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Capítulo 19: Mentiras
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Hermione rumou para a enfermaria incerta de como pediria a Poção Anticoncepcional para a medibruxa sem receber em troca um olhar de reprovação. Pior, Pomfrey e McGonagall conversavam entre si. E se a diretora ficasse sabendo? Seria um desastre extremamente vergonhoso.
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Ela se esgueirava transtornada pelos corredores, com receio de que alguém a encontrasse pelo caminho e pudesse ler em sua testa um enorme letreiro nos dizeres: "NÃO SOU MAIS VIRGEM". Sim, agora ela havia entrado oficialmente para o seleto grupo das "mulheres". O engraçado era que ela sempre imaginou Gina perdendo a virgindade antes. Ah sim, Gina! Como a ruiva gostaria de saber sobre essa sua experiência "nova", mas ela teria de fazer a garota jurar mediante Voto Inquebrável que não contaria a Harry. Seria simplesmente vergonhoso demais.
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Com a boca seca de nervosismo e as maçãs do rosto avermelhadas, Hermione entrou apressada na enfermaria, encontrando uma Madame Pomfrey extremamente relaxada, folheando uma página do Profeta Diário. Não havia mais ninguém lá, era a hora perfeita.
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- Madame Pomfrey... Eu... Eu...—ela tentava criar coragem para pedir a poção quando uma desculpa súbita se formou em sua mente brilhante – Eu estou realizando uma pesquisa sobre melhoria de poções, baseada em algumas teorias que venho formulando e gostaria de pedir algumas amostras, se for possível?—seus sete anos arranjando encrencas a ensinaram a mentir bem pelo bem.
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- Bem, se forem poções que não faltem no estoque e sejam inofensivas, não vejo mal algum. A diretora sabe sobre isso?—a medibruxa perguntou levemente desconfiada.
- Não, mas o Professor Snape está a par de minhas pesquisas. Eu pedi a ele algumas amostras, mas ele disse que não tinha nada para dar para uma grifinória insuportável.—ela respondeu prontamente fingindo amargura. A medibruxa pareceu padecer de sua dor.
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- Neste caso, quais a senhorita precisa?—ela questionou prestativa.
- Bem, deixe-me ver.—ela levou o dedo indicador ao queixo—Uma Poção Reanimadora, uma Anticoncepcional e uma da Memória.—sua expressão era natural, não levantando suspeitas por parte de Pomfrey.
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Ela tomou para si os pequenos frascos agradecendo e reconhecendo a única que nunca havia preparado como a Poção Anticoncepcional, afinal, os professores provavelmente não gostariam de encorajar os alunos a praticarem atividades variadas ilícitas ensinando como evitar uma gravidez indesejada.
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A grifinória saiu às pressas da ala hospitalar, por pouco não derrubando outro corpo que tentava entrar. Hermione pôde ouvir uma reclamação de dor e se preparou para se desculpar, no entanto notou que a figura era Charmaine.
- O que você faz aqui?—Mione deixou escapar em seu tom mandão carregado de ressentimento.
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- Eu quem pergunto. O que é isso em sua mão, Granger?—a garota de cabelos negros e pele alva rebateu franzindo o cenho. Seus olhos miravam diretamente a Poção Anticoncepcional. Hermione disfarçadamente tentou tampá-la.
- Não é da sua conta!—ela respondeu se retirando e deixando a outra para trás.
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Hermione se dirigiu ao banheiro dos monitores por ser pouco utilizado e lá virou todo o frasco da poção garganta abaixo, jogando os outros dois pela privada e se permitindo respirar aliviada.
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-Mione?—Gina perguntou prontamente à entrada da amiga no Salão Comunal.
Hermione ficou em dúvida se deveria se aproximar, observando Rony, Harry, Neville e Luna, a Corvinal que agora dividia seu tempo entre as Salas Comunais graças à Neville que a deixava entrar, jogarem Wizard Risk. Ron levantou o olhar em sua direção e murmurou algo lançando três dados sobre o tabuleiro de madeira que tinha ilustrado um mapa-mundi um tanto imcompleto.
