebro dizia para não dar atenção, que era algo irrelevante, no entanto seus olhos não gostavam nem um pouco do que estavam vendo. O loiro havia notado a presença de Snape no Salão e mais que isso sabia que estava sendo observado, mas não fez menção de finalizar a conversa, ao contrário, o fato só pareceu encorajá-lo. Hermione era simpática e amigável com o sonserino, o que incomodava o Professor.

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Perto do término da refeição, Severus decidiu abordar a grifinória, já sem se importar com quem estava próximo ou não.

- Senhorita Granger.—ele chegou sorrateiro às costas da garota, cortando a conversa com Malfoy.—Preciso falar com a senhorita.—Snape falou num tom austero. Draco o encarava friamente e a garota de cabelos levemente encaracolados se virou de frente a ele—Estarei a esperando em minha sala em quinze minutos.—e se virou nos calcanhares deixando Hermione confusa e os alunos próximos curiosos.

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Hermione nunca teria imaginado antes como aquele homem era complicado e não fazia a menor idéia do que ele queria lhe dizer, ainda mais depois de tê-la ignorado no corredor. Gina havia levantado a hipótese de que por ser um homem reservado, não quis demonstrar sentimentos na frente dela, mas isso não explicava o olhar confuso do Professor naquela hora.

'Bem... Não adianta nada ficar imaginando. Só indo lá pra saber.'—ela pensou conformada.

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Um som surdo de batida indicava alguém à porta. Pela primeira vez em muito tempo, Severus se sentiu ansioso e com um aceno de varinha, permitiu que Hermione entrasse. A grifinória caminhou orgulhosamente de queixo erguido até pisar em sua sala e nada falou. Snape se levantou da poltrona onde estava sentado.

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- Hermione.—ele chamou um pouco mais alto que pretendia e pigarreou.

- Sim?—a garota estava se cansando dessas alterações no modo como ele a tratava e decidiu agir altivamente.

- Sente-se.—Severus disse indicando a poltrona ao lado da que ele se encontrava sentado há poucos segundos.

- Primeiramente, gostaria de saber se estou aqui como sua aluna ou algo mais.—ela afirmou em seu tom mandão característico. Snape suspirou.

- O assunto que te trás aqui não tem ligação alguma com seu currículo escolar, se é o que quer saber.—respondeu sério. Satisfeita, Hermione sentou-se.

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- Eu lhe devo desculpas.—ele falou a acompanhando e notando seu olhar surpreso.—Infelizmente eu estava muito bêbado pra me lembrar de ontem.—explicou Snape.—Mas, como você pôde ver quando me seguiu, eu entrei na sala da Diretora...—Hermione pareceu impressionada com a afirmação de conhecimento do homem.— Por favor, Hermione. Eu sou um ex-Comensal e espião-triplo, é lógico que te vi.—ele continuou—Enfim, ontem por imaginar que não me lembraria de nada, guardei minhas memórias do ocorrido na penseira.

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- A penseira de Dumbledore.—a grifinória parecia ligar os fatos.—Mas, e se a Professora McGonagall visse??

- Ela não utiliza a penseira e de qualquer jeito, Alvo estava vigiando para mim.—Snape explicou.—Tenho certeza que se ocorre algum imprevisto, ele seria capaz de inventar alguma mentira besta por mim.—seguiu-se um momento de silêncio.

- Mas então, como nós ficamos agora?—ela perguntou embaraçada.

- Como você quiser.—ele afirmou a penetrando com seus olhos negros que demonstravam extrema sinceridade.

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Houve um momento de indecisão por parte de Hermione, sua coragem provavelmente esvaindo. Ela apanharia do Salgueiro Lutador por um amigo e entraria na Casa dos Gritos, a casa mais mal-assombrada de toda Grã-Bretanha, mas em questão de romances, ela era uma covarde e não saberia como chegar a ele.

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Ela levantou, percebendo o quanto suas pernas estavam bambas e observando o homem a imitando, foi em frente, pé ante pé. Severus a encontrou a meio caminho e nervoso, tomou uma de suas mãos, beijando-a suavemente. Ambos sabiam onde isso chegaria; estavam sozinhos, em seu aposento, nada os impedia e os dois queriam. Não se contendo, Severus estendeu os beijos por todo seu braço, depositou um último em seu pescoço enquanto inspirava a fragância agradável que desprendia de sua pele e com satisfação, a notou se arrepiar num gemido contido.

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Ansiosamente, Hermione exigiu sentir os lábios do homem colados novamente aos seus. O gosto de firewhisky estava ausente, no entanto sua língua era suficiente para embriagá-la, retirando seus sentidos e incendiando seu corpo. Seus movimentos eram lascivos, quase obscenos e isso não remetia a grifinória a nada que já houvesse experenciado em vida. Snape acariciava seus cabelos e em puro deleite carnal, ela atentava como o sonserino conseguia transformar mesmo o menor gesto em sensualidade passiva. Era como se seus movimentos fossem meticulosamente planejados para provocar volúpia e no entanto, deixar em dúvida quanto ao que ele realmente queria. Seus sinais pareciam contraditórios: sua língua a desejava mas suas mãos a respeitavam.

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Snape desejava aquele momento há muito tempo, mas desejava Hermione mais, e infelizmente, justamente por isso seu receio em decepcioná-la era ainda maior. Hermione não tinha conhecimento de que ele, um homem de quase 40 anos nas costas nunca havia mantido relações sexuais com mulher alguma. Ele tinha medo de não saber o que fazer quando chegasse a hora e tentava adiar o que estava por vir ganhando tempo, mas ela não parecia concordar e por sua vez, tentava demonstrar que não era uma completa ignorante no assunto. Seus lábios se partiram e a garota passou a mordiscar seu pescoço, abrindo o colarinho de sua veste e o empurrando para se sentar numa poltrona, facilitando o trabalho, já que havia uma leve diferença de altura.

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Hermione se sentou por cima de Severus, retirando-o sofridamente a capa preta. Após senti-la tão próxima, ele já começara a perder a cabeça e juntamente com ela, seu medo. Severus afrouxou a gravata vermelha e amarela da garota e pela mesma a puxou para si, retirando seu suéter cinza, mordendo seu ombro e desabotoando de cima para baixo sua blusa branca, somente parando para observar o contorno suave de seus seios, ocultos pela lingerie bege. Cuidadosamente, ele abriu o fecho do sutiã e o retirou junto da blusa, observando os seios rijos pelo frio levantando freneticamente com a respiração ofegante e nervosa da grifinória. Ele tomou seus seios os envolvendo um em cada palma, e satisfeito notou que cabiam perfeitamente em suas mãos. Esse simples toque fez arrepios percorrerem a espinha de Hermione e ela quase não pôde se conter quando sentiu lábios tocarem sua pele onde antes estavam os dedos longos do sonserino, a mordendo e sugando.

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Ela passou a desabotoar o sobretudo de Snape. Nove botões ela contou ao todo, nove botões que cuidavam de emoldurar perfeitamente o corpo que exalava sensualidade. Os gestos de Snape pareciam todos ensaiados e demarcados, e enquanto sua língua saboreava seus mamilos alternando de um para outro, ela começou a pressionar seu quadril contra o membro confinado na calça preta. Um gemido rouco escapou da garganta do Professor e reunindo forças, puxou as nádegas da moça para si por debaixo da saia escolar, enquanto ensaiava movimentos para frente. Os seios de Hermione balançavam com o impulso e ela podia sentir o membro do homem ganhando tamanho; a cena a deixou bruscamente vermelha e igualmente excitada.

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Severus a carregou mordendo seu lábio inferior, e fazendo-a entrelaçar as pernas em seu quadril a levou para seu quarto. Ele abriu a porta e ao invés de ter uma grande tábua de madeira de um canto ao outro no alto da parede, como Hermione imaginou quando esteve em seus aposentos há alguns meses, havia uma cama de casal com teto e cortinas negras sustentadas por quatro pilares de madeira em mogno. O guarda-roupa, poltrona, criado-mudo e afins todos em mogno combinavam perfeitamente com a decoração tipicamente verde e preta. Snape a depositou na cama, retirando mais uma camada de suas vestes negras, deixando somente uma camiseta branca de manga comprida e sua calça.

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- Você não fica com calor, não?—Hermione perguntou abobada.

- Só quando você está por perto.—ele respondeu divertido com uma sobrancelha levantada e continuou a beijando.

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As mãos de Severus se dividiam entre acariciar e apertar seus mamilos e massagear suas pernas. Ele começou a beijar seu corpo, baixando cada vez mais, para sua região pélvica. Hermione sentiu algo como uma dor prazerosa em seu coração que desceu em forma de arrepio para o local onde ela mais ansiava por seu toque. Snape levantou sua saia e com as duas mãos aplicou força na parte de dentro de suas coxas, forçando-as a se separarem o suficiente para encostar seu rosto em sua feminilidade. Ele inalou a fragância que exalava por cima da calcinha cor de pele que combinava com o sutiã e sentiu sangue martelando forte em sua nuca com o cheiro diferente e agradável. Com o coração disparado, Hermione movimentou o quadril para cima ao sentir o nariz do homem pressionado contra seu clitóris, mas não precisou esperar muito, pois logo sentiu uma mordida no local e ondas de calor invadiram seu ser. Ela gemeu alto, deixando seu excitamento claro como cristal para Snape, que por sua vez sentiu seu membro doer pela demora.