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- ISSO!— Ron disse numa exclamação contida.—Quero ver agora!—ele continuou com um sorriso um tanto convencido direcionado a Luna.
A garota de olhos grandes acinzentados pareceu não ligar para a alteração emocional do colega grifinório e lançou um dos três dados que possuía. Logo o primeiro apontou o número seis, e em seguida dois cincos, a defesa portanto ganhando dos dados de Ron que eram da ofensiva.
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- Eles estão jogando Wizard Risk. Harry ganhou o tabuleiro de aniversário e agora estão viciados.—explicou Gina.
- Ah e por que você não está jogando também?—ela perguntou entretida.
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- Não tem graça jogar contra o Ron esse tipo de jogo. – a ruiva respondeu—Se bem que ele parece ter encontrado seu páreo.—ela observou com certa satisfação os mini-bruxos de Luna massacrando os do irmão.
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'Bombarda'—gritou um dos bruxinhos de cor azul-Corvinal pertencentes a Luna, fazendo com que um último boneco verde de Ron que habitava um determinado território pulasse para trás, sendo acertado em pleno ar. Ele caiu ensangüentado observando o ruivo parecendo horrorizado—'Sinto muito, mestre. Eles me pegaram, me pegaram pra valer... Ugh.'— finalizou.
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- Sua ogra! Olha o que você fez com o Joseph!—Ron disse aterrorizado, atestando sua incapacidade em perder com elegância e arrancando gargalhadas dos amigos.
- Mione, onde você estava?—Gina sussurrou intrigada.
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- Em lugar nenhum... – ela respondeu corando. Sua respiração acelerou ao se lembrar do que estivera fazendo e se perguntava se Gina seria capaz de suspeitar ao ver a expressão de descrente dela.
- Mione, corta o papo-furado. Você tinha ido na sala do Snape—sua voz era meramente audível—Vai me dizer que não estava lá até agora?—ela perguntou colocando a amiga contra a parede.
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- Já que quer saber, eu estava na biblioteca.—ela respondeu evitando ao máximo ter essa conversa lá. Ela queria contar, provavelmente mais do que Gina gostaria de saber, no entanto, não poderia ser ali naquele momento.
- Tudo bem!—Gina parecia irritada—Mas só pra que você saiba—ela cochichou alterada no ouvido da amiga—eu e Harry te vimos no Mapa dos Marotos. E lá você não constava como estando na biblioteca!—e saiu apressada subindo o dormitório feminino, deixando para trás Hermione num estado de estupor. Somente então ela percebeu que Harry a olhava de um modo encabulado.
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O exército de Neville estava acabando, tendo agora somente dois dragões e um mini-bruxo, portanto ele lançou dois dados de ataque em Ron, seu oponente mais próximo no tabuleiro. Os dados mostraram um três e um cinco e os de Ron dois quatros e um dois. Teatralmente um dos dragões amarelo-metálico de Neville inspirou ar com grande força, soltando em seguida uma rajada de fogo em direção a um dragão esverdeado que tentou escapar, mas foi pego e soltou um guincho agudo de dor, antes de cair tostado no chão do tabuleiro. O outro cuspiu bolas de fogo que foram evitadas pelas asas de outro dragão esverdeado, que se fecharam em frente a seu corpo o protegendo do impacto. As asas pareciam tubos resistentes de ferro e ao final, o dragão atacado soltou círculos de fumaça pelas narinas, bufando com desdém ao inimigo.
Hermione deixou a Sala transtornada, subindo para o dormitório atrás de Gina. Ela não queria que a amiga pensasse que não confiava nela, afinal, Gina era a única pessoa que ela desejava contar o ocorrido.
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-Gina?—uma batida surda soou junto da voz de Hermione—Estou entrando... –ela acrescentou abrindo a porta e se deparando com uma menina um tanto quanto invocada sentada em sua cama.
- Veio mentir mais um pouco?—ela perguntou amargurada.
- Não.— Hermione respondeu simplesmente – Eu só não queria falar sobre minha primeira vez em meio a um jogo de Wizard Risk!—Gina piscou duas vezes e escancarou a boca.
- Então é verdade!Aconteceu mesmo!!—ela exclamou feliz.
-Shhhhhhh—Hermione fechou a porta do dormitório preocupada – Você está proibida de falar pra qualquer um!
- Nem pro Harry??—um sorriso bobo ainda pairava em seus lábios – Ele já sabe mesmo...
- Não, eu mesma converso com ele quando for a hora certa. O que exatamente vocês viram?—ela perguntou se sentando ao lado da ruiva.
- Nós ficamos preocupados por você estar demorando a voltar e... Bem, decidimos dar uma olhada. Juro que foi sem intenção, Mione! E foi idéia do Harry!—ela tentou se desculpar. Hermione pareceu pensativa.—Nós vimos você dentro do quarto de Snape... E Snape junto...—ela tentou amenizar as palavras – E fechamos o mapa imediatamente!
-Imediatamente?—ela devolveu desconfiada.
- Juro.—Gina a assegurou.—Agora se você me contar como foi, eu posso te ajudar a preparar o Harry pra notícia.—ela disse num sorriso maroto—E acho melhor você me contar os detalhes sórdidos se não quiser que Ron saiba.—acrescentou pilantra.
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Segunda estava sendo provavelmente o dia mais constrangedor da vida de Hermione. E o café-da-manhã estava mal começando. Ela sentia que todos os olhares pairavam sobre si, que todos comentavam sobre ela, que todos sabiam sobre seu encontro ilícito com o Morcegão das Masmorras. Temia principalmente que algum dos alunos pudesse ser um Legilimens, portanto desviava os olhos de qualquer um que a olhasse diretamente. Pior ainda era a dor que sentia em todo seu corpo.
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Hermione chegou ao Salão Principal, observando Severus Snape sentado à mesa dos professores que a respondeu com um sorriso de canto de boca imperceptível, mas logo mudou a feição ao avistar algo à sua direita. Ela virou somente para se deparar com Harry observando a troca de olhares e corando furiosamente antes de virar o rosto bruscamente para a outra direção. Gina riu.
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- Ontem recebi uma visita interessante na ala hospitalar.—comentou Madame Pomfrey à mesa dos professores. Snape permaneceu calmo, mas sua audição aguçou.
- Quem? – McGonagall perguntou tomando um gole de suco de abóbora.
- Hermione Granger. A Srta. Granger pediu algumas poções para fazer uma pesquisa. Brilhante jovenzinha, ela.—ela acrescentou, fazendo Snape respirar aliviado.
- Sério?—Minerva perguntou – Realmente, é uma jovem brilhante, mas não sabia sobre essa pesquisa. Também não sabia que ela se interessava em Poções.
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- A Srta.Granger é realmente uma mente privilegiada.—Slughorn entrou no assunto— Ainda mais para uma nascida trouxa.—os professores na mesa estreitaram os olhos com o comentário, especialmente Snape. A expressão de McGonagall dizia que ela não deixaria isso passar.—Mas, o Potter é muito mais impressionante no quesito "Poções" entre os grifinórios.
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- Potter.—Snape cuspiu o nome com desgosto e bufou – Certeza que você não andou tomando Poção da Alucinação, Slughorn? Potter sempre foi um aluno terrível de Poções, seria o pior se não fosse é claro, pelo Sr. Longbottom.—ele acrescentou se permitindo mentir um pouco. Ele próprio sabia que Harry não era assim tão ruim – Diria que a senhorita Granger é entre os grifinórios a menos pior.
- Então o senhor poderia explicar porque se recusou a auxiliá-la em suas pesquisas, ainda por cima a insultando?—Madame Pomfrey o confrontou.
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Snape olhou confuso para a mulher primeiro e depois voltou seu olhar para a mesa da Grifinória, encontrando Hermione com uma expressão de receio. Ele juntou os fatos e logo entendeu o que ela havia feito, mas Pomfrey confundiu sua expressão de desentendimento com indignação.