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Já sem paciência, ele arrancou sua calcinha com os dentes, a rasgando pelo lado e desabotoou rapidamente sua própria camiseta branca. Hermione o puxou para perto, passando as mãos pelo seu peitoral e o mordiscando. Ele tinha algumas cicatrizes, prováveis marcas da época de escola, e sua pele extremamente alva contrastava com os pêlos negros, mais notáveis num caminho que se formava da cintura para baixo. Não era exatamente musculoso, mas certamente não formava uma figura frágil, diferentemente dela, que se sentia agora próxima a ele mais frágil que nunca. Ela passou os dedos sobre a Marca Negra que agora adquirira uma coloração acinzentada, sem vida, se arrependendo por ele pelo caminho que tomou na vida e imaginando o quanto ele próprio se arrependia. Severus a observou analisar a marca estúpida em seu braço esquerdo apreensivo, porém foi com grande admiração e alívio que notou a aparente aceitação da comprovação visual de seu passado vergonhoso.

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Snape puxou os cabelos castanhos desgrenhados para trás passivelmente agressivo e desceu entre as pernas da garota. Ele reparou em suas formas delicadas, convidativas e absurdamente molhadas, sua cor era rosada e seu cheiro invadia sua mente o viciando. Severus decidiu que queria descobrir seu gosto e passando sua língua por toda a extensão, pôde ouvir Hermione abafando um gemido e prendendo a respiração. Ele a lambeu, não sabendo distingüir se era um gosto doce ou salgado. Sua língua deslizava por sua intimidade com extrema facilidade e parava num ponto mais alto fazendo movimentos circulares ao notar o corpo da grifinória se contorcendo e forçando contra sua boca. Deliciosa, era isso que ela era. Deliciosa e somente dele. Ele forçava sua língua por sua entrada e a masturbava com seus dedos, introduzindo um, dois dedos em seu interior enquanto lambia e sugava sua repartição. Lágrimas saíam dos olhos de Hermione, até que uma sensação de clímax passou por seu corpo, sua intimidade pulsando, mandando arrepios desde sua nuca até cada nervo em seu pé, fazendo-a ofegar, gemer e se contorcer em meio ao alívio. Era uma sensação magnífica.

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A grifinória se pôs a sentar, observando que o Professor ainda estava de calças e agora mais preparada, passou a desabotoá-la. Os dois se beijaram provocativamente e ela pôde sentir seu gosto pairando nos lábios de Severus. Ele a ajudou a retirar sua calça e seus sapatos, ficando somente de cueca. Uma protuberância indicava que o que quer que havia ali embaixo corresponderia às suas expectativas. Hermione o ajudou a se livrar da cueca tipo bermuda, preta para variar, e se deparou com um equipamento relativamente grande para o que pretendia fazer.

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Hermione abriu a boca e sugou a ponta do membro, fazendo o homem gemer em antecipação. Envolveu a cabeça com os lábios e passou a contorná-la com a língua, sentindo seu gosto e o cheiro intoxicante que desprendia daquela região. Severus amoleceu e ansioso entrelaçou os dedos nos cabelos emaranhados de Hermione a forçando gentilmente contra seu órgão, forçando o próprio quadril para a frente. Extasiada pela ordem implícita, ela passou a sugá-lo com mais vigor.

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-Hermione!—ele a puxou para trás, sua voz num sussurro rouco.—Eu não agüento mais. Eu quero você.—os olhos negros a perfuravam de desejo. Ele a levantou e guiou para a cama.—Quero você de frente para mim, eu quero te olhar enquanto te como.—sussurrou maliciosamente em seu ouvido, fazendo-a se arrepiar.

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- Severus, eu nunca... Vai com calma.—ela pediu não imaginando o quanto ele já havia tido calma e como esse pedido seria difícil de cumprir.

- Você quer?—ele perguntou cheio de lascívia.

- Sim.—Hermione respondeu confusa pela pergunta.