- Não adianta culpar a mocinha por ter me contado!—a medibruxa o advertiu.
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- Sinceramente, acho que isso é só medo de admitir que uma Grifinória é a melhor aluna da escola.— interrompeu Chronos Whitford, o desavisado Professor de Transfiguração e Diretor da Grifinória.
Snape adquiriu uma coloração vermelha, visivelmente de raiva. Ele estava com ciúmes pelo homem estar a elogiando e com ódio por estar ouvindo vexações e não poder falar o que ele acreditava firmemente. Hermione era a melhor aluna de Hogwarts, mas seria estranho sair declarando isso pelos quatro cantos.
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- Creio que não te diz respeito o que falo ou deixo de falar para meus alunos, Madame Pomfrey.—ele respondeu seco – E quanto à Srta. Granger ser a melhor aluna da escola, Professor Whitford, se deve ao fato do resto dos alunos serem todos cabeças-de-vento e não por mérito próprio.— seu tom de voz era hostil.
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- Deveria ter gravado isso.—disse Chronos abrindo um sorriso simpático acrescido de cinismo. Snape o devolveu uma carranca.—Bom saber que até mesmo os sonserinos concordam.—agora ele claramente provocava Severus, que bufou indignado.
- Você não sabe de nada.—disse Hagrid a 5 lugares de distância de Snape.—Em seu quarto ano, Hermione criou a Frente de Apoio à Libertação dos Elfos.—ele praticamente gritava para ser ouvido, irritando Snape —Bem, não preciso dizer que não deu certo, mas ela foi corajosa.—Chronos parecia pensativo.—Além disso, no segundo ano ela preparou uma Poção Polissuco...—Hagrid parou de falar ao ver o rosto de Snape se contorcer.
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- Poção Polissuco?—Severus questionou, pousando seu olhar sobre a mesa da grifinória e voltando para um Hagrid parecendo aterrorizado.
- É... É... Esqueça o que eu disse. Acho que foi muito firewhisky de ontem.—o meio-gigante se desculpou.
- Grifinórios e regras certamente não combinam.—Chronos disse dando risada ao observar a irritação do professor sonserino.
- Isso não tem a mínima graça.—Snape rebateu zangado.
- Tem sim.—o outro respondeu corajoso.
- Não é a toa que esses grifinórios não têm respeito por regras.—ele falou com desgosto.
- E suponho que os sonserinos têm?—Chronos perguntou.
- Não. Mas pelo menos eu não encorajo.—Snape sorriu cinicamente.
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Minerva estava sentada em sua cadeira habitual de Diretora, esperando que chegasse a aluna que na manhã daquele dia, ela havia pedido para que fosse em seu escritório à tarde, quando ouviu uma batida na porta.
- Pode entrar senhorita Granger.—ela permitiu. Hermione entrou e prontamente se sentou em frente à escrivaninha, no assento que McGonagall indicou. Ela sorriu para o quadro simpático atrás da Diretora.
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- O que foi Professora McGonagall?—sua voz não transparecia, mas ela temia que Minerva soubesse sobre ela e Snape.
- Imagino que a senhorita saiba que o Professor Slughorn pretende se aposentar o mais rapidamente possível, certo?—ela questionou.
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- Sim.
- Hoje chegou ao meu conhecimento de que a senhorita está fazendo pesquisas com algumas poções.—ela continuou. Hermione odiava mentir para McGonagall mas foi obrigada a assentir. – Sendo assim, o que tenho a te fazer é uma proposta, Hermione.—a mulher se permitiu abrir um sorriso – Uma proposta de emprego.—a jovem pareceu impressionada.
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- Você quer dizer... Como Professora de Poções??—Hermione perguntou estarrecida.
- Isso mesmo.—McGonagall assegurou – Sei que talvez você nunca tenha planejado seguir esse caminho, mas acontece que eu simplesmente não poderia deixar passar essa oportunidade. Seria ótimo ter a melhor aluna da sua época dando aulas aqui em Hogwarts, e agora que fiquei sabendo sobre seu interesse em Poções, resolvi oferecê-la o cargo.—ela explicou. Dumbledore a ofereceu uma piscadela por trás da diretora.
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- Ah, eu...—Hermione estava incerta do que responder.
- Não precisa dar a resposta agora, sei que você deve ter muito a pesar, Hermione. Afinal, propostas de emprego provavelmente vão chover em você agora.—ela disse fazendo com que a moça considerasse o prestígio de ser um nome respeitado. Enquanto pensava, uma idéia genial surgiu em sua mente.
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- Uuhm... Posso pedir uma coisa, Professora?—Hermione perguntou.
- O que é?— Minerva rebateu.
- Será que seria possível o Professor Snape me ajudar em minhas pesquisas?
- Por que a senhorita não pergunta a ele?—ela questionou confusa.
- Acontece que eu já perguntei, mas sabe como o Professor Snape é.—Hermione argumentou.—Talvez com uma ordem vinda de cima ele possa se disponibilizar... Entende?—e mentiu mais uma vez. Já estava ficando experiente. Dumbledore pareceu segurar um riso.
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- Ah, entendo. Não se preocupe, senhorita Granger, falarei com o Professor Snape sobre isso.— a diretora aquiesceu.
- Obrigada.—ela agradeceu desconfiada das reações do quadro do ex-diretor.
- E... Tem algo que eu deva saber, senhorita Granger?—Minerva a perfurou com seu olhar austero, fazendo arrepios percorrerem sua espinha.
- Como assim?—ela fingiu.
- Nada...—ela respondeu após uma longa pausa e Hermione pôde ver Alvo suspirando aliviado. Ela fez o mesmo internamente, mas era óbvio que o ex-diretor sabia de algo.
Está dispensada.—a diretora a consentiu.
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Hermione deixou a sala de McGonagall se perguntando se deveria aceitar o emprego. Ela planejava seguir algum tipo de carreira diferente de educadora, não que ser professora em Hogwarts fosse ruim, mas gostaria de avaliar suas opções. Apesar disso, não pôde deixar de se imaginar sentada ao lado de Severus na mesa dos professores, de mãos dadas e um largo sorriso no rosto, o qual ele compartilhava em parte.
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Ela decidiu dar uma visitinha nos aposentos de Snape com alguma desculpa qualquer para contá-lo as novidades, mas quando se esgueirou pelo corredor, encontrou a porta para a sala de aula escancarada e ouviu vozes vindas de dentro. Reconheceu ambas.
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- Ela veio aqui ontem, como você pediu?— perguntava uma voz arrastada cheia de desgosto vinda da sala de estar.
- Não te interessa.—Snape respondeu.
- Como quiser.— Draco rebateu.– Mas saiba padrinho, que se não parar de ver a Granger, eu o denuncio à diretora.—Hermione arregalou os olhos.
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- Você quem sabe – respondeu Snape exageradamente calmo.—Mas saiba VOCÊ, afilhado, que se contar à diretora, tanto eu quanto Hermione sofreremos as conseqüências, e seu plano medíocre irá por água abaixo.
- Não me importo, contanto que ela não esteja com você!—ele respondeu insolente.
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- Com o SENHOR. E lembre-se Draco, você está falando com alguém muito mais poderoso que você—sua voz era um sussurro mortal obrigando Hermione a apurar a audição.—e ameaçando a vida escolar de uma Sabe-Tudo Grifinória EXTREMAMENTE apaixonada pelos estudos E poderosa. Não quei-ra cru-zar nos-sos ca-mi-nhos.—ele ameaçou. Hermione se horripilou imaginando a cena e ouviu Severus sussurrar algo que não foi capaz de compreender.
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Draco não respondeu e ela pôde ouvir o garoto deixando a sala. Ele derrubou algumas das coisas que viu pelo caminho na pressa e não a viu escondida atrás de uma carteira. Logo que ele pôs metade do corpo para fora, a porta soou num baque ensurdecedor atrás de si, provavelmente o acertando.
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- E NÃO VOLTE MAIS AQUI, SENÃO IRÁ DESEJAR TER IDO PARA AZKABAN!—a voz de Severus reverberou pelos cômodos.