- Você me quer dentro de você?—seus olhos tinham um brilho estranho enquanto ele falava e erguia as pernas da garota em seus ombros. Ele retirou os sapatos de escola da grifinória e vislumbrou a visão à frente. Ela ainda tinha a gravata e a saia, que formavam uma imagem totalmente provocante, e seu rosto estava rosado.—Eu perguntei se você me quer dentro de você?—ele chegou mais perto para falar, seu tom de voz era ameaçador. Ele se posicionou em sua entrada.

- Si... Sim.—ela respondeu nervosa.

- Você quer?—seu membro a adentrou, fazendo-a soltar um grito mudo de surpresa.

- Sim!—ela puxou o corpo do homem para perto de si, aliviada por não ter doído como esperava.

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Então, ele a invadiu de uma só vez. Ela sentiu como se estivesse sendo rasgada numa dor incômoda misturada com prazer e o segurou para que não continuasse. Severus a acariciou imóvel e esperou que a respiração da garota desacelerasse para prosseguir. Ele começou a se movimentar vagarosamente e quando ela relaxou, passou a imprimir mais força gradualmente.

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- Você é tão apertada.—Severus disse em meio a gemidos, suas mãos e lábios passeavam pelo corpo da moça.

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Os movimentos estavam mais rápidos, Snape suava e lágrimas saiam dos olhos de Hermione, mas algo o dizia que não eram de dor. A cada nova investida sua, ela contia gemidos de prazer. Ele começou a estimular o clitóris da garota observando-a se contorcer, e quando sua respiração acelerou, Severus passou a dar estocadas bruscas, introduzindo seu membro profundamente a ponto de esfregar sua pelve contra a intimidade da garota para continuar o trabalho de seus dedos, se apoderando do que era dele em movimentos vigorosos e ágeis. Hermione se sentiu mais uma vez naquele dia chegando ao clímax, seu coração acelerando e sentidos se perdendo em meio ao prazer das estocadas que a preenchiam completamente. Severus, percebendo sua excitação não mais agüentou e foi forçado ao prazer do alívio. Hermione sentiu o pênis do homem pulsar dentro de si, liberando um, dois, três jatos que se misturavam com seus próprios fluídos, enquanto ele grunhia apertando seus seios. Após alguns segundos dentro dela, tentando normalizar sua respiração, ele depositou um beijo casto em seus lábios e se retirou, desabando ao seu lado.

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- Isso foi... Incrível.—Severus falou em estado de estupor e a puxou num abraço.

- Eu te amo.—ela disse impulsivamente inspirando o cheiro que exalava do pescoço do homem e sentindo-o congelar. Ela havia ido longe demais.

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Hermione se levantou constrangida e até mesmo ofendida por não obter resposta, não conseguindo encarar o homem na cama, mas sentiu uma mão puxar seu braço com certa delicadeza.

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- Onde você vai?— perguntou Snape.

- Acho melhor eu ir para o Salão Comunal. Devem estar se perguntando onde eu estou.—ela inventou na hora, disfarçando seus verdadeiros sentimentos.

- Jura?—ele disse irônico– Então é por isso que você está saindo correndo? Realmente não esperava tão pouco caso após tamanha declaração.—acrescentou cinicamente.

- Digo o mesmo sobre você.—ela respondeu amarga e bufou.—Que idiota de minha parte achar que poderia fazê-lo me amar. Mas é lógico que não posso chegar aos pés da Lily!— Severus permaneceu quieto por um longe tempo.

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- Escute aqui.—ele a puxou pelo queixo, fazendo-a encarar seus olhos negros penetrantes.—Lily é, foi e sempre será—os olhos de Hermione se encheram de lágrimas pois já imaginava o que estava prestes a ouvir— meu PASSADO.—ele deu ênfase na última palavra – Você é meu presente...—e acrescentou com certa relutância—E meu futuro.

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Hermione deixou cair as lágrimas que marejavam seus olhos totalmente surpresa. Nunca ninguém havia dito algo assim para ela, nunca ninguém tinha dado a entender que a preferia em meio a outras. Foi até melhor que um "eu te amo". Pela falta de resposta e observando as lágrimas rolarem pelo rosto da grifinória, Severus imaginou que a mulher ainda não o perdoara e se levantou decidido tomando sua varinha que repousava sobre o criado-mudo, assustando-a por um segundo. Ele já havia dito que a amava, não necessariamente com essas palavras. O que mais ela queria? Snape apontou sua varinha para frente misteriosamente. Sob outras circunstâncias, a cena do Professor nu empunhando sua varinha seria cômica, no entanto ela também estava tão nua quanto ele, a não ser por uma saia e gravata.