Hermione se demorou, mas entrou na sala a fim de acalmar o homem. Ele não tinha uma expressão muito contente quando a viu.
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- Você estava aqui?!—Snape questionou alarmado.—Ele te viu?
- Não!—ela respondeu o aliviando.—O que aconteceu? Você está bem?—ela caminhou em sua direção e tocou seu ombro gentilmente. Ele suspirou pesadamente e tomou sua mão.
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- Não quero conversar.—ele disse a tomando para um beijo. Ela não correspondeu.
- Mas Severus...
- Fique quieta.—ele ordenou tomando sua nuca e a forçando num beijo de língua. –Não quero que se preocupe com isso agora.—disse mordendo seu pescoço grosseiramente.
- VOCÊ não quer se preocupar com isso agora!—ela disse o empurrando.
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- Também.—ele deu um sorriso cínico colocando suas mãos por debaixo de sua saia. Ela corou furiosamente e Severus se permitiu dar outro sorriso convencido.
- Eu quero você AGORA.—ele sussurrou em seu ouvido mordendo o lóbulo de sua orelha. O coração de Hermione disparou com as palavras.—E quero você quieta a não ser que seja para falar "me fode".—ele tinha um sorriso sádico no rosto que tanto a assustou quanto excitou e a deu um tapa forte na nádega.
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Severus a conduziu com seus pés em direção do quarto, mas quando chegou próximo à porta, pareceu mudar de idéia. Seus olhos vagaram para a escrivaninha que nunca havia sido utilizada para assuntos "particulares" e somente para corrigir trabalhos de alunos. Ele a encarou altivo por cima de seu nariz proeminente e num gesto rápido, desabotoou suas próprias vestes.
- Não vamos para seu quarto?—ela perguntou perdida.
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- Não.—disse firme e levantou a sobrancelha. Ela passou a tirar suas vestes de aluna.—NÃO!—ele a parou tomando seu pulso.—EU faço isso.—e se livrando de sua camiseta branca, passou a desabotoar a de Hermione, numa lerdeza obviamente proposital.
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Cada botão era puxado de maneira que pareciam estar sendo castigados por seu ódio. Hermione tinha medo de não sair de lá inteira dessa vez, mas era tudo tão emocionante que seu lado grifinório aflorava destemido. Severus a beijou apaixonadamente e por um breve momento encostou seu rosto com o dela, nariz com nariz e inspirou ar pesadamente de olhos fechados. Mas logo deu um leve chacoalhar de cabeça e a prensou contra a escrivaninha. Penetrando-a profundamente com o olhar, passou o braço direito por trás dela, na superfície da mesa, jogando pergaminhos, penas e livros no chão. Hermione segurou o fôlego. Suas maçãs do rosto ardendo em fogo.
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Severus a tomou pela cintura e a virou de costas para si. Com um gesto de varinha e um murmúrio retirou o resto de suas próprias roupas, mas deixou as da grifinória. Por suas costas desabotoou seu sutiã e acariciou seus seios. Com a proximidade, Hermione podia sentir seu pênis pressionado contra suas nádegas, e Severus não fazia nada para conter. Ele parecia estar gostando de seu constrangimento.
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Ele beliscava seus mamilos e mordia sua orelha, até que a forçou a apoiar seu peso na escrivaninha, para retirar sua calcinha e a livrou igualmente de seus sapatos e gravata, mas deixou a saia. Era um enfeite que o satisfazia. Severus a fez continuar debruçada na mesa, pressionando suas mãos contra suas costas e guiou seu membro para dentro de sua intimidade lentamente. Hermione estava molhada e ele não precisou utilizar as mãos. Após a primeira estocada que Hermione sentiu a preenchendo por inteiro, Severus demonstrou um certo receio em continuar.
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- Dói?—ele perguntou com a voz entrecortada no ouvido dela.
- Uhh... Uh-uhm.—ela tentou articular uma resposta negativa.
Severus voltou à posição ereta satisfeito e tomando o quadril da grifinória pelas mãos, passou a dar estocadas lentas em movimentos repetitivos, onde retirava seu pênis e o introduzia completamente. Em pouco tempo, Hermione gemia estava nas alturas. Ela nunca sentiu nada igual e a dor da primeira vez já não estava presente.
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Ele tomou seus cabelos emaranhados entre os dedos e os puxou a trazendo para cima. A surpresa a fez deixar escapar um grito, ao qual Snape respondeu com um grunhido. Nenhum dos dois tinha consciência de que estavam realizando um sonho alheio, literalmente. Severus pegou as pernas de Hermione pelas coxas e as levantou do chão para forçar sua masculinidade mais adentro.
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-Se toque para mim.—ele ordenou em seu ouvido, tomando seu braço direito pelo pulso e posicionando sua mão entre as pernas. Ela atendeu ao pedido notando que a respiração do homem ficou ofegante ao senti-la tocando a si mesma.
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Severus passou a dar estocadas bruscas enquanto puxava seus cabelos. O movimento de vai-e-vem era alternado com gemidos ora contidos ora nem tanto. Hermione sentiu seu pescoço sendo chupado e logo após, o ombro mordido e com o prazer dos gestos de Severus e deu seu próprio toque, começou a rebolar subconscientemente. Ele grunhiu com a visão e passou a dar estocadas mais lentas para desfrutar do momento e notou quando os gestos da mulher mudaram. Suas pernas enrijeceram, ela tremia involuntariamente e a respiração estava entrecortada. Snape não agüentou e afundou o membro na intimidade que estava mais escorregadia e agora desprendia um cheiro inebriante que ele podia sentir de longe.
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Ele sentiu o próprio membro mandando ondas de prazer para o corpo e gozou junto de Hermione. Ao terminar, se retirou depositando um beijo em sua nuca e pegou sua calça no chão, assim como o sutiã da aluna. Ela o sorriu e pedindo licença, se dirigiu ao banheiro.
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- Você acha que ele vai falar algo?—ela disse voltando.
- Não.—Severus respondeu sabendo que tinha muito mais a perder do que ela.—Fiquei sabendo sobre algo interessante hoje.—ele começou—Hagrid deixou escapar algo sobre você preparar Poção Polissuco em seu segundo ano... Curioso, não?—perguntou cinicamente. Hermione pareceu assustada.
- Desculpe.—ela disse engolindo seco. Severus estreitou os olhos.
- O problema não é o fato de você ter preparado, mas sim por ter roubado do meu estoque.—ele falou amargo.—Sabia que tinha sido algum grifinório.
- Perdão, é que precisávamos descobrir se Draco era o herdeiro de Slytherin!—ela se justificou.
- E uma árvore genealógica não ajudaria, certo?—ele respondeu sarcástico. Hermione obviamente não tinha resposta para isso. Ele bufou.—Deixe quieto.—e a abraçou, levando para o quarto.
- Eu queria te contar a proposta que Minerva me fez hoje.—ela comentou sentando na cama.
- Eu sei, sobre ser Professora de Poções.—ele adiantou.
- Ah, você sabe? E o que você acha?— Hermione perguntou animada.
- Não sei...
- Eu perguntei a ela se você pode me ajudar com minha pesquisa em poções...
- Hermione, você sabe que não está fazendo pesquisa nenhuma, não é?—ele perguntou irônico.
- Sim.—ela respondeu abrindo um sorriso safado, fazendo-o rir.
- E quando ela quiser ver o andamento dessa pesquisa?—ele questionou.
- Você finge que está mal humorado e eu me finjo de coitada. Funciona bem.—ela comentou divertida.
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Oie povo!
Wizard Risk é o War dos bruxos. Esta idéia não é minha, é da Kahtia. Ela criou em sua fic este jogo e eu usei, portanto, brigada.. hehe. A fic dela se chama História de Uma Mente Insana, pra quem quiser conferir.
Obrigada pelos comentários pessoal! Ta aí mais um capítulo pra vcs, espero que gostem!
Bjus na bunda!!