- Expecto Patronum.—ele pronunciou. Vários filamentos de linha prateada se desprendiam de sua varinha, se fundindo no ar e tomando a forma de algum animal.

'A corça'- Hermione se lembrou em pensamento. Porém, os fios continuaram se formando, adquirindo um aspecto diferente. Quando finalmente estava completo o espectro brilhante e prateado, ela pôde enxergar a forma de uma...

-Uma lontra?!—ela exclamou surpresa, piscando várias vezes e se levantando, puxando consigo o lençol da cama.

- Sério? Não havia notado. Cinco pontos para a Grifinória, senhorita Sabe-Tudo.—Snape disse sarcástico, divertido pelo olhar incrédulo que ela o dirigia.—Acredito que seja uma lontra, realmente.—ele constatou o óbvio cinicamente—Quem sabe ele possa se casar com a sua e ter lindas lontrinhas.

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Hermione olhava da imagem à sua frente que pairava em cima da cama brincando com seu rabo para o homem de expressão indiferente. Certamente era uma alucinação. Um sentimento ruim de invasão a dominou.

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- Você não está alucinando, Hermione.—Snape a confirmou.

- Como... Como isso aconteceu? Há quanto tempo?—ela gaguejava. Snape deixou que o patrono desaparecesse numa névoa prateada e sentou-se na cama.

- Eu estava com dificuldades em lançar um patrono. Primeiro, imaginei que fosse por finalmente ter vingado Lily e que talvez ele fosse voltar à velha forma.—ele começou.

- Que era?—Hermione o interrompeu curiosa.

- Um morcego.— ele falou a contragosto fazendo com que ela segurasse um riso. Snape bufou a dirigindo um olhar feroz.

- Continue... –ela disse tentando ficar séria.

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- Depois ele começou a assumir uma forma estranha, não era possível identificar o que era, então continuei praticando o feitiço, até que finalmente se revelou uma lontra. –ele continuou mal-humorado, curvando o lábio numa expressão de desgosto – Francamente, será que não existia nada pior?—Hermione gargalhou e se juntou a ele na cama.—Então me lembrei das aulas de DCAT em seu sexto ano e do seu patrono. Uma lontra.—Snape bufou—Isso foi há mais ou menos 2 semanas.

Hermione pousou uma mão carinhosamente sobre seu rosto e depositou um beijo casto em seus lábios.

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- Lontra combina com você.—ela sorriu recebendo um olhar enfezado do homem.

- Acho melhor você ir à enfermaria pedir um antídoto pra Poção de Confundir que você andou bebendo.—ele ironizou— No caminho aproveite e peça uma Poção Anticoncepcional, não é bom deixar para tomar muito depois.—Severus continuou sério a fazendo despertar para a realidade.

-Tem razão. Mas você não tem nenhuma aqui com você? Afinal, é você quem prepara, certo?—ela perguntou sem-graça.

- Infelizmente não. Esse tipo de poção sempre mando tudo para a enfermaria, contando com o fato de que nunca precisei utilizar aqui.—Snape respondeu.

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- Ah, claro.—ela disse se perguntando como faria para pedir a poção.

- Não se preocupe, eu vou preparar mais. Uma poção tem o efeito desejado para 1 mês, então a próxima dose você poderá tomar aqui.—ele concluiu a fazendo imaginar como seriam as outras vezes em que estivessem juntos.

- Você me acompanha até a sala de aula?—ela o questionou já se vestindo.

- Claro.—ele também se vestia.

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Hermione abriu a porta das masmorras vagarosamente, verificando se não havia ninguém do lado de fora e saiu na ponta dos pés. A falta de uma calcinha a incomodava, porém ela teria de agüentar até a enfermaria. Ela fechou a porta atrás de si, fazendo o mínimo de barulho possível e vendo o corredor vazio, rumou à enfermaria. A grifinória não se deu conta que uma figura oculta a observava de trás da sombra de uma armadura, a expressão da figura de pura revolta e desgosto.

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Tá aí gente. Foi difícil escrever, vcs devem ter reparado na demora desta vez né..huahuahua

Espero q eu tenha causado alguma reação... Mas que não tenha ficado tão vulgar quanto um conto erótico..husahushua

Talk Dirty To Me pra quem conhece é nome de uma música obscena do Poison, banda de hard rock farofa dos anos 80. "Fale sujo comigo" ou "Fale besteiras", "Me taca na parede e chama de lagartixa" husahuhsuah, coisa do tipo.

Até cap19!!

Beijocas pessoal!!

Obrigada pelos comentários, obrigada por lereM!!

Fui!